segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O NATAL DE CRISTO


“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o Seu Nome EMANUEL” (Isaías 7:14).
O Natal é um sinal dado por Deus ao Seu povo. Um sinal revelador da Sua omnipotência, pois para o Altíssimo nada é impossível. Um sinal revelador da Sua infinita graça e misericórdia para com o Seu povo. Um sinal revelador da presença contínua de Deus no meio do Seu povo.
O Natal deve assim tornar-nos conscientes de que a redenção e salvação dos homens é obra exclusiva de Deus por meio de Jesus Cristo, o Seu Filho amado. Uma obra que o Espírito de Deus opera no interior de cada pecador salvo pela Sua graça e pelo Seu eterno amor.
Muitos cristãos nos nossos dias planeiam reavivamentos espirituais nas suas igrejas porque esquecem que um genuíno reavivamento não é obra dos homens, nem pode ser planeado pelos homens, visto ser obra de Deus e segundo o próprio propósito Divino deliberado no Seu eterno Conselho.
Talvez a maior ignorância do homem contemporâneo resida numa imensa falta de conhecimento acerca de si mesmo. Por isso, a mensagem do Natal é tão importante e relevante nos nossos dias: “uma virgem conceberá” significa, primeiro, que aquilo que é impossível ao homem é possível a Deus, e segundo, que o Altíssimo tem poder soberano para cumprir infalivelmente todos os Seus desígnios eternos e todas as Suas promessas no tempo. Podemos confiar num tal Deus, pois Ele é o nosso Deus, fiel de geração em geração. E não há outro Deus além dele, o Deus da Bíblia!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

O CICLONE


Quando nos recordamos da nossa adolescência e juventude não podemos deixar de ficar perplexos ao constatarmos como, em tão poucos anos, o meio Evangélico mudou radicalmente. É mais difícil explicar a rapidez das mudanças do que as próprias mudanças… O que nos constrange é termos de concluir que uma tal rapidez nas mudanças significa falta de convicções e de fundamentos sólidos nas lideranças eclesiásticas que permitiram tais e tão radicais transformações.
As nossas igrejas foram varridas por um ciclone de conformação com o mundo neste presente século. As sociedades degradaram-se e corromperam-se em termos espirituais, morais e éticos, e as igrejas que deveriam ser um travão a tal degradação e corrupção acabaram também elas por serem influenciadas pela sociedade.
O Senhor Jesus deixou no mundo os Seus discípulos para serem o sal e a luz, para influenciarem a sociedade e não para serem influenciados por ela. O que vemos, porém, é uma igreja que anda a reboque do mundo, procurando agradar aos políticos, aos homens das ciências e das artes… Igrejas que só pensam em ser aceites pelos homens, em crescer numericamente, e que para tal estão dispostas a assumir todos os compromissos com as filosofias e maneiras de pensar contemporâneas, mesmo que para isso tenham de negligenciar, omitir ou mesmo negar princípios bíblicos fundamentais, ordenanças do próprio Senhor da Igreja.
A apostasia atinge todas as áreas da actividade eclesiástica: desde o culto até à vivência de cada membro da igreja.
No meio deste vendaval de decadência e apostasia espiritual, que cada um de nós possa permanecer firme e fiel na vivência e na defesa da fé uma vez dada aos santos.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 11 de dezembro de 2010

A POBREZA


É vulgar ouvir-se falar no nosso meio Evangélico do “pecado da pobreza”… cremos que tal expressão não é correcta. De facto, a pobreza no mundo é consequência do pecado, e só poderá ser erradicada quando o pecado o for também. Ora, todos nós sabemos que tal só sucederá quando Cristo voltar, a fim de implantar o Seu reino de justiça e verdade! Enquanto houver pecado no mundo a pobreza será um dos seus frutos visíveis; e quanto maior for o domínio do pecado, maior e mais extrema será a pobreza na humanidade.
Compete aos cristãos, não propriamente erradicar a pobreza do mundo, mas sim, à medida que for feita a evangelização dos homens, procurar responder igualmente às necessidades físicas e materiais daqueles que são alvo dessa evangelização.
A missão da Igreja é testemunhar de Jesus Cristo e da salvação que Ele nos dá mediante a fé no Seu sacrifício redentor e no Seu sangue vertido na cruz para expiação dos nossos pecados; testemunhar ainda da Sua ressurreição e vitória sobre a morte, garantindo assim aos crentes no Evangelho a vida eterna.
A sede e a fome que as igrejas cristãs têm de suprir é espiritual. Contudo, como já dissemos, e seguindo o exemplo do nosso Mestre e Seus apóstolos, devemos, na medida que nos for possível, suavizar e suprir as necessidades também físicas e materiais dos homens que são objecto do nosso testemunho cristão.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CONHECER DEUS?


Recebemos um convite para “conhecermos Deus” através de “um percurso interactivo” que nos ligaria à vida…
Convite que nos fez reflectir sobre o significado real de conhecermos a Deus, e como conhecê-Lo verdadeiramente. Damos graças ao Senhor pelo facto de, unicamente pela Sua graça, já O conhecermos!
Na verdade, Deus revela-Se aos homens em Jesus Cristo e por Jesus Cristo, e só na Escritura Sagrada encontraremos o testemunho fidedigno dado por Jesus que nos revela perfeitamente o Pai.
Nunca os homens conhecerão a Deus se Este não Se revelar a Si mesmo. E é pelo Seu Espírito e através da Bíblia que o Senhor Se revela aos pecadores e lhes dá entendimento para compreenderem a Sua revelação, aceitá-La e assim passar a conhecê-Lo em Cristo Jesus, a fim de terem a vida eterna.
É certo que o Criador Se revela também aos homens através do universo criado, mas tal revelação, como bem sabemos e vemos, é insuficiente para que os homens cheguem a um conhecimento perfeito de Deus, isto devido ao pecado que lhes entenebrece o coração e a mente.
Portanto, só pela Escritura Sagrada podemos conhecer a Deus e ter comunhão com Ele, sendo pelo Seu Espírito ligados à vida que se projecta na eternidade.
Talvez por isso, nos nossos dias, Satanás tente falsear essa Revelação, fazendo-Lhe perder a Sua eficácia, ao colocar nas mãos dos homens traduções incorrectas e levianas, que banalizam e falseiam a Palavra de Deus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

ECOS DA SEMANA


Ao longo desta semana de cultos especiais organizados pela União de Homens da nossa igreja pudemos meditar no que consiste de facto a genuína fé Cristã.
Em primeiro lugar verificamos que o valor da fé não está propriamente nela, mas sim no alvo ou objecto dessa fé. A fé, por menor que seja, mesmo do tamanho de um grão de mostarda, se o seu objecto for Deus tem muito poder. Em oposição, por maior que seja a fé, se ela for colocada em algo que só existe na imaginação humana, como por exemplo a fé dos profetas de Baal, não tem qualquer poder para além da simples persuasão psicológica ou poder da mente humana, o que é manifestamente impotente em confronto com o poder de Deus.
Abraão, Moisés, Daniel, David, Paulo… eis alguns exemplos do que significa viver pela fé em Deus. Eles tinham uma relação íntima e profunda com o Senhor, viviam na obediência incondicional à Palavra Divina e esperavam no Altíssimo quando tudo parecia desmoronar à sua volta.
Mesmo quando algo era humanamente impossível eles confiavam no poder d’Aquele para o Qual nada é impossível. Assim, desafiavam toda a oposição dos homens e viviam com perseverança firmados na fé em Deus, deixando-nos um testemunho precioso para o nosso viver quotidiano, pois eles revelam-nos o segredo da vida vitoriosa em todos os momentos e circunstâncias, por mais adversas que sejam…

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

OS ALVOS PARA A IGREJA


O Senhor da Igreja é Jesus Cristo, o Qual também a fundou sobre Si mesmo, e ninguém pode colocar outro fundamento além do que está posto pelo próprio Deus (I Cor. 3:11).
Assim, as igrejas genuinamente cristãs têm de obedecer aos mandamentos d’Aquele que é a Cabeça e o Mestre de cada uma delas. Isto significa que os alvos para a acção da igreja estão claramente definidos por Jesus e pelos Seus apóstolos no Novo Testamento, e ninguém tem autoridade para colocar agora outros alvos para além dos que estão determinados pelo Senhor e Mestre Divino.
Esses alvos são, essencialmente: Prégar o Evangelho da Graça de Deus em Cristo Jesus, ensinando os homens a guardarem todas as ordenanças do Senhor, baptizando aqueles que crêem em Jesus Cristo em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mat.28:19,20; Marc.16:15,16). Testemunhar de que Jesus morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou para nossa justificação, cumprindo assim as Escrituras (I Cor.15:3,4; Rom.4:25). É pela pregação do Evangelho que os pecados dos homens serão perdoados ou retidos, mediante a aceitação ou rejeição de cada um (Jo.20:22,23).
Os cristãos são testemunhas de Jesus e da Sua ressurreição, exortando os homens ao arrependimento dos seus pecados e à fé salvadora em Cristo, a fim de terem a vida eterna, andando na comunhão fraterna, orando e intercedendo uns pelos outros, auxiliando-se mutuamente em todas as adversidades da vida, procurando todos viver de um modo agradável a Deus, segundo os ensinos de Jesus Cristo, prestando também juntos o culto devido ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais vindos do coração (Ef.5:19).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

COMO PERSEVERAR

São inúmeras as exortações na carta aos Hebreus, e em todo o Novo Testamento, para permanecermos firmes na fé e na esperança do cumprimento das promessas de vida eterna que Deus nos dá em Jesus Cristo. Importa perseverar até ao fim na plena certeza de que a Palavra de Deus se cumprirá infalivelmente no tempo e na eternidade, pois fiel e omnipotente é Aquele que fala.
Muitos hoje fundamentam a sua fé e a sua acção em opiniões e estudos feitos por homens e não na Bíblia. Dão mais crédito aos “doutores” deste mundo do que à Revelação de Deus na Sua Palavra. Nas igrejas, há quem fundamente as suas mensagens já não na Bíblia, mas em livros escritos por psicólogos, sociólogos, homens de negócios e outros pensadores humanos. Ou seja, dão mais valor ao que esses homens escrevem do que ao que Deus ensina na Escritura Sagrada.
Por isso, a situação nas igrejas está a degradar-se visivelmente em termos espirituais, e não só…
Como poderá haver santificação na vida dos crentes, se a fonte dessa santificação é negligenciada? Como podem os crentes ser saciados espiritualmente, se os líderes preferem cisternas rotas que não podem reter qualquer água, ao manancial de águas vivas que é Jesus Cristo revelado na Bíblia, e só na Bíblia?
Guardemos, pois, no coração e na mente as exortações que nos são dadas no Novo Testamento, para que jamais nos desviemos dos ensinos e ordenanças do Senhor Jesus Cristo (I Tim.6:3-5).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

UM POUCO DE HISTÓRIA


As lutas verificadas através dos séculos da era Cristã entre grupos e seitas do cristianismo têm sido provocadas por erros doutrinários e éticos que foram surgindo e se estabeleceram na igreja dominante.
Assim, vários grupos se ergueram ao longo dos séculos protestando contra os erros da igreja oficial e defendendo o regresso aos ensinos e à simplicidade formal dos tempos apostólicos. Infelizmente, também no seio desses movimentos de protesto surgiram, por vezes, heresias nefastas que anularam a influência positiva que os seus protestos podiam exercer no seio da Cristandade.
A própria Reforma Protestante, apesar de todos os aspectos positivos que teve, não foi suficiente na área eclesiástica, para trazer o Cristianismo à sua pureza evangélica inicial. Houve erros e heresias que faziam parte da Igreja Romana e que não foram erradicados por completo entre os Reformadores, como o baptismo infantil e por aspersão, uma igreja nacional de cariz episcopal ou sinodal e, embora reconhecido em teoria, na prática não era sempre visível o princípio da separação das igrejas e do Estado. Nunca foi, igualmente, reconhecido pelos Reformadores o direito que cada indivíduo tem para cultuar a Deus livremente, segundo a sua consciência; pois os cidadãos em zonas protestantes eram obrigados, tal como nas católicas, a professar oficialmente a religião dos magistrados e líderes políticos do Estado a que pertenciam.
No entanto, no seio desse amplo movimento Reformador surgiu um grupo que, quanto a nós, acabou por preencher todos os requisitos de uma igreja apostólica. Esse grupo rejeitou o baptismo infantil, pois lia no Novo Testamento que só aqueles que se arrependem dos seus pecados e crêem em Jesus Cristo é que devem ser baptizados. Adoptou também a forma bíblica do baptismo, que é a imersão em água, como sinal da identificação do pecador com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição, a fim de viver agora em novidade de vida, em consequência da regeneração que previamente foi nele operada pelo Espírito Santo. Devido à ênfase dada por este grupo de Cristãos aos aspectos relativos ao baptismo, foram denominados “Baptistas”.
Podemos descrever a posição Baptista, nas suas várias frentes, da seguinte forma:
Em relação à Bíblia, Palavra de Deus, defende o direito de interpretação particular das Escrituras e da responsabilidade individual de obediência às mesmas. O que implica o reconhecimento da liberdade inalienável de cada indivíduo cultuar, ou não cultuar a Deus, segundo os ditames da sua consciência.
Em relação à Igreja, o princípio fundamental Baptista é uma igreja local autónoma, organizada e dirigida de acordo com os moldes apostólicos; uma igreja composta de membros regenerados que tenham dado o testemunho público da sua fé em Jesus Cristo descendo às águas do baptismo.
Na área política, a posição distintiva dos Baptistas é a separação das igrejas e do Estado.
Os Baptistas são Cristãos por excelência, pois seguem tão somente a Jesus Cristo e buscam viver em conformidade com os ensinos do Novo Testamento. Não têm outro mestre para instrução espiritual senão Jesus Cristo. Por isso, defendem que a verdadeira sucessão apostólica só a encontraremos actualmente na submissão plena às doutrinas ensinadas por Jesus e Seus apóstolos, as quais se apresentam exaradas para nós nas páginas do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A INSENSIBILIDADE


Um dos grandes males que corrompe a nossa geração é a insensibilidade para com a Palavra de Deus. Aqueles que ouvem e lêem as Escrituras não são transformados, nem renovados na sua mente e no seu coração. Permanecem insensíveis perante as exortações, admoestações e ensinos da Bíblia. Vêm à igreja, ouvem a mensagem que Deus envia através da Sua Palavra e nada muda na sua vida, na sua mente e no seu coração. Estão de tal modo endurecidos que não ouvem a voz de Deus, nem atentam para os Seus ensinos e ordenanças.
Grande será a condenação desses que assim vivem no seio do povo de Deus, pois tal atitude revela desprezo para com o Senhor e a Sua Palavra. De facto, não há temor de Deus no coração daqueles que, no entanto, afirmam ser “cristãos”.
Isto explica a total incoerência que é bem visível na vida de tantos e tantos crentes, pois confessam com os lábios aquilo que negam na prática. Vemo-los perfeitamente conformados com este mundo, associados e em comunhão com aqueles que negam a Deus e escarnecem de Cristo…
Por isso, as igrejas estão mundanizadas e o culto profanado com coisas que não são de Deus, mas sim do Inimigo.
Sabemos que tudo isto revela os sinais proféticos dados pelo nosso Mestre e Seus apóstolos para os últimos tempos… Então, vigiemos e oremos para que não caiamos também nós na tentação da negligência e da insensibilidade espiritual.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO


Aquilo que distingue um verdadeiro discípulo de Cristo daqueles que não são de Cristo, mesmo que se afirmem “cristãos”, não se circunscreve a uma determinada postura em relação a algumas áreas morais ou éticas, como por exemplo: sexo nunca fóra do casamento, bons hábitos alimentares, vida conjugal e social exemplares…
Ser Cristão é muito mais do que isso, e implica uma mudança no coração e na mente do homem. Só pode ser discípulo de Jesus quem possui a mente de Cristo e tem um coração renovado pelo Espírito Santo. Isto significa uma nova visão da vida, sentimentos e pensamentos diferentes, uma revolução na área das prioridades na vida quotidiana. A isto chama a Palavra de Deus não conformação com o mundo ou com este presente século.
Não se trata, insistimos, de atitudes pontualmente diferentes, mas sim de toda uma vivência radicalmente diferente. Também não significa propriamente o não fazer isto ou aquilo, mas antes um envolvimento tal nas coisas espirituais que já não deixa tempo e retira o desejo e a atracção pelas coisas e prazeres do mundo.
É à luz destes parâmetros espirituais que temos de examinar a nossa vivência quotidiana, a fim de verificarmos se de facto somos ou não genuínos discípulos de Jesus Cristo.


Pastor Celestino Torres de Oliveira

CRENTES NARCOTIZADOS


Hoje em dia parece que os crentes estão como narcotizados, alienados na sua vivência quotidiana, tal a discrepância entre as afirmações de fé que proferem e o modo como vivem. A conformação com o presente século, o prazer que sentem nos divertimentos e espectáculos mundanos revelam uma vivência que nega todos os princípios e ensinos bíblicos relativos à santidade e ao modo como os crentes devem viver neste mundo, a fim de agradarem a Deus.
Outro facto que põe em causa a genuína fé cristã daqueles que a professam actualmente é a forma como encaram a morte, e também como concentram todos os privilégios provenientes da fé em Jesus Cristo nesta peregrinação terrena, como se a vida presente fosse a única realidade ou, pelo menos, a realidade mais importante.
Esta atitude opõe-se àquela que encontramos nos crentes do Novo Testamento. Para estes, tudo nesta vida era relativo, efémero e passageiro, o que contava acima de tudo era a certeza de que um dia estariam para sempre com Cristo na Sua glória, e almejavam por tal dia. Partir e estar com Cristo era muito melhor (Fil. 1:23; Rom. 8:18; II Cor. 5:1-2,8).
Que se passa, então, com os cristãos deste século? Que fé é a nossa? Que significado real têm para nós os ensinos e promessas do nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo, que encontramos nas páginas da Bíblia?

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 9 de outubro de 2010

O MINISTÉRIO


Nós repudiamos todo o sacerdócio oficial que não seja o de Cristo, todo o altar que não seja o Calvário, toda a oblação que não seja a do Corpo de Jesus Cristo crucificado, o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez só, mas cujo sacrifício perfeito tem eficácia eterna.
Cremos, também, que profetas e apóstolos foram dons concedidos por Deus para o período particular do estabelecimento do Cristianismo nascente, bem como para a produção literária do Novo Testamento, não tendo portanto sucessores.
As nossas igrejas têm uma só ordem ministerial oficial: os pastores. Os quais podem ser igualmente apelidados de bispos ou de presbíteros. Bispo, quer dizer vigilante e superintendente. Presbítero, significa ancião e tem a ver com a capacidade de aconselhamento baseado no ministério da Palavra e do ensino bíblico. Pastor é o termo de ternura, indica direcção e orientação das ovelhas, responsabilidade por uma boa e sadia alimentação espiritual, impedindo ainda a penetração de lobos no seio do rebanho. Mas estes três títulos referem funções específicas de um único ministério na igreja (Act. 20:17, 28; I Tim. 3:1; 5:17; Tit. 1:5,7; I Ped. 5:1-4).
O ministério pastoral exige a chamada Divina e implica a eleição por voto comum dos membros de uma igreja local. Aqueles que são chamados por Deus e eleitos pela igreja para um tal ministério devem, se possível, deixar todo o trabalho secular a fim de se dedicarem inteiramente à “oração e ministério da Palavra” e vivam do Evangelho que prégam (Act. 6:4; I Cor. 9:14).
Em apoio do ministério pastoral, foi criado o diaconato para um serviço material, social e de beneficência (Act. 6:2-3; Fil. 1:1). Os diáconos não são uma ordem inferior do ministério. Têm os seus trabalhos seculares, a sua vida profissional, por isso não são sustentados pela igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CRENTES PREVENIDOS


São inúmeras as advertências e alertas do Senhor Jesus e dos Seus apóstolos para que estejamos vigilantes e não nos deixemos enganar por falsos profetas que virão em grande número, sobretudo com o aproximar da segunda vinda de Cristo, os quais farão até em nome de Jesus grandes sinais e maravilhas a fim de confundirem e atraírem a si os homens.
Por isso, devemos estar vigilantes e firmar-nos tão somente nos ensinos do Novo Testamento, para que não sejamos também nós confundidos no meio da imensa confusão espiritual que reina nos nossos dias.
O que nos deixa perplexos é que quando, na peúgada do nosso Mestre, exortamos os crentes a que não se deixem enganar por novas correntes espirituais que reivindicam o poder do “Espírito” para realizarem milagres, embora a sua vivência e os seus ensinos sejam uma distorção da Revelação de Jesus Cristo que encontramos nas páginas da Bíblia, sejamos por outros irmãos na fé acusados de demasiada desconfiança e de estarmos numa defensiva excessiva perante as novas correntes e influências espirituais à nossa volta no mundo Evangélico. Mas, se são realmente novas influências e novas correntes, então estão de facto fóra do Espírito do Evangelho, o Qual opera no povo de Deus e o instrui há mais de dois mil anos!
O futuro, e sobretudo a eternidade revelará quem está correcto ou não na análise que faz dos novos acontecimentos e dos novos conceitos de Cristianismo… então, talvez seja já demasiado tarde!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

MARANATA! CRISTO VEM!


Vivemos numa sociedade hedonista, totalmente dominada pelo desejo de satisfazer os prazeres da carne, onde os homens vivem uma vida superficial e leviana em termos espirituais e sentimentais. Acrescente-se a esta realidade a degradação moral e a decadência espiritual, e teremos o quadro negro da nossa época.
É nesta sociedade que está inserida a Igreja, e é nela que tem de continuar a ser o sal da terra e a luz do mundo. No entanto, em vez disso, vemos as igrejas cada vez mais conformadas com o presente século, grandemente minadas pelo mesmo espírito hedonista, leviano e decadente da sociedade.
Indubitavelmente que nem Cristo é Senhor, nem o Espírito Santo enche e guia a vida da maior parte daqueles que ainda dizem ser cristãos…
Os cultos são transformados em sessões de entretenimento e de espectáculo; a música, como não poderia deixar de ser, é aquela que mais se ouve no mundo do “rock” e de outras correntes igualmente satânicas que controlam esses ambientes de droga, sexo e criminalidade.
Assim, vemos de novo no seio do povo de Deus a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, e que o nosso Senhor relembrou como sinal dos últimos tempos.
Então, os verdadeiros crentes devem estar mais do que nunca em alerta e vigilância máxima: MARANATA! CRISTO VEM!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

QUE TRADIÇÃO?


A nossa fé firma-se exclusivamente na Escritura Sagrada, a Palavra de Deus. Repudiamos as inovações que ao longo dos séculos os homens foram acrescentando nos seus ensinos e na sua vivência, inovações que se tornaram uma tradição humana que corrompe o Cristianismo, falsifica e contradiz as Escrituras, as quais revelam a genuína Tradição e Verdade dos profetas, de Cristo e dos apóstolos.
Os “credos ecuménicos”, as Sumas Teológicas de Tomás de Aquino e de tantos outros teólogos e eruditos eclesiásticos, contêm inúmeros ensinos que contrariam a única Tradição Cristã genuína que veio de Deus e se expressa nas páginas da Sagrada Escritura.
A doutrina dos apóstolos em que o primitivo Cristianismo perseverou, “a fé uma vez dada aos santos”, foi pregada oralmente no primeiro século e preservada para nós, pelo Espírito Santo, nas páginas escritas do Novo Testamento. Assim, a única legítima tradição oral tornou-se a tradição escrita, a Palavra de Deus para todos os homens em todas as gerações.
A inspiração das Escrituras significa que o próprio Deus, pelo Seu Espírito, como que respirou nas páginas da Bíblia as palavras da Sua Revelação por intermédio dos seus autores humanos, embora toda a personalidade dos profetas e autores sagrados seja activa e criadora naquilo que escrevem. É na união do Autor Divino com o autor humano que surge a Palavra escrita de Deus.
Tal como Jesus Cristo é totalmente homem e totalmente Deus, também a Bíblia é totalmente palavra escrita por homens e totalmente Palavra inspirada por Deus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 11 de setembro de 2010

IMPORTA NÃO CONFUNDIR


Nós sempre defendemos que cada ser humano é livre para cultuar ou não cultuar a Deus segundo os ditames da sua consciência. Os diversos governos nas nações devem portanto salvaguardar este direito inalienável do indivíduo.
A defesa deste princípio leva-nos também a respeitar todos aqueles que têm convicções de fé diferentes das nossas, o que nos impede qualquer tipo de proselitismo no seio de outras igrejas, ou de abrirmos lugares de culto junto a outros já existentes…
Mas a defesa deste princípio de liberdade religiosa não se opõe a que tenhamos as nossas próprias convicções solidamente firmadas na Bíblia, e importa mesmo que as tenhamos, pois cada um de nós é responsável diante de Deus pela fidelidade devida aos Seus ensinos, ministrados pelo Seu Espírito na Sagrada Escritura.
Assim, embora respeitando todos os credos e confissões de fé, só podemos ter comunhão espiritual com aqueles que partilham connosco a mesma fé e ordem Cristãs.
A fidelidade e lealdade a Cristo e à Sua Palavra é um princípio Baptista fundamental que nos impede a comunhão com aqueles que se desviam dos ensinos do nosso Divino Mestre.
Portanto, não confundamos respeito com comunhão fraterna, a qual só pode existir no seio daqueles que obedecem a Cristo e estão de acordo na sua fidelidade ao Senhor.
Quanto ao mais, o mesmo Senhor nos julgará a todos, e cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A BABEL DA CONFUSÃO


Vivemos numa verdadeira babel religiosa, e como se tal não bastasse muitas das Igrejas Evangélicas com rótulos ainda históricos já não são na verdade aquilo que o seu nome ou rótulo indica.
Assim, para atenuar toda esta imensa confusão e caos religioso, pelo menos em relação a nós Baptistas, seria muito útil que todas as igrejas denominadas “Baptistas” verificassem à luz da história quais os princípios, a fé e a ordem que, de um modo geral, têm caracterizado as igrejas Baptistas, mesmo no meio da pluralidade que sempre existiu nalgumas áreas teológicas.
E, no caso de chegarem à conclusão de que não possuem já os mesmos princípios, nem a mesma fé e ordem, tivessem a honestidade e a sinceridade suficiente para deixarem o seu rótulo denominacional e passarem a chamar-se por outro rótulo qualquer. Tal atitude seria muito útil para clarificar posições e atenuar entre nós a confusão espiritual existente.
E, quanto ao sofisma oculto por detrás das auto-denominadas “Igrejas Baptistas Renovadas”… Devemos esclarecer que as genuínas Igrejas Baptistas sempre se esforçaram para que os seus membros fossem pessoas regeneradas, logo sempre foram igrejas renovadas pelo Espírito do Senhor…
Tal epíteto aplicado agora a algumas igrejas apenas significa que tais igrejas já não são verdadeiramente “Baptistas” em termos históricos e teológicos. Por que não terem a coragem de confessar que são igrejas “Neo-Pentecostais”?...

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

LIBERDADES INDIVIDUAIS


Ao longo dos séculos uma das maiores tentações no seio das igrejas cristãs, mesmo depois da Reforma Protestante, foi a de quererem obrigar os incrédulos ou aqueles que tinham outras convicções a conformarem-se com a sua fé, forçando-os, muitas vezes pela própria violência física, a baptizarem-se e tornarem-se membros da igreja.
Esqueceram ou ignoraram uma verdade bíblica fundamental: Só Deus, pelo Seu Espírito e pela Sua Palavra, pode atrair a Cristo e converter a Si os pecadores. Os Cristãos, como testemunhas de Jesus Cristo, são apenas instrumentos que o Senhor usa para converter os pecadores e levá-los a Cristo a fim de serem n’Ele uma nova criação.
A salvação é individual! Cada um é chamado e atraído a Cristo de um modo pessoal e particular, e só depois se torna membro de um Corpo, de uma colectividade, o Corpo de Cristo. A salvação da Igreja implica primeiramente uma chamada e salvação individual. Por isso, cada um dará contas de si mesmo a Deus, sendo totalmente responsável pelas decisões que toma. Ninguém deve ser forçado a tomar qualquer decisão contra a sua própria vontade.
Por isso, ao longo da história, um dos princípios distintivos do povo Baptista foi sempre a defesa das liberdades e responsabilidades individuais no relacionamento dos homens com Deus.
Mas, ao tornar-se voluntariamente membro duma igreja local, o crente passa a partilhar também as responsabilidades colectivas, sendo solidário com os restantes membros da igreja, submetendo-se à disciplina que Cristo ordenou para as Suas Igrejas.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VERDADEIRO OU FALSO?


O traço distintivo de um verdadeiro cristão é viver ou procurar viver em conformidade com os ensinos de Cristo e Seus apóstolos que encontramos no Novo Testamento.
O cristão é um discípulo de Jesus Cristo, a sua fé e a sua acção firmam-se na Palavra de Deus, porque está convicto de que os homens que escreveram cada livro da Bíblia eram homens santos de Deus que para tal foram inspirados e movidos pelo Espírito Santo. Sabe que a revelação de Deus dada aos homens ao longo do Velho Testamento é progressiva e atinge a sua plenitude final em Jesus Cristo e nos Seus ensinos exarados para nós no Novo Testamento pelos Seus apóstolos.
O factor crucial que distingue o verdadeiro cristão é a base de inspiração e sustentação da sua vivência quotidiana ser tão só a Palavra de Deus.
Firmamo-nos ainda na nossa razão, naquilo que pensamos ser o melhor para nós e nos faz feliz, mesmo que só aparentemente? Fundamentamo-nos nas nossas ideias feitas e preconceitos intelectuais, aceitando apenas os ensinos da Bíblia que nos convêm ou com os quais concordamos, rejeitando tudo o mais como não inspirado, considerando ser simplesmente a opinião dos homens que tal escreveram?
Então não somos cristãos genuínos!
Só quando aceitamos todo o ensino da Escritura como Palavra de Deus é que temos o direito de nos intitularmos cristãos, ou seja, discípulos de Jesus Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

RAZÕES DUMA OPÇÃO


Creio que a opção que temos feito até ao momento de conservarmos o “Cantor Cristão” como o hinário oficial da nossa igreja tem sido um meio eficaz usado por Deus para manter a nossa congregação fiel aos ensinos de Cristo revelados na Escritura Sagrada.
Há, sem dúvida, novos cânticos que vieram enriquecer o meio Evangélico, mas temos de reconhecer que a maior parte do que se canta hoje nas nossas igrejas diverge em muito daquilo que era a temática e a “filosofia de vida” que norteava os nossos irmãos do passado e que se reflectia também nos cânticos de louvor que entoavam a Deus.
Actualmente, perdeu-se a noção da relatividade e efemeridade da vida nesta peregrinação terrena e do alvo final que é estar para sempre na presença de Deus, desfrutando em Cristo da Sua eterna glória. Agora parece que toda a esperança do cristão se centra no gozo e no prazer que pode usufruir já aqui na terra. A comunhão com Deus e a bênção do Senhor parece terem repercussões apenas neste tempo presente, em saúde, prosperidade e uma alegria muitas vezes sentida e manifestada de um modo muito mais carnal do que espiritual, daí a conformação com o mundo…
Não esqueçamos que a luta contra as tendências da carne que nos levam à conformação com o mundo é uma das tónicas temáticas essenciais nos hinos do nosso “Cantor Cristão”, bem como de todos os hinários tradicionais Evangélicos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 30 de julho de 2010

NOVO ALERTA


“Há um Cristianismo original, puro, perfeito e revelado: é o Cristianismo dado no Novo Testamento por Aquele que é o Autor e Consumador da fé. O Espírito Santo deu, preservou e perpetuou no Novo Testamento o testemunho literário desse Cristianismo original, o Cristianismo de Cristo. Manter diante de nós o alvo deste Cristianismo revelado, cujo autor é Jesus Cristo, repudiando toda a mistura de tradições humanas é a marca distintiva do povo Baptista ao longo dos séculos.
Para nós basta o Novo Testamento, a autoridade do Senhor vivo, o Salvador omnipresente com as Suas igrejas e a iluminação e o poder do Espírito Santo. Anelamos reter os factores que criaram o Cristianismo que Jesus e Seus apóstolos deixaram como herança imutável dos séculos.
Cremos que toda a Bíblia, incluindo portanto o Velho Testamento, é a Palavra de Deus. Mas a Revelação que Deus deu aos homens é progressiva. O auge, o zénite, o ponto final da perfeita Revelação é Jesus.”
Citamos, duma forma livre, estas afirmações de William Taylor porque pensamos que chegou o momento das nossas igrejas reflectirem bem no modo como estão a ensinar o Evangelho e a cultuar a Deus. Nalguns casos tememos que se esteja a voltar ao Velho Testamento no ritual do louvor, na prática de obras e de restrições alimentares que foram abolidas por Jesus Cristo.
Também nós pensamos que é essencial para a genuína fé e testemunho cristãos, preservar o Cristianismo de Cristo na sua pureza original, tal como o encontramos nas páginas do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 20 de julho de 2010

A INSPIRAÇÃO DE PAULO


Satanás está espalhando a confusão e a dúvida no coração e na mente de alguns crentes ao insinuar que os ensinos que encontramos nas cartas apostólicas, nomeadamente nas epístolas de Paulo, não têm a mesma inspiração divina que os ensinos exarados nos Evangelhos.
É doutrina fundamental das Igrejas Cristãs que toda a Bíblia, e neste caso todo o Novo Testamento é divinamente inspirado. Paulo não foi mais, nem menos inspirado do que Mateus, Marcos, Lucas e João quando escreveram os Evangelhos. Estes narram sobretudo o ministério de Jesus Cristo, Seus ensinos, Seus milagres, Sua morte, ressurreição e ascensão. Mas, como o próprio Senhor afirmou no Evangelho (Jo.16:12-14) ainda havia muita coisa a ensinar para além daquilo que Ele já havia ensinado…
Havia toda a orientação necessária para a organização e disciplina das igrejas, para uma vivência segundo a vontade de Deus em várias áreas que constituíam novidade para os crentes de então.
Para isso, foi enviado o Espírito Santo que instruiu e inspirou os autores do Novo Testamento para que escrevessem o que escreveram, como ensino do próprio Cristo e, portanto, Palavra de Deus para a vida nas Igrejas (I Tim. 3:14-15; I Cor. 14:37).
O problema, porém, está naqueles que não querem submeter-se à Palavra de Deus e procuram desculpas ou justificativas, mesmo sem nexo, para essa desobediência.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 16 de julho de 2010

HEBREUS 8:8-13


Há nos nossos dias alguns cristãos que pretendem um retorno à Velha Aliança que o Senhor estabeleceu com Israel. Tal como acontecia nos tempos dos apóstolos os judaizantes estão de volta…
Querem impor-nos restrições alimentares que foram abolidas por Cristo mediante o Seu sacrifício expiatório na cruz; buscam a inspiração para o louvor a Deus e o culto que Lhe deve ser prestado não no Novo Testamento, mas sim à luz do Velho Testamento, esquecendo o ensino de Jesus à mulher samaritana, e o sentido simbólico e figurativo do culto vetero-testamentário. Não têm em conta o facto da Revelação de Deus aos homens ser gradual e progressiva culminando na Revelação máxima em Jesus Cristo, perfeita na Sua plenitude e, por isso mesmo, final.
Estamos de volta a uma ênfase nos jejuns e nas boas obras, empalidecendo assim o Evangelho da Graça de Deus revelada em Jesus Cristo e por Jesus Cristo. Querem voltar ao vinho velho em odres velhos…
Parece que tudo depende daquilo que os crentes fazem, não tendo na devida conta o cumprimento infalível dos desígnios soberanos de Deus na história da humanidade e, igualmente, na história da Sua Igreja.
É óbvio que cada um de nós é também responsável diante de Deus e dos homens pelas decisões que toma e pelo seu comportamento na vida social, familiar e privada; e cada um terá de dar contas de si mesmo a Deus. Esta é, porém, uma verdade bíblica tão real como a da soberania incondicional de Deus.
E é perante estas duas linhas paralelas na Bíblia que temos de viver e de cultuar ao Senhor.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ACTOS 2:41-42


A Escritura diz-nos que aqueles que se baptizaram no dia de Pentecostes, sendo assim agregados à igreja, perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, na celebração da Ceia do Senhor e nas orações.
Eis quatro áreas em que todos os crentes em Jesus Cristo devem perseverar, permanecer firmes e fiéis.
Sobretudo na época em que vivemos, importa preservar a doutrina apostólica e procurar viver em conformidade com os ensinos do Novo Testamento.
Cuidado com as falsificações modernas que transformam o Evangelho de Jesus Cristo num outro “evangelho”, sem cruz, sem auto-renúncia, sem santificação, nem mortificação dos desejos da carne. Um “evangelho” que alimenta o egoísmo humano e que mantém o pecador fechado sobre si mesmo, tendo como desejo prioritário a satisfação das suas necessidades carnais e temporais. Um “evangelho” que nada muda na vida daqueles que dizem ter sido convertidos a Cristo, e que por isso não tem qualquer impacto na vida social.
A verdadeira conversão a Deus, pela fé em Jesus Cristo, transforma radicalmente a vida do pecador, tornando-o uma nova criatura, cujo testemunho causará impacto na sociedade, contribuindo também para a sua transformação gradual.
É urgente reflectirmos nas razões pelas quais, apesar do aumento estatístico do número de “Evangélicos” em Portugal e no mundo, a sociedade humana continua a degradar-se e a corromper-se a um ritmo alucinante…

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 29 de junho de 2010

UMA RECORDAÇÃO


Desci às águas do baptismo quando tinha doze anos de idade, e ainda me recordo da emoção que senti no momento em que fui sepultado nas águas, numa identificação com Cristo na morte, a fim de também com Ele ressuscitar para uma vida nova. Obviamente que não possuía então os conhecimentos e a consciência que hoje tenho acerca das coisas de Deus e da minha responsabilidade enquanto discípulo de Cristo, contudo experimentei na minha infância uma fé pura e genuína em Jesus Cristo que ainda recordo com saudade.
Lembro-me, sobretudo, da primeira pergunta que me foi feita pelo pastor Paulo Torres aquando da minha profissão de fé. Levantando a Bíblia, ele perguntou: Que livro é este? E eu respondi, é a Bíblia. Sim, continuou o pastor Torres, e o que é a Bíblia? É a Palavra de Deus, retorqui.
Creio que foi esta convicção que sempre permaneceu em mim, que impediu, em certos momentos de crise espiritual, que me afastasse da verdade revelada em Jesus Cristo nas páginas da Sagrada Escritura.
É ainda a afirmação de fé decisiva nos dias de hoje para impedir que as igrejas de Cristo se afastem do caminho que conduz à vida e que é em si, também, a própria vida que vale a pena ser vivida já nesta peregrinação terrena.
A nossa fé tem de estar firmada unicamente nos ensinos da Escritura, na Palavra de Deus. A Bíblia foi escrita por homens santos de Deus, inspirados para tal pelo Espírito Santo. Por isso, sendo palavra escrita por homens é contudo plenamente Palavra de Deus, inerrante e perfeita para instruir em toda a justiça e santidade, a fim de nos tornar sábios para a salvação pela fé que há em Jesus Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

EM RELAÇÃO AO BAPTISMO


É falsa a afirmação de que os Baptistas só baptizam adultos. Na realidade, nós baptizamos só crentes após profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor.
Um dos grandes pioneiros do trabalho Baptista no Brasil, e que influenciou também grandemente a nossa Denominação aqui em Portugal, William Taylor escreveu o seguinte no seu tratado sobre o “Baptismo Bíblico”:
“Os Baptistas não fazem a mínima objecção ao baptismo de crianças. Sei por experiência pessoal da salvação que gozo em Jesus Cristo que eu a recebi pela fé cinco anos antes de findar a minha menoridade. Entendi perfeitamente o Evangelho desde os meus seis anos de idade como o entendo hoje, e se não fosse a inerente depravação do meu coração juvenil eu teria sido crente naquela idade, como o meu irmão o foi com oito anos, sendo baptizado com nove anos.
São milhares de crentes no mundo inteiro que podem testemunhar a sua conversão a Cristo e baptismo antes de chegarem a ser adultos. Carey Bonner, eminente Baptista inglês e obreiro mundial nas Escolas Dominicais na primeira metade do século XX, afirma ter perguntado a 300 ministros do Evangelho a que idade se tinham tornado crentes em Jesus Cristo e haviam sido baptizados, 270 haviam-no feito entre os dez e os dezoito anos.
De facto, os melhores crentes do nosso tempo foram convertidos para a plena fé salvadora e baptizados sob profissão dessa mesma fé muitos anos antes de serem adultos”.
Eu mesmo espero poder dar, na próxima semana, o meu testemunho nesta área.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A ORAÇÃO


Infelizmente parece que os cristãos estão a esquecer cada vez mais os ensinos de Jesus para todas as áreas da nossa vida, incluindo o Seu ensino relativo à oração (Mat. 6:5-13).
Oração é comunhão com Deus, íntima e profunda, que se expressa em palavras, as quais devem reflectir o que vai no nosso coração. Não é motivo para ostentação da nossa fé ou dos nossos conhecimentos bíblicos quando ela é proferida em lugares públicos, na congregação local em que nos reunimos para prestar culto a Deus.
Devemos respeitar os alvos propostos pelo nosso Mestre para a oração: Glorificar a Deus no desejo de que o Seu nome seja santificado e a Sua soberania uma realidade visível tanto na terra, como no céu, e na nossa própria vida. O reconhecimento da nossa total dependência de Deus no dia a dia e nos mais ínfimos pormenores e necessidades da nossa vida. O anseio sincero de que a Sua vontade prevaleça em todos os momentos e circunstâncias.
O verdadeiro crente, embora não possa deixar de ter a sua própria vontade em relação a muitas coisas, sabe que a vontade de Deus é sempre a melhor para si, e deseja sinceramente que seja esta e não a sua a concretizar-se no quotidiano do seu viver.
Ainda uma outra realidade muito importante na oração: o sentimento do imenso perdão que recebemos de Deus em Cristo Jesus, leva-nos também a estar sempre disponíveis a perdoar as ofensas que nos são feitas.
Será assim que estamos a orar a Deus?

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 12 de junho de 2010

O PRAGMATISMO


Prosseguindo na linha do pensamento iniciado a semana passada, poderemos acrescentar o seguinte:
O facto dos líderes das Igrejas Evangélicas buscarem cada vez mais a orientação para o seu ministério em livros escritos por eminentes homens de negócios e políticos de sucesso, ou em conferências organizadas pelos mesmos, e já não na Bíblia, faz com que haja uma mudança radical na filosofia e na prática dos ministérios contemporâneos em relação aos do passado.
Agora, o pragmatismo domina e impõe as suas leis. Isto significa que os pastores de hoje, com raras e honrosas excepções, já não são orientados por princípios éticos e espirituais imutáveis visto estarem fundamentados nos ensinos da Sagrada Escritura, a Palavra de Deus, mas sim por todo e qualquer método que possa resultar e ter sucesso na óptica humana.
Por outras palavras, os pastores já não se interrogam sobre qual a vontade de Deus expressa na Sua Palavra para a orientação e para o trabalho que deve ser feito nas igrejas e pelas igrejas que pertencem a Cristo, pois o que conta é aquilo que possa atrair e cativar as pessoas, de um modo particular os jovens.
Tudo o que revele ter sucesso nesta área e neste alvo será considerado bom e posto de imediato em prática. Nem sequer se ousa colocar a interrogação quanto à possibilidade de estar em contradição com os ensinos e o espírito da Palavra de Deus e, portanto, em oposição à vontade do Senhor para a Sua Igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 5 de junho de 2010

A ESTRATÉGIA MAIS EFICAZ


Ao longo da história das igrejas cristãs a estratégia mais perigosa e eficaz utilizada por Satanás na tentativa de destruir a fé uma vez dada aos santos foi a infiltração no seio dessas igrejas de filosofias, métodos e práticas contrários aos ensinos de Jesus Cristo que encontramos nas páginas do Novo Testamento. Esta é, sem dúvida, uma estratégia muito mais eficaz e poderosa do que qualquer ataque à fé proveniente do exterior, mesmo que recorra à violência física.
E é sobretudo este o método que actualmente usa com profusão o Inimigo das nossas almas. Vemos igrejas que outrora eram firmes e ousadas no testemunho da sua fé em Jesus Cristo e agora estão quase totalmente conformadas com a degradação e devassidão existentes na sociedade em que estão inseridas. Vemo-las receptivas a todas as infiltrações de novas ideias e conceitos de vivência “cristã”, que as afastam da genuína fé bíblica.
Há líderes espirituais que buscam uma orientação para as suas igrejas não já na Bíblia, mas sim em livros de pensadores e doutrinadores considerados “Evangélicos”, que por sua vez estão grandemente influenciados pela psicologia e pela sociologia, ou seja, pelas filosofias e conceitos puramente humanos, e por vezes até contrários aos ensinos e à vontade do nosso Mestre para a Sua Igreja.
Por isso, as nossas igrejas estão a perder o alvo essencial para o qual o Senhor as organizou: evangelizar, fazer discípulos de Cristo, baptizá-los e mantê-los unidos entre si na fé e no amor que há em Jesus Cristo, como membros do Seu Corpo, perseverando firmes nos ensinos do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 24 de maio de 2010

OS DEPARTAMENTOS


Os Departamentos existentes no seio das Igrejas Baptistas têm como alvo o treinamento dos seus membros no serviço do Senhor: descobrir dons e capacidades, procurando que eles possam ser postos em prática para benefício de toda a igreja e crescimento espiritual daqueles que os possuem.
Este é o alvo da União da Mocidade, da Sociedade de Senhoras e da União de Homens. Um alvo que nunca deve ser esquecido por cada Departamento, e deve unir a todos.
O nosso Divino Mestre instituiu e mandou organizar igrejas pelo mundo inteiro. Portanto, o que conta essencialmente é a igreja local onde estamos agregados. A criação dos diferentes Departamentos dentro da igreja local é apenas uma resposta humana, mas cremos que também inspirada pelo Espírito de Deus, a esta interrogação crucial:
Qual a melhor maneira de descobrir os dons e as capacidades de cada membro da igreja e de pô-los a agir no serviço do Senhor em conformidade com os dons e capacidades que possuem?
Assim, a divisão dos membros da Igreja pelos diferentes Departamentos não constitui de facto uma divisão da Igreja, mas sim o melhor meio de unir a todos no alvo comum de edificação espiritual da igreja na sua globalidade local.
Esta realidade, repetimos, nunca deve ser esquecida por todos os líderes e membros dos diferentes Departamentos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 18 de maio de 2010

FATALISMO? NÃO!


O dilema que se coloca às nossas igrejas é como conciliar as mudanças necessárias e inevitáveis devido ao avançar dos tempos e das gerações, com a manutenção da ordem e do nível espiritual quer nos cultos, quer na vivência individual e colectiva dos crentes.
Isto porque todos nós vemos que aquilo que actualmente se denomina mudança traz consigo uma enorme carga de decadência e degradação quer espiritual, quer ética, quer cultural.
Com efeito, o nível espiritual das nossas igrejas tem vindo a degradar-se abruptamente devido às inúmeras mudanças que têm sido feitas nos últimos anos. Embora tudo isto seja mais notório na forma como é prestado o louvor a Deus nos cultos públicos, não deixa de ser igualmente visível em todas as restantes áreas do culto, nomeadamente na exposição da Palavra de Deus ou prégação do Evangelho. Falta seriedade e profundidade, há muita leviandade e ligeireza, brinca-se com as coisas sérias, mesmo com textos bíblicos, não há respeito, nem reverência para com o Senhor. Muitos vêm para o culto na casa de oração como quem vai para a praia ou fazer campismo… As mentes são “profanas”, incapazes de qualquer sentido do “sacro”, de qualquer expressão reveladora do temor devido a Deus.
O que torna tudo ainda mais dramático é vermos que não são muitas as reacções no nosso meio a toda esta decadência. Pelo contrário, há como que um conformismo generalizado, que nalguns casos se aproxima de um certo fatalismo: “São os tempos, e temos de nos adaptar a eles…”
Que Deus nos livre do fatalismo, para que possamos confiar sempre na Sua providência.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O CASAMENTO


Um dos princípios fundamentais na história dos Baptistas é a separação de poderes entre as Igrejas e o Estado.
Foi o nosso Divino Mestre Quem nos orientou nesse sentido, com a célebre ordem: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mat.22:21).
Por isso, não aceitamos que o ministro do culto, enquanto no exercício do seu ministério, possa ser igualmente representante do Estado, ou seja, do poder civil. Assim, continuamos a defender que o casamento entre membros das nossas igrejas tenha estes dois passos: civil e religioso.
Esta separação de poderes instituída por Jesus Cristo vem colocar um problema novo às sociedades modernas: Como encarar o casamento quando ele é apenas civil?
Pessoalmente, creio que o casamento, como instituição Divina que é, só será genuíno quando para ele os noivos desejam na presença do Senhor pedir a Sua aprovação e a Sua bênção. Só neste caso o casamento é celebrado de acordo com a instituição Divina, tornando-se indissolúvel, pois aqueles que Deus uniu, só Deus os pode separar, portanto só a morte os pode separar.
Em contrapartida, o casamento apenas civil funciona para nós como um contrato social, e aqueles que o Estado uniu, o Estado tem autoridade para, se quiser e quando quiser, separar.
É assim que interpretamos, na área do casamento, a separação de poderes entre o Estado e as Igrejas, ensinada pelo nosso Mestre.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

I CORÍNTIOS 12:13


O apóstolo diz claramente aos membros da igreja de Corinto, independentemente da nacionalidade que tinham e dos dons que possuíam ou não possuíam, que todos eles haviam sido baptizados em um Espírito, formando um corpo. De facto, ninguém pode reconhecer e aceitar na sua vida Jesus como Senhor, senão pelo poder e acção do Espírito Santo (I Cor. 12:3).
Assim, quando o Espírito de Deus nos convence do pecado (Jo. 16:8) e nos dá o arrependimento, suscitando em nós a fé no Senhor Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, somos baptizados no Espírito Santo, sendo nesse baptismo agregados a Cristo e feitos participantes da Sua vida. Nascemos de novo! Facto que iremos testemunhar publicamente descendo às águas do baptismo.
O verdadeiro sinal do baptismo no Espírito Santo não é o dom de falar em línguas, dom que já no tempo do apóstolo Paulo não era partilhado por todos (I Cor. 12:30), mas sim o amor que transforma radicalmente a nossa vida.
O fruto do Espírito visível na nossa vida (Gál. 5:22), e não eventuais dons sobrenaturais, é que constitui a prova real de que nascemos de novo, nascemos do Espírito.
É triste que, hoje em dia, certos cristãos dêem tanta ênfase a certos dons, considerando-os imprescindíveis como prova do baptismo no Espírito Santo, e depois na sua vivência social e familiar não mostrem minimamente as qualidades requeridas que provam de facto a acção e o poder do Espírito Santo na vida do crente.
Talvez isso explique, infelizmente, o facto de cada vez ser maior o número daqueles que se dizem “evangélicos” e, no entanto, a nossa sociedade estar também cada vez mais degradada, corrompida e violenta.
Sem regeneração genuína o testemunho cristão não tem qualquer impacto social.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 1 de maio de 2010

ESPERA NO SENHOR


Ao longo da semana finda a Sociedade de Senhoras da nossa igreja levou-nos a meditar num tema crucial para a nossa vida nesta peregrinação terrena. Estamos gratos a Deus por estes momentos que ele nos proporcionou para reflectirmos nos ensinos e exortações da Sua Palavra, e pela forma como usou não só as senhoras da nossa igreja, mas também todos os mensageiros que Ele enviou para nos transmitirem a Palavra do Senhor.
De facto, toda a nossa vida aqui no mundo deve ser vivida na base duma confiança total no Deus de toda a providência, o Qual nos ama e cuida de nós, pois é Ele também o nosso Pai que está nos céus, e habita pelo Seu Espírito no nosso coração, dirigindo e orientando toda a nossa vivência.
Assim, o Senhor é o nosso auxílio e o nosso escudo no meio dos combates e adversidades da vida, Ele fortalece o nosso coração para que possamos vencer as inclinações perversas da nossa carne e tenhamos a força necessária para O amarmos e servirmos.
É Ele Quem guarda o nosso caminho e nos faz perseverar até que herdemos a vida eterna.
Portanto, no decurso da nossa caminhada iremos experimentar que no Senhor há misericórdia e abundante redenção, pois d'Ele, e só d'Ele vem a nossa salvação. Ele renova continuamente as nossas forças e sempre ouve o nosso clamor.
Por isso, sabemos que vale a pena clamarmos ao Senhor, seja qual for a situação difícil ou amarga em que nos encontremos. Sobretudo, quando já não há solução, nem esperança para os homens, no Senhor devemos continuar a esperar, e a esperar sempre.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A VERDADEIRA ADORAÇÃO


Só o Deus Triúno e Eterno, Imutável, Infinito, Auto-existente, Santo, Justo e Bom é digno de adoração, e deve ser honrado, glorificado e adorado por todas as Suas criaturas, incluindo todo o exército dos céus (Neem. 9:6), todos os anjos (Heb. 1:6) e todos os seres humanos em todas as nações (Mat. 4:9-10; Jo. 4:24).
Não podemos adorar a Deus segundo a nossa imaginação, ou segundo o parecer da nossa racionalidade, mas tão só como o próprio Deus prescreve e ensina na Sua Palavra: portanto, apenas em espírito e em verdade. A adoração que não tem como alvo a Deus é pecado.
É certo que no Novo Testamento não encontramos prescrições formais rígidas para o culto, como acontecia no Velho Testamento, pelo que o culto cristão deve ser feito na liberdade do Espírito de Deus e sob a Sua orientação. Como o nosso Deus é um Deus de ordem e de harmonia, o culto orientado pelo Seu Espírito revelará também estas características e será feito com ordem, decência e dignidade (I Cor. 14:33,40). Portanto, onde houver confusão e desordem formal não cremos que esse seja um genuíno culto a Deus.
Assim, por exemplo, nas orações públicas, quando alguém na congregação está a orar em voz alta, fá-lo em nome de todos, pelo que os restantes membros devem estar em silêncio, ouvindo o que é dito, a fim de poderem, caso estejam de acordo, concluir com o seu "ámen" a oração, fazendo assim suas as palavras que foram dirigidas a Deus.
Também o louvor deve primar pela harmonia, quer no canto, quer na música instrumental, identificando-se com toda a harmonia que há nas obras de Deus reveladas em toda a Sua criação.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 13 de abril de 2010

UM CULTO NOVO


É fácil esquecermos que uma nova Aliança implica um novo culto, "porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei" (Heb.7:12). Assim, se atentarmos bem para o Novo Testamento iremos verificar que há uma mudança radical na expressão do culto em relação ao Velho Testamento.
O ritual altera-se porque todo ele era uma sombra ou figura d'Aquele que havia de vir a fim de levar sobre Si os pecados do Seu povo e verter o Seu sangue em purificação desses mesmos pecados, remindo pelo Seu sacrifício na cruz todos os crentes que estavam sob a Lei Divina (Col.2:16-17; Heb.9:11-10:18; Gál.3:23-29). Jesus Cristo é o verdadeiro Cordeiro de Deus (Jo.1:29), e todos os cordeiros, sacrificados na velha Aliança em holocausto para expiação dos pecados do povo, eram apenas uma figura deste Cordeiro que havia de vir, o próprio Filho de Deus.
A expressão do louvor altera-se também tornando-se formalmente mais espiritual. Há ainda muita sensualidade e expressões provenientes da carne no culto vetero-testamentário, tais como danças e outras atitudes inerentes à carnalidade humana. Não esqueçamos que a revelação de Deus aos homens é gradual ao longo das gerações, até atingir a plenitude no Cristo Eterno feito homem na pessoa de Jesus. O culto genuíno será sempre resultante do conhecimento que os adoradores têm de Deus: quanto maior e mais profundo for esse conhecimento, mais perfeito e espiritual será a expressão do louvor. Por isso, não lemos no Novo Testamento que Jesus ou os Seus apóstolos, mesmo nos momentos de maior alegria, tenham expressado em dança o seu louvor, nem há qualquer vestígio de danças ou palmas rítmicas nos cultos das igrejas do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A CEIA DO SENHOR


Depois de termos nestes últimos dias meditado na paixão e morte do Senhor, e celebrando hoje a Sua ressurreição, é um privilégio podermos também neste dia participar da ordenança deixada por Cristo à Sua Igreja como memorial dessa paixão e morte. Memorial que torna visível, através da partilha do mesmo pão e do mesmo vinho, a comunhão de todos os membros no Corpo de Cristo. É uma declaração pessoal da dependência do sacrifício de Cristo, simbolizando a necessidade constante de cada crente se alimentar espiritualmente do Senhor crucificado e ressurrecto. É uma ordenança dada à Igreja, portanto, um acto congregacional.
Para poder participar dignamente na Ceia do Senhor, a pessoa deve ser regenerada e baptizada, deve ter uma conduta agradável a Deus, não imoral, deve estar em perfeita comunhão com a igreja, quer na doutrina, quer no relacionamento fraterno. Por isso, os participantes da Ceia do Senhor devem examinar-se a si mesmos, comungando na devida ordem e no tempo próprio.
Os elementos são o pão e o vinho. Estes elementos são celebrados pela igreja conforme a instituição por Cristo da "Ceia", segundo o método claramente apresentado nos Evangelhos e em I Coríntios 11:23-25.
A igreja não tem autoridade para alterar seja o que for no que Cristo instituiu, pelo que os elementos do pão e do vinho no cálice, como símbolos do Corpo e do Sangue de Jesus crucificado, devem ser mantidos, na obediência ao que o próprio Senhor ordenou.
A Ceia do Senhor, correctamente administrada, anuncia a morte de Cristo como poder sustentador da nossa vida e fonte da nossa santificação.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 30 de março de 2010

O BAPTISMO


O baptismo é uma ordenança que Cristo deixou à Sua igreja. Como a própria palavra grega indica e toda a sua simbologia requer, o baptismo é um acto de imersão em água. De facto, simbolicamente o baptismo é um sepultamento com Cristo na Sua morte, a fim de também com Ele o crente ressuscitar para uma nova vida (Colossenses 2:12; Romanos 6:4).
Só devem ser baptizados aqueles que crêem em Jesus Cristo, tal como a Escritura O revela, e confessam publicamente a sua fé n'Ele, tanto homens como mulheres. As condições para ser baptizado são, portanto: receber a Palavra do Senhor de bom grado (Actos 2:41); o arrependimento genuíno (Actos 2:38); uma fé pessoal, bem evidente aos olhos da igreja (Actos 8:12, 36-37).
O baptismo testemunha uma mudança na mente e no coração do homem ou mulher, pois simboliza, como já referimos, a morte e sepultamento com Cristo da vida velha, e a ressurreição para uma nova vida, sendo para tal revestidos de Cristo (Gálatas 3:27).
Como ordenança da igreja, o baptismo manifesta a salvação mediante o testemunho que o crente dá publicamente de que morreu para o pecado, a fim de, com Cristo e em Cristo ressuscitado, viver agora para a justiça (Romanos 6:4-5). Aquele que é baptizado torna-se, assim, membro da igreja, um membro do Corpo de Cristo.
Por consequência, o baptismo é uma declaração pública do nosso discipulado e implica obrigação para aquele que crê, visto ser uma ordenança deixada pelo Senhor à Sua igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 23 de março de 2010

A DISCIPLINA NA IGREJA


O primeiro dever de cada igreja de Deus é ensinar, instruir e guiar. Pela regeneração o crente inicia uma nova vida e necessita de ser alimentado pelo leite racional para que por ele se desenvolva na edificação espiritual de si mesmo, bênção de outros e glória de Deus. Importa ainda que esse leite, que é a Palavra de Deus, não seja falsificado mas o puro, a fim de que o crescimento espiritual seja saudável e genuíno.
O segundo dever da igreja local é corrigir as faltas dos seus membros, cada um levando as cargas uns dos outros. A igreja deve agir com mansidão e amor, sentindo como um todo a responsabilidade de corrigir o que está mal no seu seio. Por vezes, será preciso acrescentar à correcção uma cirurgia, ou seja, limpar ou cortar membros que se constituem uma ofensa e um perigo para a saúde dos demais e para a vida de todo o corpo. Mas este será sempre o último recurso (I Cor. 5:13).
As ofensas dignas de disciplina eclesiástica podem revestir um carácter pessoal (Mat. 18:15-18), ou serem ofensas públicas: os que promovem dissensões contra a sã doutrina, bem como os que ensinam outras doutrinas (I Tim. 6:3-5). Os que andam desordenadamente, desobedecendo deliberadamente aos ensinos das Escrituras (II Tes. 3:6,14). O alvo é limpar a igreja do fermento velho (I Cor. 5:1-8).
A igreja não castiga os seus membros. O fim da disciplina é corrigir o irmão que erra e, uma vez corrigido e mudado o seu comportamento, a igreja deve perdoá-lo e recebê-lo de novo como membro (II Cor. 2:5-10).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 15 de março de 2010

DEVERES DO CRENTE


Os membros da igreja devem buscar a vontade de Cristo revelada nas Escrituras a fim de cumpri-la. Devem, portanto, viver de acordo com esta vontade, dando um testemunho prático e visível da sua filiação Divina, revelando em toda a sua vivência o fruto do Espírito Santo.
O crente deve sentir não só o dever, mas também o desejo de se reunir aos seus irmãos na casa de Deus para prestar o culto devido ao Altíssimo, e só em caso extremo deixará de desfrutar um tal privilégio que o Senhor lhe dá. Deve ter igualmente um culto diário familiar ou individual, orando, lendo e meditando na Palavra de Deus.
Como membro da igreja local, o crente deve contribuir com os dons e capacidades que Deus lhe deu para a perpetuação e extensão do Evangelho, para a manutenção da ordem e da reverência nos cultos, para que a igreja do Deus vivo permaneça sendo "a coluna e firmeza da verdade" (I Tm. 3:15). A participação nos cultos públicos e restantes actos praticados na casa de oração devem ter como alvo a edificação e santificação de todos em Cristo.
Cada membro deve sentir ainda a responsabilidade de vigiar para que a sua igreja local mantenha, não só em teoria, mas também na prática, a Bíblia como única regra de fé e acção.
Infelizmente, algumas das nossas igrejas têm-se desviado deste princípio, sofrendo as influências nefastas quer do liberalismo teológico que nega a inspiração plenária das Escrituras, quer dos movimentos neo-pentecostais que colocam as experiências humanas e as emoções carnais acima dos ensinos objectivos da Bíblia.
A verdadeira igreja de Cristo tem de conformar-se não com o mundo à sua volta, mas com os ensinos do Novo Testamento.


Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 10 de março de 2010

SER MEMBRO DA IGREJA


Os membros duma igreja Baptista têm de professar e dar evidência crível nas suas vidas da fé em Jesus Cristo.
A primeira igreja apostólica foi composta apenas de tais pessoas: unânimes perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, nas ordenanças do Senhor e nas orações, tendo recebido de bom grado a Palavra de Deus (Actos 2:41-42, 46).
Nota-se uma profunda diferença de carácter espiritual entre a igreja e o mundo. Paulo diz aos membros da igreja de Roma que antes haviam sido servos do pecado, porém agora obedeceram de coração à forma de doutrina a que foram entregues, tendo sido libertados do pecado (Rom. 6:17-18). Quanto aos membros da igreja de Éfeso, o mesmo apóstolo diz-lhes que tendo outrora estado mortos em ofensas e pecados, foram vivificados em Cristo (Ef. 2:1-5). João mostra enfaticamente esta distinção entre a igreja e o mundo: "sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno" (I Jo. 5:19). Por isso, requere-se dos membros das igrejas cristãs que se apartem de todos aqueles cujo carácter não proporciona nenhuma evidência de regeneração e santificação (II Tess. 3:6).
Verificamos assim que o requisito espiritual necessário ao membro da igreja é a regeneração ou novo nascimento (Jo. 3:3-7; Rom. 6:4; II Cor. 5:17; Gál. 6:15). O que implica separação do pecado para uma vida nova em Cristo.
Sem este acto de Deus na vida do pecador ninguém será salvo, nem poderá ser membro da verdadeira igreja do Senhor.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 6 de março de 2010

CÔRO DA 1ª IGREJA BAPTISTA DE LISBOA - 70 ANOS

Celebrou-se no passado Domingo dia 28 de Fevereiro a passagem de mais um aniversário de existência do coro da 1ª Igreja Baptista de Lisboa. Nesse Culto o Coro teve uma participação mais alargada, tendo cantado seis hinos do seu repertório. No link que se segue pode apreciar-se uma das suas participações http://www.youtube.com/watch?v=aqxyCpoKE0I

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Tendo nascido no mesmo ano em que foi organizada a 1ª Igreja Baptista de Lisboa (1922), Maria Isabel aprendeu bem cedo a arte musical, pois aos 7 anos já tocava órgão e com 14 anos dirigia aquele que seria o embrião do futuro "Côro da Igreja".
Com efeito, foi ela que Deus usou para reorganizar e reestruturar em 1940 o Côro da Igreja, tal como nós hoje o conhecemos.
Rapidamente não só o pastor Paulo Torres, mas também toda a Igreja se aperceberam do quão importante era a participação do "Côro" nos cultos, pela vida, entusiasmo e elevação espiritual que suscitava, sendo usado por Deus para criar uma atmosfera de solenidade necessária a fim de preparar a congregação que iria escutar a mensagem da Palavra de Deus.
Até ao dia em que o Senhor a chamou à Sua presença, ou seja, por mais de 60 anos, a irmã Maria Isabel Lino Irwin Torres de Oliveira foi sempre a Directora do Côro, o qual constituiu, a par da sua função de organista e solista vocal, o ministério por excelência que Deus lhe confiou ao longo desta peregrinação terrena.
A partir de então (2001), o Côro tem tido a Direcção da Irmã Alzira Viriato de Oliveira, coadjuvada por aquela que é ainda irmã carnal da fundadora, D. Augusta Torres Martins.
No longo historial do Côro da Igreja, podemos salientar, a 24 de Dezembro de 1944, um culto de acção de graças levado a efeito pela Direcção do Côro, cuja colecta levantada reverteu a favor da compra de um órgão portátil para o trabalho missionário da Igreja. O Côro revelava assim uma das suas características essenciais: o alvo evangelístico.
Também em 1946 o Côro cooperou com os restantes Departamentos na aquisição de fundos para a compra de um piano.
Ao longo destes 70 anos de actividade o Côro da I Igreja Baptista de Lisboa foi convidado a participar em diversos cultos festivos de diferentes igrejas, como por exemplo: Cacém, Morelena, Seixal, Almada, Benfica, Setúbal, Marinha Grande, Vieira de Leiria, Coimbra (no Encontro Nacional dos Baptistas Portugueses), Caldas da Rainha, Telheiras, Chança, 2ª Baptista de Lisboa, Lar Cristão de Guerreiros, Barreiro, Igreja Evangélica do Castelo em Almada, e na abertura do ano lectivo do Seminário Baptista Português, em 2007.
É bom salientar que o alvo com que foi criado o Côro da Igreja é exclusivamente o de contribuir, como instrumento de Deus, para suscitar uma atmosfera espiritual propícia à proclamação da Palavra de Deus no culto. Pelo que só se justifica a sua actuação nos cultos da Igreja ou, quando convidado, em cultos especiais de outras igrejas Evangélicas.
Quando em Agosto de 2000 o Senhor chamou à Sua presença a organizadora e directora do Côro, D. Maria Isabel Lino Irwin Torres de Oliveira, esta Irmã deixava como legado espiritual à Igreja um repertório de mais de 80 hinos, o testemunho de fé de toda a sua vida nesta peregrinação terrena.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

I TIMÓTEO 4:1


Cada vez é mais evidente no meio Evangélico contemporâneo o cumprimento desta profecia do Espírito. As expressões visíveis da fé nos nossos dias, quer no modo como se pretende cultuar e louvar a Deus, quer na vivência quotidiana dos crentes, tem pouco a ver com o modo como sempre se viveu e se expressou ao longo dos séculos a fé genuinamente Evangélica. O que significa ter havido nos últimos anos um desvio significativo da fé uma vez dada aos santos. Já referimos, numa reflexão passada, que o abandono dos hinários tradicionais era sintomático e bem revelador desta realidade, pois não é só a música que está em causa, mas também a própria letra desses hinos, e o testemunho de fé que neles se expressa.
Obviamente que não é difícil reconhecer por detrás desta mudança essencial a acção de espíritos enganadores e da influência de Satanás na mente e no coração dos próprios crentes. O problema crucial é que não basta afirmar com os lábios que se crê em Deus, importa nascer de novo, que haja de facto uma renovação da mente e do coração do homem, para que os sentimentos e pensamentos do crente sejam inspirados pela Revelação de Deus em Cristo Jesus, que encontramos nas páginas da Escritura, nomeadamente no Novo Testamento.
O grande sofisma usado por Satanás nos nossos dias é convencer os crentes de que o tipo de vida evangélico requerido no Novo Testamento é um produto da cultura Ocidental, e portanto é tudo mera questão cultural… Só que isso é falso e enganador. A fé e a vivência dos crentes fiéis a Cristo ao longo dos séculos influenciou, é certo, a cultura Ocidental (e não só), mas é fruto da obediência aos ensinos e mandamentos do Senhor, e é isso que continua a ser importante e decisivo para os nossos dias.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SURREALISMO OU APOSTASIA?


Há anos atrás, não muitos, nós entravamos numa casa de oração ou templo Evangélico e sabíamos que estávamos numa igreja. Hoje entramos num lugar de "celebração evangélica" e pensamos que estamos num cinema ou em qualquer sala de espectáculos mundanos...
Há alguns anos atrás, quando os crentes reunidos na igreja começavam a louvar ao Senhor com os seus cânticos, todos sabíamos que se iniciara o culto de adoração a Deus. Hoje, quando crentes reunidos num determinado lugar começam a "louvar ao Senhor", nós pensamos que estamos assistindo ao início de qualquer concerto de "rock" ou de outro tipo semelhante de música mundana.
Afinal a que conclusões chegamos?
1. As igrejas estão a falhar completamente na sua missão de transformar e renovar a sociedade em que estão inseridas. Mais grave ainda, é a sociedade decadente e totalmente controlada por Satanás que está moldando e conformando as igrejas à sua imagem.
2. Esta é uma das facetas da apostasia dos últimos tempos que está a tornar-se mais visível nos nossos dias.
3. A crise agrava-se pelo facto dessa apostasia começar na própria liderança das igrejas, o que aliás já acontecia nos tempos da apostasia de Israel, a qual começava também pelos sacerdotes e anciãos do povo.
4. Pessoalmente, cremos que o maior drama espiritual é o dos nossos adolescentes e jovens, bem como das gerações futuras, que não têm nenhum padrão para avaliar o grau de apostasia em que se encontram as igrejas evangélicas, pois não viveram os tempos em que ainda se podia cultuar a Deus em espírito e em verdade, com reverência e ordem, com a dignidade devida Àquele que nos criou e nos salvou em Jesus Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PASTORES E DIÁCONOS


À luz do Novo Testamento há apenas duas classes de oficiais na igreja: pastores e diáconos (Fil. 1:1).
Os Pastores também denominados Presbíteros (cuja tradução portuguesa é Anciãos) e Bispos (Act. 20:17,28). A função é de liderança espiritual na igreja, e cada um dos títulos atribuído a essa função revela uma faceta importante do ministério: Presbítero ou Ancião indica a necessidade de maturidade, idoneidade e capacidade de aconselhamento da parte do líder espiritual. Não tem a ver com a idade física, mas sim com a experiência espiritual que deve possuir todo aquele que tem funções de liderança no seio da igreja. Por isso, nunca deveria ser eleito pastor um neófito, ou seja, alguém que se tenha convertido há pouco tempo e que, por conseguinte, não tem experiência, nem maturidade espiritual suficiente (I Tim. 3:6).
Bispo, tem a ver com a necessidade de vigilância pastoral. O líder espiritual da igreja tem de estar sempre atento e vigilante para que as ovelhas do Senhor que lhe foram confiadas não se desviem da fé e da sã doutrina, não sejam presa dos lobos que tantas vezes se disfarçam de ovelhas e se introduzem no seio do rebanho para devorar e destruir. Finalmente o título de Pastor salienta a responsabilidade do bispo e ancião em apascentar as ovelhas, guiando-as a bons pastos, ou seja, ministrando-lhes o alimento espiritual para as suas vidas que é a Palavra de Deus, e lutando em defesa das ovelhas no caso dos lobos procurarem penetrar no rebanho.
Quanto aos Diáconos, eles são os responsáveis na igreja por servir às mesas (Act. 6:1-6), a fim de auxiliarem na satisfação das necessidades materiais dos membros da igreja. Daí estar-lhes geralmente confiado o departamento da beneficência. São como que o braço direito dos pastores, ajudando-os na área administrativa da igreja e também na visitação aos enfermos e no cuidado pelos mais carenciados.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

AS OVELHAS DE JESUS


O Senhor Jesus é o Bom Pastor que deu a Sua vida pelas ovelhas. seremos nós ovelhas do Senhor? Examinemo-nos à luz do capítulo 10 do Evangelho segundo S. João.
O Pastor chama pelo nome a cada uma das Suas ovelhas. Ou seja, Ele conhece-nos e chama-nos individualmente. E porque Ele nos conhece desde a eternidade, também no devido tempo, quando Ele nos chama, O reconhecemos como nosso Pastor e O seguimos.
Será que estamos de facto seguindo a Jesus Cristo? As ovelhas do Senhor de modo nenhum seguirão a estranhos, não conhecem a voz dos estranhos e fogem dos mercenários e falsos pastores.
Infelizmente vemos ainda membros das nossas igrejas seduzidos por vozes estranhas e dando crédito a qualquer que cita as Escrituras ou fala pretensamente em nome de Jesus... Outros vemo-los prostrados perante os ídolos fabricados pelo mundo, ídolos do desporto, do cinema, da música, e tantos outros...
Para não sermos confundidos pelos falsos mestres, nem seduzidos pelas vozes deste mundo que jaz no maligno, importa firmar-nos cada vez mais na Palavra de Deus, lendo a Bíblia e meditando n'Ela diariamente, em espírito de oração, pedindo ao Senhor que pelo Seu Espírito nos ilumine, dando-nos entendimento para compreendermos e assimilarmos a Sua Palavra, a fim de vivê-La no nosso dia a dia, e em todas as áreas da nossa vivência.
Os ensinos da Escritura, nomeadamente para nós hoje os ensinos do Novo Testamento, devem ser postos em prática em todos os momentos e circunstâncias da nossa vida. Só assim revelaremos ser ovelhas do Senhor Jesus.
Então examinemo-nos com seriedade e honestidade, confrontando a nossa vivência com os ensinos bíblicos. E, se for caso disso, arrependamo-nos enquanto é tempo, e voltemo-nos para o Senhor que é misericordioso em perdoar.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CONFORMAÇÃO OU REVOLUÇÃO?


"Tudo mudou na nossa sociedade, por isso a Igreja tem de mudar também; não pode ficar anquilosada na defesa de princípios completamente ultrapassados... a Igreja tem de saber adaptar-se aos tempos modernos, caso contrário em breve não terá fiéis..."
Quem não ouviu já frases semelhantes a estas? No entanto, tais afirmações revelam uma boa dose de ignorância quanto ao conceito de Igreja e do seu papel na sociedade.
O Senhor Jesus deixou a Sua Igreja neste mundo com a missão específica de ser instrumento do Espírito Santo na conversão dos pecadores, tornando-os novas criaturas em Cristo. Esta é a função da Igreja em todas as gerações. Ela é depositária de um tesouro inestimável: a Palavra e os ensinos de Jesus Cristo. Ela defende princípios que são imutáveis ao longo dos séculos. É certo que alguns desses princípios podem ser aplicados de diferentes formas consoante os tempos, mas em si mesmos permanecem inalteráveis, na medida em que a Verdade e a Vontade de Deus para os homens não mudam com o decorrer da história humana.
Em relação às coisas de Deus os nossos contemporâneos raciocinam quase sempre às avessas, pois não é a igreja mas sim os homens que têm de mudar. Não é a Igreja que deve adaptar-se ou conformar-se com o nosso século, é este que tem de ser transformado e revolucionado pelo testemunho e pela vivência dos cristãos. E não é da nossa conta se esta transformação alcançará a muitos ou a poucos. A nossa responsabilidade é sermos fiéis à Palavra e aos ensinos de Jesus Cristo... o arrependimento e conversão dos pecadores é obra de Deus, nós somos apenas instrumentos!
Não esqueçamos ainda que quando o Evangelho começou a espalhar-se pelo mundo, as sociedades desse tempo tinham princípios e filosofias de vida que se-Lhe opunham radicalmente... e foram as sociedades que mudaram então...
Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O CÍRCULO VICIOSO


Caíu-se numa espécie de círculo vicioso de decadência e degradação espiritual, mesmo ao nível das igrejas que ainda podemos considerar Evangélicas e Baptistas.
Em que consiste esse círculo vicioso?
As igrejas vão-se conformando com o presente século na sua decadência cultural e espiritual a fim de tentarem atrair ou preservar os jovens no seu seio... Como consequência, os jovens crentes vivem e comportam-se como os descrentes porque o que ouvem, o que lhes é ensinado, e o que vêem nas suas igrejas não os transforma, não muda nem a sua mente, nem o seu coração.
A conformação dos crentes com o mundo só é possível quando se abandona a proclamação fiel do Evangelho e se menosprezam ou adulteram os ensinos de Cristo e Seus apóstolos, ou seja, quando o Novo Testamento deixa de ser a única regra orientadora da fé e da vivência para os membros das igrejas.
A intensidade deste drama aumenta pelo facto desta postura leviana e sem firmeza acabar por afectar drasticamente as igrejas que ainda querem continuar a ser fiéis a Cristo e ao Evangelho, marcando a diferença em relação ao mundo.
Como podem os jovens destas igrejas aceitar as exortações à não conformação com o mundo que ouvem do púlpito (e não só...), quando ao conviverem com outros jovens crentes chegam à conclusão de que afinal podem viver a "sua fé" sem abdicarem dos prazeres e divertimentos carnais que o mundo lhes oferece... Pelo menos é o que vêem à sua volta...

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

IMITAR A CRISTO?


Vivemos tempos de grande confusão e apostasia, o povo de Deus perdeu o sentido da santificação, o que é trágico, pois sem a santificação ninguém verá ao Senhor (Hb. 12:14).
Os crentes hoje, incluindo na generalidade a própria liderança espiritual das igrejas, estão conformados com o presente século, amam o mundo e os seus divertimentos carnais, vivendo sem a devida consagração ao Senhor, sem uma entrega total a Cristo e ao Seu serviço. Embora o afirmem por palavras, as suas atitudes e opções práticas no viver quotidiano desmentem as suas palavras...
Vemo-los nos estádios de futebol, nos cinemas e espectáculos mundanos totalmente identificados com os ímpios e incrédulos deste mundo... Depois vemo-los nas igrejas prégando o Evangelho... Não podemos deixar de ficar perplexos!...
Afinal em que consiste para eles a santificação? O que significa não amar o mundo, nem aquilo que há no mundo, segundo a exortação apostólica (I João 2:15)? Será isto imitar a Cristo?
É certo que Jesus comia com publicanos e pecadores, mas cujas vidas haviam sido radicalmente transformadas pelo conhecimento do Salvador. Não vemos que Jesus se identificasse com as práticas e a vivência dos pecadores a fim de atraí-los a Si...
Só quando no viver diário marcamos a diferença entre ser ou não ser de Cristo é que podemos funcionar como o sal da terra e a luz do mundo. Caso contrário, nem o sal terá sabor, nem haverá luz que ilumine os homens e os liberte das trevas em que se encontram.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POLUIÇÃO LITÚRGICA


“Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos… faça-se tudo decentemente e com ordem.” (I Cor. 14:33,40)
Vivemos uma época em que predominam o ruído ou poluição sonora, a agitação febril e nervosa, a turbulência própria das grandes metrópoles. As casas de oração deveriam ser oásis de paz e tranquilidade no meio da confusão generalizada em que se vive. Lugares onde haja ordem, reverência e momentos de silêncio propícios à reflexão e à oração individual.
De acordo com a exortação bíblica, a paz, a ordem e a decência (ou dignidade) são características indispensáveis num genuíno culto Cristão. Infelizmente, o gosto pelo espectáculo está a minar a simplicidade espiritual dos nossos cultos. Alguns crentes estão a conformar-se de tal modo com o ritmo alucinante deste século e gostam tanto da agitação, da poluição sonora e da confusão reinantes na sociedade, que desejam trazer toda essa turbulência e confusão para o culto de adoração ao Senhor, descaracterizando-o assim do seu aspecto essencial, requerido pela Palavra de Deus. Notemos que a palavra paz no texto bíblico citado não está em oposição a guerra ou conflito, mas sim em oposição a confusão ou desordem.
Normalmente os crentes que são verdadeiramente adultos espirituais desejam louvar e adorar a Deus num culto onde haja simplicidade, ordem, paz, harmonia e solenidade. Ou seja, tudo o que torna possível a elevação espiritual, a comunhão com Deus e o escutar atento e reflectido da Palavra do Senhor.
Um tal culto pode não atrair as multidões ávidas de emoções carnais, mas atrai por certo aqueles que, desiludidos do mundo, andam em busca do Deus verdadeiro.

Pastor Celestino Torres de Oliveira