segunda-feira, 24 de maio de 2010

OS DEPARTAMENTOS


Os Departamentos existentes no seio das Igrejas Baptistas têm como alvo o treinamento dos seus membros no serviço do Senhor: descobrir dons e capacidades, procurando que eles possam ser postos em prática para benefício de toda a igreja e crescimento espiritual daqueles que os possuem.
Este é o alvo da União da Mocidade, da Sociedade de Senhoras e da União de Homens. Um alvo que nunca deve ser esquecido por cada Departamento, e deve unir a todos.
O nosso Divino Mestre instituiu e mandou organizar igrejas pelo mundo inteiro. Portanto, o que conta essencialmente é a igreja local onde estamos agregados. A criação dos diferentes Departamentos dentro da igreja local é apenas uma resposta humana, mas cremos que também inspirada pelo Espírito de Deus, a esta interrogação crucial:
Qual a melhor maneira de descobrir os dons e as capacidades de cada membro da igreja e de pô-los a agir no serviço do Senhor em conformidade com os dons e capacidades que possuem?
Assim, a divisão dos membros da Igreja pelos diferentes Departamentos não constitui de facto uma divisão da Igreja, mas sim o melhor meio de unir a todos no alvo comum de edificação espiritual da igreja na sua globalidade local.
Esta realidade, repetimos, nunca deve ser esquecida por todos os líderes e membros dos diferentes Departamentos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 18 de maio de 2010

FATALISMO? NÃO!


O dilema que se coloca às nossas igrejas é como conciliar as mudanças necessárias e inevitáveis devido ao avançar dos tempos e das gerações, com a manutenção da ordem e do nível espiritual quer nos cultos, quer na vivência individual e colectiva dos crentes.
Isto porque todos nós vemos que aquilo que actualmente se denomina mudança traz consigo uma enorme carga de decadência e degradação quer espiritual, quer ética, quer cultural.
Com efeito, o nível espiritual das nossas igrejas tem vindo a degradar-se abruptamente devido às inúmeras mudanças que têm sido feitas nos últimos anos. Embora tudo isto seja mais notório na forma como é prestado o louvor a Deus nos cultos públicos, não deixa de ser igualmente visível em todas as restantes áreas do culto, nomeadamente na exposição da Palavra de Deus ou prégação do Evangelho. Falta seriedade e profundidade, há muita leviandade e ligeireza, brinca-se com as coisas sérias, mesmo com textos bíblicos, não há respeito, nem reverência para com o Senhor. Muitos vêm para o culto na casa de oração como quem vai para a praia ou fazer campismo… As mentes são “profanas”, incapazes de qualquer sentido do “sacro”, de qualquer expressão reveladora do temor devido a Deus.
O que torna tudo ainda mais dramático é vermos que não são muitas as reacções no nosso meio a toda esta decadência. Pelo contrário, há como que um conformismo generalizado, que nalguns casos se aproxima de um certo fatalismo: “São os tempos, e temos de nos adaptar a eles…”
Que Deus nos livre do fatalismo, para que possamos confiar sempre na Sua providência.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O CASAMENTO


Um dos princípios fundamentais na história dos Baptistas é a separação de poderes entre as Igrejas e o Estado.
Foi o nosso Divino Mestre Quem nos orientou nesse sentido, com a célebre ordem: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mat.22:21).
Por isso, não aceitamos que o ministro do culto, enquanto no exercício do seu ministério, possa ser igualmente representante do Estado, ou seja, do poder civil. Assim, continuamos a defender que o casamento entre membros das nossas igrejas tenha estes dois passos: civil e religioso.
Esta separação de poderes instituída por Jesus Cristo vem colocar um problema novo às sociedades modernas: Como encarar o casamento quando ele é apenas civil?
Pessoalmente, creio que o casamento, como instituição Divina que é, só será genuíno quando para ele os noivos desejam na presença do Senhor pedir a Sua aprovação e a Sua bênção. Só neste caso o casamento é celebrado de acordo com a instituição Divina, tornando-se indissolúvel, pois aqueles que Deus uniu, só Deus os pode separar, portanto só a morte os pode separar.
Em contrapartida, o casamento apenas civil funciona para nós como um contrato social, e aqueles que o Estado uniu, o Estado tem autoridade para, se quiser e quando quiser, separar.
É assim que interpretamos, na área do casamento, a separação de poderes entre o Estado e as Igrejas, ensinada pelo nosso Mestre.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

I CORÍNTIOS 12:13


O apóstolo diz claramente aos membros da igreja de Corinto, independentemente da nacionalidade que tinham e dos dons que possuíam ou não possuíam, que todos eles haviam sido baptizados em um Espírito, formando um corpo. De facto, ninguém pode reconhecer e aceitar na sua vida Jesus como Senhor, senão pelo poder e acção do Espírito Santo (I Cor. 12:3).
Assim, quando o Espírito de Deus nos convence do pecado (Jo. 16:8) e nos dá o arrependimento, suscitando em nós a fé no Senhor Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, somos baptizados no Espírito Santo, sendo nesse baptismo agregados a Cristo e feitos participantes da Sua vida. Nascemos de novo! Facto que iremos testemunhar publicamente descendo às águas do baptismo.
O verdadeiro sinal do baptismo no Espírito Santo não é o dom de falar em línguas, dom que já no tempo do apóstolo Paulo não era partilhado por todos (I Cor. 12:30), mas sim o amor que transforma radicalmente a nossa vida.
O fruto do Espírito visível na nossa vida (Gál. 5:22), e não eventuais dons sobrenaturais, é que constitui a prova real de que nascemos de novo, nascemos do Espírito.
É triste que, hoje em dia, certos cristãos dêem tanta ênfase a certos dons, considerando-os imprescindíveis como prova do baptismo no Espírito Santo, e depois na sua vivência social e familiar não mostrem minimamente as qualidades requeridas que provam de facto a acção e o poder do Espírito Santo na vida do crente.
Talvez isso explique, infelizmente, o facto de cada vez ser maior o número daqueles que se dizem “evangélicos” e, no entanto, a nossa sociedade estar também cada vez mais degradada, corrompida e violenta.
Sem regeneração genuína o testemunho cristão não tem qualquer impacto social.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 1 de maio de 2010

ESPERA NO SENHOR


Ao longo da semana finda a Sociedade de Senhoras da nossa igreja levou-nos a meditar num tema crucial para a nossa vida nesta peregrinação terrena. Estamos gratos a Deus por estes momentos que ele nos proporcionou para reflectirmos nos ensinos e exortações da Sua Palavra, e pela forma como usou não só as senhoras da nossa igreja, mas também todos os mensageiros que Ele enviou para nos transmitirem a Palavra do Senhor.
De facto, toda a nossa vida aqui no mundo deve ser vivida na base duma confiança total no Deus de toda a providência, o Qual nos ama e cuida de nós, pois é Ele também o nosso Pai que está nos céus, e habita pelo Seu Espírito no nosso coração, dirigindo e orientando toda a nossa vivência.
Assim, o Senhor é o nosso auxílio e o nosso escudo no meio dos combates e adversidades da vida, Ele fortalece o nosso coração para que possamos vencer as inclinações perversas da nossa carne e tenhamos a força necessária para O amarmos e servirmos.
É Ele Quem guarda o nosso caminho e nos faz perseverar até que herdemos a vida eterna.
Portanto, no decurso da nossa caminhada iremos experimentar que no Senhor há misericórdia e abundante redenção, pois d'Ele, e só d'Ele vem a nossa salvação. Ele renova continuamente as nossas forças e sempre ouve o nosso clamor.
Por isso, sabemos que vale a pena clamarmos ao Senhor, seja qual for a situação difícil ou amarga em que nos encontremos. Sobretudo, quando já não há solução, nem esperança para os homens, no Senhor devemos continuar a esperar, e a esperar sempre.

Pastor Celestino Torres de Oliveira