sexta-feira, 30 de julho de 2010

NOVO ALERTA


“Há um Cristianismo original, puro, perfeito e revelado: é o Cristianismo dado no Novo Testamento por Aquele que é o Autor e Consumador da fé. O Espírito Santo deu, preservou e perpetuou no Novo Testamento o testemunho literário desse Cristianismo original, o Cristianismo de Cristo. Manter diante de nós o alvo deste Cristianismo revelado, cujo autor é Jesus Cristo, repudiando toda a mistura de tradições humanas é a marca distintiva do povo Baptista ao longo dos séculos.
Para nós basta o Novo Testamento, a autoridade do Senhor vivo, o Salvador omnipresente com as Suas igrejas e a iluminação e o poder do Espírito Santo. Anelamos reter os factores que criaram o Cristianismo que Jesus e Seus apóstolos deixaram como herança imutável dos séculos.
Cremos que toda a Bíblia, incluindo portanto o Velho Testamento, é a Palavra de Deus. Mas a Revelação que Deus deu aos homens é progressiva. O auge, o zénite, o ponto final da perfeita Revelação é Jesus.”
Citamos, duma forma livre, estas afirmações de William Taylor porque pensamos que chegou o momento das nossas igrejas reflectirem bem no modo como estão a ensinar o Evangelho e a cultuar a Deus. Nalguns casos tememos que se esteja a voltar ao Velho Testamento no ritual do louvor, na prática de obras e de restrições alimentares que foram abolidas por Jesus Cristo.
Também nós pensamos que é essencial para a genuína fé e testemunho cristãos, preservar o Cristianismo de Cristo na sua pureza original, tal como o encontramos nas páginas do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 20 de julho de 2010

A INSPIRAÇÃO DE PAULO


Satanás está espalhando a confusão e a dúvida no coração e na mente de alguns crentes ao insinuar que os ensinos que encontramos nas cartas apostólicas, nomeadamente nas epístolas de Paulo, não têm a mesma inspiração divina que os ensinos exarados nos Evangelhos.
É doutrina fundamental das Igrejas Cristãs que toda a Bíblia, e neste caso todo o Novo Testamento é divinamente inspirado. Paulo não foi mais, nem menos inspirado do que Mateus, Marcos, Lucas e João quando escreveram os Evangelhos. Estes narram sobretudo o ministério de Jesus Cristo, Seus ensinos, Seus milagres, Sua morte, ressurreição e ascensão. Mas, como o próprio Senhor afirmou no Evangelho (Jo.16:12-14) ainda havia muita coisa a ensinar para além daquilo que Ele já havia ensinado…
Havia toda a orientação necessária para a organização e disciplina das igrejas, para uma vivência segundo a vontade de Deus em várias áreas que constituíam novidade para os crentes de então.
Para isso, foi enviado o Espírito Santo que instruiu e inspirou os autores do Novo Testamento para que escrevessem o que escreveram, como ensino do próprio Cristo e, portanto, Palavra de Deus para a vida nas Igrejas (I Tim. 3:14-15; I Cor. 14:37).
O problema, porém, está naqueles que não querem submeter-se à Palavra de Deus e procuram desculpas ou justificativas, mesmo sem nexo, para essa desobediência.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 16 de julho de 2010

HEBREUS 8:8-13


Há nos nossos dias alguns cristãos que pretendem um retorno à Velha Aliança que o Senhor estabeleceu com Israel. Tal como acontecia nos tempos dos apóstolos os judaizantes estão de volta…
Querem impor-nos restrições alimentares que foram abolidas por Cristo mediante o Seu sacrifício expiatório na cruz; buscam a inspiração para o louvor a Deus e o culto que Lhe deve ser prestado não no Novo Testamento, mas sim à luz do Velho Testamento, esquecendo o ensino de Jesus à mulher samaritana, e o sentido simbólico e figurativo do culto vetero-testamentário. Não têm em conta o facto da Revelação de Deus aos homens ser gradual e progressiva culminando na Revelação máxima em Jesus Cristo, perfeita na Sua plenitude e, por isso mesmo, final.
Estamos de volta a uma ênfase nos jejuns e nas boas obras, empalidecendo assim o Evangelho da Graça de Deus revelada em Jesus Cristo e por Jesus Cristo. Querem voltar ao vinho velho em odres velhos…
Parece que tudo depende daquilo que os crentes fazem, não tendo na devida conta o cumprimento infalível dos desígnios soberanos de Deus na história da humanidade e, igualmente, na história da Sua Igreja.
É óbvio que cada um de nós é também responsável diante de Deus e dos homens pelas decisões que toma e pelo seu comportamento na vida social, familiar e privada; e cada um terá de dar contas de si mesmo a Deus. Esta é, porém, uma verdade bíblica tão real como a da soberania incondicional de Deus.
E é perante estas duas linhas paralelas na Bíblia que temos de viver e de cultuar ao Senhor.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ACTOS 2:41-42


A Escritura diz-nos que aqueles que se baptizaram no dia de Pentecostes, sendo assim agregados à igreja, perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, na celebração da Ceia do Senhor e nas orações.
Eis quatro áreas em que todos os crentes em Jesus Cristo devem perseverar, permanecer firmes e fiéis.
Sobretudo na época em que vivemos, importa preservar a doutrina apostólica e procurar viver em conformidade com os ensinos do Novo Testamento.
Cuidado com as falsificações modernas que transformam o Evangelho de Jesus Cristo num outro “evangelho”, sem cruz, sem auto-renúncia, sem santificação, nem mortificação dos desejos da carne. Um “evangelho” que alimenta o egoísmo humano e que mantém o pecador fechado sobre si mesmo, tendo como desejo prioritário a satisfação das suas necessidades carnais e temporais. Um “evangelho” que nada muda na vida daqueles que dizem ter sido convertidos a Cristo, e que por isso não tem qualquer impacto na vida social.
A verdadeira conversão a Deus, pela fé em Jesus Cristo, transforma radicalmente a vida do pecador, tornando-o uma nova criatura, cujo testemunho causará impacto na sociedade, contribuindo também para a sua transformação gradual.
É urgente reflectirmos nas razões pelas quais, apesar do aumento estatístico do número de “Evangélicos” em Portugal e no mundo, a sociedade humana continua a degradar-se e a corromper-se a um ritmo alucinante…

Pastor Celestino Torres de Oliveira