segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FIM DE ANO


Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que Eu sou Deus e não há outro Deus, não há outro semelhante a Mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o Meu conselho será firme e farei toda a Minha vontade... porque assim o disse, e assim acontecerá; Eu o determinei e também o farei” (Isaías 46:9-11).
Por que razão tememos o futuro? Porquê tantas vezes o pessimismo, a ansiedade e a angústia? Porque não cremos verdadeiramente na providência de Deus revelada na Sagrada Escritura. A Bíblia diz-nos inequivocamente que a vida de cada ser humano, bem como a vida das nações estão nas mãos do Criador e Senhor do universo. Se Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo, não há-de cuidar muito mais daqueles que são Seus filhos em Cristo Jesus? O segredo da vida vitoriosa é “em Cristo confiar! Nunca, nunca duvidar!”, como lemos num belo hino do nosso “Cantor Cristão”.
Confiemos, pois, no Senhor dia após dia e veremos como Ele, em conformidade com os Seus desígnios, suprirá todas as nossas carências, fazendo com que todas as coisas contribuam para o nosso eterno bem.
No final de mais um ano peçamos perdão a Deus por não termos vivido como era nosso dever viver, por não termos confiado e descansado n’Ele como devíamos. Oremos ainda pedindo-Lhe que ao longo do próximo ano derrame o Seu amor nos nossos corações a fim de também nós O amarmos e servirmos como Ele requer, firmados na fé que há em Jesus Cristo.
Não nos esqueçamos de orar igualmente pelos líderes políticos no mundo, para que também eles reconheçam a soberania do Deus da Bíblia e se submetam às Suas Leis.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O NATAL DE CRISTO


Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o Seu Nome EMANUEL” (Isaías 7:14).
O Natal é um sinal dado por Deus ao Seu povo. Um sinal revelador da Sua omnipotência, pois para o Altíssimo nada é impossível. Um sinal revelador da Sua infinita graça e misericórdia para com o Seu povo. Um sinal revelador da presença contínua de Deus no meio do Seu povo.
O Natal deve assim tornar-nos conscientes de que a redenção e salvação dos homens é obra exclusiva de Deus por meio de Jesus Cristo, o Seu Filho amado. Uma obra que o Espírito de Deus opera no interior de cada pecador salvo pela Sua graça e pelo Seu eterno amor.
Muitos cristãos nos nossos dias planeiam reavivamentos espirituais nas suas igrejas porque esquecem que um genuíno reavivamento não é obra dos homens, nem pode ser planeado pelos homens, visto ser obra de Deus e segundo o próprio propósito Divino deliberado no Seu eterno Conselho.
Talvez a maior ignorância do homem contemporâneo resida numa imensa falta de conhecimento acerca de si mesmo. Por isso, a mensagem do Natal é tão importante e relevante nos nossos dias: “uma virgem conceberá” significa, primeiro, que aquilo que é impossível ao homem é possível a Deus, e segundo, que o Altíssimo tem poder soberano para cumprir infalivelmente todos os Seus desígnios eternos e todas as Suas promessas no tempo. Podemos confiar num tal Deus, pois Ele é o nosso Deus, fiel de geração em geração. E não há outro Deus além dele, o Deus da Bíblia!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SACRA OU PROFANA?


A música nas nossas igrejas constitui um poderoso elemento de atracção para aqueles que estão perdidos no mundo e nele não encontram paz, nem prazer. Quantos e quantos têm sido atraídos ao Evangelho e a Cristo por intermédio da música de belos hinos. A sublimidade da melodia, aliada ao profundo conteúdo espiritual da letra, pode tornar-se, no poder do Espírito Santo, um apelo irresistível ao pecador.
Por isso mesmo, devemos ser muito cuidadosos e prudentes quando tratamos da qualidade da música produzida nas nossas igrejas. Certo tipo de música popular, que dá maior ênfase ao ritmo do que à melodia, apelando deste modo mais à carne do que ao espírito do homem, suscitando um clima mundano e não aquele ambiente de recolhimento e de elevação espiritual tão necessário para preparar o coração e a mente dos homens a fim de adorarem a Deus e poderem ouvir a Sua Palavra, todo esse tipo de música, infelizmente tão em voga nos nossos dias, deve ser excluído dos nossos cultos.
A música consagrada ao louvor e à glória de Deus deve possuir um carácter eminentemente sacro e não profano. Precisamos de ser muito exigentes no critério que preside à escolha dos cânticos que fazem parte dos nossos cultos, para que estes não degenerem, perdendo a solenidade e a elevação espiritual que os devem caracterizar.
Custa-nos verificar que tendências mundanas, e de outros “modelos” de culto, estejam a descaracterizar algumas das nossas igrejas no seu louvor e na sua adoração a Deus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A RESPONSABILIDADE DO CRENTE


Os cultos públicos são momentos em que o povo de Deus se congrega a fim de adorar e louvar ao Senhor, ouvir a Sua Palavra e escutar os Seus ensinos.
O crente que falta com frequência aos cultos da sua igreja revela pouco zelo e fervor espiritual e acabará por perder até o pouco zelo e fervor que ainda possa ter.
O púlpito é o lugar onde é ministrada a Palavra de Deus, onde o crente ouve e é instruído nos conhecimentos doutrinários indispensáveis a uma sadia vivência cristã. Assim, aqueles que faltam regularmente aos cultos estão a perder o privilégio de crescer na fé e no conhecimento de Deus.
O culto é a hora do encontro de Deus com o Seu povo. Durante a sua celebração cada membro da igreja deve sentir-se como parte integrante do povo escolhido e separado por Deus para Seu louvor e glória, a fim de que possa amá-Lo e servi-Lo de todo o coração.
O culto cristão é um acto congregacional, cada membro da igreja deve estar consciente da sua responsabilidade pessoal na realização de um tal acto, dando a sua colaboração, ajudando a sustentar o culto que a comunidade procura prestar a Deus, em espírito e em verdade.
A presença de cada um dos membros da igreja aos cultos é, portanto, imprescindível. Tal como as atitudes positivas do crente, como a alegria, o entusiasmo, a consagração, a reverência no louvor, podem influenciar a comunidade para o bem; da mesma forma a ausência ou negligência de alguns para com os cultos da sua igreja, podem contribuir para o desânimo e enfraquecimento espiritual de muitos.
Não abandonemos a nossa congregação, mas sejamos crentes fiéis participando regularmente nos cultos da igreja local a que pertencemos (Hebreus 10:25).
Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

“CAVALO DE BATALHA”


Por várias vezes grupos novos, rotulados de “evangélicos”, têm tentado infiltrar na nossa igreja doutrinas que consideramos erróneas à luz da Bíblia e que nos levariam a apostatar da fé uma vez dada aos santos.
O mais curioso e irónico é que esses novos movimentos, de tendência “neo-pentecostal”, procuram convencer-nos aludindo à unidade da Igreja de Cristo e acusando-nos, quando negamos o que pretendem, de mantermos a Igreja do Senhor dividida…
De facto, ficamos atónitos perante esse “cavalo de batalha” que é a unidade dos Cristãos. Afinal a nossa igreja, para não falar da Denominação Baptista em geral, tem mais de 80 anos ao serviço do Senhor e do Evangelho de Cristo…
Por que razão esses crentes não se tornam membros da nossa igreja, aceitando as suas doutrinas e práticas, preservando assim a tão desejada “unidade cristã”?... Se não o fazem por não concordarem com essas doutrinas e práticas, devem permitir, logicamente, que também nós não concordemos com as doutrinas e práticas que eles defendem, sem nos acusarem de algo que começou a ser feito por eles… a divisão!
Nós cremos que a unidade que Jesus Cristo quer para a Sua Igreja passa pela fidelidade à Sua Palavra e pela comunhão no Seu Espírito, ou seja, é uma unidade espiritual em que todos somos um em Cristo (João 17:17, 20-23). A visibilidade duma tal unidade implica o respeito mútuo das diferenças, deixando a Deus, supremo Juiz que a todos nos julgará, que opere naqueles que verdadeiramente Lhe pertencem o que Lhe apraz.

Pastor Celestino Torres de Oliveira