terça-feira, 29 de junho de 2010

UMA RECORDAÇÃO


Desci às águas do baptismo quando tinha doze anos de idade, e ainda me recordo da emoção que senti no momento em que fui sepultado nas águas, numa identificação com Cristo na morte, a fim de também com Ele ressuscitar para uma vida nova. Obviamente que não possuía então os conhecimentos e a consciência que hoje tenho acerca das coisas de Deus e da minha responsabilidade enquanto discípulo de Cristo, contudo experimentei na minha infância uma fé pura e genuína em Jesus Cristo que ainda recordo com saudade.
Lembro-me, sobretudo, da primeira pergunta que me foi feita pelo pastor Paulo Torres aquando da minha profissão de fé. Levantando a Bíblia, ele perguntou: Que livro é este? E eu respondi, é a Bíblia. Sim, continuou o pastor Torres, e o que é a Bíblia? É a Palavra de Deus, retorqui.
Creio que foi esta convicção que sempre permaneceu em mim, que impediu, em certos momentos de crise espiritual, que me afastasse da verdade revelada em Jesus Cristo nas páginas da Sagrada Escritura.
É ainda a afirmação de fé decisiva nos dias de hoje para impedir que as igrejas de Cristo se afastem do caminho que conduz à vida e que é em si, também, a própria vida que vale a pena ser vivida já nesta peregrinação terrena.
A nossa fé tem de estar firmada unicamente nos ensinos da Escritura, na Palavra de Deus. A Bíblia foi escrita por homens santos de Deus, inspirados para tal pelo Espírito Santo. Por isso, sendo palavra escrita por homens é contudo plenamente Palavra de Deus, inerrante e perfeita para instruir em toda a justiça e santidade, a fim de nos tornar sábios para a salvação pela fé que há em Jesus Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

EM RELAÇÃO AO BAPTISMO


É falsa a afirmação de que os Baptistas só baptizam adultos. Na realidade, nós baptizamos só crentes após profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor.
Um dos grandes pioneiros do trabalho Baptista no Brasil, e que influenciou também grandemente a nossa Denominação aqui em Portugal, William Taylor escreveu o seguinte no seu tratado sobre o “Baptismo Bíblico”:
“Os Baptistas não fazem a mínima objecção ao baptismo de crianças. Sei por experiência pessoal da salvação que gozo em Jesus Cristo que eu a recebi pela fé cinco anos antes de findar a minha menoridade. Entendi perfeitamente o Evangelho desde os meus seis anos de idade como o entendo hoje, e se não fosse a inerente depravação do meu coração juvenil eu teria sido crente naquela idade, como o meu irmão o foi com oito anos, sendo baptizado com nove anos.
São milhares de crentes no mundo inteiro que podem testemunhar a sua conversão a Cristo e baptismo antes de chegarem a ser adultos. Carey Bonner, eminente Baptista inglês e obreiro mundial nas Escolas Dominicais na primeira metade do século XX, afirma ter perguntado a 300 ministros do Evangelho a que idade se tinham tornado crentes em Jesus Cristo e haviam sido baptizados, 270 haviam-no feito entre os dez e os dezoito anos.
De facto, os melhores crentes do nosso tempo foram convertidos para a plena fé salvadora e baptizados sob profissão dessa mesma fé muitos anos antes de serem adultos”.
Eu mesmo espero poder dar, na próxima semana, o meu testemunho nesta área.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A ORAÇÃO


Infelizmente parece que os cristãos estão a esquecer cada vez mais os ensinos de Jesus para todas as áreas da nossa vida, incluindo o Seu ensino relativo à oração (Mat. 6:5-13).
Oração é comunhão com Deus, íntima e profunda, que se expressa em palavras, as quais devem reflectir o que vai no nosso coração. Não é motivo para ostentação da nossa fé ou dos nossos conhecimentos bíblicos quando ela é proferida em lugares públicos, na congregação local em que nos reunimos para prestar culto a Deus.
Devemos respeitar os alvos propostos pelo nosso Mestre para a oração: Glorificar a Deus no desejo de que o Seu nome seja santificado e a Sua soberania uma realidade visível tanto na terra, como no céu, e na nossa própria vida. O reconhecimento da nossa total dependência de Deus no dia a dia e nos mais ínfimos pormenores e necessidades da nossa vida. O anseio sincero de que a Sua vontade prevaleça em todos os momentos e circunstâncias.
O verdadeiro crente, embora não possa deixar de ter a sua própria vontade em relação a muitas coisas, sabe que a vontade de Deus é sempre a melhor para si, e deseja sinceramente que seja esta e não a sua a concretizar-se no quotidiano do seu viver.
Ainda uma outra realidade muito importante na oração: o sentimento do imenso perdão que recebemos de Deus em Cristo Jesus, leva-nos também a estar sempre disponíveis a perdoar as ofensas que nos são feitas.
Será assim que estamos a orar a Deus?

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 12 de junho de 2010

O PRAGMATISMO


Prosseguindo na linha do pensamento iniciado a semana passada, poderemos acrescentar o seguinte:
O facto dos líderes das Igrejas Evangélicas buscarem cada vez mais a orientação para o seu ministério em livros escritos por eminentes homens de negócios e políticos de sucesso, ou em conferências organizadas pelos mesmos, e já não na Bíblia, faz com que haja uma mudança radical na filosofia e na prática dos ministérios contemporâneos em relação aos do passado.
Agora, o pragmatismo domina e impõe as suas leis. Isto significa que os pastores de hoje, com raras e honrosas excepções, já não são orientados por princípios éticos e espirituais imutáveis visto estarem fundamentados nos ensinos da Sagrada Escritura, a Palavra de Deus, mas sim por todo e qualquer método que possa resultar e ter sucesso na óptica humana.
Por outras palavras, os pastores já não se interrogam sobre qual a vontade de Deus expressa na Sua Palavra para a orientação e para o trabalho que deve ser feito nas igrejas e pelas igrejas que pertencem a Cristo, pois o que conta é aquilo que possa atrair e cativar as pessoas, de um modo particular os jovens.
Tudo o que revele ter sucesso nesta área e neste alvo será considerado bom e posto de imediato em prática. Nem sequer se ousa colocar a interrogação quanto à possibilidade de estar em contradição com os ensinos e o espírito da Palavra de Deus e, portanto, em oposição à vontade do Senhor para a Sua Igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 5 de junho de 2010

A ESTRATÉGIA MAIS EFICAZ


Ao longo da história das igrejas cristãs a estratégia mais perigosa e eficaz utilizada por Satanás na tentativa de destruir a fé uma vez dada aos santos foi a infiltração no seio dessas igrejas de filosofias, métodos e práticas contrários aos ensinos de Jesus Cristo que encontramos nas páginas do Novo Testamento. Esta é, sem dúvida, uma estratégia muito mais eficaz e poderosa do que qualquer ataque à fé proveniente do exterior, mesmo que recorra à violência física.
E é sobretudo este o método que actualmente usa com profusão o Inimigo das nossas almas. Vemos igrejas que outrora eram firmes e ousadas no testemunho da sua fé em Jesus Cristo e agora estão quase totalmente conformadas com a degradação e devassidão existentes na sociedade em que estão inseridas. Vemo-las receptivas a todas as infiltrações de novas ideias e conceitos de vivência “cristã”, que as afastam da genuína fé bíblica.
Há líderes espirituais que buscam uma orientação para as suas igrejas não já na Bíblia, mas sim em livros de pensadores e doutrinadores considerados “Evangélicos”, que por sua vez estão grandemente influenciados pela psicologia e pela sociologia, ou seja, pelas filosofias e conceitos puramente humanos, e por vezes até contrários aos ensinos e à vontade do nosso Mestre para a Sua Igreja.
Por isso, as nossas igrejas estão a perder o alvo essencial para o qual o Senhor as organizou: evangelizar, fazer discípulos de Cristo, baptizá-los e mantê-los unidos entre si na fé e no amor que há em Jesus Cristo, como membros do Seu Corpo, perseverando firmes nos ensinos do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira