sábado, 9 de junho de 2012

O PORQUÊ DA LUTA


 
As Igrejas Evangélicas que desejam manter a sua forma de culto tradicional têm de enfrentar uma luta titânica contra as influências inovadoras provenientes de fortes grupos de pressão nacionais e internacionais. A resistência conservadora requer homens e mulheres, jovens e adultos com profundas convicções, pois é impossível evitar hoje em dia que muitos membros das nossas igrejas recebam aqui e além influências nefastas…
Aqueles que desejam conservar a dignidade, a reverência, a ordem e a decência nos cultos de adoração e louvor ao nosso Deus devem lutar no sentido de manter um elevado nível espiritual e musical nos cânticos de louvor que fazem parte desses cultos. Estamos convictos de que é impossível dissociar no culto a forma litúrgica do conceito de Deus que lhe está subjacente. Isto significa que o Deus Altíssimo, soberano e majestoso, três vezes Santo, não pode ser adorado de uma forma leviana e superficial. Se Ele requer que O adoremos em espírito e em verdade, não irá aceitar uma adoração inspirada nos impulsos da carne.
Esta provavelmente a razão para a mudança litúrgica operada no Novo Testamento, tornando o louvor e a adoração a Deus formalmente mais simples e mais espiritual do que acontecia no Velho Testamento. Por exemplo, não vemos nem Jesus, nem os Seus discípulos dançarem nos momentos de alegria e de louvor, o mesmo se verificando nos relatos que temos da adoração prestada nas igrejas do Novo Testamento.
A Revelação progressiva de Deus até à sua plenitude final em Jesus Cristo requer também um amadurecimento espiritual no louvor e na adoração. Assim, devemos cultuar a Deus como adultos em Cristo e já não como bebés ou crianças sem maturidade espiritual. Como nos ensina a Escritura, sejamos crianças na simplicidade e na humildade, mas adultos no entendimento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

UM GRANDE PERIGO



De entre os grandes perigos que ameaçam na atualidade o meio Evangélico, um dos maiores é aquele que está procurando fazer-nos desviar da graça de Deus para um novo tipo de legalismo ou “judaização”. São inúmeros os indícios desta realidade nas nossas igrejas e nalguns movimentos modernos denominados “evangélicos”
Por exemplo, as peregrinações a Israel com participação nas festas do calendário judaico, festas que foram abolidas com a vinda de Jesus Cristo ao mundo, pois elas eram uma sombra da realidade que é Cristo e têm n’Ele o seu pleno e perfeito cumprimento, pelo que já não se justifica a sua continuidade. Assim, participar nelas é negar a fé no Messias que já veio e associar-nos àqueles que ainda O esperam… portanto não creem que Jesus é o Cristo.
O mesmo se poderia dizer acerca da nova ênfase que é dada por muitos à guarda do sábado. Pois para nós, Cristãos, Jesus é o Senhor do Sábado, é n’Ele que entramos no repouso de Deus, descansando das nossas obras como Deus descansou das Suas. O sábado judaico era um sinal dado por Deus ao Seu povo, lembrando-lhe que a vida dos homens não depende das obras deles, mas da Graça Divina, na qual devem descansar e repousar com plena fé e segurança (Ez.20:12). Sabemos que a vida eterna que possuímos em Cristo não depende das nossas obras, mas da obra que Jesus realizou em nosso lugar para nossa justificação e santificação. Assim, quando confiamos plenamente em Cristo deixamos de confiar em nós e entramos no sábado eterno do Senhor. Jesus Cristo é, portanto, o nosso sábado.
Poderíamos citar ainda a forma como os cultos das nossas igrejas estão a perder a simplicidade ensinada no Novo Testamento, ou seja, um louvor e adoração “em espírito e em verdade”, para voltarem a um estilo mais próximo das celebrações do Velho Testamento…
O que está em causa é a negação de tudo o que significou e significa para nós a vinda de Jesus Cristo ao mundo e a plenitude da Sua Revelação Divina.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

O DRAMA DA PÓS-MODERNIDADE



No século passado, o erro do modernismo foi a defesa que fez da autonomia da razão humana: tudo o que o homem não podia compreender ou explicar racionalmente era rejeitado. Daí a negação ou omissão de tudo o que na Bíblia transcendia a mente humana e não podia ser explicado de um modo racional: os milagres, a divindade e humanidade de Jesus Cristo, o Seu nascimento virginal, a Sua ressurreição corpórea e ascensão aos céus, e outras verdades mais…
Entretanto, veio o pós-modernismo que nos leva para o extremo oposto, fazendo-nos cair num espiritualismo exacerbado e relativista ou aglutinador, o qual não aceita uma revelação objectiva vinda de Deus, preferindo fundamentar-se em experiências subjetivas e emocionais que transportam o homem para um novo paganismo, muito semelhante ao dos povos da antiguidade.
A visão que o homem contemporâneo tem do mundo põe em causa qualquer verdade absoluta e objetiva, levando as pessoas a não terem certezas em relação seja ao que for. O relativismo e o subjetivismo são radicais, e qualquer “verdade” é sempre relativa, nunca universal.
Esta realidade dificulta em extremo a proclamação do Evangelho de Cristo com fidelidade e sem ambiguidades quanto à Verdade n’Ele revelada. Tal proclamação parece obsoleta e inaceitável à nova mentalidade e espiritualidade geradas no homem contemporâneo.
O drama é que só o Evangelho de Jesus Cristo pode revolucionar a mente e o coração dos homens, dando-lhes uma razão para viver e para lutar, dando-lhes um alvo eterno para a vida já neste mundo, mostrando-lhes que esta vida tem sentido e vale a pena ser vivida precisamente porque se projeta numa eternidade gloriosa. Certeza que nos é dada pela ressurreição de Jesus Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

“EU SOU A LUZ DO MUNDO” (João 8:12)



Jesus veio ao mundo para desfazer as trevas espirituais em que vivemos. E nada O pode reter: não tendo em conta as nossas palavras ou os nossos silêncios, Ele faz irradiar a Sua luz no mundo. Não estamos a falar de uma verdade espiritual que reclame a nossa adesão ou a nossa meditação. Estamos a falar de Alguém que reina e age poderosamente, o Qual na Sua omnipotência cumpre todo o propósito da Sua vontade.
Esta luz pode iluminar verdadeiramente os recantos mais tenebrosos desta terra, pode iluminar os céticos mais obstinados, bem como as pessoas mais agressivas e violentas, as almas indiferentes e mergulhadas na soberba.
Contrariamente à mentira proclamada por Satanás e adotada pelos nossos primeiros pais, mentira que continua bem viva nos nossos dias, ativada por inúmeros movimentos e seitas religiosas, o homem não é deus. O homem foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança, mas é uma criatura bem longe do Ser Divino. E com a queda, ou seja, por ter acreditado na mentira satânica, o homem ficou a viver em densas trevas espirituais. Por isso, Jesus Cristo veio ao mundo a fim de nos libertar do poder das trevas e da mentira, iluminando-nos com a luz da Sua verdade.
Na Escritura Sagrada, a Palavra de Deus, esta luz é revelada aos homens, a fim de que por Ela sejamos guiados e orientados em todas as áreas da nossa vida.
  É assim que estamos a viver no nosso dia a dia?

Pastor Celestino Torres de Oliveira