segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FIM DE ANO


Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que Eu sou Deus e não há outro Deus, não há outro semelhante a Mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o Meu conselho será firme e farei toda a Minha vontade... porque assim o disse, e assim acontecerá; Eu o determinei e também o farei” (Isaías 46:9-11).
Por que razão tememos o futuro? Porquê tantas vezes o pessimismo, a ansiedade e a angústia? Porque não cremos verdadeiramente na providência de Deus revelada na Sagrada Escritura. A Bíblia diz-nos inequivocamente que a vida de cada ser humano, bem como a vida das nações estão nas mãos do Criador e Senhor do universo. Se Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo, não há-de cuidar muito mais daqueles que são Seus filhos em Cristo Jesus? O segredo da vida vitoriosa é “em Cristo confiar! Nunca, nunca duvidar!”, como lemos num belo hino do nosso “Cantor Cristão”.
Confiemos, pois, no Senhor dia após dia e veremos como Ele, em conformidade com os Seus desígnios, suprirá todas as nossas carências, fazendo com que todas as coisas contribuam para o nosso eterno bem.
No final de mais um ano peçamos perdão a Deus por não termos vivido como era nosso dever viver, por não termos confiado e descansado n’Ele como devíamos. Oremos ainda pedindo-Lhe que ao longo do próximo ano derrame o Seu amor nos nossos corações a fim de também nós O amarmos e servirmos como Ele requer, firmados na fé que há em Jesus Cristo.
Não nos esqueçamos de orar igualmente pelos líderes políticos no mundo, para que também eles reconheçam a soberania do Deus da Bíblia e se submetam às Suas Leis.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O NATAL DE CRISTO


Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o Seu Nome EMANUEL” (Isaías 7:14).
O Natal é um sinal dado por Deus ao Seu povo. Um sinal revelador da Sua omnipotência, pois para o Altíssimo nada é impossível. Um sinal revelador da Sua infinita graça e misericórdia para com o Seu povo. Um sinal revelador da presença contínua de Deus no meio do Seu povo.
O Natal deve assim tornar-nos conscientes de que a redenção e salvação dos homens é obra exclusiva de Deus por meio de Jesus Cristo, o Seu Filho amado. Uma obra que o Espírito de Deus opera no interior de cada pecador salvo pela Sua graça e pelo Seu eterno amor.
Muitos cristãos nos nossos dias planeiam reavivamentos espirituais nas suas igrejas porque esquecem que um genuíno reavivamento não é obra dos homens, nem pode ser planeado pelos homens, visto ser obra de Deus e segundo o próprio propósito Divino deliberado no Seu eterno Conselho.
Talvez a maior ignorância do homem contemporâneo resida numa imensa falta de conhecimento acerca de si mesmo. Por isso, a mensagem do Natal é tão importante e relevante nos nossos dias: “uma virgem conceberá” significa, primeiro, que aquilo que é impossível ao homem é possível a Deus, e segundo, que o Altíssimo tem poder soberano para cumprir infalivelmente todos os Seus desígnios eternos e todas as Suas promessas no tempo. Podemos confiar num tal Deus, pois Ele é o nosso Deus, fiel de geração em geração. E não há outro Deus além dele, o Deus da Bíblia!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SACRA OU PROFANA?


A música nas nossas igrejas constitui um poderoso elemento de atracção para aqueles que estão perdidos no mundo e nele não encontram paz, nem prazer. Quantos e quantos têm sido atraídos ao Evangelho e a Cristo por intermédio da música de belos hinos. A sublimidade da melodia, aliada ao profundo conteúdo espiritual da letra, pode tornar-se, no poder do Espírito Santo, um apelo irresistível ao pecador.
Por isso mesmo, devemos ser muito cuidadosos e prudentes quando tratamos da qualidade da música produzida nas nossas igrejas. Certo tipo de música popular, que dá maior ênfase ao ritmo do que à melodia, apelando deste modo mais à carne do que ao espírito do homem, suscitando um clima mundano e não aquele ambiente de recolhimento e de elevação espiritual tão necessário para preparar o coração e a mente dos homens a fim de adorarem a Deus e poderem ouvir a Sua Palavra, todo esse tipo de música, infelizmente tão em voga nos nossos dias, deve ser excluído dos nossos cultos.
A música consagrada ao louvor e à glória de Deus deve possuir um carácter eminentemente sacro e não profano. Precisamos de ser muito exigentes no critério que preside à escolha dos cânticos que fazem parte dos nossos cultos, para que estes não degenerem, perdendo a solenidade e a elevação espiritual que os devem caracterizar.
Custa-nos verificar que tendências mundanas, e de outros “modelos” de culto, estejam a descaracterizar algumas das nossas igrejas no seu louvor e na sua adoração a Deus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A RESPONSABILIDADE DO CRENTE


Os cultos públicos são momentos em que o povo de Deus se congrega a fim de adorar e louvar ao Senhor, ouvir a Sua Palavra e escutar os Seus ensinos.
O crente que falta com frequência aos cultos da sua igreja revela pouco zelo e fervor espiritual e acabará por perder até o pouco zelo e fervor que ainda possa ter.
O púlpito é o lugar onde é ministrada a Palavra de Deus, onde o crente ouve e é instruído nos conhecimentos doutrinários indispensáveis a uma sadia vivência cristã. Assim, aqueles que faltam regularmente aos cultos estão a perder o privilégio de crescer na fé e no conhecimento de Deus.
O culto é a hora do encontro de Deus com o Seu povo. Durante a sua celebração cada membro da igreja deve sentir-se como parte integrante do povo escolhido e separado por Deus para Seu louvor e glória, a fim de que possa amá-Lo e servi-Lo de todo o coração.
O culto cristão é um acto congregacional, cada membro da igreja deve estar consciente da sua responsabilidade pessoal na realização de um tal acto, dando a sua colaboração, ajudando a sustentar o culto que a comunidade procura prestar a Deus, em espírito e em verdade.
A presença de cada um dos membros da igreja aos cultos é, portanto, imprescindível. Tal como as atitudes positivas do crente, como a alegria, o entusiasmo, a consagração, a reverência no louvor, podem influenciar a comunidade para o bem; da mesma forma a ausência ou negligência de alguns para com os cultos da sua igreja, podem contribuir para o desânimo e enfraquecimento espiritual de muitos.
Não abandonemos a nossa congregação, mas sejamos crentes fiéis participando regularmente nos cultos da igreja local a que pertencemos (Hebreus 10:25).
Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

“CAVALO DE BATALHA”


Por várias vezes grupos novos, rotulados de “evangélicos”, têm tentado infiltrar na nossa igreja doutrinas que consideramos erróneas à luz da Bíblia e que nos levariam a apostatar da fé uma vez dada aos santos.
O mais curioso e irónico é que esses novos movimentos, de tendência “neo-pentecostal”, procuram convencer-nos aludindo à unidade da Igreja de Cristo e acusando-nos, quando negamos o que pretendem, de mantermos a Igreja do Senhor dividida…
De facto, ficamos atónitos perante esse “cavalo de batalha” que é a unidade dos Cristãos. Afinal a nossa igreja, para não falar da Denominação Baptista em geral, tem mais de 80 anos ao serviço do Senhor e do Evangelho de Cristo…
Por que razão esses crentes não se tornam membros da nossa igreja, aceitando as suas doutrinas e práticas, preservando assim a tão desejada “unidade cristã”?... Se não o fazem por não concordarem com essas doutrinas e práticas, devem permitir, logicamente, que também nós não concordemos com as doutrinas e práticas que eles defendem, sem nos acusarem de algo que começou a ser feito por eles… a divisão!
Nós cremos que a unidade que Jesus Cristo quer para a Sua Igreja passa pela fidelidade à Sua Palavra e pela comunhão no Seu Espírito, ou seja, é uma unidade espiritual em que todos somos um em Cristo (João 17:17, 20-23). A visibilidade duma tal unidade implica o respeito mútuo das diferenças, deixando a Deus, supremo Juiz que a todos nos julgará, que opere naqueles que verdadeiramente Lhe pertencem o que Lhe apraz.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ACHARÁ FÉ NA TERRA?


Uma das virtudes do ser humano é a sua grande capacidade de adaptação às mudanças e novidades, seja em que área for da sua vida ou mesmo à sua volta na sociedade, no emprego ou na família. Mas como tudo, ou quase tudo na vida, também esta virtude pode adquirir uma faceta negativa e transformar-se num perigoso e fatal defeito.
Tal como nos descreve genialmente, e de um modo alegórico, o grande dramaturgo Ionesco na sua peça intitulada “O Rinoceronte”, a capacidade do homem para admitir primeiro, aceitar depois como normal e por fim aderir euforicamente a situações e atitudes reprováveis e escandalizantes à partida, deixa-nos perplexos e prenuncia o fim da nossa civilização.
Infelizmente, esta realidade parece ser intrínseca ao homem e reflecte-se na sua vivência espiritual, nomeadamente na igreja.
Surgem primeiro atitudes e situações no culto e no louvor que escandalizam e provocam uma reacção de repúdio generalizada da parte de crentes fiéis ao Senhor. No entanto, tais atitudes e situações que eram restritas a pequenos círculos, mais ou menos excêntricos, vão-se multiplicando e universalizando e, para espanto dos que permanecem lúcidos e firmes nas suas convicções, cada vez vai sendo menor a reacção de repúdio nas igrejas, até constatarmos uma total inversão da realidade, sendo agora uma minoria, por vezes ínfima, que ainda luta contra a decadência e degradação do culto e do louvor que devemos prestar a Deus.
A peça de Ionesco termina com o drama de um só homem que luta desesperadamente para não se deixar transformar em rinoceronte como todos os demais… parecendo impossível que o consiga! Ionesco será pessimista ou realista?
“Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8)

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

II TESSALONICENSES 2:15

Como as igrejas Cristãs dos nossos dias seriam diferentes, e como a história teria sido também muito diversa se os cristãos, em todas as gerações, se tivessem mantido firmes na fé, retendo as tradições apostólicas, ou seja, todo o ensino do Senhor Jesus ministrado pelos Seus apóstolos, aos quais credenciou e inspirou pelo Espírito Santo.
Porém, o desejo de inovar, de variar, de não fazer sempre o mesmo, o vírus da mutação que ficou implantado na natureza humana como consequência da queda e do pecado, fizeram os seus estragos na vivência cristã, sendo a causa maior da conformação com o mundo.
É certo que devido ao pecado e à corrupção que lhe é inerente, a mudança é uma realidade necessária e inevitável. Tudo muda em nós e à nossa volta. Mas a Palavra de Deus e os Seus ensinos são perfeitos e verdadeiros, por isso têm de permanecer imutáveis de geração em geração.
O homem tem de preservar fielmente todo o ensino de Cristo, sem nada lhe acrescentar ou omitir. Nesta área tem de ser firme na luta contra a tendência que há nele para mudar, para não fazer sempre o mesmo. Aquilo que Jesus instituiu e deu à Sua Igreja tem de permanecer tal como foi dado e instituído.
Se quisermos ver claramente os estragos da volubilidade da natureza humana nesta área, atentemos para o que aconteceu e acontece com a prática do Baptismo e da Ceia do Senhor, ordenanças de Cristo que têm sido grandemente desvirtuadas e adulteradas ao longo dos séculos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 14 de novembro de 2009

II TESSALONICENSES 2:15


Como as igrejas Cristãs dos nossos dias seriam diferentes, e como a história teria sido também muito diversa se os cristãos, em todas as gerações, se tivessem mantido firmes na fé, retendo as tradições apostólicas, ou seja, todo o ensino do Senhor Jesus ministrado pelos Seus apóstolos, aos quais credenciou e inspirou pelo Espírito Santo.
Porém, o desejo de inovar, de variar, de não fazer sempre o mesmo, o vírus da mutação que ficou implantado na natureza humana como consequência da queda e do pecado, fizeram os seus estragos na vivência cristã, sendo a causa maior da conformação com o mundo.
É certo que devido ao pecado e à corrupção que lhe é inerente, a mudança é uma realidade necessária e inevitável. Tudo muda em nós e à nossa volta. Mas a Palavra de Deus e os Seus ensinos são perfeitos e verdadeiros, por isso têm de permanecer imutáveis de geração em geração.
O homem tem de preservar fielmente todo o ensino de Cristo, sem nada lhe acrescentar ou omitir. Nesta área tem de ser firme na luta contra a tendência que há nele para mudar, para não fazer sempre o mesmo. Aquilo que Jesus instituiu e deu à Sua Igreja tem de permanecer tal como foi dado e instituído.
Se quisermos ver claramente os estragos da volubilidade da natureza humana nesta área, atentemos para o que aconteceu e acontece com a prática do Baptismo e da Ceia do Senhor, ordenanças de Cristo que têm sido grandemente desvirtuadas e adulteradas ao longo dos séculos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A FALTA DE COERÊNCIA


Um dos grandes problemas no seio das nossas igrejas é a falta de coerência entre a profissão de fé feita aquando do baptismo e a vivência posterior.
Confessa-se que a Bíblia é a única regra de fé e de prática. No entanto, muitos crentes agem em várias áreas da sua vida de um modo completamente diverso e até oposto àquele que a Palavra de Deus requer.
Confessa-se, pelo baptismo, que o crente morreu com Cristo para o mundo, a fim de viver agora também com Cristo uma vida nova separada de tudo aquilo que Deus condena ou abomina. No entanto, vemos crentes totalmente conformados com este mundo, identificados com os incrédulos em muitas das suas práticas, tendo os mesmos gostos e os mesmos divertimentos, sem mostrarem qualquer mudança radical na mente e no coração.
Confessamos que Jesus Cristo é o Senhor, mas muitos continuam a viver para si mesmos, pensando apenas nos seus interesses, nos seus prazeres, no seu bem-estar, na sua saúde, nas suas comodidades e na sua prosperidade.
E o grande ardil de Satanás consiste em ludibriar as pessoas dividindo os Cristãos entre Conservadores e Liberais.
Quando, de facto, o problema está em ser ou não ser fiel aos ensinos imutáveis de Cristo em todas as áreas da vida. Por detrás do Liberalismo teológico ou prático não está apenas uma escola do pensamento, está sobretudo uma atitude geral de indiferença ou de incredulidade para com a Palavra de Deus, e em particular para com os ensinos e a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, revelados no Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BREVE RESUMO HISTÓRICO DAS ORIGENS


A palavra “Baptista” usada para designar uma denominação Cristã é de origem relativamente moderna. No entanto Zwínglio, o Reformador suíço, usava já este termo para apelidar aqueles que se opunham ao baptismo infantil e defendiam que só os crentes deviam ser baptizados. Os anti-pedobaptistas de Inglaterra só adoptaram o termo “Baptista” como distintivo da sua denominação no século XVII.
Ainda que o seu nome seja novo, o tipo de vida cristã e a organização eclesiástica que o nome “Baptista” designa hoje é tão antigo quanto o Cristianismo mesmo. Que as igrejas Baptistas estão em tudo de conformidade com a norma apostólica é geralmente admitido pelos estudantes imparciais do Novo Testamento. Há praticamente unanimidade de opinião entre os eruditos das diferentes denominações históricas no tocante à conformidade dos Baptistas com a organização e ordenanças das Igrejas do Novo Testamento. Contudo, as opiniões divergem sobre se os preceitos e exemplos do Novo Testamento são exigidos aos Cristãos em todas as gerações.
Desde os tempos apostólicos foram inúmeros os erros que invadiram as Igrejas Cristãs… Em nenhum outro ponto, porém, foram as heresias mais persistentes do que em relação à doutrina do baptismo. Desde os tempos mais recuados sempre houve entre os Cristãos quem se opusesse tenazmente ao baptismo infantil, insistindo no baptismo mediante pública profissão de fé e por “imersão”, como a própria palavra grega ensina. Desde o segundo século que encontramos inúmeros focos de resistência contra as crescentes inovações que iam sendo introduzidas na Igreja oficial. Um dos grupos que maior resistência ofereceu foi denominado “Anabaptista” (embora este termo englobasse os grupos mais díspares, alguns deles também hereges em relação a outras doutrinas bíblicas).
No século XVI os “Anabaptistas” mais sérios e consistentes na doutrina tinham muito de comum com os Baptistas de hoje.
Devido às circunstâncias, a primeira Igreja Baptista inglesa, e no mundo, foi organizada, não na Inglaterra, mas na Holanda. John Smyth era homem fervoroso e para escapar a uma perseguição religiosa refugiou-se na Holanda. Aí, entre a população de língua inglesa ele se sustentou como médico. Ao estudar o Novo Testamento, Smyth chegou à conclusão de que o baptismo infantil era contrário aos ensinos de Cristo e que uma Igreja, para ser verdadeiramente bíblica, devia ser uma igreja local autónoma, totalmente separada do Estado, e compor-se exclusivamente de crentes regenerados, baptizados mediante profissão de fé. Assim, em 1609, foi organizada, em Amesterdão, a 1ª Igreja Baptista no mundo.
Mais tarde, sob a liderança de John Latrop, pastor de uma Igreja Congregacional em Londres, um grupo de membros dessa igreja adoptou também ideias anti-pedobaptistas, e em 1633 organizou na cidade londrina uma outra Igreja Baptista. Esta seria a 1ª Igreja Baptista Particular, assim chamada por defender a linha teológica denominada Calvinista. Os Baptistas Particulares (havia igualmente Baptistas Arminianos, denominados “Gerais”) organizaram a sua primeira Associação de Igrejas em 1653, e tiveram em Londres a sua Assembleia Geral em 1689, donde saiu a Confissão de Fé Baptista londrina, que ainda hoje é adoptada por muitas igrejas Baptistas no mundo.
(Adaptação de um texto de H.H.Muirhead)

Pastor Celestino Torres de Oliveira

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Hino com que o Coro da 1ª Igreja Baptista de Lisboa iniciou o Culto da Reforma

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

REFORMA PROTESTANTE

Querendo Deus, no próximo dia 25 de Outubro levaremos a efeito um Culto de evocação da Reforma Protestante; este ano meditaremos no tema da Graça.
O Culto terá lugar às 16 horas.

AUTENTICIDADE


Os Cristãos genuínos são aqueles que nasceram de novo, nasceram de Deus, são uma nova criação em Cristo, sendo guiados no seu viver diário pelo Espírito Santo que neles habita e neles opera.
As leis que nos regem e às quais estamos subordinados são as leis de Cristo, os Seus ensinos, orientações e mandamentos revelados no Novo Testamento. A sociedade que nos rodeia tem também leis elaboradas pelos seus governantes, às quais devemos obediência sempre que não estejam em oposição aos ensinos e mandamentos do Senhor Jesus Cristo, que é para os crentes o único Legislador. Por isso, em caso de litígio ou de oposição, a nossa obediência absoluta é a Cristo e à Sua Palavra.
O cristão não pode escusar-se de tomar atitudes e práticas condenadas no Novo Testamento com a afirmação de ser assim que todos procedem no mundo. Aqueles que estão à nossa volta procedem assim porque são do mundo e o mundo jaz no maligno. Nós, porém, estamos no mundo, mas não somos do mundo, pelo que temos de marcar a diferença, e revelar no nosso viver diário, nos mais ínfimos pormenores, como Cristo transformou a nossa mente e o nosso coração, e agora nos guia pelo Seu Espírito em toda a verdade e santidade.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A SUCESSÃO APOSTÓLICA


O princípio fundamental Baptista é uma igreja local organizada e dirigida de acordo com os moldes apostólicos, ou seja, uma igreja composta de membros regenerados. Daí a necessidade duma profissão de fé coerente e sincera antes do baptismo que incluirá o crente na membrasia da igreja. É óbvio que tudo depende da autenticidade duma tal profissão de fé, pelo que pode acontecer o baptismo de pessoas que não experimentaram de facto a experiência da regeneração, o que torna o seu testemunho público uma fraude e engano.
Sabemos não existir neste mundo uma igreja perfeita, o que não impede de continuarmos a pugnar por essa perfeição e a exigir o testemunho duma real transformação na vida, no coração e na mente do candidato ao baptismo.
As igrejas Baptistas procuram seguir fielmente a Cristo, em obediência aos Seus ensinos revelados em toda a Bíblia, e em particular no Novo Testamento.
Cremos que a verdadeira sucessão apostólica está na fidelidade aos ensinos apostólicos. Os apóstolos não tiveram, nem têm sucessores, pelo que não podemos encontrar ao longo dos séculos outra sucessão que não seja na fidelidade à doutrina de Cristo que eles nos transmitiram pela inspiração do Espírito Santo.
Assim, se quisermos hoje buscar uma tal sucessão teremos de confrontar todas as doutrinas e práticas das diferentes igrejas à luz desta regra áurea: onde houver maior conformidade com a doutrina dos apóstolos aí encontraremos a genuína Igreja Cristã. Isto implica também a necessidade de cada igreja local examinar continuamente os seus ensinos e práticas à luz do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PIOR DO QUE A GRIPE


Todas as precauções e cuidados que as pessoas estão a tomar individual e colectivamente contra os perigos duma eventual “gripe” faz-me pensar em todo o imenso descuido e insensibilidade das mesmas pessoas para com outros perigos igualmente, ou até muito mais malignos do que os da “gripe”.
Refiro-me aos perigos espirituais…
De há alguns anos para cá, o meio Evangélico está a ser totalmente minado por um ou vários “vírus” de diversas procedências, por vezes difíceis de detectar e de diagnosticar. Todos eles levam à decadência e enfermidade espiritual, à conformação com o mundo, com a consequente perda daquilo que constitui a essência da vivência cristã, a santificação. Já não há separação entre o mundo e a igreja, entre o crente e o não crente, entre aquilo que é de Deus e aquilo que não é de Deus. As igrejas estão a perder a sua identidade doutrinária, desviando-se da fidelidade ao “Evangelho” e aos ensinos de Cristo revelados no Novo Testamento.
Caminha-se também na área espiritual para uma globalização da “fé”. Esquecendo que tal globalização desviará as igrejas ainda fiéis a Cristo do verdadeiro Evangelho, levando-as à apostasia e ao erro. No fim estaremos todos unidos na mentira, servindo não a Deus, mas ao Anticristo.
De facto, todos estes movimentos de pseudo-unificação espiritual são como que arautos e preparadores do caminho para o “Anticristo”, tal como a Escritura o prevê e anuncia.
O que nos admira é que os crentes que ainda são fiéis e conhecem o Evangelho não tomem as mesmas precauções ou maiores ainda contra estes “vírus” espirituais, como o fazem contra a “gripe”.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 3 de outubro de 2009

DISCERNIR OS ESPÍRITOS


Ao longo do seu ministério os apóstolos foram instrumentos de Deus para operarem um número considerável de milagres cujo alvo era autenticar a mensagem que proclamavam, o Evangelho da graça de Deus revelada em Cristo e por Cristo.
Os milagres nunca foram um fim em si mesmos. Os apóstolos, tal como Jesus, nunca procuraram atrair fosse quem fosse anunciando que iriam realizar milagres ou, pior ainda, determinando o local, a data e a hora para a realização de milagres…
O propósito dos apóstolos era anunciar a Jesus Cristo que morrera e ressuscitara a fim de reconciliar os pecadores com Deus e dar-lhes a vida eterna por meio dessa morte e vitória sobre a morte. O centro da mensagem era a cruz de Cristo e a Sua ressurreição, e o alvo era levar os pecadores ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo para serem salvos. E, ao proclamarem uma tal mensagem, na obediência à ordem de Cristo, Deus confirmava a autenticidade desse Evangelho com sinais e maravilhas operadas através deles pelo Espírito Santo.
Este era o Espírito que orientava e dirigia os apóstolos. Um espírito muito diferente do daqueles que usam hoje o “evangelho” para tentarem “justificar” o anúncio de “milagres” para maior engrandecimento e prosperidade das suas pessoas, movimentos e igrejas, e não para glória de Deus e salvação dos pecadores.
É bom que peçamos a Deus que nos dê a todos, nestes tempos conturbados e confusos, o dom para sabermos discernir os espíritos, a fim de não nos deixarmos confundir por Satanás (I João 4:1).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PERPLEXO


Algo que me deixa perplexo é verificar como grande número de pessoas se deixa ainda seduzir e manipular por movimentos e por indivíduos que, usando de forma distorcida o Evangelho e invocando de um modo abusivo e perverso o próprio nome do Senhor Jesus, anunciam antecipadamente milagres e maravilhas como se eles pudessem por meio da “fé” (se é que se pode falar de fé nestas situações de fraude e embuste) ordenar a Deus que aja e opere segundo o querer deles. E as pessoas, no meio da crise financeira em que todos vivemos, e no meio dos problemas difíceis de saúde ou de relacionamento familiar em que se encontram envolvidas, tornam-se um terreno propício para o logro e a impostura.
Sempre houve, e já havia no tempo em que o Senhor Jesus estava entre nós, homens que usavam a religião como capa para a satisfação das suas ambições e desejos, por vezes ignóbeis e sempre contrários à vontade de Deus para a vida humana. Assim, nada há de novo sob o sol. O que nos admira é que a nossa geração, com acesso a tanta informação mediática, ainda se deixe seduzir e manipular por tais movimentos e indivíduos que continuam a usar a Palavra de Deus para a satisfação dos seus apetites materialistas e egolátricos.
O apelo à fé das pessoas, independentemente do objecto dessa fé (pois dizem não importar o “credo” que tenham…) prova que tais movimentos estão fora das Escrituras. Isto porque, segundo a Bíblia, é necessário conhecer a Jesus para crer n’Ele e invocá-Lo com fé (Rm. 10:13-17).
E só uma tal fé, em Jesus Cristo revelado nas Escrituras, salva, justifica e opera maravilhas nos pecadores (quando, como e onde o Senhor quiser e não o homem).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A MERCANTILIZAÇÃO DA FÉ


“A Mensagem Baptista” publicou há algum tempo atrás um artigo para o qual eu gostaria de chamar a atenção dos irmãos que lêem este boletim. O seu autor refere-se à situação da Igreja no Brasil, mas é perfeitamente adequado à realidade que vivemos em Portugal. Vamos recordar alguns parágrafos desse texto de Ziel Machado e reflectir na situação das igrejas evangélicas do nosso país:
“Um dos piores inimigos da fé evangélica é o processo de mercantilização da fé com todos os seus derivados…” Referência àqueles que se servem da fé, sobretudo da fé dos outros, para enriquecerem explorando a credulidade e ingenuidade do próximo. Este negócio com a fé não só é um embuste e uma fraude espiritual, mas também desvia a muitos da genuína fé evangélica, criando anti-corpos espirituais contra o verdadeiro Evangelho de Cristo.
“Uma espiritualidade que faz pouco caso da revelação contida nas Escrituras acaba se tornando uma capa religiosa para um sistema que transforma a casa de oração para todos os povos em covil de ladrões! Estamos diante duma realidade na qual as aparências enganam. O que parece frondoso à distância, pode se mostrar enganoso de perto. O templo, que parecia activo em sua função de ser o lugar onde o nome de Deus era invocado, revelou-se uma aberração espiritual e moral… À medida que esta entidade “mercado”, com seus valores e paradigmas aperfeiçoa o seu funcionamento e sofistica a sua capacidade de formar paradigmas, ela estende os seus tentáculos sobre cada esfera da vida humana, inclusive sobre nós, na igreja. O que nos deixa perplexos é a nossa incapacidade de discernir esse processo… Isso nos está levando a um ajuste tão fino com a realidade circundante, que a diferença entre mundo e igreja se torna apenas retórica. O resultado é que estamos trazendo para o “templo” um sistema idolátrico com cara de piedade evangélica. Este é o mal mais terrível, o mal com cara de bem”.
Transcrevemos estes parágrafos relativos à situação das igrejas evangélicas no Brasil porque, como já afirmamos, cremos que esta é a situação igualmente em Portugal. Seria bom reflectirmos profundamente nestas palavras para que pelo menos na nossa igreja local não penetre este espírito profano com capa de “piedade”.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 5 de setembro de 2009

AÍ ESTÁ ELA!


Vivemos tempos de apostasia, tal como haviam predito os apóstolos e o próprio Senhor Jesus. Uma das razões para a actual apostasia, para além da velha influência do racionalismo e do naturalismo científico provenientes das revoluções sociais e ideológicas, reside no facto de grande parte dos cristãos evangélicos se terem tornado de tal modo “místicos” que já não reverenciam, nem se submetem à Palavra escrita de Deus. Tais evangélicos estão de tal maneira virados para si mesmos e para as suas experiências pessoais, para o que sentem dentro de si, que consideram a doutrina bíblica como algo secundário, ou mesmo sem relevância.
Uma igreja que afirma que a sua fidelidade aos ensinos da Sagrada Escritura não tem grande significado, nem é importante aos olhos de Deus, e que substitui essa fidelidade pelas experiências sobrenaturais dos seus membros, pelos testemunhos públicos dessas experiências, sonhos ou visões, uma tal igreja derrapou espiritualmente e caiu no misticismo.
Ao afastar-se do princípio fundamental que consiste em possuir uma doutrina bíblica correcta, conforme ao ensino dos apóstolos, e vigiar a fim de perseverar nela e pô-la em prática, o meio Evangélico contemporâneo desviou-se da Verdade. E isso é visível não só ao nível do ensino ministrado nos púlpitos (onde ainda existem!), mas também e sobretudo ao nível da vivência particular e colectiva nas igrejas, incluindo as novas formas de culto (ou celebrações) em plena conformação com o mundo. O que se vê e se ouve hoje nos cultos de muitas igrejas seria impossível de acontecer e de explicar sem este desvio dos ensinos e práticas do Novo Testamento.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

LIBERDADES INDIVIDUAIS


Os Baptistas sempre foram acérrimos defensores das liberdades individuais, por isso as igrejas locais são autónomas e embora cooperem fraternalmente entre si nenhuma delas está sujeita a outra ou a qualquer organismo central.
Cremos que a salvação é individual, apesar de todos sermos membros de um só Corpo, e constituamos portanto um colectivo. No entanto, cada um é chamado por Deus e atraído a Cristo de um modo muito particular. A Bíblia diz-nos que o Senhor chama a cada uma das Suas ovelhas pelo seu nome e conhece a cada uma delas desde a eternidade, amando-as com um amor eterno.
Por isso defendemos que cada indivíduo seja livre para expressar a sua fé ou incredulidade segundo os ditames da sua consciência. Mas o exercício duma tal liberdade pressupõe responsabilidade, honestidade e seriedade. A liberdade sem responsabilidade faz-nos cair na libertinagem e no caos anárquico. A liberdade sem honestidade é uma porta aberta à fraude, ao embuste e à propagação da mentira. A liberdade sem seriedade é leviandade e pode fazer-nos cair na barbárie.
Por isso, ao mesmo tempo que defendemos as liberdades individuais afirmamos ser a Bíblia a nossa única regra de fé e de acção. O homem só é plenamente livre quando libertado por Cristo vive em conformidade com a vontade de Deus.
No entanto, esta plena liberdade, fruto da nossa fé em Cristo, é uma dádiva de Deus e ninguém pode constranger seja quem for a crer em Jesus Cristo.
A nossa missão e responsabilidade é testemunharmos do Senhor na fidelidade a todo o ensino das Escrituras, sabendo que a obra de conversão e libertação dos pecadores só o Altíssimo, pelo Seu Espírito, a pode realizar.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

REFLEXÕES ÉTICAS


A) Ao nível dos crentes
Os crentes devem instruir os filhos nos caminhos do Senhor, orientá-los, aconselhá-los e discipliná-los de acordo com os ensinos da Bíblia. Devem trazê-los consigo aos cultos na igreja, inscrevê-los na Escola Dominical e incluí-los no culto doméstico ou outras actividades espirituais no lar, mas deixando-os sempre livres para no devido tempo tomarem conscientemente uma decisão pessoal quanto ao seu relacionamento ou não relacionamento com Deus.

B) Ao nível do Estado
Cremos que devem ser evitados dois extremos igualmente nocivos:

O ateísmo prático: em que as leis são feitas sem qualquer orientação transcendente, sem qualquer referência ao Criador e Legislador do universo. Na verdade, com que direito um homem ou um grupo de homens, mesmo maioritário, impõe aos outros os seus princípios éticos e sociais?

O confessionalismo religioso: quando pretende impor a todos os cidadãos a mesma religião e prática religiosa. Embora as leis sociais tenham uma orientação espiritual (uma inspiração bíblica), os cidadãos devem ser sempre livres para cultuarem ou não cultuarem a Deus, segundo os ditames da sua consciência, sem qualquer imposição estatal. Assim, as igrejas devem ser livres de qualquer tutela ou apoio estatal, e o Estado não deve obediência a nenhuma igreja. Cada qual na sua esfera é livre e soberano.


Pastor Celestino Torres de Oliveira

SÍNTESE HISTÓRICA DA IGREJA

No rio Tejo, próximo à Torre de Belém, foram na manhã do dia 20 de Agosto de 1922 baptizados, pelo rev. António Maurício, os primeiros vinte membros que formaram a 1ª Igreja Baptista de Lisboa, aos quais se juntaram por carta demissória três irmãos vindos de Igrejas Baptistas fóra da capital. Nesse mesmo dia, à tarde, foi organizada com 23 membros, a 1ª Igreja Baptista de Lisboa e à noite, num culto solene foi consagrado ao pastorado da 1ª Igreja o rev. Paulo Irwin Torres. A sede da Primeira Igreja Baptista de Lisboa ficou sendo na rua Francisco Sanches, 55-r/c., tendo um ponto de prégação na rua da Fábrica da Pólvora, em Alcântara.
Dado o progresso que estava a ter o Evangelho em Alcântara buscou-se um salão maior, e o Senhor conduziu o pastor Torres até à rua dos Lusíadas, onde alí abriu uma missão que a 1 de Julho de 1923 se organizou em igreja. A qual ainda hoje permanece na mesma rua, embora não pertencendo já à denominação Baptista.
Em 1925, a nossa igreja concedeu cartas demissórias aos irmãos residentes em Morelena e alí também a missão se organizou em igreja, mantendo no entanto como seu pastor Paulo Torres da 1ª Igreja.
Em 1924 foi alugado um novo salão para a 1ª Igreja na rua Almirante Barroso e também aí, pela graça de Deus, o trabalho cresceu imenso, pelo que em 1926, sentindo a igreja a necessidade premente de possuir um templo próprio em Lisboa, foi eleita uma comissão “Pró-construção do templo”. Em busca de apoios financeiros para tão grande empreendimento, o pastor Torres deslocou-se ao Brasil onde durante cerca de seis meses prégou em vários locais e recolheu o maior apoio dos nossos irmãos brasileiros para a construção do novo templo. No Semeador Baptista de 15 de Abril de 1928, escrevia o missionário A. Maurício: “Não podemos imaginar quanto o Ir. Torres tem feito em prol do Evangelho em Portugal, viajando noite e dia por terras brasileiras”.
Logo que regressou a Portugal, o pastor Torres realizou uma campanha de oração em prol da abertura de um novo trabalho em Lisboa. Como resposta do Senhor à oração do Seu povo deparou-se um bom salão no populoso Bairro Novo à Lapa, onde a 15 de Julho de 1928 era inaugurada uma nova missão da 1ª Igreja Baptista de Lisboa. Também esta missão no ano seguinte se organizou em igreja, elegendo para seu pastor o Ir. Raúl Pinto de Carvalho. Assim se formou a 2ª Igreja Baptista de Lisboa.
Finalmente em 15 de Maio de 1931 foi feita a escritura da compra do terreno para o tão almejado templo, e em Outubro do ano seguinte iniciaram-se as obras de construção.
O templo da 1ª Igreja Baptista de Lisboa foi erguido num local em que só havia terras, e a 30 de Abril de 1933 era inaugurado com grande solenidade.
Pouco tempo depois da sua construção e inauguração, a Câmara Municipal construiu, a menos de 50 metros, aquele que é ainda um dos mais belos mercados da cidade, e a pouco mais de 100 metros de distância, a mais linda alameda de Lisboa, a Alameda de D. Afonso Henriques. Assim, em pouco mais de 15 anos, a igreja viu-se rodeada duma população de milhares de habitantes, ficando no centro de um dos mais populosos bairros da cidade.
Foi a partir deste local que irradiou o Evangelho até Castelo Branco, Rocio de Abrantes, Ortiga, Penamacôr, Tremês, Sassoeiros, Algueirão, Cacém, Loures, Sete Casas, Setúbal, Carnaxide e outros lugares mais. Já sob o pastorado de Celestino Oliveira, a 1ª Igreja abriu ainda um novo ponto de prégação em Lisboa, na rua de S. Lázaro.
No presente continuamos grandemente empenhados na área missionária apoiando de variados modos inúmeros movimentos e trabalhos Evangélicos.
Procuramos ainda manter com fidelidade não só a fé, mas também a ordem nos cultos, que nos legaram os nossos antepassados.
Não é, porém, por mera tradição, mas por profundas convicções bíblicas que somos baptistas.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

87º Aniversário - Culto de Acção de Graças

No passado dia 16 tal como anunciado teve lugar um Culto de Acção de Graças pela passagem do 87º aniversário desta igreja.
Embora muitos irmãos estivessem ausentes devido ao período de férias e de acampamentos bíblicos, outros irmãos que devido às suas avançadas idades nem sempre podem estar presentes, deram-nos a alegria de poder estar conncosco nessa tarde.
O Coro da Igreja (também com membros ausentes) participou no culto.
No "link" http://www.youtube.com/watch?v=tlYuM2cbUhI poderão um momento da sua participação com 2 hinos: "Ó Deus Eterno Ajudador" e "Tabernáculo".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A GRANDE TENTAÇÃO


Infelizmente é demasiado comum nos nossos dias a proclamação de um evangelho adulterado, com promessas de prosperidade, de sucesso infalível, de cura garantida para todas as doenças, um evangelho sem exigências espirituais de arrependimento e santificação, sem provações nem sofrimento, enfim, um “evangelho” adaptado à mentalidade do homem natural, indicando um caminho largo, em conformidade com os desejos da carne… Sabemos, pelo ensino do nosso Mestre, onde vai ter esse caminho largo. Este “evangelho” barato produz “crentes” superficiais, interesseiros e que rapidamente se desiludem quando não obtêm tudo o que lhes foi prometido. No entretanto, não deixaram de introduzir nas igrejas os seus gostos, o seu modo de pensar, os seus métodos, numa palavra, a mundanidade.
Estamos, portanto, perante um cenário que nos revela uma espécie de “evangelização em sentido contrário”, ou seja, a mundanização das igrejas que se abrem cada vez mais ao espírito do século, que cada vez mais se conformam com os gostos e o modo de viver do homem natural, ficando totalmente receptivas a todas as correntes e novidades do momento, felizes por verem que assim conseguem aumentar substancialmente o número dos seus membros…
E é neste cenário religioso que se desencadeia a maior tentação que pode assaltar as igrejas que ainda permanecem indicando e ensinando aos homens o caminho estreito da renúncia e da fidelidade a Cristo e à Sua cruz, as igrejas que procuram manter nos seus cultos uma alegria saudável e espiritual, plena de reverência e da dignidade que convêm ao louvor e à adoração que são devidos ao nosso Deus. Qual é esta tentação? Ela passa pelo aparente dilema que impõe uma decisão reveladora! Permanecer no caminho estreito ensinado por Cristo no Evangelho bíblico, mesmo que diminua o número dos seus membros… Ou enveredar pelo caminho largo, garantindo assim grandes congregações?...

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 4 de agosto de 2009

ANIVERSÁRIO

Querendo Deus, no próximo dia 16 de Agosto, às 16 horas, terá lugar na 1ª Igreja Baptista de Lisboa um Culto de Acção de Graças pela passagem do 87º Aniversário da Igreja; estará connosco o Pastor Jorge Leal da Igreja Baptista das Boas Novas (Amadora) para nos entregar a mensagem.

À LUZ DO NOVO TESTAMENTO

A. Princípios orientadores para o Culto Cristão
1) Em espírito e em verdade
2) Sem confusão, com harmonia ou paz
3) Tudo deve ser feito com decência e ordem
4) Deve haver reverência e temor ou piedade
5) O alvo é a edificação de todos

B. Partes constituintes do Culto Cristão
1) Leitura das Escrituras
2) Ensino e prégação
(antes de estar completa a Revelação no Novo Testamento incluía as profecias, eventualmente em línguas desconhecidas com interpretação)
3) Orações
(acções de graças, petições, intercessões…)
4) Cânticos espirituais
(salmos e hinos)
5) Celebração de baptismos e da Ceia do Senhor
(“o partir do pão”)


Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 28 de julho de 2009

UMA ORAÇÃO CONTEMPORÂNEA


Transcrevemos para nossa reflexão alguns excertos de um texto publicado há uns anos atrás no boletim duma Igreja Evangélica de New Jersey, nos Estados Unidos.
“Senhor, o culto da minha igreja é muito tradicional. Obriga as pessoas a pensar. Exige transformação de vida. Reclama uma postura reverente e solene. Exalta a soberania de Deus. Afirma a Sua Omnipotência. Não oferece soluções milagreiras, rápidas, infalíveis, de carregar no botão. Defende princípios, regras, directrizes. Faz do ensino e da prégação das Escrituras a base fundamental do seu ministério.
… Se Paulo vivesse nos nossos dias, já teria descoberto que não precisamos da prégação para nada! Hoje temos muitos outros atractivos que dispensam a prégação e a tornam obsoleta. É muito mais excitante cantar corinhos durante uma hora inteira, bater palmas, dançar e ouvir o testemunho do ídolo do futebol ou do actor “convertido”, do que escutar a exposição das Escrituras. Se Pedro soubesse o que nós sabemos hoje não teria prégado no dia de Pentecostes aquele longo sermão, cheio de doutrina e de ensino. Teria antes cantado até à exaustão uma dúzia de corinhos ligeiros.
Também Paulo teria evitado muitos problemas se, na sinagoga de Antioquia da Psídia, em vez do seu extenso discurso expositivo e doutrinário, tivesse entretido os ouvintes com “rock-evangélico”, música estridente e testemunhos “impossíveis”… Ainda bem, Senhor, que não vivi nos seus dias, pois não aguentaria tanta prégação… Estevão então teria mesmo poupado a sua vida, se tivesse substituído aquele discurso profético e profundamente teológico, por um arrazoado ligeiro, superficial, exaltador dos méritos dos seus ouvintes…”
Infelizmente, quantos crentes em Portugal oram também assim no fundo do seu coração? Quantos vêm até nós e julgam os nossos cultos demasiado “tradicionais”?...


Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 21 de julho de 2009

SERÁ QUE DEUS NÃO FALA?

Muitos escritores, poetas e dramaturgos, pertencentes a certa escola filosófica, queixam-se nos seus escritos da “surdez” e do “mutismo” de Deus, partindo daí para a negação da própria existência da “divindade” ou, no mínimo, para um agnosticismo dogmático.
O facto é que Deus fala e clama de muitas e variadas formas, mas eles não querem ouvir, não aceitam a Revelação de Deus. Amam de tal modo as trevas em que vivem, a “sua verdade”, que repudiam a Luz verdadeira que alumia a todo o homem, não aceitam a Verdade absoluta revelada em Jesus Cristo.
Os seus poemas, romances ou peças teatrais estão repletos de um pessimismo mórbido, duma vivência caracterizada pelo absurdo, por uma total ausência de sentido, pelo nihilismo, desespero e náusea. Os personagens que pretendem representar o papel de “deus” são frios, impiedosos, perversos e tirânicos, para além de surdos e mudos muitas vezes…
São espessas as trevas que preenchem essas mentes, contudo inteligentes e astutas. O que não admira, pois também Satanás é inteligente e astuto.
Tais filósofos queixam-se de que têm buscado a resolução para o enigma da vida, um sentido para a existência, mas não têm obtido resposta para as suas dúvidas. A realidade, porém, é que estão de tal maneira fechados e bloqueados pelas trevas intelectuais em que vivem, que se alguém lhes anunciar o Evangelho e lhes der as únicas respostas que podem satisfazer o saber humano, eles de imediato rejeitam com hostilidade e desprezo tais respostas.
Mas só nelas poderiam ouvir a voz de Deus e conhecer a Verdade que liberta e dá à vida um sentido eterno.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A FALÁCIA LIBERAL

É vulgar ler nos escritos de certos teólogos liberais afirmações que pretendem opôr a Palavra de Deus Pessoal, o Verbo eterno que é Jesus Cristo, à Palavra de Deus escrita, a Bíblia ou Sagrada Escritura. Afirmam que a Palavra de Deus não é um Livro, mas sim uma Pessoa.
Obviamente que o “Logos” de Deus é Jesus Cristo, portanto uma Pessoa, mas a falácia está na ilação de que, por esse motivo, a Bíblia não pode ser a Palavra de Deus. De facto, nós actualmente só conhecemos a Jesus Cristo por meio da Sagrada Escritura, a Qual sendo escrita por homens foi plenamente inspirada pelo Espírito Santo e é também Ela a Palavra que vem de Deus revelando aos homens a Pessoa de Jesus Cristo.
De tal modo que nós hoje não temos outro conhecimento àcerca de Jesus Cristo e dos Seus ensinos senão pela Revelação que Ele nos dá de Si mesmo na Sua Palavra escrita. Por isso, constitui um embuste de Satanás pretender desvalorizar o testemunho bíblico opondo-o ao testemunho dado por Jesus Cristo, pois a Bíblia é o único Testemunho genuíno que possuímos d’Aquele que é a Fiel e Perfeita Testemunha de Deus.
O alvo de Satanás é bem claro, basta ver nos mercados livreiro, teatral e cinematográfico as imensas “revelações” enganosas e, muitas vezes, blasfemas de falsos “cristos” que querem fazer passar pelo nosso Salvador e Senhor. Os tais “falsos cristos” que, segundo o próprio Senhor, viriam a aparecer em abundância nos últimos tempos…
Portanto, se quisermos permanecer firmes na fé e no conhecimento do Verdadeiro Jesus Cristo, o único Salvador e Senhor da humanidade, temos de recorrer ao Testemunho escrito de homens que foram para o efeito Divinamente inspirados, ou seja, temos de recorrer à Revelação Bíblica.
Só quem permanece firme nos ensinos da Bíblia, permanece firme em Jesus Cristo e pode também ser fiel testemunha do Senhor Jesus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 6 de julho de 2009

COLOSSENSES 3:1-2

Verificamos que cada vez mais os Cristãos Evangélicos pensam menos nas coisas que são de cima e mais nas que são da terra. Talvez seja essa a razão que leva muitos a considerarem os hinos tradicionais como obsoletos e sem significado para a nossa época.
Se atentarmos bem para a exortação que Paulo deixa aos colossenses, esta atitude moderna no nosso meio leva-nos a questionar a regeneração de muitos. Isto sem querermos entrar em juízos que só a Deus pertencem… mas pelos seus frutos se conhece a árvore!
Talvez encontremos também nesta atitude uma explicação para a irreverência intrínseca e visível nos cultos modernos. Não apenas no modo como se pretende louvar a Deus musicalmente, mas igualmente no comportamento leviano aquando das orações, leitura das Escrituras e prégação do Evangelho. O homem é um todo, e manifesta aquilo que é em todas as áreas da sua vida. Por isso, não nos admira que o testemunho de muitos crentes, no que toca à vida conjugal, familiar e profissional, esteja longe dos ensinos da Palavra de Deus.
É a toda esta situação que denominamos decadência e degradação espiritual do povo do Senhor. Infelizmente, a história de Israel volta a repetir-se na vida das igrejas cristãs…
Esperemos que Deus levante verdadeiros profetas que, inspirados nas Escrituras, falem a Palavra do Senhor no poder do Espírito Santo, para que haja arrependimento, genuína conversão a Deus, homens e mulheres nascidos de novo, regenerados, uma nova criação em Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 4 de julho de 2009

No passado dia 28 de Junho realizou-se um Culto de Baptismos onde se agregaram à igreja dois novos irmãos: Isabel Nery e António Manuel Pimenta.

Para ver esse momento copie para o seu browser o endereço abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=FzOVxwDK7z8
O BAPTISMO BÍBLICO


Muitos nos interrogam sobre o porquê de usarmos a expressão “baptismo bíblico”. A razão é que nem todos os “baptismos” que se praticam na Cristandade são de facto baptismos bíblicos, ou seja, baptismos em conformidade com a ordenança deixada pelo divino Mestre aos Seus discípulos e, portanto, à Sua Igreja.
Para que possamos administrar correctamente o baptismo bíblico temos de nos submeter, pelo menos, a três exigências básicas deixadas pelo Senhor Jesus:
1) O baptismo só deve ser administrado àqueles que se arrependem dos seus pecados, crêem que Jesus é o Cristo, e confessam publicamente essa fé em Jesus, como Senhor e Salvador (Mateus 28:19; Marcos 16:16, Actos 2:38,41; 8:12,36-38; 18:8).
2) O baptismo nas águas é um sinal visível e um testemunho público da nossa identificação com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição (Romanos 6:3-5; Colossenses 2:12). Pelo que só a imersão total do crente nas águas preenche esse requisito formal. Aliás a própria palavra, no seu original grego, significa “imersão”. E é um dado histórico objectivo que Jesus foi baptizado dessa forma por João, e que os Seus discípulos assim também baptizavam.
3) Em terceiro lugar, só podemos baptizar em nome do Senhor Jesus quando nos conformamos plenamente com a ordem por Ele dada para o baptismo. O que implica fazê-lo “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
Só quando estes três requisitos são respeitados é que podemos dizer que ministramos correctamente a ordenança deixada à Igreja pelo nosso Senhor Jesus Cristo.


Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 22 de maio de 2009

DISSOLVE-SE A TERRA E TODOS OS SEUS MORADORES, MAS EU FORTALECEREI AS SUAS COLUNAS (Sal. 75:3)

As igrejas genuinamente cristãs são o sustentáculo, as colunas duma sociedade sadia e equilibrada. Daí a grande responsabilidade dos líderes espirituais em manterem o povo de Deus firme nas suas convicções bíblicas e na sua comunhão com Deus. Só quando a vida individual dos crentes é profundamente espiritual as igrejas podem, no seu colectivo, cumprir a sua missão no mundo.
A afirmação do salmista, que acabamos de ler, deveria levar cada pastor a examinar o que tem feito e como tem procurado dirigir o rebanho que o Senhor lhe confiou. Será que nós, como pastores, temos sido instrumentos de Deus para fortalecer as igrejas, de modo a que elas sejam colunas no meio duma sociedade em dissolução, em profunda decadência moral e espiritual?
Será que aqueles que buscam refúgio desta sociedade permissiva e violenta podem encontrá-lo na igreja local? Será que quem quiser fugir ao ruído ensurdecedor do mundo e dos "média" pode encontrar a paz de espírito, a ordem e a tranquilidade nos nossos cultos e no nosso louvor? Ou será que as nossas igrejas já estão de tal modo conformadas com este mundo que quem nelas entrar não encontrará diferença alguma?
Quando as igrejas deixam de ser um travão para toda a decadência espiritual do mundo e uma força de renovação e purificação genuínas, então que poderemos esperar no futuro terreno, por mais optimistas que queiramos ser?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Festa da Escola Dominical

Se Deus assim o permitir celebraremos o dia de Pentecostes (31 de Maio às 10:30 h) com um programa de carácter espiritual alusivo ao tema, no salão social da Igreja.
Culto de Baptismos



Querendo Deus, no dia 28 de Junho terá lugar um culto de baptismo na Igreja às 10:30 h