sábado, 4 de maio de 2013

EI-LOS DE VOLTA!


Os judaizantes voltam de novo a ameaçar seriamente o Evangelho de Cristo no seio das nossas igrejas. Refiro-me àqueles que querem guardar o sábado e outras festas do calendário judaico, coisas que eram uma sombra cuja realidade é Cristo e que, portanto, foram abolidas no Novo Testamento (Col.2:16,17; Gál.4:10,11).O Evangelho é a revelação de que em Jesus Cristo habita a plenitude da Divindade e, por consequência, estamos perfeitos n’Ele (Col.2:9,10), pelo que querer acrescentar algo a Cristo a fim de sermos justificados ou salvos é negar a essência do Evangelho e anular a Graça de Deus.
É lamentável que aqueles que leem o Novo Testamento e, portanto, estão conscientes, ou deviam estar conscientes da tremenda luta que os apóstolos, nomeadamente Paulo e Pedro, travaram contra os judaizantes do seu tempo, se deixem agora seduzir ou eles próprios procurem seduzir outros a cair no mesmo erro.
O verdadeiro Israel de Deus, a verdadeira descendência de Abraão, segundo a promessa Divina, são aqueles que creem em Jesus Cristo, tal como Abraão creu na Palavra de Deus. A Igreja cristã não é nenhum parêntese na história Divina, Ela é o alvo eterno de Deus, pois foi sempre o propósito do Senhor que tudo criou em Cristo e para Cristo, voltar também a agregar n’Ele todas as coisas na plenitude dos tempos (Ef.1:9,10 Col.1:16-20).
Para isso, Cristo se fez homem na Pessoa de Jesus, morreu em nosso lugar e ressuscitou, garantindo-nos assim, por meio da nossa fé n’Ele, a justiça de que carecíamos diante de Deus e a nossa eterna redenção.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

ÚNICA REGRA?





Durante séculos as nossas igrejas afirmaram convictamente ser a Bíblia a sua única regra de fé e de prática.
Nos nossos dias parece que esse fundamento da nossa fé está a ser posto em causa, sobretudo em termos daquilo que é a vivência dos membros das igrejas. Estas, por seu lado, estão na sua própria disciplina e orientação internas a afastar-se também em muitas questões práticas dos ensinos de Jesus Cristo e dos apóstolos que encontramos nas páginas do Novo Testamento.
A sedução do mundo e a pressão mediática são muito fortes e têm influenciado algumas igrejas e muitos crentes com grande eficácia… Quando se passa diariamente horas e horas ouvindo e vendo televisão, será muito difícil que algum tempo passado na igreja ao domingo seja suficiente para anular a ação do veneno da “serpente” na mente e no coração dos crentes.
Quando os crentes preferem ler revistas e jornais mundanos em lugar da Bíblia e de outros livros de edificação espiritual, quando têm tempo para tudo o que é secular, menos para a oração e comunhão com Deus, que podemos esperar nas nossas igrejas senão um afastamento cada vez maior dos ensinos bíblicos no comportamento e nas atitudes dos crentes em relação a áreas nevrálgicas da sua vida, como por exemplo, o casamento, o papel da mulher na igreja e na sociedade, o aborto e o significado social e espiritual da homossexualidade.
O problema é que Jesus Cristo só é o nosso Salvador, quando é também o Senhor em todas as áreas da nossa vida. Não basta dizer “Senhor! Senhor!”. Importa fazer a vontade de Deus no nosso dia-a-dia (Mat. 7:21).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

NINGUÉM VOS ENGANE


Na sua 2ª carta aos Tessalonicenses, o apóstolo Paulo alerta a igreja para os perigos que terá de enfrentar nos dias que antecederão a 2ª vinda de Cristo. É importante verificarmos que muitos desses perigos são já uma realidade nos nossos dias (II Tes.2:3-12):
1. “Ninguém vos engane”! O meio dito Evangélico está mais do que nunca minado por impostores e falsificadores da Palavra de Deus, por enganadores que enriquecem e prosperam mediante o ludíbrio e a exploração das ovelhas do Senhor.
2. A apostasia! Cada vez é maior o número de igrejas que estão a desviar-se do Evangelho e a cair no engano da injustiça, tendo prazer na iniquidade, dando lugar à carne até mesmo nos períodos que afirmam de “louvor a Deus”. Alguns mascaram esta perversa tendência carnal citando exemplos do Velho Testamento fora do seu contexto e esquecendo a profunda revolução espiritual que Jesus Cristo veio operar no próprio culto a Deus; revolução que encontramos claramente revelada para nós nas páginas do Novo Testamento.
3. O homem que se assenta como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus!
Eis outra trágica realidade bem visível hoje em dia. Não só por influência de místicas orientais, mas também num “evangelho” centrado já não em Deus e na Sua glória, mas sim no homem e nos seus interesses e necessidades…
4. É natural que comecem também a ser anunciados milagres e prodígios de mentira… Mas ai daqueles que se deixarem enganar (10-12)!

Pastor Celestino Torres de Oliveira









A PACIÊNCIA


Ouvimos com demasiada frequência os crentes queixarem-se com amargura da situação em que se encontram, chegando mesmo a duvidar do amor de Deus ou da Sua soberana providência. Com efeito, a tendência para o descontentamento, para a murmuração parece ser uma característica de tal modo intrínseca à natureza humana que nem mesmo os crentes conseguem, muitas vezes, superá-la.
No entanto, com as forças espirituais que Deus nos dá, devemos lutar contra esta inclinação carnal. É aqui que entra em cena uma das virtudes cristãs mais preciosas para que possamos enfrentar vitoriosamente o quotidiano, perseverando na fé uma vez dada aos santos. Estamos a referir-nos à PACIÊNCIA.A Palavra do Senhor exorta-nos a sermos pacientes em todas as circunstâncias da nossa vida:
a) Nas aflições, nas privações, nas injustiças (II Cor.1:6;6:4;I Ped.2:20);
b) Na esperança da salvação e na vinda do Senhor (Rom.8:25;Tiago5:8)
c) No relacionamento uns com os outros, a fim de evitarmos contendas e discussões estéreis e prejudiciais (II Tim.2:24; Ef.4:2).
A prudência e a paciência são sinais de maturidade espiritual (Tito 2:2) pois revelam o nosso reconhecimento e submissão incondicional à soberania do Altíssimo (Job 1:21;2:10;Tiago 5:11).Mas se quisermos ter uma noção mais nítida do que é a paciência cristã teremos de olhar para Jesus, o Qual quando O injuriavam, não injuriava e quando padecia não ameaçava, não reagia com violência, mas entregava-Se totalmente nas mãos do Pai, d’Aquele que julga justamente (I Pedro 2:23).Se o nosso Mestre e Senhor, sendo Santo, Justo e Puro, sofreu com paciência as maiores injustiças, aflições e privações que um homem pode suportar, então estejamos dispostos a seguir-Lhe as pisadas, a fim de sermos verdadeiramente Seus discípulos.
 
Pastor Celestino Torres de Oliveira