sexta-feira, 27 de abril de 2012

A PACIÊNCIA



Ouvimos com demasiada frequência os crentes queixarem-se com amargura da situação em que se encontram, chegando mesmo a duvidar do amor de Deus ou da Sua soberana providência. Com efeito, a tendência para o descontentamento, para a murmuração parece ser uma característica de tal modo intrínseca à natureza humana que nem mesmo os crentes conseguem, muitas vezes, superá-la.
No entanto, com as forças espirituais que Deus nos dá, devemos lutar contra esta inclinação carnal. É aqui que entra em cena uma das virtudes cristãs mais preciosas para que possamos enfrentar vitoriosamente o quotidiano, perseverando na fé uma vez dada aos santos. Estamos a referir-nos à PACIÊNCIA.
A Palavra do Senhor exorta-nos a sermos pacientes em todas as circunstâncias da nossa vida:
a) Nas aflições, nas privações, nas injustiças (II Cor.1:6;6:4;I Ped.2:20);
b) Na esperança da salvação e na vinda do Senhor (Rom.8:25;Tiago5:8)
c) No relacionamento uns com os outros, a fim de  evitarmos contendas e discussões estéreis e prejudiciais (II Tim.2:24; Ef.4:2).     
A prudência e a paciência são sinais de maturidade espiritual (Tito 2:2) pois revelam o nosso reconhecimento e submissão incondicional à soberania do Altíssimo (Job 1:21;2:10;Tiago 5:11).
Mas se quisermos ter uma noção mais nítida do que é a paciência cristã teremos de olhar para Jesus, o Qual quando O injuriavam, não injuriava e quando padecia não ameaçava, não reagia com violência, mas entregava-Se totalmente nas mãos do Pai, d’Aquele que julga justamente (I Pedro 2:23).
Se o nosso Mestre e Senhor, sendo Santo, Justo e Puro, sofreu com paciência as maiores injustiças, aflições e privações que um homem pode suportar, então estejamos dispostos a seguir-Lhe as pisadas, a fim de sermos verdadeiramente Seus discípulos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 20 de abril de 2012

“BENDITO ÉS TU, Ó SENHOR; ENSINA-ME OS TEUS ESTATUTOS” (Salmo 119:12)




ENSINA-ME! Eis o segredo da vida vitoriosa, a necessidade básica de cada instante do nosso viver.
Este desejo do salmista revela a consciência de uma dependência contínua. Nós precisamos de que Deus nos instrua em todos os momentos da nossa vida, para que possamos viver em conformidade com a vontade do Senhor, seguindo na direção certa e com alvos corretos, ou seja, numa via com sentido e que se projeta na eternidade.
Eu não sei antecipadamente o caminho que devo trilhar em cada dia, as decisões a tomar nas circunstâncias concretas do meu quotidiano, necessito de aprender continuamente aos pés do Senhor qual a Sua vontade para cada uma dessas situações.
Se nós conhecêssemos antecipadamente o que teríamos de fazer em cada circunstância por que passamos, seríamos senhores do nosso próprio destino. Mas nós estamos bem longe de uma tal utopia! Por isso, temos a necessidade de que cada instante da nossa vida seja um ensinamento que nos vem de Deus.
E é quando tomamos consciência desta realidade que nos regozijamos no Senhor, e nos sentimos verdadeiramente livres de toda a ansiedade, em plena segurança. A nossa vida torna-se também um hino de louvor a Deus por aquilo que Ele se digna fazer em nós e através de nós.
Quando o Altíssimo nos ensina está a revelar o Seu amor para connosco, está a confirmar a Sua fidelidade para com a Aliança eterna que estabeleceu em Cristo com todo o Seu povo. Por isso, o Evangelho significa Boa Nova: a proclamação de que, em Jesus Cristo, Deus é e continuará a ser sempre o nosso Deus e Redentor.
 
Pastor Celestino Torres de Oliveira

O BATISMO E A RESSURREIÇÃO




Nas celebrações da ressurreição do Senhor Jesus Cristo incluímos hoje um culto de batismos. Damos graças a Deus por este banquete espiritual que Ele nos permite desfrutar neste Seu santo dia.
Cristo morreu levando sobre Si os nossos pecados, foi sepultado, mas ressuscitou vencendo a morte e garantindo-nos a vida eterna.
Agora, também nós que cremos n’Ele, somos identificados com Cristo na Sua morte, morrendo para o pecado, para o nosso “eu” carnal, a fim de não vivermos mais para nós mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou. Ao sermos sepultados com Cristo nas águas mostramos ao mundo que somos totalmente lavados e purificados dos nossos pecados pelo Seu sangue vertido na cruz do Calvário, para que também ressuscitemos com Ele e andemos em novidade de vida. Eis o significado do batismo bíblico, o emblema maravilhoso da nossa fé em Jesus Cristo.
O batismo, ordenança que o Senhor deixou à Sua Igreja, é um testemunho público dado pelo crente, manifestando simbolicamente a obra que Deus, pelo Seu Espírito, realizou na sua vida, transformando radicalmente o seu coração e a sua mente, tornando-o assim participante da vida de Cristo, batizando-o n’Ele, no Seu Corpo. Agora, o crente é membro do Corpo de Cristo, pertence à Igreja do Senhor, é um redimido pelo sangue do Cordeiro de Deus, Aquele que veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos, para vivificar os que estão mortos na sua natureza pecaminosa.
Que o Senhor continue a Sua obra em cada um de nós que já demos este testemunho público da nossa fé em Jesus Cristo, para que possamos perseverar firmes e fiéis até ao fim da nossa peregrinação terrena.
 
Pastor Celestino Torres de Oliveira

REFLEXÃO SOBRE MÉTODOS


 
Acerca dos métodos modernos de evangelização talvez fosse bom refletirmos nalgumas questões:
Poderemos nós permanecer fiéis ao Evangelho da cruz de Cristo quando procuramos ameniza-lo ou “embelezá-lo” com métodos de marketing e meios de diversão humanos?
Será que a mensagem da cruz se torna mais poderosa quando uma “vedeta” do mundo do desporto ou do espetáculo lhe dá o seu aval?
Será que a música rock é própria para comunicar as grandes e profundas verdades do Evangelho à juventude?
Será lícito empregarmos uma linguagem rude e grosseira para dar um ar de “realismo” e popularidade à mensagem do Evangelho?
É certo que devemos usar uma linguagem clara e simples, compreensível aos homens, por mais iletrados que sejam, mas deveremos chegar ao ponto de utilizar o calão e a gíria grosseira?
O problema de fundo que queremos salientar é que todas estas estratégias humana revelam apenas uma verdade trágica: muitos prégadores do Evangelho deixaram de crer no poder do Espírito Santo para convencer e converter os pecadores mediante a mensagem da cruz de Cristo proclamada com simplicidade e verdade, na fidelidade à Palavra de Deus.
O recurso, por exemplo, a personalidades de renome no mundo do desporto ou do espetáculo constitui de facto uma publicidade eficaz, no entanto, Paulo alerta-nos contra o perigo do “vedetismo” (I Cor. 1:11-31; 3:1-23).
A credibilidade do Evangelho não se torna maior pelo facto de um “grande nome” tê-Lo aceitado só o Espírito Santo tem poder para atrair a Cristo o coração do pecador, a fim de que a fé deste não se apoie na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus (I Cor. 2:5).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

SALMO 25:1-2



Deus podia perfeitamente deixar-nos confundidos e envergonhados, podia tratar-nos de acordo com o que merecemos. O Senhor podia dizer-nos: A partir de agora vou tratar-vos como mereceis, vou ter em conta aquilo que sois em vós mesmos, no mais profundo do vosso coração. Então seríamos totalmente confundidos e cobertos de vergonha.
Se, na verdade, a vivência cristã se baseasse nos nossos méritos, naquilo que somos em nós mesmos, teríamos imensas razões para cobrirmos o nosso rosto, e o mundo estaria certo ao ridicularizar e desprezar o cristianismo.
Então, onde reside o segredo da vida cristã?
Neste levantar da alma ao Senhor, nesta confiança total em Deus. Mas esta atitude de fé e de humildade o homem não a aprende por si mesmo, não é passível de ser adquirida por ele. Só o próprio Deus nos pode ensiná-la pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito. “Em Ti confio”! É neste “em Ti” que reside a insondável certeza que faz da Bíblia, a Sagrada Escritura, a Palavra de Deus.
É certo que foram homens que A escreveram, mas tudo quanto eles disseram e fizeram teria sido coberto de vergonha e de confusão, se não tivessem confiado tão só no Senhor, sendo por Ele inspirados e também impulsionados pelo Espírito Divino em tudo quanto escreveram.
Este o milagre que dá perenidade à Escritura, fazendo com que tudo quanto n’Ela está escrito não só se cumpra infalivelmente, mas seja também a única explicação lógica e possível para tudo quanto existe, e para tudo quanto acontece na nossa vida e no mundo à nossa volta, incluindo o próprio cosmos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira