sexta-feira, 13 de junho de 2014

A PLENA SATISFAÇÃO



O mais difícil para o crente talvez seja encontrar toda a sua satisfação em Cristo, e só em Cristo.
Na nossa religiosidade gostamos de nos exercitar em exercícios físicos de autodisciplina, que revelam a nossa devoção a Deus, a nossa humildade, jejuando ou abstendo-nos de várias coisas. Tudo isto, como diz o apóstolo Paulo, tem alguma aparência de piedade, mas não é de valor algum senão para a satisfação da carne (Col.2:23).
O problema não está propriamente nas nossas abstinências ou no desejo de agradar a Deus no nosso viver diário; coisas que, em si mesmas, podem ser louváveis e benéficas, mas sim no facto disso contribuir para a satisfação do nosso orgulho próprio, do nosso ego, aumentando o nosso índice natural para a busca de merecimentos e de dignidade espiritual…
Na verdade, temos muita dificuldade em aceitar que na nossa relação com Deus só contam os merecimentos de Jesus Cristo, a obra e o sacrifício de Jesus Cristo, a vida eterna que Ele nos dá pelo Seu Espírito.
Em Cristo temos tudo de que carecemos, somos perfeitos n’Ele (Col.2:20)!
Então, deixemos de buscar a satisfação em nós mesmos e naquilo que fazemos, para encontra-la tão somente e plenamente em Jesus Cristo.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

A GRANDE LIÇÃO DE HEBREUS



A grande diferença entre o Velho Testamento e o Novo Testamento consiste no local onde Deus coloca a Sua Lei: em tábuas de pedra, no ministério de Moisés, ou no coração e na mente dos homens, no ministério de Jesus Cristo.
Agora, todo aquele que entra nesta Nova aliança em Cristo possui o conhecimento de Deus, pois é ensinado pelo Espírito Santo que nele habita e opera.
O Sumo-Sacerdote desta Nova Aliança é Jesus Cristo, portanto um sacerdócio eterno e perfeito. Os sacrifícios de animais no Velho Testamento eram uma sombra ou figura do sacrifício redentor que verdadeiramente expia os pecados dos crentes: a oblação do corpo de Jesus Cristo feita uma só vez, e pela qual Deus aperfeiçoou para sempre os que são santificados.
Jesus Cristo, o nosso Sumo-Sacerdote, entrou no verdadeiro Santuário, nos céus e não na terra, onde se encontra à dextra de Deus intercedendo por nós.
Assim, todo o crente em Jesus Cristo tem o privilégio de aceder diretamente à presença de Deus e de ter comunhão com o Altíssimo. Isto foi igualmente revelado quando, pela morte de Jesus na cruz, o véu do templo se rasgou de alto a baixo: ou seja, em Cristo Jesus e por Cristo Jesus estava aberto para todo o homem o acesso à santa presença de Deus.
Agora, uma reflexão se impõe a cada um de nós: debaixo de que Lei estamos? Moisés ou Jesus Cristo?
Pastor Celestino Torres de Oliveira

EFÉSIOS 2:4-10



Quando pensamos na nossa salvação temos a tendência para esquecer as tremendas consequências provenientes da queda dos nossos primeiros pais. Tal como o Senhor havia dito, quando o homem pecou ele morreu também espiritualmente. Com efeito, a morte física é resultante dessa morte espiritual.
Só tendo consciência desta realidade poderemos avaliar devidamente o imenso amor, a riqueza da misericórdia e da graça de Deus para connosco: na verdade, nós estávamos mortos no nosso pecado, e Deus deu-nos a vida em Cristo Jesus. Por meio do Evangelho, o Senhor suscitou em nós a fé, pela qual nos vivificou em Cristo e nos fez assentar nos lugares celestiais, para desfrutarmos igualmente da glória de Cristo.
Portanto, a salvação não vem de nós mesmos, não vem das nossas obras, das nossas decisões ou de algo que haja em nós, a fim de que não nos possamos gloriar.
A salvação é um dom gratuito de Deus! É Ele Quem faz de nós novas criaturas em Cristo Jesus, levando-nos deste modo à prática das boas obras, aquelas que Ele próprio preparou de antemão para que andássemos nelas.
Só conhecendo e aceitando esta verdade bíblica poderemos, com sinceridade, dar a Deus toda a glória e todo o louvor pela nossa eterna salvação.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

ROMANOS 8:28-39



Sabemos que todas as coisas que sucedem na nossa vida e à nossa volta na sociedade contribuem, na sua globalidade, para o nosso bem.

Que bem é este?

Sermos conformes à imagem de Cristo. A Escritura afirma que aqueles aos quais Deus conheceu como Seus, e aos quais amou e ama com amor eterno em Cristo Jesus, a esses também predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogénito entre muitos irmãos.

Assim, todos aqueles a quem Deus chama e atrai a Jesus Cristo por meio da fé no Evangelho, a todos esses o próprio Senhor vai moldando e aperfeiçoando em Cristo Jesus, de modo a que no final dessa Sua obra em nós, estejamos conformes à imagem de Cristo.

Sabemos que Deus opera em nós, não só pelo Seu Espírito, mas também através dos diversos acontecimentos e circunstâncias que surgem na nossa vida ao longo desta peregrinação terrena. Portanto, por mais adversas e penosas que sejam as situações pelas quais passamos, sabemos que todas elas têm um alvo na nossa vida, todas elas contribuem para que a imagem de Cristo se vá tornando cada vez mais visível em nós.

Há ainda uma outra certeza inabalável que Deus nos dá: nada, nem ninguém, no presente ou no porvir, nem Satanás, nem mesmo a morte, nos podem separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Pastor Celestino Torres de Oliveira


QUE JUSTIÇA?



Causa-nos perplexidade sabermos que há ainda pessoas que se dizem cristãs e que pretendem continuar a viver debaixo da Lei dada por Deus a Moisés para o povo de Israel. Obviamente que não podem cumprir todos os requisitos dessa Lei, porque se o pudessem fazer Jesus Cristo não teria vindo ao mundo a fim de assumir a condição humana para em lugar do homem pecador cumprir perfeitamente a Lei e, assim, alcançar a justiça de Deus para todo aquele que n’Ele crê. Também não é pelo facto de não comerem certas carnes proibidas, nem por guardarem o sétimo dia estipulado na Lei, que alcançarão a justiça que Deus requer.
Mas o que nos deixa verdadeiramente perplexos é esses ditos “cristãos” não lerem o Novo Testamento, ou então, não compreenderem absolutamente nada do que é revelado acerca de Jesus Cristo, e de como n’Ele se cumpre toda a Lei. Tudo é sombra ou figura na Lei de Moisés, a realidade é Jesus Cristo!
Em Cristo Jesus, o crente entra no verdadeiro sábado do Senhor, pois repousa das suas obras como Deus repousou das Suas. Na verdade, estamos agora cientes de que não é aquilo que nós fazemos, mas aquilo que Cristo fez por nós e para nós que nos justifica diante de Deus, garantindo-nos a vida e a glória eternas.
Só Cristo nos liberta da maldição da Lei ao revestir-nos da Sua justiça, aquela que Ele alcançou para nós como homem. Se cremos nesta Boa Nova estamos justificados em Jesus Cristo, se não cremos n’Ela permaneceremos para sempre sob a maldição e condenação da Lei.
Pastor Celestino Torres de Oliveira