sábado, 19 de novembro de 2011

PRUDÊNCIA E SABEDORIA

A prudência, à luz da Bíblia, implica um sábio proceder na vivência do dia a dia e nas decisões práticas que têm de ser tomadas continuamente por nós. A prudência é também chamada “a ciência do santo” (Prov. 9:10), pois o homem piedoso é alguém que nos seus empreendimentos se dá ao trabalho de saber como actuar e de planear de um modo realista a sua acção.
O sinal mais evidente da prudência consiste no reconhecimento da soberania de Deus em todas as áreas da vida humana, levando o homem a temer o Senhor e a buscar a Sua direcção em todos os momentos e circunstâncias. O homem prudente é verdadeiramente sábio ao reconhecer que todas as suas capacidades vêm de Deus (Tiago 1:17; I Cor. 4:7; II Cor. 3:5).
A sabedoria, na Bíblia, não é uma amálgama de conhecimentos intelectuais, consiste no saber viver, num sentido correcto das prioridades na acção, no bom discernimento que leva o homem a tomar as melhores opções no seu quotidiano. Ela é fruto duma relação íntima com Deus, do pôr em prática da Palavra do Senhor, vivendo em conformidade com os Seus ensinos.
Só aquele que reconhece a soberania e o poder de Deus na sua vida é verdadeiramente sábio, caso contrário será um louco ou néscio (Sal. 53:1). Assim, a busca da sabedoria implica sempre conversão a Deus e o desviar-se de todo o mal (Prov. 8:13). Significa abandonar o anseio utópico e pecaminoso pelo qual o homem deseja viver de modo autónomo em relação a Deus (Prov. 14:12).
A verdadeira sabedoria encontra-se no reconhecimento de que todos os nossos passos são dirigidos pelo Altíssimo, e por isso nunca podemos compreender plenamente o que nos sucede no quotidiano (Prov. 20:24).

Pastor CelestinoTorres de Oliveira

REVERÊNCIA NOS CULTOS

. Não entres durante uma oração. Espera à porta!
· Não entres durante a leitura da Bíblia!
· Não entres durante uma música especial!
· Não mudes de um lugar para o outro, depois de sentado na casa do Senhor!
· Não te sentes na extremidade de um banco desocupado, impedindo a entrada de outros!
· Ao entrares na casa do Senhor, ocupa o teu lugar e espera o início do culto silenciosamente, em atitude de oração!
· Nunca esperes que o culto comece para depois entrares!
· Não fales durante o culto, sob pretexto nenhum!
· Não leias revistas, jornal ou qualquer outra coisa, durante o culto!
· Não desvies a tua atenção durante uma oração!
· Presta atenção aos hinos e à mensagem bíblica!
· Nunca olhes para trás!
· Ora intimamente pelo pregador e pelos perdidos, para que o culto seja de acordo com a vontade de Deus!
· Evita sair da casa de oração, durante o culto!
· Terminada a reunião, retira-te em silêncio. À porta, então, cumprimenta cortesmente os visitantes, convidando-os a voltar!

(Transcrito)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

RETORNO ÀS ORIGENS

Os Evangélicos vivem uma das épocas mais confusa e decadente da sua história, em virtude dos inúmeros desvios da verdade bíblica que têm surgido nos últimos anos no seu seio. Torna-se, portanto, vital assumirmos a nossa identidade histórica, como Baptistas e como Evangélicos. A nossa fé tem de firmar-se exclusivamente nos ensinos da Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Qualquer movimento do Espírito Santo tem como fundamento a Verdade, tal como a Bíblia no-La revela.

O retorno à Verdade Bíblica, aos ensinos de Jesus Cristo e à simplicidade litúrgica do Novo Testamento foram os alvos prioritários da chamada Reforma Protestante do século XVI.

Foram 4 os princípios fundamentais da Reforma religiosa:

1. A supremacia da Escritura Sagrada sobre a tradição dos homens

2. A supremacia da fé sobre as obras: pois as obras que agradam ao Senhor serão sempre o fruto da verdadeira fé, a qual é obra de Deus no homem.

3. A soberania absoluta da Graça Divina na redenção e justificação dos pecadores

4. O sacerdócio universal ou de todos os crentes em Cristo.

Mas o objectivo último do Protestantismo Evangélico é trazer cada homem a uma responsabilidade pessoal e a uma união vital com Cristo, o único e todo-suficiente Salvador do pecado e da morte eterna, e só Ele o Senhor das nossas vidas.

Os Baptistas, na sua génese, têm as suas raízes doutrinárias e históricas na Reforma Calvinista. Esta influenciou de tal modo a Igreja de Inglaterra que levou à dissidência de muitos que queriam uma igreja mais conforme nos seus ensinos e na sua vivência, com os princípios e ensinos do Novo Testamento. Foram perseguidos e tiveram de se refugiar na Holanda. Foi em Amsterdão que se organizou em 1609 a primeira igreja nos mesmos moldes das igrejas Baptistas da actualidade. Voltando mais tarde à sua pátria, as igrejas Baptistas do Reino Unido reuniram-se em Londres numa grande assembleia, em 1689, tendo redigido então a grande Confissão de Fé Londrina, que ainda hoje é adoptada pelas igrejas Baptistas mais Conservadoras e fiéis à Palavra de Deus.

Esta confissão de fé foi adoptada em 1744 pelos Baptistas dos Estados Unidos e apelidada de Confissão de Fé de Filadélfia.

No século XIX, o grande pregador Baptista Spurgeon reeditou também para a sua igreja em 1855 a Confissão de Fé Londrina de 1689.

Assim, se quisermos manter a nossa identidade temos de firmar-nos na fé uma vez dada aos santos, a qual se alicerça na Bíblia, a Palavra de Deus infalível e inerrante. Nadapodemos acrescentar ou omitir à Escritura Sagrada.

A Revelação de Deus é gradual ao longo do Velho Testamento e atinge a plenitude em Jesus Cristo, o próprio Verbo de Deus incarnado, no Qual habita a plenitude da Divindade. Assim, o Novo Testamento é a Revelação máxima e final de Deus aos homens. É a Ela que temos de ouvir e n’Ela permanecer.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

A CERTEZA DA SALVAÇÃO

A certeza da salvação é consequência da obra que Deus opera em nós pelo Seu Espírito suscitando no nosso coração e na nossa mente uma fé inabalável em Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, levando-nos assim a uma entrega total a Ele como Senhor da nossa vida.

Deste modo podemos examinar-nos a nós mesmos a fim de verificarmos se na nossa vivência encontramos aquelas características que, à luz da Escritura, acompanham e são sinais desta salvação que vem de Deus.

1. O reconhecimento do pecado, a consciência profunda da nossa culpa diante de Deus

2. Um sincero e genuíno arrependimento que nos leva a firmar-nos tão só na fé que há em Jesus Cristo

3. Uma nova vivência, fruto da regeneração, orientada pelo Espírito de Deus, fazendo-nos caminhar de fé em fé

4. Uma acção eficaz do Espírito Santo em nós que nos leva a perseverar na doutrina sã e na fé uma vez dada aos santos

5. Um crescimento na Graça de Cristo e no conhecimento de Deus

6. A manifestação visível do fruto do Espírito na nossa vida (amor, alegria, paz longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança)

7. O reconhecimento da soberania de Deus sobre todos os acontecimentos da nossa vida, mesmo nas circunstâncias mais adversas e dolorosas

8. Uma submissão incondicional e com acções de graças à vontade soberana de Deus

9. O reconhecimento sincero de que devemos unicamente à Graça Divina, ao amor e misericórdia de Deus, a nossa eterna salvação, dando ao Altíssimo toda a honra e toda a glória.

Sem a manifestação destas características na vida das pessoas não é correcto falarmos em salvação.

Temos nós a certeza da salvação?

Pastor Celestino Torres de Oliveira

A INVERSÃO DE VALORES

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; que fazem da escuridão luz e da luz escuridão; e fazem do amargo doce e do doce amargo” (Isaias 5:20).

Assistimos nos nossos dias a uma verdadeira inversão de valores. Aquilo que Deus revela na Sua Palavra ser um bem para o homem é considerado um mal, um tabu, um preconceito ultrapassado que restringe a liberdade do ser humano, inibindo-o e não permitindo o pleno desenvolvimento de todas as suas capacidades e aptidões (entenda-se a total satisfação da concupiscência carnal).

As forças sociais que, segundo os padrões éticos ensinados na Bíblia, suscitam a degradação e a corrupção da sociedade são vistas pela maioria com bons olhos, chegando mesmo a ser apelidadas forças do progresso e da evolução.

Sabemos que a sociedade tem de mudar, pois embora nada haja que seja verdadeiramente novo, tudo é mutável debaixo do sol; mas essa mudança deverá realizar-se respeitando conceitos e leis imutáveis por serem a revelação e a legislação de um Deus Eterno.

No entanto, o problema maior e mais grave surge quando é no próprio seio da igreja local que se dá tal inversão de valores. Quando os crentes, na sua vida privada, familiar e social agem em conformidade com os padrões do mundo e não segundo o ensino bíblico, tendo um comportamento ético que Deus reprova. Quando a reverência, a solenidade, a ordem e a decência no culto cedem o seu lugar à irreverência, ao ritmo frenético, dando rédea solta à carne para todos os seus desmandos e caprichos.

Tal mudança começa muitas vezes duma forma subtil, para que ninguém dê conta dela, e quando os crentes genuínos se apercebem de que tudo está a mudar já nada, ou muito pouco podem fazer para evitá-la ou invertê-la.

A Bíblia alerta-nos inúmeras vezes para esta realidade, por isso a igreja deve estar prevenida e vigilante.

Pastor Celestino Torres de Oliveira