sexta-feira, 24 de junho de 2011

COMO VEMOS E SENTIMOS


Geraldo tinha um grande prazer em ir à sua igreja a fim de cultuar a Deus com os seus irmãos na fé. Naquele dia, sobretudo, o culto estava a ser uma grande bênção para ele: sentia uma atmosfera espiritual à sua volta, os hinos eram cantados com vida e ele meditava na profunda mensagem que cada um deles transmitia ao seu coração e à sua mente. Na pregação parecia que Deus estava a falar directamente para ele, orientando-o, exortando-o e alegrando-o na certeza do perdão e da salvação em Jesus Cristo. Foi imbuído de um sentimento de alegria e profunda paz espiritual que no final falou a alguns dos irmãos e se despediu deles até ao próximo culto.
Afonso foi ao culto unicamente por dever e no desejo de descobrir motivos para desculpar as suas inúmeras ausências: ao entrar e sentar-se na casa de oração o seu único cuidado era examinar o que cada um fazia antes de começar o culto. Assim, não lhe passou despercebido que duas irmãs, em vez de estarem em espírito de oração, estavam conversando sobre a vida particular de cada uma. Viu ainda que poucos estavam com a reverência que devia anteceder a participação no culto. Depois, os hinos pareciam-lhe ser cantados sem sinceridade, tudo estava eivado de pura rotina. A pregação nada lhe disse, e foi com alívio que chegou ao fim do culto e pôde voltar para casa.
Importa, agora, dizer aos leitores que o Geraldo e o Afonso estiveram no mesmo culto e na mesma igreja!
Cada um viu e sentiu o que o seu coração e a sua mente antecipadamente estavam preparados para ver e sentir…

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 11 de junho de 2011

VERTIGEM OU SEGURANÇA?


Vivemos uma época em que as mudanças sociais, económicas, culturais e religiosas são de tal modo vertiginosas que nos deixam estonteados e sem rumo definido.
Um estudo elaborado por um grupo de sociólogos revelou esta estarrecedora realidade: “Do ano 1 até 1900 houve menos mudanças sociais, culturais e tecnológicas, do que de 1900 a 1990”. Ou seja, em 70 gerações houve menos mudanças do que nas 3 gerações do século XX. E, para se avaliar a forma vertiginosa como as mudanças estão a suceder actualmente, de 1980 a 2010 houve mais mudanças do que do ano 1 até 1980.
Não admira que todas as estruturas estejam em vias de dissolução: na economia, na família, na vida social e laboral. Até o papel que cabe a cada sexo desempenhar na sociedade parece incerto, nalguns casos invertendo ou subvertendo a própria ordem natural.
Como consequência temos: desilusão, esgotamentos psíquicos e nervosos, um grande desenraizamento cultural que causa sentimentos de depressão, de angústia, de vazio e incerteza quanto ao futuro. Os problemas de inserção social são imensos, provocados pelo desemprego, pela imigração clandestina, pelos inúmeros “sem abrigo” e marginalizados, pelo flagelo do “sida”, pela poluição e pelo desencanto em relação às classes política e jurídica.
É neste quadro social que os cristãos têm um grande papel a desempenhar: Há valores eternos e imutáveis que devem nortear a vida dos homens e das sociedades. São a bússola que falta à nossa geração. Esses valores são-nos dados pelo próprio Deus, o Criador e Legislador do universo, e encontram-se revelados para nós nas páginas da Bíblia, a Palavra de Deus.
Enchamos, pois, o mundo com o nosso testemunho firmado na Escritura, na Revelação de Jesus Cristo. Este é a única esperança e certeza de salvação para todo o homem, em todo o lugar.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A PROBLEMÁTICA ACTUAL


O principal erro do modernismo foi a afirmação da autonomia e soberania da razão humana: tudo aquilo que o homem não podia compreender ou explicar racionalmente devia ser rejeitado ou mesmo negado.
Entretanto, veio o chamado pós-modernismo que nos leva para o extremo oposto e nos faz cair num espiritualismo exacerbado, que também não aceita uma Revelação objectiva e universal, vinda de Deus, preferindo fundamentar-se em experiências subjectivas e emocionais que transportam de novo o homem para uma espiritualidade pagã, muito semelhante à dos povos da Antiguidade… Veja-se, por exemplo, a grande influência que exercem actualmente na sociedade Ocidental os movimentos religiosos de cariz sincretista, eivados das várias espiritualidades orientais, ao estilo “Nova Era”.
Daí a dificuldade em proclamar o Evangelho de Jesus Cristo com fidelidade e sem ambiguidades quanto à Verdade n’Ele revelada. Essa proclamação de uma verdade absoluta, revelada pelo único Deus vivo, Criador e Senhor do universo, parece obsoleta e inaceitável à nova mentalidade e espiritualidades geradas no homem contemporâneo.
E, no entanto, só o Evangelho de Jesus Cristo pode revolucionar a mente e o coração do homem, dando-lhe uma razão para viver e para lutar, dando-lhe um alvo eterno para a vida já neste mundo, mostrando-lhe que esta vida tem sentido e vale a pena ser vivida na obediência à vontade boa, santa e justa do Criador e Senhor nosso, afinal o único alvo correcto na nossa vida.
Pastor Celestino Torres de Oliveira