segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O NATAL DE CRISTO


“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o Seu Nome EMANUEL” (Isaías 7:14).
O Natal é um sinal dado por Deus ao Seu povo. Um sinal revelador da Sua omnipotência, pois para o Altíssimo nada é impossível. Um sinal revelador da Sua infinita graça e misericórdia para com o Seu povo. Um sinal revelador da presença contínua de Deus no meio do Seu povo.
O Natal deve assim tornar-nos conscientes de que a redenção e salvação dos homens é obra exclusiva de Deus por meio de Jesus Cristo, o Seu Filho amado. Uma obra que o Espírito de Deus opera no interior de cada pecador salvo pela Sua graça e pelo Seu eterno amor.
Muitos cristãos nos nossos dias planeiam reavivamentos espirituais nas suas igrejas porque esquecem que um genuíno reavivamento não é obra dos homens, nem pode ser planeado pelos homens, visto ser obra de Deus e segundo o próprio propósito Divino deliberado no Seu eterno Conselho.
Talvez a maior ignorância do homem contemporâneo resida numa imensa falta de conhecimento acerca de si mesmo. Por isso, a mensagem do Natal é tão importante e relevante nos nossos dias: “uma virgem conceberá” significa, primeiro, que aquilo que é impossível ao homem é possível a Deus, e segundo, que o Altíssimo tem poder soberano para cumprir infalivelmente todos os Seus desígnios eternos e todas as Suas promessas no tempo. Podemos confiar num tal Deus, pois Ele é o nosso Deus, fiel de geração em geração. E não há outro Deus além dele, o Deus da Bíblia!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

O CICLONE


Quando nos recordamos da nossa adolescência e juventude não podemos deixar de ficar perplexos ao constatarmos como, em tão poucos anos, o meio Evangélico mudou radicalmente. É mais difícil explicar a rapidez das mudanças do que as próprias mudanças… O que nos constrange é termos de concluir que uma tal rapidez nas mudanças significa falta de convicções e de fundamentos sólidos nas lideranças eclesiásticas que permitiram tais e tão radicais transformações.
As nossas igrejas foram varridas por um ciclone de conformação com o mundo neste presente século. As sociedades degradaram-se e corromperam-se em termos espirituais, morais e éticos, e as igrejas que deveriam ser um travão a tal degradação e corrupção acabaram também elas por serem influenciadas pela sociedade.
O Senhor Jesus deixou no mundo os Seus discípulos para serem o sal e a luz, para influenciarem a sociedade e não para serem influenciados por ela. O que vemos, porém, é uma igreja que anda a reboque do mundo, procurando agradar aos políticos, aos homens das ciências e das artes… Igrejas que só pensam em ser aceites pelos homens, em crescer numericamente, e que para tal estão dispostas a assumir todos os compromissos com as filosofias e maneiras de pensar contemporâneas, mesmo que para isso tenham de negligenciar, omitir ou mesmo negar princípios bíblicos fundamentais, ordenanças do próprio Senhor da Igreja.
A apostasia atinge todas as áreas da actividade eclesiástica: desde o culto até à vivência de cada membro da igreja.
No meio deste vendaval de decadência e apostasia espiritual, que cada um de nós possa permanecer firme e fiel na vivência e na defesa da fé uma vez dada aos santos.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 11 de dezembro de 2010

A POBREZA


É vulgar ouvir-se falar no nosso meio Evangélico do “pecado da pobreza”… cremos que tal expressão não é correcta. De facto, a pobreza no mundo é consequência do pecado, e só poderá ser erradicada quando o pecado o for também. Ora, todos nós sabemos que tal só sucederá quando Cristo voltar, a fim de implantar o Seu reino de justiça e verdade! Enquanto houver pecado no mundo a pobreza será um dos seus frutos visíveis; e quanto maior for o domínio do pecado, maior e mais extrema será a pobreza na humanidade.
Compete aos cristãos, não propriamente erradicar a pobreza do mundo, mas sim, à medida que for feita a evangelização dos homens, procurar responder igualmente às necessidades físicas e materiais daqueles que são alvo dessa evangelização.
A missão da Igreja é testemunhar de Jesus Cristo e da salvação que Ele nos dá mediante a fé no Seu sacrifício redentor e no Seu sangue vertido na cruz para expiação dos nossos pecados; testemunhar ainda da Sua ressurreição e vitória sobre a morte, garantindo assim aos crentes no Evangelho a vida eterna.
A sede e a fome que as igrejas cristãs têm de suprir é espiritual. Contudo, como já dissemos, e seguindo o exemplo do nosso Mestre e Seus apóstolos, devemos, na medida que nos for possível, suavizar e suprir as necessidades também físicas e materiais dos homens que são objecto do nosso testemunho cristão.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CONHECER DEUS?


Recebemos um convite para “conhecermos Deus” através de “um percurso interactivo” que nos ligaria à vida…
Convite que nos fez reflectir sobre o significado real de conhecermos a Deus, e como conhecê-Lo verdadeiramente. Damos graças ao Senhor pelo facto de, unicamente pela Sua graça, já O conhecermos!
Na verdade, Deus revela-Se aos homens em Jesus Cristo e por Jesus Cristo, e só na Escritura Sagrada encontraremos o testemunho fidedigno dado por Jesus que nos revela perfeitamente o Pai.
Nunca os homens conhecerão a Deus se Este não Se revelar a Si mesmo. E é pelo Seu Espírito e através da Bíblia que o Senhor Se revela aos pecadores e lhes dá entendimento para compreenderem a Sua revelação, aceitá-La e assim passar a conhecê-Lo em Cristo Jesus, a fim de terem a vida eterna.
É certo que o Criador Se revela também aos homens através do universo criado, mas tal revelação, como bem sabemos e vemos, é insuficiente para que os homens cheguem a um conhecimento perfeito de Deus, isto devido ao pecado que lhes entenebrece o coração e a mente.
Portanto, só pela Escritura Sagrada podemos conhecer a Deus e ter comunhão com Ele, sendo pelo Seu Espírito ligados à vida que se projecta na eternidade.
Talvez por isso, nos nossos dias, Satanás tente falsear essa Revelação, fazendo-Lhe perder a Sua eficácia, ao colocar nas mãos dos homens traduções incorrectas e levianas, que banalizam e falseiam a Palavra de Deus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

ECOS DA SEMANA


Ao longo desta semana de cultos especiais organizados pela União de Homens da nossa igreja pudemos meditar no que consiste de facto a genuína fé Cristã.
Em primeiro lugar verificamos que o valor da fé não está propriamente nela, mas sim no alvo ou objecto dessa fé. A fé, por menor que seja, mesmo do tamanho de um grão de mostarda, se o seu objecto for Deus tem muito poder. Em oposição, por maior que seja a fé, se ela for colocada em algo que só existe na imaginação humana, como por exemplo a fé dos profetas de Baal, não tem qualquer poder para além da simples persuasão psicológica ou poder da mente humana, o que é manifestamente impotente em confronto com o poder de Deus.
Abraão, Moisés, Daniel, David, Paulo… eis alguns exemplos do que significa viver pela fé em Deus. Eles tinham uma relação íntima e profunda com o Senhor, viviam na obediência incondicional à Palavra Divina e esperavam no Altíssimo quando tudo parecia desmoronar à sua volta.
Mesmo quando algo era humanamente impossível eles confiavam no poder d’Aquele para o Qual nada é impossível. Assim, desafiavam toda a oposição dos homens e viviam com perseverança firmados na fé em Deus, deixando-nos um testemunho precioso para o nosso viver quotidiano, pois eles revelam-nos o segredo da vida vitoriosa em todos os momentos e circunstâncias, por mais adversas que sejam…

Pastor Celestino Torres de Oliveira