sábado, 7 de janeiro de 2012

ANO NOVO


O Deus que criou os céus e a terra permanece vivo e soberano sobre tudo e sobre todos. Que importa, então, o peso de toda a nossa ansiedade e medo quanto ao futuro? As perspetivas são más, o desânimo espreita a cada momento, mas que importância tem tudo isso se Deus vive e reina sobre os céus e sobre a terra!
Há manchas na tua vida que não podes apagar? Não sabes que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados? Que o Seu sangue nos purifica totalmente? Crês tu nisto?
É grande a inquietação no mundo à nossa volta, no início deste novo ano. Tantos problemas que parecem insolúveis e que nos transcendem infinitamente…
Mas que são os povos, os seus planos, as suas conferências e organizações perante o nosso Deus? Nada acontecerá sem que Ele o haja determinado.
Mas é isso mesmo que tu não compreendes: se Deus tem todo o poder por que não impede todas estas misérias e calamidades que assolam o nosso mundo?
É óbvio que não possas compreender. Compreender Deus seria possuí-Lo, ser igual ou maior do que Ele, poder explicá-Lo e defini-Lo. Então, Deus seria ainda Deus? Não seria antes o produto da nossa imaginação, um “Deus” à nossa escala?
Mas, porque Deus é soberano, nos ama e é infinitamente mais sábio do que nós, podemos confiar inteiramente n’Ele, mesmo quando não compreendemos os Seus desígnios.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

O NATAL


O Natal de Cristo significa uma mudança radical neste oceano de sofrimentos, de sangue e de lágrimas que é o nosso mundo. Deus pegou no livro dos nossos pecados, da Sua ira e da nossa morte, e fechou-o, a fim de abrir um novo livro. Este novo livro contém uma só palavra, a qual cobre e apaga todo o juízo e toda a ira, todo o pecado e morte. Essa palavra é MISERICÓRDIA!
Nós podemos apenas balbuciar, maravilhados e perplexos, aquilo que se passou nesse Natal. Agora, todo o mundo vive desse evento, só uma palavra também o define: o FILHO.
Foi o Filho que desceu do Seu trono de glória nos céus e se identificou connosco, na nossa miséria, a fim de levar sobre Si os nossos pecados e nos revestir da Sua justiça e santidade. Eis o significado profundo do NATAL!
E todo aquele que crê nesta boa nova que vem ecoando desde os céus, pode ter a certeza de que ela é uma realidade na sua vida, já no presente e por toda a eternidade. Aleluia!

Pastor Celestino Torres de Oliveira

FORMA E CONTEÚDO


Os teóricos da estética e alguns linguistas debatem com frequência a relação entre conteúdo e forma, entre a mensagem e o veículo que a transmite. Por exemplo, num cântico tem de haver uma relação entre a letra e a música que pretende comunica-la.
É nesta área que surge o grande conflito na maior parte dos cânticos modernos nas nossas igrejas. A forma musical está longe de ser apropriada para a letra ou mensagem que pretende transmitir, se ela for bíblica. Umas vezes agressiva no ritmo e na intensidade sonora, outras vezes demasiado banal, trivial e superficial, a música “evangélica” contemporânea não pode comunicar senão algo também superficial e banal. Por isso mesmo, a maior parte das letras é tão pobre de conteúdo doutrinário, se é que se pode falar em tal. Muitos “corinhos” contêm apenas uma ou duas frases, que são repetidas à exaustão, num estilo de lavagem ao cérebro que nada tem a ver com a genuína mensagem do Evangelho.
Quando se debate a forma como actualmente se pretende louvar a Deus nas nossas igrejas é habitual ouvirmos dizer que tudo é uma questão de gosto, sobretudo no que toca ao tipo de música; e que se deve usar um estilo de música que agrade e atraia os jovens… Parece-nos, porém, que não é tudo uma questão de gosto: Há formas que são inapropriadas para a transmissão da mensagem bíblica, pois se revelam inadequadas para comunicar a profundidade, a grandiosidade e a elevada harmonia dessa mensagem.
Compete aos líderes das igrejas orientar os membros, incluindo os jovens, para que os momentos musicais de louvor sejam compatíveis com a ordem, a harmonia e a reverência inerentes a um genuíno culto de adoração a Deus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

EVOLUÇÃO OU DECADÊNCIA?


Pensamos que um dos grandes problemas da nossa época reside no facto dos homens não saberem no seio da Igreja discernir entre evolução natural e degradação ou corrupção. É evidente que todas as coisas neste mundo estão sujeitas à mudança, dadas as suas imperfeições e limitações, mas temos de ser sábios e sensatos quando lidamos com a mudança. Sobretudo os crentes têm o privilégio de possuir o conhecimento da Palavra de Deus, a Qual é eterna e imutável; por consequência, todas as mudanças que se operam na sociedade e no seio da Igreja devem ser examinadas à luz da Sagrada Escritura.
Verificamos, com certa perplexidade, que muitos crentes aceitam e até cooperam na actual degradação e corrupção em que caiu o meio Evangélico, com a alegação de que os tempos mudaram, tudo evolui e já não podemos continuar a pensar e a agir como os nossos antepassados.
Obviamente que se estudarmos a história da Igreja veremos que houve inúmeras mudanças ao longo dos séculos, quer ao nível do culto, quer ao nível da própria estrutura eclesiástica… Contudo, essas mudanças procuraram sempre estar em conformidade com os padrões do Novo Testamento para a Igreja Cristã e manter a sua fidelidade à doutrina imutável do Divino Mestre (refiro-me às igrejas genuinamente Evangélicas).
O que acontece nos nossos dias é que as igrejas estão a deixar de ter como padrão o Novo Testamento, quer para os seus cultos, quer para as suas novas doutrinas, algumas muito próximas do misticismo oriental e até do “espiritismo”. Outras igrejas enveredam pela conformação com o espírito da época na área do louvor e noutras áreas de cariz social ou desportivo, a fim de atraírem mais pessoas, sobretudo jovens…
Em qualquer dos casos não há evolução, mas sim decadência espiritual ou mesmo apostasia…

Pastor Celestino Torres de Oliveira