sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

HEBREUS 1:1


Deus foi revelando a Sua Palavra e a Sua Pessoa aos homens de um modo gradual até à plenitude dos tempos, quando Se revelou de uma forma plena em Jesus Cristo, o Seu Filho unigénito, o próprio Verbo ou Palavra de Deus que Se fez homem. Assim, a Revelação de Deus em Jesus Cristo é a Revelação perfeita e final quer quanto à Sua vontade para a vivência humana, quer quanto ao conhecimento da Sua Pessoa que convém que os homens tenham a fim de n’Ele crerem e terem a vida eterna.
Desejar e buscar hoje mais visões e revelações de Deus, de modo a ter um conhecimento maior e mais perfeito da Sua Pessoa e da Sua vontade, é desprezar e aviltar a Revelação dada por Deus na Pessoa do Seu Filho unigénito.
Que revelação maior e mais perfeita podemos ter de Deus para além daquela que d’Ele nos é dada pelo Verbo Divino, pela própria Sabedoria do Altíssimo, Aquele por Quem todas as coisas foram feitas, e sem Ele nada do que foi feito se fez?
Nada agora devemos acrescentar ou omitir à Revelação dada por Deus em Jesus Cristo, a Qual se encontra nas páginas do Novo Testamento, escritas sob a inspiração do Espírito Santo.
Peçamos, então, ao Espírito de Deus, que inspirou os diversos autores sagrados que escreveram toda a Bíblia, que nos instrua a nós também, dando-nos a capacidade de compreendermos e assimilarmos a Palavra de Deus, a fim de Lhe obedecermos em tudo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 22 de janeiro de 2011

FLASH HISTÓRICO


A evolução musical parece ter começado a partir de expressões místicas relacionadas com um certo espiritualismo ancestral, passando por estágios crescentes: primeiramente gritos, depois batimentos, seguindo-se ritmos, finalmente sons mais harmoniosos, melodias e harmonias. Deste modo, a história da música leva-nos a concluir que está actualmente em curso um retrocesso às fontes originárias do primitivismo pagão, bem visível no uso corrente de ritmos sincopados e na ênfase dada às baterias.
A história revela ainda que o uso de ritmos sincopados, com a sua habilidade para alterar estados de consciência, provém do antigo Egipto. Os sacerdotes nos templos usavam-nos para introduzir transes, êxtases, alucinações, convulsões e outras perturbações. Do antigo Egipto, esta forma musical de adoração pagã foi transportada para a África Central, onde fincou raízes e deu origem à religião Vodu, entres outras…
Assim, enquanto a música pagã era baseada nos ritmos e batimentos sincopados, os Cristãos, com o avançar dos séculos, buscaram sobretudo na música a melodia e a harmonia como meios de adorar o Deus Criador da ordem, da beleza e da harmonia do cosmos, o Qual Se revelou em Jesus Cristo o Deus cheio de amor e misericórdia, o Deus da paz, que só pode ser adorado em espírito e em verdade, o que exclui ritmos agressivos e danças sensuais ou carnais…
O que nos leva também a constatar a paganização que está em curso em muitas igrejas cristãs…

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CULTURA OU FIDELIDADE?


Há actualmente a perversa tendência de considerar a fidelidade a Cristo e aos Seus ensinos como uma questão meramente de ordem cultural. É óbvio que a prática dos ensinos de Cristo revela uma cultura bíblica que tem repercussões em todas as áreas da vida humana. É também certo que, ao longo dos séculos, algumas sociedades foram mais influenciadas do que outras por essa cultura bíblica, devido ao zelo e ao elevado número de crentes fiéis a Cristo que nelas viveram.
Não podemos, porém, afirmar que aqueles que hoje continuam a querer viver e a adorar a Deus em conformidade com os padrões éticos e espirituais do Novo Testamento o façam por uma questão meramente de ordem cultural…
O facto é que a santificação requerida por Jesus Cristo aos Seus discípulos implica infalivelmente uma separação dos padrões do mundo e da vivência social do presente século.
Ao agirmos assim, fazemo-lo não porque estamos agarrados a uma cultura “ocidental” ultrapassada, mas porque queremos continuar fiéis aos padrões de vivência e de adoração a Deus exigidos aos crentes em Cristo no Novo Testamento.
Também a obra missionária falhará no essencial se não instruir os pagãos que se convertem ao Evangelho a passarem a agir de uma forma diferente daquela que aprenderam na sociedade em que vivem.
E uma vez mais sublinhamos, não se trata de “ocidentalizar” os pagãos, mas sim de levá-los a viver e a cultuar a Deus sob outros padrões, os padrões do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

LEALDADE A CRISTO


Oramos para que Deus coloque em cada um de nós o desejo sincero de ser fiel e leal a Cristo ao longo deste novo ano e durante toda a nossa peregrinação terrena.
O Novo Testamento revela a mente de Cristo; n’Ele encontraremos as grandes doutrinas e verdades do Mestre e Salvador de todos nós. Assim, devemos ser sinceros, escrupulosos, sensatos e firmes na interpretação e prática dos ensinos que encontramos nas Suas páginas. O nosso Mestre não deixou obscuras, confusas e incompreensíveis as palavras que revelam a Sua vontade e a Sua doutrina. Elas são claras e é vital conservá-las tal como se encontram no Novo Testamento e obedecer-lhes plenamente.
Os Baptistas sempre pugnaram pela fidelidade às palavras de Jesus daí, por exemplo, o seu empenho e rigor na obediência ao Mestre no acto do baptismo que Ele nos deixou como Sua ordenança. Para nós, as palavras de Jesus são sagradas! Não podemos mudá-las, nem dar-lhes um sentido diferente daquele que tinham nos lábios de Jesus, e que o Espírito Santo inspirou aos autores da Escritura Sagrada.
Como cristãos, devemos aproximar-nos reverentes do Novo Testamento para examinarmos de uma forma honesta, isenta e leal as ideias e ensinos encerrados nas grandes palavras proferidas por Jesus; e esta lealdade para com a Escritura nos dará o Cristianismo puro, santo e bíblico de Jesus Cristo.
Deixemos que o Senhor Jesus seja o nosso Mestre, instruindo-nos sobre o baptismo, a ceia, a organização, governo e disciplina das Suas igrejas, pois Ele mesmo enviou o Seu Espírito para que tudo o que nos é necessário conhecer e saber fosse escrito sem erro e sem ambiguidade, a fim de permanecer como ensino fiel de geração em geração.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

FIM DE ANO


“Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que Eu sou Deus e não há outro Deus, não há outro semelhante a Mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o Meu conselho será firme e farei toda a Minha vontade... porque assim o disse, e assim acontecerá; Eu o determinei e também o farei” (Isaías 46:9-11).
Por que razão tememos o futuro? Porquê tantas vezes o pessimismo, a ansiedade e a angústia? Porque não cremos verdadeiramente na providência de Deus revelada na Sagrada Escritura. A Bíblia diz-nos inequivocamente que a vida de cada ser humano, bem como a vida das nações estão nas mãos do Criador e Senhor do universo. Se Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo, não há-de cuidar muito mais daqueles que são Seus filhos em Cristo Jesus? O segredo da vida vitoriosa é “em Cristo confiar! Nunca, nunca duvidar!”, como lemos num belo hino do nosso “Cantor Cristão”.
Confiemos, pois, no Senhor dia após dia e veremos como Ele, em conformidade com os Seus desígnios, suprirá todas as nossas carências, fazendo com que todas as coisas contribuam para o nosso eterno bem.
No final de mais um ano peçamos perdão a Deus por não termos vivido como era nosso dever viver, por não termos confiado e descansado n’Ele como devíamos. Oremos ainda pedindo-Lhe que ao longo do próximo ano derrame o Seu amor nos nossos corações a fim de também nós O amarmos e servirmos como Ele requer, firmados na fé que há em Jesus Cristo.
Não nos esqueçamos de orar igualmente pelos líderes políticos no mundo, para que também eles reconheçam a soberania do Deus da Bíblia e se submetam às Suas Leis.

Pastor Celestino Torres de Oliveira