segunda-feira, 19 de abril de 2010

A VERDADEIRA ADORAÇÃO


Só o Deus Triúno e Eterno, Imutável, Infinito, Auto-existente, Santo, Justo e Bom é digno de adoração, e deve ser honrado, glorificado e adorado por todas as Suas criaturas, incluindo todo o exército dos céus (Neem. 9:6), todos os anjos (Heb. 1:6) e todos os seres humanos em todas as nações (Mat. 4:9-10; Jo. 4:24).
Não podemos adorar a Deus segundo a nossa imaginação, ou segundo o parecer da nossa racionalidade, mas tão só como o próprio Deus prescreve e ensina na Sua Palavra: portanto, apenas em espírito e em verdade. A adoração que não tem como alvo a Deus é pecado.
É certo que no Novo Testamento não encontramos prescrições formais rígidas para o culto, como acontecia no Velho Testamento, pelo que o culto cristão deve ser feito na liberdade do Espírito de Deus e sob a Sua orientação. Como o nosso Deus é um Deus de ordem e de harmonia, o culto orientado pelo Seu Espírito revelará também estas características e será feito com ordem, decência e dignidade (I Cor. 14:33,40). Portanto, onde houver confusão e desordem formal não cremos que esse seja um genuíno culto a Deus.
Assim, por exemplo, nas orações públicas, quando alguém na congregação está a orar em voz alta, fá-lo em nome de todos, pelo que os restantes membros devem estar em silêncio, ouvindo o que é dito, a fim de poderem, caso estejam de acordo, concluir com o seu "ámen" a oração, fazendo assim suas as palavras que foram dirigidas a Deus.
Também o louvor deve primar pela harmonia, quer no canto, quer na música instrumental, identificando-se com toda a harmonia que há nas obras de Deus reveladas em toda a Sua criação.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 13 de abril de 2010

UM CULTO NOVO


É fácil esquecermos que uma nova Aliança implica um novo culto, "porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei" (Heb.7:12). Assim, se atentarmos bem para o Novo Testamento iremos verificar que há uma mudança radical na expressão do culto em relação ao Velho Testamento.
O ritual altera-se porque todo ele era uma sombra ou figura d'Aquele que havia de vir a fim de levar sobre Si os pecados do Seu povo e verter o Seu sangue em purificação desses mesmos pecados, remindo pelo Seu sacrifício na cruz todos os crentes que estavam sob a Lei Divina (Col.2:16-17; Heb.9:11-10:18; Gál.3:23-29). Jesus Cristo é o verdadeiro Cordeiro de Deus (Jo.1:29), e todos os cordeiros, sacrificados na velha Aliança em holocausto para expiação dos pecados do povo, eram apenas uma figura deste Cordeiro que havia de vir, o próprio Filho de Deus.
A expressão do louvor altera-se também tornando-se formalmente mais espiritual. Há ainda muita sensualidade e expressões provenientes da carne no culto vetero-testamentário, tais como danças e outras atitudes inerentes à carnalidade humana. Não esqueçamos que a revelação de Deus aos homens é gradual ao longo das gerações, até atingir a plenitude no Cristo Eterno feito homem na pessoa de Jesus. O culto genuíno será sempre resultante do conhecimento que os adoradores têm de Deus: quanto maior e mais profundo for esse conhecimento, mais perfeito e espiritual será a expressão do louvor. Por isso, não lemos no Novo Testamento que Jesus ou os Seus apóstolos, mesmo nos momentos de maior alegria, tenham expressado em dança o seu louvor, nem há qualquer vestígio de danças ou palmas rítmicas nos cultos das igrejas do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A CEIA DO SENHOR


Depois de termos nestes últimos dias meditado na paixão e morte do Senhor, e celebrando hoje a Sua ressurreição, é um privilégio podermos também neste dia participar da ordenança deixada por Cristo à Sua Igreja como memorial dessa paixão e morte. Memorial que torna visível, através da partilha do mesmo pão e do mesmo vinho, a comunhão de todos os membros no Corpo de Cristo. É uma declaração pessoal da dependência do sacrifício de Cristo, simbolizando a necessidade constante de cada crente se alimentar espiritualmente do Senhor crucificado e ressurrecto. É uma ordenança dada à Igreja, portanto, um acto congregacional.
Para poder participar dignamente na Ceia do Senhor, a pessoa deve ser regenerada e baptizada, deve ter uma conduta agradável a Deus, não imoral, deve estar em perfeita comunhão com a igreja, quer na doutrina, quer no relacionamento fraterno. Por isso, os participantes da Ceia do Senhor devem examinar-se a si mesmos, comungando na devida ordem e no tempo próprio.
Os elementos são o pão e o vinho. Estes elementos são celebrados pela igreja conforme a instituição por Cristo da "Ceia", segundo o método claramente apresentado nos Evangelhos e em I Coríntios 11:23-25.
A igreja não tem autoridade para alterar seja o que for no que Cristo instituiu, pelo que os elementos do pão e do vinho no cálice, como símbolos do Corpo e do Sangue de Jesus crucificado, devem ser mantidos, na obediência ao que o próprio Senhor ordenou.
A Ceia do Senhor, correctamente administrada, anuncia a morte de Cristo como poder sustentador da nossa vida e fonte da nossa santificação.

Pastor Celestino Torres de Oliveira