terça-feira, 30 de março de 2010

O BAPTISMO


O baptismo é uma ordenança que Cristo deixou à Sua igreja. Como a própria palavra grega indica e toda a sua simbologia requer, o baptismo é um acto de imersão em água. De facto, simbolicamente o baptismo é um sepultamento com Cristo na Sua morte, a fim de também com Ele o crente ressuscitar para uma nova vida (Colossenses 2:12; Romanos 6:4).
Só devem ser baptizados aqueles que crêem em Jesus Cristo, tal como a Escritura O revela, e confessam publicamente a sua fé n'Ele, tanto homens como mulheres. As condições para ser baptizado são, portanto: receber a Palavra do Senhor de bom grado (Actos 2:41); o arrependimento genuíno (Actos 2:38); uma fé pessoal, bem evidente aos olhos da igreja (Actos 8:12, 36-37).
O baptismo testemunha uma mudança na mente e no coração do homem ou mulher, pois simboliza, como já referimos, a morte e sepultamento com Cristo da vida velha, e a ressurreição para uma nova vida, sendo para tal revestidos de Cristo (Gálatas 3:27).
Como ordenança da igreja, o baptismo manifesta a salvação mediante o testemunho que o crente dá publicamente de que morreu para o pecado, a fim de, com Cristo e em Cristo ressuscitado, viver agora para a justiça (Romanos 6:4-5). Aquele que é baptizado torna-se, assim, membro da igreja, um membro do Corpo de Cristo.
Por consequência, o baptismo é uma declaração pública do nosso discipulado e implica obrigação para aquele que crê, visto ser uma ordenança deixada pelo Senhor à Sua igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 23 de março de 2010

A DISCIPLINA NA IGREJA


O primeiro dever de cada igreja de Deus é ensinar, instruir e guiar. Pela regeneração o crente inicia uma nova vida e necessita de ser alimentado pelo leite racional para que por ele se desenvolva na edificação espiritual de si mesmo, bênção de outros e glória de Deus. Importa ainda que esse leite, que é a Palavra de Deus, não seja falsificado mas o puro, a fim de que o crescimento espiritual seja saudável e genuíno.
O segundo dever da igreja local é corrigir as faltas dos seus membros, cada um levando as cargas uns dos outros. A igreja deve agir com mansidão e amor, sentindo como um todo a responsabilidade de corrigir o que está mal no seu seio. Por vezes, será preciso acrescentar à correcção uma cirurgia, ou seja, limpar ou cortar membros que se constituem uma ofensa e um perigo para a saúde dos demais e para a vida de todo o corpo. Mas este será sempre o último recurso (I Cor. 5:13).
As ofensas dignas de disciplina eclesiástica podem revestir um carácter pessoal (Mat. 18:15-18), ou serem ofensas públicas: os que promovem dissensões contra a sã doutrina, bem como os que ensinam outras doutrinas (I Tim. 6:3-5). Os que andam desordenadamente, desobedecendo deliberadamente aos ensinos das Escrituras (II Tes. 3:6,14). O alvo é limpar a igreja do fermento velho (I Cor. 5:1-8).
A igreja não castiga os seus membros. O fim da disciplina é corrigir o irmão que erra e, uma vez corrigido e mudado o seu comportamento, a igreja deve perdoá-lo e recebê-lo de novo como membro (II Cor. 2:5-10).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 15 de março de 2010

DEVERES DO CRENTE


Os membros da igreja devem buscar a vontade de Cristo revelada nas Escrituras a fim de cumpri-la. Devem, portanto, viver de acordo com esta vontade, dando um testemunho prático e visível da sua filiação Divina, revelando em toda a sua vivência o fruto do Espírito Santo.
O crente deve sentir não só o dever, mas também o desejo de se reunir aos seus irmãos na casa de Deus para prestar o culto devido ao Altíssimo, e só em caso extremo deixará de desfrutar um tal privilégio que o Senhor lhe dá. Deve ter igualmente um culto diário familiar ou individual, orando, lendo e meditando na Palavra de Deus.
Como membro da igreja local, o crente deve contribuir com os dons e capacidades que Deus lhe deu para a perpetuação e extensão do Evangelho, para a manutenção da ordem e da reverência nos cultos, para que a igreja do Deus vivo permaneça sendo "a coluna e firmeza da verdade" (I Tm. 3:15). A participação nos cultos públicos e restantes actos praticados na casa de oração devem ter como alvo a edificação e santificação de todos em Cristo.
Cada membro deve sentir ainda a responsabilidade de vigiar para que a sua igreja local mantenha, não só em teoria, mas também na prática, a Bíblia como única regra de fé e acção.
Infelizmente, algumas das nossas igrejas têm-se desviado deste princípio, sofrendo as influências nefastas quer do liberalismo teológico que nega a inspiração plenária das Escrituras, quer dos movimentos neo-pentecostais que colocam as experiências humanas e as emoções carnais acima dos ensinos objectivos da Bíblia.
A verdadeira igreja de Cristo tem de conformar-se não com o mundo à sua volta, mas com os ensinos do Novo Testamento.


Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 10 de março de 2010

SER MEMBRO DA IGREJA


Os membros duma igreja Baptista têm de professar e dar evidência crível nas suas vidas da fé em Jesus Cristo.
A primeira igreja apostólica foi composta apenas de tais pessoas: unânimes perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, nas ordenanças do Senhor e nas orações, tendo recebido de bom grado a Palavra de Deus (Actos 2:41-42, 46).
Nota-se uma profunda diferença de carácter espiritual entre a igreja e o mundo. Paulo diz aos membros da igreja de Roma que antes haviam sido servos do pecado, porém agora obedeceram de coração à forma de doutrina a que foram entregues, tendo sido libertados do pecado (Rom. 6:17-18). Quanto aos membros da igreja de Éfeso, o mesmo apóstolo diz-lhes que tendo outrora estado mortos em ofensas e pecados, foram vivificados em Cristo (Ef. 2:1-5). João mostra enfaticamente esta distinção entre a igreja e o mundo: "sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno" (I Jo. 5:19). Por isso, requere-se dos membros das igrejas cristãs que se apartem de todos aqueles cujo carácter não proporciona nenhuma evidência de regeneração e santificação (II Tess. 3:6).
Verificamos assim que o requisito espiritual necessário ao membro da igreja é a regeneração ou novo nascimento (Jo. 3:3-7; Rom. 6:4; II Cor. 5:17; Gál. 6:15). O que implica separação do pecado para uma vida nova em Cristo.
Sem este acto de Deus na vida do pecador ninguém será salvo, nem poderá ser membro da verdadeira igreja do Senhor.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 6 de março de 2010

CÔRO DA 1ª IGREJA BAPTISTA DE LISBOA - 70 ANOS

Celebrou-se no passado Domingo dia 28 de Fevereiro a passagem de mais um aniversário de existência do coro da 1ª Igreja Baptista de Lisboa. Nesse Culto o Coro teve uma participação mais alargada, tendo cantado seis hinos do seu repertório. No link que se segue pode apreciar-se uma das suas participações http://www.youtube.com/watch?v=aqxyCpoKE0I

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Tendo nascido no mesmo ano em que foi organizada a 1ª Igreja Baptista de Lisboa (1922), Maria Isabel aprendeu bem cedo a arte musical, pois aos 7 anos já tocava órgão e com 14 anos dirigia aquele que seria o embrião do futuro "Côro da Igreja".
Com efeito, foi ela que Deus usou para reorganizar e reestruturar em 1940 o Côro da Igreja, tal como nós hoje o conhecemos.
Rapidamente não só o pastor Paulo Torres, mas também toda a Igreja se aperceberam do quão importante era a participação do "Côro" nos cultos, pela vida, entusiasmo e elevação espiritual que suscitava, sendo usado por Deus para criar uma atmosfera de solenidade necessária a fim de preparar a congregação que iria escutar a mensagem da Palavra de Deus.
Até ao dia em que o Senhor a chamou à Sua presença, ou seja, por mais de 60 anos, a irmã Maria Isabel Lino Irwin Torres de Oliveira foi sempre a Directora do Côro, o qual constituiu, a par da sua função de organista e solista vocal, o ministério por excelência que Deus lhe confiou ao longo desta peregrinação terrena.
A partir de então (2001), o Côro tem tido a Direcção da Irmã Alzira Viriato de Oliveira, coadjuvada por aquela que é ainda irmã carnal da fundadora, D. Augusta Torres Martins.
No longo historial do Côro da Igreja, podemos salientar, a 24 de Dezembro de 1944, um culto de acção de graças levado a efeito pela Direcção do Côro, cuja colecta levantada reverteu a favor da compra de um órgão portátil para o trabalho missionário da Igreja. O Côro revelava assim uma das suas características essenciais: o alvo evangelístico.
Também em 1946 o Côro cooperou com os restantes Departamentos na aquisição de fundos para a compra de um piano.
Ao longo destes 70 anos de actividade o Côro da I Igreja Baptista de Lisboa foi convidado a participar em diversos cultos festivos de diferentes igrejas, como por exemplo: Cacém, Morelena, Seixal, Almada, Benfica, Setúbal, Marinha Grande, Vieira de Leiria, Coimbra (no Encontro Nacional dos Baptistas Portugueses), Caldas da Rainha, Telheiras, Chança, 2ª Baptista de Lisboa, Lar Cristão de Guerreiros, Barreiro, Igreja Evangélica do Castelo em Almada, e na abertura do ano lectivo do Seminário Baptista Português, em 2007.
É bom salientar que o alvo com que foi criado o Côro da Igreja é exclusivamente o de contribuir, como instrumento de Deus, para suscitar uma atmosfera espiritual propícia à proclamação da Palavra de Deus no culto. Pelo que só se justifica a sua actuação nos cultos da Igreja ou, quando convidado, em cultos especiais de outras igrejas Evangélicas.
Quando em Agosto de 2000 o Senhor chamou à Sua presença a organizadora e directora do Côro, D. Maria Isabel Lino Irwin Torres de Oliveira, esta Irmã deixava como legado espiritual à Igreja um repertório de mais de 80 hinos, o testemunho de fé de toda a sua vida nesta peregrinação terrena.

Pastor Celestino Torres de Oliveira