terça-feira, 28 de julho de 2009

UMA ORAÇÃO CONTEMPORÂNEA


Transcrevemos para nossa reflexão alguns excertos de um texto publicado há uns anos atrás no boletim duma Igreja Evangélica de New Jersey, nos Estados Unidos.
“Senhor, o culto da minha igreja é muito tradicional. Obriga as pessoas a pensar. Exige transformação de vida. Reclama uma postura reverente e solene. Exalta a soberania de Deus. Afirma a Sua Omnipotência. Não oferece soluções milagreiras, rápidas, infalíveis, de carregar no botão. Defende princípios, regras, directrizes. Faz do ensino e da prégação das Escrituras a base fundamental do seu ministério.
… Se Paulo vivesse nos nossos dias, já teria descoberto que não precisamos da prégação para nada! Hoje temos muitos outros atractivos que dispensam a prégação e a tornam obsoleta. É muito mais excitante cantar corinhos durante uma hora inteira, bater palmas, dançar e ouvir o testemunho do ídolo do futebol ou do actor “convertido”, do que escutar a exposição das Escrituras. Se Pedro soubesse o que nós sabemos hoje não teria prégado no dia de Pentecostes aquele longo sermão, cheio de doutrina e de ensino. Teria antes cantado até à exaustão uma dúzia de corinhos ligeiros.
Também Paulo teria evitado muitos problemas se, na sinagoga de Antioquia da Psídia, em vez do seu extenso discurso expositivo e doutrinário, tivesse entretido os ouvintes com “rock-evangélico”, música estridente e testemunhos “impossíveis”… Ainda bem, Senhor, que não vivi nos seus dias, pois não aguentaria tanta prégação… Estevão então teria mesmo poupado a sua vida, se tivesse substituído aquele discurso profético e profundamente teológico, por um arrazoado ligeiro, superficial, exaltador dos méritos dos seus ouvintes…”
Infelizmente, quantos crentes em Portugal oram também assim no fundo do seu coração? Quantos vêm até nós e julgam os nossos cultos demasiado “tradicionais”?...


Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 21 de julho de 2009

SERÁ QUE DEUS NÃO FALA?

Muitos escritores, poetas e dramaturgos, pertencentes a certa escola filosófica, queixam-se nos seus escritos da “surdez” e do “mutismo” de Deus, partindo daí para a negação da própria existência da “divindade” ou, no mínimo, para um agnosticismo dogmático.
O facto é que Deus fala e clama de muitas e variadas formas, mas eles não querem ouvir, não aceitam a Revelação de Deus. Amam de tal modo as trevas em que vivem, a “sua verdade”, que repudiam a Luz verdadeira que alumia a todo o homem, não aceitam a Verdade absoluta revelada em Jesus Cristo.
Os seus poemas, romances ou peças teatrais estão repletos de um pessimismo mórbido, duma vivência caracterizada pelo absurdo, por uma total ausência de sentido, pelo nihilismo, desespero e náusea. Os personagens que pretendem representar o papel de “deus” são frios, impiedosos, perversos e tirânicos, para além de surdos e mudos muitas vezes…
São espessas as trevas que preenchem essas mentes, contudo inteligentes e astutas. O que não admira, pois também Satanás é inteligente e astuto.
Tais filósofos queixam-se de que têm buscado a resolução para o enigma da vida, um sentido para a existência, mas não têm obtido resposta para as suas dúvidas. A realidade, porém, é que estão de tal maneira fechados e bloqueados pelas trevas intelectuais em que vivem, que se alguém lhes anunciar o Evangelho e lhes der as únicas respostas que podem satisfazer o saber humano, eles de imediato rejeitam com hostilidade e desprezo tais respostas.
Mas só nelas poderiam ouvir a voz de Deus e conhecer a Verdade que liberta e dá à vida um sentido eterno.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A FALÁCIA LIBERAL

É vulgar ler nos escritos de certos teólogos liberais afirmações que pretendem opôr a Palavra de Deus Pessoal, o Verbo eterno que é Jesus Cristo, à Palavra de Deus escrita, a Bíblia ou Sagrada Escritura. Afirmam que a Palavra de Deus não é um Livro, mas sim uma Pessoa.
Obviamente que o “Logos” de Deus é Jesus Cristo, portanto uma Pessoa, mas a falácia está na ilação de que, por esse motivo, a Bíblia não pode ser a Palavra de Deus. De facto, nós actualmente só conhecemos a Jesus Cristo por meio da Sagrada Escritura, a Qual sendo escrita por homens foi plenamente inspirada pelo Espírito Santo e é também Ela a Palavra que vem de Deus revelando aos homens a Pessoa de Jesus Cristo.
De tal modo que nós hoje não temos outro conhecimento àcerca de Jesus Cristo e dos Seus ensinos senão pela Revelação que Ele nos dá de Si mesmo na Sua Palavra escrita. Por isso, constitui um embuste de Satanás pretender desvalorizar o testemunho bíblico opondo-o ao testemunho dado por Jesus Cristo, pois a Bíblia é o único Testemunho genuíno que possuímos d’Aquele que é a Fiel e Perfeita Testemunha de Deus.
O alvo de Satanás é bem claro, basta ver nos mercados livreiro, teatral e cinematográfico as imensas “revelações” enganosas e, muitas vezes, blasfemas de falsos “cristos” que querem fazer passar pelo nosso Salvador e Senhor. Os tais “falsos cristos” que, segundo o próprio Senhor, viriam a aparecer em abundância nos últimos tempos…
Portanto, se quisermos permanecer firmes na fé e no conhecimento do Verdadeiro Jesus Cristo, o único Salvador e Senhor da humanidade, temos de recorrer ao Testemunho escrito de homens que foram para o efeito Divinamente inspirados, ou seja, temos de recorrer à Revelação Bíblica.
Só quem permanece firme nos ensinos da Bíblia, permanece firme em Jesus Cristo e pode também ser fiel testemunha do Senhor Jesus.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 6 de julho de 2009

COLOSSENSES 3:1-2

Verificamos que cada vez mais os Cristãos Evangélicos pensam menos nas coisas que são de cima e mais nas que são da terra. Talvez seja essa a razão que leva muitos a considerarem os hinos tradicionais como obsoletos e sem significado para a nossa época.
Se atentarmos bem para a exortação que Paulo deixa aos colossenses, esta atitude moderna no nosso meio leva-nos a questionar a regeneração de muitos. Isto sem querermos entrar em juízos que só a Deus pertencem… mas pelos seus frutos se conhece a árvore!
Talvez encontremos também nesta atitude uma explicação para a irreverência intrínseca e visível nos cultos modernos. Não apenas no modo como se pretende louvar a Deus musicalmente, mas igualmente no comportamento leviano aquando das orações, leitura das Escrituras e prégação do Evangelho. O homem é um todo, e manifesta aquilo que é em todas as áreas da sua vida. Por isso, não nos admira que o testemunho de muitos crentes, no que toca à vida conjugal, familiar e profissional, esteja longe dos ensinos da Palavra de Deus.
É a toda esta situação que denominamos decadência e degradação espiritual do povo do Senhor. Infelizmente, a história de Israel volta a repetir-se na vida das igrejas cristãs…
Esperemos que Deus levante verdadeiros profetas que, inspirados nas Escrituras, falem a Palavra do Senhor no poder do Espírito Santo, para que haja arrependimento, genuína conversão a Deus, homens e mulheres nascidos de novo, regenerados, uma nova criação em Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 4 de julho de 2009

No passado dia 28 de Junho realizou-se um Culto de Baptismos onde se agregaram à igreja dois novos irmãos: Isabel Nery e António Manuel Pimenta.

Para ver esse momento copie para o seu browser o endereço abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=FzOVxwDK7z8
O BAPTISMO BÍBLICO


Muitos nos interrogam sobre o porquê de usarmos a expressão “baptismo bíblico”. A razão é que nem todos os “baptismos” que se praticam na Cristandade são de facto baptismos bíblicos, ou seja, baptismos em conformidade com a ordenança deixada pelo divino Mestre aos Seus discípulos e, portanto, à Sua Igreja.
Para que possamos administrar correctamente o baptismo bíblico temos de nos submeter, pelo menos, a três exigências básicas deixadas pelo Senhor Jesus:
1) O baptismo só deve ser administrado àqueles que se arrependem dos seus pecados, crêem que Jesus é o Cristo, e confessam publicamente essa fé em Jesus, como Senhor e Salvador (Mateus 28:19; Marcos 16:16, Actos 2:38,41; 8:12,36-38; 18:8).
2) O baptismo nas águas é um sinal visível e um testemunho público da nossa identificação com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição (Romanos 6:3-5; Colossenses 2:12). Pelo que só a imersão total do crente nas águas preenche esse requisito formal. Aliás a própria palavra, no seu original grego, significa “imersão”. E é um dado histórico objectivo que Jesus foi baptizado dessa forma por João, e que os Seus discípulos assim também baptizavam.
3) Em terceiro lugar, só podemos baptizar em nome do Senhor Jesus quando nos conformamos plenamente com a ordem por Ele dada para o baptismo. O que implica fazê-lo “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
Só quando estes três requisitos são respeitados é que podemos dizer que ministramos correctamente a ordenança deixada à Igreja pelo nosso Senhor Jesus Cristo.


Pastor Celestino Torres de Oliveira