quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO


Aquilo que distingue um verdadeiro discípulo de Cristo daqueles que não são de Cristo, mesmo que se afirmem “cristãos”, não se circunscreve a uma determinada postura em relação a algumas áreas morais ou éticas, como por exemplo: sexo nunca fóra do casamento, bons hábitos alimentares, vida conjugal e social exemplares…
Ser Cristão é muito mais do que isso, e implica uma mudança no coração e na mente do homem. Só pode ser discípulo de Jesus quem possui a mente de Cristo e tem um coração renovado pelo Espírito Santo. Isto significa uma nova visão da vida, sentimentos e pensamentos diferentes, uma revolução na área das prioridades na vida quotidiana. A isto chama a Palavra de Deus não conformação com o mundo ou com este presente século.
Não se trata, insistimos, de atitudes pontualmente diferentes, mas sim de toda uma vivência radicalmente diferente. Também não significa propriamente o não fazer isto ou aquilo, mas antes um envolvimento tal nas coisas espirituais que já não deixa tempo e retira o desejo e a atracção pelas coisas e prazeres do mundo.
É à luz destes parâmetros espirituais que temos de examinar a nossa vivência quotidiana, a fim de verificarmos se de facto somos ou não genuínos discípulos de Jesus Cristo.


Pastor Celestino Torres de Oliveira

CRENTES NARCOTIZADOS


Hoje em dia parece que os crentes estão como narcotizados, alienados na sua vivência quotidiana, tal a discrepância entre as afirmações de fé que proferem e o modo como vivem. A conformação com o presente século, o prazer que sentem nos divertimentos e espectáculos mundanos revelam uma vivência que nega todos os princípios e ensinos bíblicos relativos à santidade e ao modo como os crentes devem viver neste mundo, a fim de agradarem a Deus.
Outro facto que põe em causa a genuína fé cristã daqueles que a professam actualmente é a forma como encaram a morte, e também como concentram todos os privilégios provenientes da fé em Jesus Cristo nesta peregrinação terrena, como se a vida presente fosse a única realidade ou, pelo menos, a realidade mais importante.
Esta atitude opõe-se àquela que encontramos nos crentes do Novo Testamento. Para estes, tudo nesta vida era relativo, efémero e passageiro, o que contava acima de tudo era a certeza de que um dia estariam para sempre com Cristo na Sua glória, e almejavam por tal dia. Partir e estar com Cristo era muito melhor (Fil. 1:23; Rom. 8:18; II Cor. 5:1-2,8).
Que se passa, então, com os cristãos deste século? Que fé é a nossa? Que significado real têm para nós os ensinos e promessas do nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo, que encontramos nas páginas da Bíblia?

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 9 de outubro de 2010

O MINISTÉRIO


Nós repudiamos todo o sacerdócio oficial que não seja o de Cristo, todo o altar que não seja o Calvário, toda a oblação que não seja a do Corpo de Jesus Cristo crucificado, o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez só, mas cujo sacrifício perfeito tem eficácia eterna.
Cremos, também, que profetas e apóstolos foram dons concedidos por Deus para o período particular do estabelecimento do Cristianismo nascente, bem como para a produção literária do Novo Testamento, não tendo portanto sucessores.
As nossas igrejas têm uma só ordem ministerial oficial: os pastores. Os quais podem ser igualmente apelidados de bispos ou de presbíteros. Bispo, quer dizer vigilante e superintendente. Presbítero, significa ancião e tem a ver com a capacidade de aconselhamento baseado no ministério da Palavra e do ensino bíblico. Pastor é o termo de ternura, indica direcção e orientação das ovelhas, responsabilidade por uma boa e sadia alimentação espiritual, impedindo ainda a penetração de lobos no seio do rebanho. Mas estes três títulos referem funções específicas de um único ministério na igreja (Act. 20:17, 28; I Tim. 3:1; 5:17; Tit. 1:5,7; I Ped. 5:1-4).
O ministério pastoral exige a chamada Divina e implica a eleição por voto comum dos membros de uma igreja local. Aqueles que são chamados por Deus e eleitos pela igreja para um tal ministério devem, se possível, deixar todo o trabalho secular a fim de se dedicarem inteiramente à “oração e ministério da Palavra” e vivam do Evangelho que prégam (Act. 6:4; I Cor. 9:14).
Em apoio do ministério pastoral, foi criado o diaconato para um serviço material, social e de beneficência (Act. 6:2-3; Fil. 1:1). Os diáconos não são uma ordem inferior do ministério. Têm os seus trabalhos seculares, a sua vida profissional, por isso não são sustentados pela igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira