terça-feira, 31 de agosto de 2010

A BABEL DA CONFUSÃO


Vivemos numa verdadeira babel religiosa, e como se tal não bastasse muitas das Igrejas Evangélicas com rótulos ainda históricos já não são na verdade aquilo que o seu nome ou rótulo indica.
Assim, para atenuar toda esta imensa confusão e caos religioso, pelo menos em relação a nós Baptistas, seria muito útil que todas as igrejas denominadas “Baptistas” verificassem à luz da história quais os princípios, a fé e a ordem que, de um modo geral, têm caracterizado as igrejas Baptistas, mesmo no meio da pluralidade que sempre existiu nalgumas áreas teológicas.
E, no caso de chegarem à conclusão de que não possuem já os mesmos princípios, nem a mesma fé e ordem, tivessem a honestidade e a sinceridade suficiente para deixarem o seu rótulo denominacional e passarem a chamar-se por outro rótulo qualquer. Tal atitude seria muito útil para clarificar posições e atenuar entre nós a confusão espiritual existente.
E, quanto ao sofisma oculto por detrás das auto-denominadas “Igrejas Baptistas Renovadas”… Devemos esclarecer que as genuínas Igrejas Baptistas sempre se esforçaram para que os seus membros fossem pessoas regeneradas, logo sempre foram igrejas renovadas pelo Espírito do Senhor…
Tal epíteto aplicado agora a algumas igrejas apenas significa que tais igrejas já não são verdadeiramente “Baptistas” em termos históricos e teológicos. Por que não terem a coragem de confessar que são igrejas “Neo-Pentecostais”?...

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

LIBERDADES INDIVIDUAIS


Ao longo dos séculos uma das maiores tentações no seio das igrejas cristãs, mesmo depois da Reforma Protestante, foi a de quererem obrigar os incrédulos ou aqueles que tinham outras convicções a conformarem-se com a sua fé, forçando-os, muitas vezes pela própria violência física, a baptizarem-se e tornarem-se membros da igreja.
Esqueceram ou ignoraram uma verdade bíblica fundamental: Só Deus, pelo Seu Espírito e pela Sua Palavra, pode atrair a Cristo e converter a Si os pecadores. Os Cristãos, como testemunhas de Jesus Cristo, são apenas instrumentos que o Senhor usa para converter os pecadores e levá-los a Cristo a fim de serem n’Ele uma nova criação.
A salvação é individual! Cada um é chamado e atraído a Cristo de um modo pessoal e particular, e só depois se torna membro de um Corpo, de uma colectividade, o Corpo de Cristo. A salvação da Igreja implica primeiramente uma chamada e salvação individual. Por isso, cada um dará contas de si mesmo a Deus, sendo totalmente responsável pelas decisões que toma. Ninguém deve ser forçado a tomar qualquer decisão contra a sua própria vontade.
Por isso, ao longo da história, um dos princípios distintivos do povo Baptista foi sempre a defesa das liberdades e responsabilidades individuais no relacionamento dos homens com Deus.
Mas, ao tornar-se voluntariamente membro duma igreja local, o crente passa a partilhar também as responsabilidades colectivas, sendo solidário com os restantes membros da igreja, submetendo-se à disciplina que Cristo ordenou para as Suas Igrejas.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VERDADEIRO OU FALSO?


O traço distintivo de um verdadeiro cristão é viver ou procurar viver em conformidade com os ensinos de Cristo e Seus apóstolos que encontramos no Novo Testamento.
O cristão é um discípulo de Jesus Cristo, a sua fé e a sua acção firmam-se na Palavra de Deus, porque está convicto de que os homens que escreveram cada livro da Bíblia eram homens santos de Deus que para tal foram inspirados e movidos pelo Espírito Santo. Sabe que a revelação de Deus dada aos homens ao longo do Velho Testamento é progressiva e atinge a sua plenitude final em Jesus Cristo e nos Seus ensinos exarados para nós no Novo Testamento pelos Seus apóstolos.
O factor crucial que distingue o verdadeiro cristão é a base de inspiração e sustentação da sua vivência quotidiana ser tão só a Palavra de Deus.
Firmamo-nos ainda na nossa razão, naquilo que pensamos ser o melhor para nós e nos faz feliz, mesmo que só aparentemente? Fundamentamo-nos nas nossas ideias feitas e preconceitos intelectuais, aceitando apenas os ensinos da Bíblia que nos convêm ou com os quais concordamos, rejeitando tudo o mais como não inspirado, considerando ser simplesmente a opinião dos homens que tal escreveram?
Então não somos cristãos genuínos!
Só quando aceitamos todo o ensino da Escritura como Palavra de Deus é que temos o direito de nos intitularmos cristãos, ou seja, discípulos de Jesus Cristo.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

RAZÕES DUMA OPÇÃO


Creio que a opção que temos feito até ao momento de conservarmos o “Cantor Cristão” como o hinário oficial da nossa igreja tem sido um meio eficaz usado por Deus para manter a nossa congregação fiel aos ensinos de Cristo revelados na Escritura Sagrada.
Há, sem dúvida, novos cânticos que vieram enriquecer o meio Evangélico, mas temos de reconhecer que a maior parte do que se canta hoje nas nossas igrejas diverge em muito daquilo que era a temática e a “filosofia de vida” que norteava os nossos irmãos do passado e que se reflectia também nos cânticos de louvor que entoavam a Deus.
Actualmente, perdeu-se a noção da relatividade e efemeridade da vida nesta peregrinação terrena e do alvo final que é estar para sempre na presença de Deus, desfrutando em Cristo da Sua eterna glória. Agora parece que toda a esperança do cristão se centra no gozo e no prazer que pode usufruir já aqui na terra. A comunhão com Deus e a bênção do Senhor parece terem repercussões apenas neste tempo presente, em saúde, prosperidade e uma alegria muitas vezes sentida e manifestada de um modo muito mais carnal do que espiritual, daí a conformação com o mundo…
Não esqueçamos que a luta contra as tendências da carne que nos levam à conformação com o mundo é uma das tónicas temáticas essenciais nos hinos do nosso “Cantor Cristão”, bem como de todos os hinários tradicionais Evangélicos.

Pastor Celestino Torres de Oliveira