quinta-feira, 18 de novembro de 2010

OS ALVOS PARA A IGREJA


O Senhor da Igreja é Jesus Cristo, o Qual também a fundou sobre Si mesmo, e ninguém pode colocar outro fundamento além do que está posto pelo próprio Deus (I Cor. 3:11).
Assim, as igrejas genuinamente cristãs têm de obedecer aos mandamentos d’Aquele que é a Cabeça e o Mestre de cada uma delas. Isto significa que os alvos para a acção da igreja estão claramente definidos por Jesus e pelos Seus apóstolos no Novo Testamento, e ninguém tem autoridade para colocar agora outros alvos para além dos que estão determinados pelo Senhor e Mestre Divino.
Esses alvos são, essencialmente: Prégar o Evangelho da Graça de Deus em Cristo Jesus, ensinando os homens a guardarem todas as ordenanças do Senhor, baptizando aqueles que crêem em Jesus Cristo em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mat.28:19,20; Marc.16:15,16). Testemunhar de que Jesus morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou para nossa justificação, cumprindo assim as Escrituras (I Cor.15:3,4; Rom.4:25). É pela pregação do Evangelho que os pecados dos homens serão perdoados ou retidos, mediante a aceitação ou rejeição de cada um (Jo.20:22,23).
Os cristãos são testemunhas de Jesus e da Sua ressurreição, exortando os homens ao arrependimento dos seus pecados e à fé salvadora em Cristo, a fim de terem a vida eterna, andando na comunhão fraterna, orando e intercedendo uns pelos outros, auxiliando-se mutuamente em todas as adversidades da vida, procurando todos viver de um modo agradável a Deus, segundo os ensinos de Jesus Cristo, prestando também juntos o culto devido ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais vindos do coração (Ef.5:19).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

COMO PERSEVERAR

São inúmeras as exortações na carta aos Hebreus, e em todo o Novo Testamento, para permanecermos firmes na fé e na esperança do cumprimento das promessas de vida eterna que Deus nos dá em Jesus Cristo. Importa perseverar até ao fim na plena certeza de que a Palavra de Deus se cumprirá infalivelmente no tempo e na eternidade, pois fiel e omnipotente é Aquele que fala.
Muitos hoje fundamentam a sua fé e a sua acção em opiniões e estudos feitos por homens e não na Bíblia. Dão mais crédito aos “doutores” deste mundo do que à Revelação de Deus na Sua Palavra. Nas igrejas, há quem fundamente as suas mensagens já não na Bíblia, mas em livros escritos por psicólogos, sociólogos, homens de negócios e outros pensadores humanos. Ou seja, dão mais valor ao que esses homens escrevem do que ao que Deus ensina na Escritura Sagrada.
Por isso, a situação nas igrejas está a degradar-se visivelmente em termos espirituais, e não só…
Como poderá haver santificação na vida dos crentes, se a fonte dessa santificação é negligenciada? Como podem os crentes ser saciados espiritualmente, se os líderes preferem cisternas rotas que não podem reter qualquer água, ao manancial de águas vivas que é Jesus Cristo revelado na Bíblia, e só na Bíblia?
Guardemos, pois, no coração e na mente as exortações que nos são dadas no Novo Testamento, para que jamais nos desviemos dos ensinos e ordenanças do Senhor Jesus Cristo (I Tim.6:3-5).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

UM POUCO DE HISTÓRIA


As lutas verificadas através dos séculos da era Cristã entre grupos e seitas do cristianismo têm sido provocadas por erros doutrinários e éticos que foram surgindo e se estabeleceram na igreja dominante.
Assim, vários grupos se ergueram ao longo dos séculos protestando contra os erros da igreja oficial e defendendo o regresso aos ensinos e à simplicidade formal dos tempos apostólicos. Infelizmente, também no seio desses movimentos de protesto surgiram, por vezes, heresias nefastas que anularam a influência positiva que os seus protestos podiam exercer no seio da Cristandade.
A própria Reforma Protestante, apesar de todos os aspectos positivos que teve, não foi suficiente na área eclesiástica, para trazer o Cristianismo à sua pureza evangélica inicial. Houve erros e heresias que faziam parte da Igreja Romana e que não foram erradicados por completo entre os Reformadores, como o baptismo infantil e por aspersão, uma igreja nacional de cariz episcopal ou sinodal e, embora reconhecido em teoria, na prática não era sempre visível o princípio da separação das igrejas e do Estado. Nunca foi, igualmente, reconhecido pelos Reformadores o direito que cada indivíduo tem para cultuar a Deus livremente, segundo a sua consciência; pois os cidadãos em zonas protestantes eram obrigados, tal como nas católicas, a professar oficialmente a religião dos magistrados e líderes políticos do Estado a que pertenciam.
No entanto, no seio desse amplo movimento Reformador surgiu um grupo que, quanto a nós, acabou por preencher todos os requisitos de uma igreja apostólica. Esse grupo rejeitou o baptismo infantil, pois lia no Novo Testamento que só aqueles que se arrependem dos seus pecados e crêem em Jesus Cristo é que devem ser baptizados. Adoptou também a forma bíblica do baptismo, que é a imersão em água, como sinal da identificação do pecador com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição, a fim de viver agora em novidade de vida, em consequência da regeneração que previamente foi nele operada pelo Espírito Santo. Devido à ênfase dada por este grupo de Cristãos aos aspectos relativos ao baptismo, foram denominados “Baptistas”.
Podemos descrever a posição Baptista, nas suas várias frentes, da seguinte forma:
Em relação à Bíblia, Palavra de Deus, defende o direito de interpretação particular das Escrituras e da responsabilidade individual de obediência às mesmas. O que implica o reconhecimento da liberdade inalienável de cada indivíduo cultuar, ou não cultuar a Deus, segundo os ditames da sua consciência.
Em relação à Igreja, o princípio fundamental Baptista é uma igreja local autónoma, organizada e dirigida de acordo com os moldes apostólicos; uma igreja composta de membros regenerados que tenham dado o testemunho público da sua fé em Jesus Cristo descendo às águas do baptismo.
Na área política, a posição distintiva dos Baptistas é a separação das igrejas e do Estado.
Os Baptistas são Cristãos por excelência, pois seguem tão somente a Jesus Cristo e buscam viver em conformidade com os ensinos do Novo Testamento. Não têm outro mestre para instrução espiritual senão Jesus Cristo. Por isso, defendem que a verdadeira sucessão apostólica só a encontraremos actualmente na submissão plena às doutrinas ensinadas por Jesus e Seus apóstolos, as quais se apresentam exaradas para nós nas páginas do Novo Testamento.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A INSENSIBILIDADE


Um dos grandes males que corrompe a nossa geração é a insensibilidade para com a Palavra de Deus. Aqueles que ouvem e lêem as Escrituras não são transformados, nem renovados na sua mente e no seu coração. Permanecem insensíveis perante as exortações, admoestações e ensinos da Bíblia. Vêm à igreja, ouvem a mensagem que Deus envia através da Sua Palavra e nada muda na sua vida, na sua mente e no seu coração. Estão de tal modo endurecidos que não ouvem a voz de Deus, nem atentam para os Seus ensinos e ordenanças.
Grande será a condenação desses que assim vivem no seio do povo de Deus, pois tal atitude revela desprezo para com o Senhor e a Sua Palavra. De facto, não há temor de Deus no coração daqueles que, no entanto, afirmam ser “cristãos”.
Isto explica a total incoerência que é bem visível na vida de tantos e tantos crentes, pois confessam com os lábios aquilo que negam na prática. Vemo-los perfeitamente conformados com este mundo, associados e em comunhão com aqueles que negam a Deus e escarnecem de Cristo…
Por isso, as igrejas estão mundanizadas e o culto profanado com coisas que não são de Deus, mas sim do Inimigo.
Sabemos que tudo isto revela os sinais proféticos dados pelo nosso Mestre e Seus apóstolos para os últimos tempos… Então, vigiemos e oremos para que não caiamos também nós na tentação da negligência e da insensibilidade espiritual.

Pastor Celestino Torres de Oliveira