quarta-feira, 24 de agosto de 2011

EVENTOS HISTÓRICOS


No domingo, 20 de Agosto de 1922, pelas 11 horas, teve lugar no rio Tejo, próximo à torre de Belém, um culto de baptismos. Perante cerca de 500 pessoas foram solenemente imersos nas águas pelo missionário António Maurício 20 irmãos: foi a primeira vez que em Lisboa se realizaram baptismos genuinamente cristãos, ou seja, tal como Cristo ensinou e mandou realizar pelos Seus discípulos.Cantaram-se alguns hinos ao som de órgão que o missionário Luper tocava, após o que os missionários António Maurício e João Jorge de Oliveira explicaram ao povo que ali se ajuntara o significado do acto a que assistiam, explicando o sentido profundo do baptismo requerido por Jesus Cristo, como testemunho público da fé e da obediência devida ao Senhor.À tarde, pelas 16 horas, no salão de cultos situado na rua da Fábrica da Pólvora, em Alcântara, organizou-se com 23 membros a 1ª Igreja Baptista de Lisboa, constituída pelos 20 irmãos baptizados de manhã e 3 recebidos por carta demissória (os irmãos Arduino Correia e esposa, da igreja em Viseu, e a irmã Margarida Graça, da igreja no Porto). A igreja elegeu como pastor, o irmão Paulo Irwin Torres, e como diácono, o irmão Pascoal Mendes, que também foi eleito tesoureiro.À noite, estando a sala de cultos repleta de crentes e interessados, foram consagrados respectivamente ao santo ministério e ao diaconato, os irmãos Paulo Irwin Torres e Pascoal Mendes. O concílio examinador foi constituído pelos missionários Luper, presidente; Maurício, secretário; e Oliveira. Os quais, em face do exame dos candidatos, recomendaram à igreja a sua consagração. De joelhos, foi pedida a bênção de Deus sobre estes dois irmãos, a quem o missionário João Jorge de Oliveira ofereceu as Bíblias, exortando-os no desempenho da sua gloriosa missão. Em seguida, o missionário António Maurício falou à igreja dos seus deveres para com os seus oficiais. No final, todos os presentes fizeram questão de abraçar fraternalmente tanto o pastor, como o diácono recém-consagrados.
Vieram propositadamente a Lisboa para tomarem parte na organização da 1ª Igreja Baptista, as dedicadas irmãs, D. Prelediana Frias de Oliveira, D. Fany Luper e filhas, D. Maria José Pires dos Santos; e os irmãos António da Silva Miranda Júnior e Júlio Pinto, ambos do Porto.Em 1926, a igreja sentiu a necessidade de possuir um templo próprio, começando então uma campanha nesse sentido. No ano seguinte, o pastor Torres deslocou-se ao Brasil, onde permaneceu cerca de seis meses, a fim de levantar fundos para a compra de um terreno em Lisboa e construção do desejado templo. Esta visita ao Brasil foi um verdadeiro êxito, tendo os nossos irmãos brasileiros acolhido o pastor Torres com alegria e grande amor fraterno.Assim, com o apoio financeiro da Junta Missionária Brasileira, em Maio de 1931, foi feita a assinatura da compra do terreno para o nosso templo, e em 30 de Abril de 1933 inaugurava-se com grande solenidade o templo da 1ª Igreja Baptista de Lisboa. Templo que viria a ser restaurado e ampliado em 1976, sendo então pastor da igreja o irmão Celestino de Oliveira.Como igreja iminentemente missionária foram inúmeros os locais de evangelização, missões e posteriormente igrejas iniciadas pelo fervor e zelo dos seus membros e pastor.Na actualidade preocupa-nos também a situação de degradação e, por vezes, mesmo apostasia de muitas igrejas à nossa volta. Assim, um dos nossos alvos no presente é a luta pela manutenção da Fé e da Ordem genuinamente Baptistas. O que passa pela fidelidade à sã doutrina, e à ordem nos cultos que nos foi legada pelos nossos antepassados.

Pastor Celestino Torres de Oliveira


sábado, 20 de agosto de 2011

TESTEMUNHAS! ONDE ESTÃO?

A situação de extrema decadência e de profunda imoralidade ou ausência de ética da nossa sociedade devia ser um incentivo ainda maior ao testemunho Cristão, numa vivência claramente distanciada dos padrões do mundo, em obediência aos ensinos e padrões bíblicos. O que nos deixa perplexos é vermos, porém, ser cada vez maior a conformidade com este mundo de muitos que se dizem crentes em Cristo. Embora por vezes falem em ser diferentes, ficamos sem saber o que entendem por ser diferentes, e em que área restrita da vida estão a falar, pois na prática e na generalidade não vemos diferença alguma.

A própria liturgia das igrejas, pelo menos de grande parte delas, foi profundamente afectada pelo espírito decadente, e mesmo satânico, que inspira a quase totalidade da Arte Contemporânea, nomeadamente ao nível da música.

Se estivermos perante cenas de qualquer conjunto musical rock (ou semelhantes) na televisão e compararmos as reacções e a maneira de estar, ou melhor, de se mover das assistências a esses espectáculos (atitudes de dança, palmas, união de mãos erguidas, esbracejantes e ondulantes) não se distinguem dos movimentos que se vêem em certas congregações nos momentos ditos de louvor…

Visto estarmos numa sociedade decadente e permissiva, onde a generalidade dos homens vive de forma oposta à vontade de Deus revelada na Bíblia, deveria ser fácil distinguir os Cristãos pelo seu comportamento e maneira de estar no mundo.

O que sucede tragicamente é que nem mesmo no culto prestado a Deus se manifesta grande diferença em relação ao que se passa no mundo.

Não basta dizer com os lábios “Senhor, Senhor” ou que Jesus é Rei, se aquele ou aquela que o faz continua a viver na iniquidade ou no pecado (Mateus 7:22-23).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O CRENTE SÁBIO

Em Provérbios 30:7-9 e em I Timóteo 6:8-10 encontramos aquilo a que poderíamos chamar uma filosofia de vida cristã. O crente deve possuir uma visão diferente da do incrédulo em relação ao valor das coisas com as quais tem de lidar no seu dia-a-dia. Na escala de prioridades daquele que teme ao Senhor as coisas espirituais, a comunhão com Deus, o amor e um saudável relacionamento com os seus semelhantes devem estar acima de qualquer ambição ou desejo material. Não há valor algum que pague ou substitua a paz de espírito proveniente duma vida orientada para as coisas que são eternas e glorificam a Deus. Em contrapartida, a busca obsessiva das riquezas materiais, efémeras e ilusórias, não só constitui um tremendo e inglório desperdício de energias, as quais deveriam ser canalizadas para fins mais elevados e duradoiros, mas também revela uma certa insensatez e embrutecimento por parte do homem (Mateus 6:19-21).

Tanto a riqueza, como a pobreza são situações perigosas e constituem fortes tentações para o cristão. A riqueza pode levar o crente a envaidecer-se e a esquecer a sua total dependência da providência de Deus, pensando ser ele o senhor do seu próprio destino, ou ter alcançado todos os bens devido unicamente à sua inteligência e às suas capacidades naturais, ignorando que até isso é dom de Deus. Atitude que impedirá qualquer sentimento de gratidão para com o Senhor. Em oposição, a pobreza também constitui um perigo por levar o crente ao desânimo e ao desespero susceptíveis a um afastamento dos caminhos rectos e legítimos, gerando até nele pensamentos e palavras blasfemas para com o Altíssimo.

Por isso, aquele que é verdadeiramente sábio contentar-se-á com o pão quotidiano, sendo essa a porção que o seu coração deseja e pede para si ao Senhor (Mateus 6:11).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

ALERTA BÍBLICO

A Bíblia ensina que a Revelação que Deus deu aos apóstolos e profetas, e que o próprio Deus, pelo Seu Espírito, reuniu para nós na Sagrada Escritura constitui para os nossos dias, de um modo amplamente suficiente, o guia e a regra de fé e de acção para o Seu povo. Não temos mais necessidade de revelações particulares e sobrenaturais da parte do Senhor para O conhecermos e O servirmos como Ele quer.

A Sagrada Escritura, como fonte do conhecimento de Deus e da Sua vontade, é para nós muito superior a qualquer revelação particular e subjectiva, a qual, no caso de existir, terá sempre de ser testada pela Escritura a fim de termos a certeza de ser mesmo Deus Quem nos fala e não qualquer espírito enganador.

Na Bíblia possuímos toda a Verdade que temos de conhecer para sermos salvos, e não vivermos mais numa contínua ansiedade ou dúvida quanto à origem da Revelação que nos é dada.

A Sagrada Escritura é uma fonte simultaneamente objectiva, Divina, imutável e suficiente, permitindo que conheçamos a Deus e O possamos servir segundo a Sua vontade. Por isso, o crente não tem necessidade alguma de acrescentar à Bíblia ou de esperar ainda quaisquer outras revelações da parte de Deus. É até mesmo exortado a nunca o fazer.

Sendo Jesus Cristo o Verbo ou Sabedoria do próprio Deus que se fez homem a fim de nos instruir em toda a Verdade, é óbvio que a Sua Revelação significa a plenitude do conhecimento que podemos possuir relativamente a Deus e à Sua vontade para connosco. Querer ainda acrescentar mais revelações acerca de Deus denota ignorância quanto à Pessoa de Jesus Cristo ou desprezo pelo Seu ministério como Mestre Divino por excelência.

Pastor Celestino Torres de Oliveira