terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

FILOSOFIA MUSICAL DO CÔRO DA IGREJA

Segundo creem os estudiosos da história da música, a evolução musical começou a partir de expressões místicas relacionadas com um certo espiritualismo ancestral, passando por estágios crescentes: primeiro gritos, depois batuques, seguindo-se ritmos, finalmente sons mais harmoniosos, melodias, harmonias, até chegarmos às músicas quase perfeitas que conhecemos, as quais procuram expressar os mais profundos sentimentos e anseios da alma humana através dos sons.

A história da música neste sentido leva-nos a concluir estar atualmente em curso um certo retrocesso às fontes originárias, bem visível no uso corrente de ritmos sincopados e na indispensabilidade das baterias como instrumento, por vezes principal.

Se a música é a expressão dos “anseios da alma” quando o povo canta expressa o que sente, o que pensa e o que é. Portanto, a música é uma das expressões mais fortes da cultura duma sociedade.

No que se refere à música sacra, no sentido Cristão do termo, enquanto a música pagã era baseada essencialmente na variedade rítmica, no rufar sincopado dos tambores buscando a adoração e a comunhão com os deuses demoníacos, os Cristãos com o avançar dos séculos e o seu enraizamento na sociedade buscaram na música sobretudo a melodia e a harmonia, como meios de adorar o Deus Criador da ordem, da harmonia e beleza do cosmos, bem como sinal da paz dada ao mundo na Pessoa de Jesus Cristo.

Tradicionalmente, entende-se por música sacra aquela que é diferente da que se ouve no mundo, e que suscita sentimentos elevados, espirituais, impulsionando a santidade e a adoração a Deus.

Está cientificamente provado que a música pode influenciar positiva ou negativamente toda a vivência humana, pois afeta os pensamentos, emoções e a própria saúde física e mental do homem. Atualmente, em discotecas, em concertos de rock ou de estilos musicais semelhantes, a influência da música tem sido trágica, conduzindo muitos à depressão, às drogas, ao alcoolismo, ao sexo desenfreado e a orgias de morte.

Em oposição a toda esta instrumentalização da música por Satanás, ela pode ser também usada para glória de Deus e para edificação espiritual daqueles que a ouvem e nela participam. Será assim quando a música promover uma correta visão de Deus, da Sua paz e do Seu amor, quando for fonte de harmonia, de beleza e de elevação espiritual na vida do homem. Uma música que nos impulsione à genuína adoração a Deus, em espírito (não na sensualidade da carne) e em verdade, com toda a reverência que o Senhor requer.

Foi esta filosofia da música que orientou a fundadora do nosso Côro, Irmã Maria Isabel Torres de Oliveira, quando em 1940 organizou o Côro da Igreja nos moldes em que ainda hoje existe. Filosofia que continuou ao longo dos anos a nortear todo o seu percurso histórico, e que permanece na sua atual liderança.

Por isso, damos graças a Deus pelo Côro da Igreja, e oramos para que, se aprouver ao Senhor, ele continue a desempenhar o importante papel espiritual que tem desempenhado até aqui nos cultos da nossa igreja.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

SERÃO EVANGÉLICOS?

Se quisermos, à luz da história, definir o que é ser Evangélico, teologicamente falando, teremos de recorrer para maior segurança e objectividade ao lema essencial da Reforma protestante: “Só a Escritura, só a Fé, só a Graça”!

Verificamos que este lema é negado na prática por quase todos os recentes movimentos de fé, pelas novas igrejas de tendência carismática.

Estes movimentos têm como alvo impor uma visão mágica da vida como expressão da fé, suscitando assim uma nova espiritualidade, diversa daquela que sempre inspirou os Cristãos genuínos ao longo dos séculos.

Ao entenderem a Fé como observação antecipada de algo que ainda não sucedeu e, sobretudo, como um poder humano que influencia Deus; a Graça como os poderes que o crente possui em si mesmo para tornar realidade os seus desejos; a Escritura como um meio de revelação entre outros (visões, sonhos, revelações directas, etc), ao interpretarem desta forma os princípios básicos da Fé Evangélica, os movimentos carismáticos revelam-se claramente NÃO EVANGÉLICOS.

Tais movimentos são na verdade o produto de um sincretismo espiritualista que mistura uma certa terminologia cristã e evangélica, com conceitos e práticas pagãs provenientes de religiões orientais e africanas.

Trata-se, portanto, duma nova doutrina da revelação, que implica outros conceitos acerca de Cristo e do homem, uma noção muito diferente também da Igreja, do seu significado e da sua função no mundo, uma doutrina sincretista e leviana do Espírito Santo, que não permite ao crente o discernir dos espíritos…

Em suma, trata-se de um outro “evangelho”! Mas o anátema de Paulo permanece firme: Gálatas 1:8-9.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

ROMANOS 6:1-4


Alguns pensam que o anúncio da misericórdia e da graça de Deus torna os homens licenciosos e preguiçosos. Se a graça de Deus opera tudo em nós, que nos resta ainda a nós fazer?

Ora, é justamente o contrário que é verdadeiro. Precisamente porque do princípio ao fim Deus faz tudo em nós, temos também, sobre um tal fundamento, qualquer coisa a fazer. Talvez não seja muito lógico, mas é a verdade.

Podem dizer-me continuamente que tenho deveres a cumprir: ser íntegro e honesto, zeloso e dedicado, ter autocontrolo e libertar-me das tendências perversas que há em mim. Isso, porém, levar-me-á ao desânimo e à indiferença. A moral só por si, servida em doses legalistas, corrompe ainda mais os homens, tornando-os hipócritas ou cínicos.

Mas escutar Jesus Cristo na Sua Palavra, no poder do Seu Espírito, é algo que não deixará de me despertar como que de um sono profundo e de me vivificar. Deste modo, somos movidos pelo Espírito de Deus identificando-nos com Cristo na Sua morte e na Sua ressurreição. A Palavra de Deus quando opera em nós na eficácia do Espírito Santo liberta-nos da nossa indiferença e da nossa ilusória auto-suficiência.

Não é a moral que falta aos homens do nosso tempo, mas sim o ouvir e escutar a Palavra de Deus, a Boa Nova da graça Divina revelada em Jesus Cristo.

Importa que ousemos viver na total dependência da misericórdia e da graça de Deus! Só assim as nossas vidas poderão marcar a diferença neste mundo, evitando que as nossas igrejas continuem a conformar-se com as filosofias e ideologias do presente século.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dia do Coro

No próximo dia 26 de Fevereiro pelas 16 horas terá lugar no Templo da 1ª Igreja Baptista de Lisboa um culto de adoração e louvor ao Senhor no qual o coro da Igreja terá uma participação mais alargada. O tema abordado será a música e o louvor no Culto.