terça-feira, 26 de abril de 2011

“REGOZIJAI-VOS SEMPRE NO SENHOR"

REGOZIJAI-VOS SEMPRE NO SENHOR;
OUTRA VEZ DIGO, REGOZIJAI-VOS”
(Filipenses 4:4)

A mensagem da cruz não deixou por certo de nos lembrar que temos de nos identificar com o sofrimento, a condenação e a morte do nosso Senhor. Mas por isso, e além disso, a mensagem da cruz diz-nos também que temos de nos regozijar continuamente no Senhor.
Porquê?
Porque Ele ressuscitou, porque Ele venceu a morte e subiu aos céus estando agora acima de tudo e de todos, sendo soberano sobre os céus e sobre a terra, pelo que nada, nem ninguém nos pode separar do Seu amor.
Ignoramos ainda o verdadeiro significado da fé e todo o horror do inferno, temos ainda uma visão insuficiente da nossa perdição enquanto não compreendermos o significado profundo deste “regozijai-vos”.
Por isso há tantos desejos insatisfeitos no nosso coração e qualquer acontecimento, feliz ou infeliz, qualquer mágoa ou dor oculta, coisas a que damos evidentemente proporções gigantescas, reaparecem como os deuses que de facto reconhecemos e adoramos na nossa vida. Quem não compreende e não experimentou já ou experimenta ainda tal realidade?
Mas o Deus que fez raiar a aurora da Páscoa quer ser verdadeiramente a nossa alegria. Ele desceu ao inferno para nos libertar da condenação eterna e de toda a nossa idolatria, dos falsos deuses que aspiram ao domínio da nossa vida, com todo o seu “rosário” de tormentos e ansiedades. Basta que escutemos a Palavra de Deus e seremos verdadeiramente livres, pois Cristo a nossa Páscoa é também o nosso Libertador.
Escutar a Palavra de Deus significa que cremos plenamente no que Ela diz, ou seja, que a sepultura não é o fim, para além dela projecta-se uma vida que é eterna! Esta é uma certeza que nos foi dada pela ressurreição de Cristo, o primogénito de entre os mortos, o Senhor eternamente glorificado para que também n’Ele e por Ele sejamos glorificados.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A GRANDE FALÁCIA

Temos ouvido dizer a muitos crentes, incluindo líderes espirituais, que o importante é seguir a Cristo e amá-Lo, as doutrinas não interessam, pois só fomentam a divisão. Estas afirmações preocupam-nos, porque afinal o que será que tais crentes entendem por amar e seguir a Cristo? À luz das Escrituras, só há um modo de demonstrarmos o nosso amor a Cristo e de segui-Lo: Vivermos em conformidade com os Seus ensinos, fazermos aquilo que Ele manda na Sua Palavra. Ora, os Seus ensinos são a Sua doutrina, como ela se encontra revelada para nós nas páginas do Novo Testamento. Só na fidelidade à sã doutrina, só perseverando na luta pela fé uma vez dada aos santos, é que podemos dizer que somos discípulos de Cristo, que estamos a segui-Lo e O amamos de todo o nosso coração. A unidade que Jesus quer para as Suas igrejas passa pela identificação com Ele e com o Pai, no mesmo Espírito, o que implica permanecer não só no Seu amor, mas também na Sua verdade. Daí as contínuas exortações apostólicas dadas às igrejas do Novo Testamento para que estivessem vigilantes e não se deixassem desviar do Evangelho por ensinos espúrios e doutrinas erróneas. E esta vigilância tem de ser uma realidade permanente na vida de qualquer igreja que queira ser fiel a Cristo. Portanto, só perseverando nas doutrinas de Jesus Cristo, reveladas no Novo Testamento, é que podemos demonstrar visivelmente o nosso amor a Cristo e que, de facto, somos Seus discípulos. Pastor Celestino Torres de Oliveira

terça-feira, 12 de abril de 2011

O PADRÃO INFALÍVEL

Por vezes perguntam-nos por que razão a Bíblia é a nossa única regra de fé e de acção ou vivência. Primeiro, a Bíblia é a Palavra de Deus, ou seja, foi escrita por homens santos de Deus, movidos e inspirados pelo Espírito Santo. É certo que esta inspiração não anula o factor humano, pois cada autor tem o seu estilo próprio e usa igualmente a sua racionalidade e discernimento humano. No entanto, a acção do Espírito Santo nesse autor, sem lhe coarctar a sua liberdade, leva-o a escrever sem erro algum aquilo que Deus quer que seja escrito, para o determinado fim também designado pelo Altíssimo. Em segundo lugar, temos de possuir um fundamento objectivo para a nossa fé. Como é que sabemos, por exemplo, se a orientação que estamos a seguir vem ou não de Deus? Claro que é natural pensarmos que somos sempre orientados por Deus, pois o nosso orgulho espiritual não permite equacionarmos a possibilidade de estarmos equivocados… mas o facto é que podemos estar errados. Então, o único meio de sabermos se de facto estamos a ser guiados pelo Espírito de Deus é confrontarmos todos os nossos actos e pensamentos com o padrão Divino objectivo que são os ensinos bíblicos. Deus não muda! Portanto se estivermos a ter uma orientação diferente daquela que a Bíblia nos revela, por certo tal orientação não vem do mesmo Espírito que inspirou as Escrituras Sagradas. Pastor Celestino Torres de Oliveira

A SANTIFICAÇÃO

Regeneração não significa perfeição. O pecador regenerado continua imperfeito. Na regeneração o pecador adquire uma nova direcção, novos pensamentos e ideais, a presença do Espírito Santo no seu coração e na sua mente dando-lhe novas normas de procedimento, uma nova atitude perante a vida. Ser guiado e movido pelo Espírito de Deus nesta nova direcção através de toda a peregrinação terrena, eis um modo de definirmos a santificação. Neste processo ou caminhada de santificação, o primeiro passo implica ter uma visão da santidade de Deus: Ele é Santo! Quando temos um encontro real com o Deus Santo ficamos mais conscientes da grandeza do nosso pecado, e isso faz-nos sentir vergonha da nossa imperfeição e indignidade. O segundo passo nesta caminhada de santificação é ter uma visão do alvo proposto por Deus aos Seus filhos: “Sede santos, porque Eu sou Santo” (I Pedro 1:16). Tudo na vida do crente depende do grau da sua fé e do poder do Espírito que nele habita e opera. Por que razão existem tantas vidas de crentes que são inexpressivas, desbotadas e frias? Porquê tanta timidez, tanto desalento, tantos que enterram o seu talento sem nada fazerem pelo Reino de Deus? Porque há falta de fé, porque não crêem verdadeiramente na Palavra de Deus, nas promessas do Senhor. Nós precisamos de pedir ao Senhor que aumente a nossa fé e nos capacite com o Seu poder a fim de sermos crentes vitoriosos e não derrotados. Pastor Celestino Torres de Oliveira

sexta-feira, 1 de abril de 2011

QUE VIVÊNCIA?


O crente deve cultivar a sua vida espiritual por meio da oração, vivendo num contínuo espírito de oração em comunhão com Deus. O outro meio indispensável no desenvolvimento da vida cristã é a leitura sistemática e o estudo da Palavra de Deus. Aqueles que querem crescer na Graça do Senhor devem ler a Bíblia e estudá-La com humildade e zelo, pois é por meio da Escritura que Deus, pelo Seu Espírito, nos instrui e nos alimenta espiritualmente. A vida cristã tem de ser positiva. O crente não é uma criatura que vive para “não fazer isto ou aquilo”, é alguém que realiza algo, alguém que age positivamente, pois a verdadeira fé implica obras, obediência à vontade de Deus, fazendo o que Ele ordena e seguindo fielmente as exortações que Ele nos dá através da Sua Palavra. De facto, só a Escritura Sagrada, por ser a Palavra de Deus, nos revela o que convém que façamos, aquilo que agrada ao Senhor e O glorifica. Deus quer que sejamos homens e mulheres espirituais, buscando como prioridade os interesses do Reino de Deus e da Sua justiça. Homens e mulheres que, embora vivam no mundo, não são do mundo, nem se deixam conformar com este presente século. Homens e mulheres que adoram a Deus, não segundo a carne nos seus impulsos, mas segundo o espírito, numa vivência santa cujo alvo é a glória de Deus. Pastor Celestino Torres de Oliveira