terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O SEGREDO DAS NOVAS TRADUÇÕES


Hoje em dia encontramo-nos perante um número considerável de diferentes traduções da Bíblia. Não devemos supor que tal diversidade seja desejável ou mesmo inocente, na medida em que o significado que qualquer texto comunica se vê influenciado por uma variedade de factores que a maior parte dos leitores ignora. Na verdade o método usado para a tradução da Bíblia revela não só a cosmovisão dos tradutores e editores, mas também o respeito e o valor que eles atribuem à Bíblia. Para além de questões morfológicas e sintacticas, o produto final de qualquer tradução reflectirá  sempre o conceito que o tradutor tem do próprio texto bíblico, ou seja, a teologia do tradutor quanto à natureza da Bíblia influenciará o modo como ele manejará o texto e as liberdades que adoptará ou não ao traduzir as Escrituras.
Durante séculos, as traduções da Bíblia foram feitas sempre pelo método da correspondência formal, o qual podemos definir como a busca fiel do conteúdo semântico de cada vocábulo ou palavra no interior do campo morfológico ou sintactico, a fim de obter um vocábulo com idêntico conteúdo semântico (significado) na língua receptora.
Actualmente, porém, está em voga um novo método de tradução, chamado equivalência dinâmica, no qual o tradutor procura captar já não o conteúdo semântico de cada vocábulo, mas sim o da expressão global. Por outras palavras, o tradutor interpreta a ideia contida numa frase ou conjunto de frases para depois transmiti-la por outros vocábulos ou palavras para a língua receptora, procurando tornar essa ideia mais compreensível aos leitores. Verificamos, assim, que se toda a tradução implica forçosamente uma certa interpretação, o método da equivalência dinâmica faz da tradução exclusivamente uma interpretação.
O problema que se coloca com uma tradução que opta por este método é o facto, por exemplo, do tradutor em vez de permitir que as dificuldades ou ambiguidades do texto original permaneçam no texto da língua receptora, recorra à sua própria interpretação, sempre parcial ou tendenciosa e incompleta, a fim de eliminar tais dificuldades ou ambiguidades. Deste modo, o tradutor pode excluir outras opções legítimas de interpretação e, eventualmente, nalguns casos eliminar a correcta interpretação do texto original, em favor da sua própria teologia. Vemos assim que o produto final não é propriamente uma tradução, mas antes uma interpretação, um comentário ou síntese do original.
Nunca esqueçamos que o conteúdo semântico depende da sua expressão formal. Substituir uma palavra, ou vocábulo, por outra desvirtua ou falseia quase sempre a ideia original. O método apelidado de equivalência dinâmica não é apropriado para ser usado na Bíblia, na medida em que retira aos seus leitores a responsabilidade de interpretarem pessoalmente as Escrituras e de serem individualmente interpelados e ensinados pelo Espírito Santo, colocando a  tarefa de interpretação da Palavra de Deus nas mãos de um grupo de eruditos, os tradutores e editores da Bíblia.
Dissemos no início que o produto final de qualquer tradução da Bíblia reflectirá também o conceito que o tradutor tem do próprio texto bíblico, ou seja, a teologia do tradutor quanto à natureza da Bíblia influenciará o modo como ele manejará o texto, e as liberdades que adoptará ou não ao traduzir as Escrituras.
Se analisarmos a história da teologia verificaremos que ao longo dos séculos vigorou sempre entre os cristãos o conceito de inspiração plenária da Bíblia, o que significa que a Bíblia é a Palavra de Deus, uma Auto-Revelação de Deus aos homens mediante a instrumentalidade de certos seres humanos escolhidos e inspirados pelo próprio Deus a fim de, no pleno uso das suas personalidades, experiências e intelectualidade, mas sob a direcção e inspiração do Espírito Santo, transmitirem aos homens a verdadeira Palavra e Revelação de Deus. Nesta inspiração Divina incluem-se as próprias palavras usadas pelos autores sagrados nos manuscritos originais.
Um tal conceito de inspiração plenária das Escrituras terá tremendas implicações práticas na tradução da Bíblia. Como já afirmámos anteriormente, o conteúdo semântico depende da sua expressão formal. Queremos com isto dizer, que os pensamentos são expressos através das palavras, pelo que se acreditamos que os pensamentos da Escritura foram inspirados pelo Espírito Santo, certamente que o mesmo Espírito guiou igualmente os autores sagrados na escolha das palavras mais apropriadas e exactas para a transmissão desses pensamentos vindos do próprio Deus. Pelo que todo o tradutor, ou grupo de tradutores, que creia na inspiração plenária das Escrituras só poderá, de forma coerente, adoptar o método da correspondência formal.
Chegamos agora à raiz do problema, à razão de ser de todas estas novas traduções que falseiam em parte e banalizam totalmente a Palavra de Deus: a teologia liberal!
Tal teologia não crê na inspiração plenária das Escrituras, considerando-as não como Palavra de Deus, mas sim como o testemunho da experiência religiosa que certas pessoas tiveram no passado no seu relacionamento com Deus e com Jesus. Deste modo, a Bíblia é fruto daquilo que essas pessoas acreditavam e pensavam e não a Auto-Revelação de Deus dada através delas pelo Espírito Santo.
Ora, se a Bíblia é apenas um relato da experiência religiosa de algumas pessoas com Deus, uma tradução moderna deverá legitimamente reflectir também a experiência dos homens de hoje no seu relacionamento com Deus. Este conceito da Bíblia, totalmente oposto ao conceito histórico de inspiração plenária das Escrituras que sempre predominou no seio do Cristianismo, explica as liberdades tomadas pelos novos  tradutores para abandonarem, por exemplo, o uso de certos vocábulos que eles pretendem ser demasiado teológicos ou religiosos e controversos para o leitor moderno.
Em vez de transmitir os pensamentos inspirados, uma tradução de equivalência dinâmica acaba por se transformar numa paráfrase ou comentário do texto original, não transmitindo fielmente o conteúdo doutrinário desse texto.
A insistência na afirmação de que a mensagem da Bíblia deve ser comunicada às novas gerações numa linguagem moderna e acessível, à custa do léxico e da estrutura formal do texto original, revela ainda a convicção de que o texto original, e a sua fiel transmissão no idioma receptor, não pode comunicar fiel e verdadeiramente a mensagem da Bíblia aos leitores de hoje. Ou seja, deixou de se acreditar que Deus pode falar e fala de facto aos homens de todas as gerações por meio da Sua Palavra, inspirada aos Seus instrumentos humanos pelo Espírito Santo. As gerações modernas só têm direito ao comentário ou interpretação que é feita pelo tradutor o qual será sempre fruto da sua própria exegèse do texto original, inspirada na sua teologia pessoal. Concluímos, uma vez mais, que a postura de qualquer tradutor, ou grupo de tradutores da Bíblia, será sempre consequência da sua teologia e das suas pressuposições acerca da natureza do texto bíblico.
O que nos deixa perplexos é que alguns lideres religiosos, considerados como conservadores, não vejam esta realidade e continuem a apoiar e a disseminar nas suas igrejas traduções espúrias da Escritura, fundamentadas num conceito que se opõe à inspiração plenária da Bíblia!
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

QUAL A PRIORIDADE?

O testemunho dos apóstolos e discípulos de Jesus narrado no Novo Testamento coloca uma questão crucial a cada um de nós hoje: O que é que de facto tem a prioridade no nosso quotidiano? Que tenhamos uma boa alimentação, um bom emprego, uma vida financeiramente próspera e feliz? Se este fosse o alvo prioritário da vida humana, então os apóstolos e discípulos de Jesus tinham falhado totalmente e a sua vida teria sido um verdadeiro fracasso.
Acontece, porém, que a verdadeira prioridade na vida de todos os homens está longe de ser aquela que referimos e que continua a ser a força dinamizadora na vida de muitos neste mundo. A prioridade na nossa vida deverá ser a de irradiar à nossa volta a verdade e a salvação de Deus reveladas em Cristo Jesus. Irradiar essa realidade através da nossa vivência, no nosso meio familiar, no nosso emprego, no meio social onde nos movemos.
O que verdadeiramente importa é que no meio da desilusão, da corrupção e da desordem que controlam a vivência dos nossos contemporâneos, nós possamos ser sinais visíveis da redenção e da salvação que Deus veio trazer a este mundo na Pessoa do Seu Filho.
A salvação do mundo, incluindo toda a criação é uma realidade futura incontornável, pois Jesus Cristo, a própria Palavra criadora de Deus, habitou neste mundo corrompido a fim de libertá-lo da corrupção e restaura-lo para uma vida gloriosa e eterna, na qual se manifestará plenamente a magnificência e a majestade do Reino de Deus.
Por enquanto, esta Revelação de Deus, encontra-se oculta para muitos. Compete àqueles que já A receberam e n’Ela creem transmiti-la com fidelidade e no poder do Espírito Santo àqueles com os quais convivem diariamente.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

 

“CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO

Gostaria bem de crer, mas não consigo! Parece que um muro abrupto se ergue diante de alguns quando lhes dizem: “Crê em Jesus Cristo”!
No entanto, o carcereiro de Filipos, a quem foi dirigida esta palavra (At.16:31), fez algo bem diferente do que escalar a um muro. Ele estava à beira do suicídio, e foi nessa situação que escutou a boa nova de Jesus Cristo. E, quando esta boa nova ecoa no coração e na mente do pecador tudo muda radicalmente na sua vida.
Estávamos numa situação em que tudo parecia ruir à nossa volta, as nossas esperanças tinham dado lugar ao desespero ou a uma cínica indiferença, mas eis que alguém nos anunciou Jesus Cristo, ou lemos a Bíblia e Ele Se nos revelou…Então, a luz brilhou de súbito na nossa vida, uma luz que vai iluminando cada vez com maior intensidade todo o caminho que percorremos, enchendo-nos de força para viver. Na verdade, quando Jesus Cristo se torna Senhor da nossa vida, nós encontramos n’Ele o socorro e a paz de que carecemos, pois Ele nos liberta de nós mesmos e de todos os nossos fardos.
Deixemos, portanto, de enfatizar no nosso testemunho o ardor da nossa conversão, o poder da nossa oração ou da nossa fé, o valor da nossa higiene mental ou espiritual, deixemos de enfatizar o nosso “eu”, pois é em Jesus Cristo, e só em Jesus Cristo que Deus nos liberta e nos concede tudo aquilo de que necessitamos para esta peregrinação terrena e para toda a eternidade. Só em Jesus Cristo somos libertados do medo proveniente do poder do pecado, das enfermidades e da morte.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

A ÚNICA ESPERANÇA

Como é grande a desorientação que inspira e controla o mundo dos nossos dias! Vive-se sob o domínio de um relativismo filosófico que nega e se opõe a qualquer noção de verdade absoluta. É natural que cada vez seja maior a anarquia política e o caos social, com todas as suas repercussões nas diferentes áreas da vida humana.
No meio de todo este relativismo, também espiritual, para o qual todas as religiões estão ao mesmo nível, e se busca um sincretismo que englobe a todas elas, é natural que a superstição inerente à natureza humana decaída, venha à superfície e se revele nas inumeráveis multidões que são atraídas por todos aqueles que garantem oferecer a solução para os problemas que afetam o quotidiano de cada um. Muitos trazem um amuleto ao peito ou suspenso no seu automóvel!... Mas nada disto pode satisfazer verdadeiramente!
De facto, quer os homens creiam ou não, Deus existe! Ele é o Criador e Sustentador dos céus e da terra. Por isso mesmo, a vida humana só tem sentido quando orientada para Deus, na busca da Sua glória e na obediência à Sua vontade.
Neste novo ano, a missão das igrejas cristãs continuará a ser a de iluminar um mundo cada vez mais tenebroso, trazendo esperança ao coração daqueles que vivem no deserto árido e desolador que lhes é oferecido por toda a espiritualidade pagã e por toda a filosofia ateia e relativista.
Jesus Cristo veio ao mundo para libertar os homens de toda a escravidão filosófica e espiritual em que se encontram. Ele veio ao mundo para testemunhar da Verdade absoluta, e para com Ela nos tornar homens e mulheres verdadeiramente livres!
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O DEUS ETERNO

Se o Deus vivo, o Criador dos céus e da terra, é o teu Deus que importância poderá ter ainda a tua ansiedade ou o teu temor perante o futuro? A tua dor é grande e o fardo que suportas enorme, o abatimento começa a dominar a tua vida e as tuas forças enfraquecem… Lembra-te, o teu Deus vive e, por maior que sejam o teu fardo, a tua dor e o teu abatimento, maior é o Seu poder e o Seu amor para contigo.
Talvez haja uma “mancha” na tua vida que não consegues fazer desaparecer? Não sabes que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, e que o Seu sangue vertido na cruz do Calvário nos purifica de todo o pecado? Não há uma única falta na tua vida que Ele não tenha apagado com o Seu sacrifício na cruz.
E a enorme crise com que nos debatemos, crise financeira, crise social, crise moral e crise espiritual?… Pensa bem, poderá acontecer algo fora do que Deus determinou?
Mas é isso mesmo que tu não compreendes: Se Deus tem todo o poder e é soberano absoluto sobre tudo e sobre todos, como explicar então todo o sofrimento e aflição que assolam o mundo?
Sabemos que tudo isto é consequência do pecado e da desobediência dos homens. No entanto, Deus seria ainda Deus, o Criador e Senhor do universo, se tu pudesses compreender e explicar tudo aquilo que Ele faz e determinou no Seu eterno conselho? Se conseguisses compreender e explicar tudo o que acontece na tua vida e à tua volta no mundo, não seria esse “deus” um “deus” à tua imagem e sem transcendência?
Poderias ainda confiar e descansar nesse “deus” perfeitamente compreensível e explicável?

Pastor Celestino Torres de Oliveira

 

A LUZ DO MUNDO

Ilumina alegremente a tua pequena árvore de Natal!
Na verdade, por mais fracas e intermitentes que sejam essas luzes, elas anunciam que a verdadeira Luz, Aquela que permanece eternamente, veio iluminar o nosso mundo: Jesus Cristo, que nasceu em Belém de Judá, é a Luz do mundo (João 8:12). Quem n’Ele crê e O segue não andará mais em trevas, pois será guiado pela Luz da vida.
Aquelas fracas luzes que acendemos no pinheirinho são como que a nossa resposta a essa Luz que ilumina por completo a nossa vida. Na realidade, a nossa resposta é bem fraca e intermitente, mas isso pouco importa, pois o importante é a presença em nós do Espírito de Cristo. Foi Ele Quem nos chamou e atraiu a Si. Mesmo que não houvesse nenhum pinheiro iluminado, continuaria sempre a ser Natal. Nada pode reter a Luz que emana de Jesus Cristo. Ele não é uma mera verdade espiritual que requeira a nossa adesão ou a nossa meditação. Ele é alguém, um Eu eterno que reina e age com poder, o Qual, unicamente pela Sua força, cumpre todo o propósito e desígnio da Sua vontade.
Eis a Luz que verdadeiramente ilumina até os mais recônditos e tenebrosos recantos deste mundo, a Luz que pode iluminar e revolucionar a mente e o coração dos mais obstinados incrédulos, que pode trazer esperança e alegria aos espíritos mais melancólicos e desiludidos desta vida, que pode quebrar toda a soberba e libertar o homem de toda a vaidade que o escraviza.
Iluminai, alegremente, a vossa árvore de Natal. Mas fazei-o como resposta à Luz que um dia raiou nos vossos corações e ilumina agora toda a vossa vida: a Luz de Jesus Cristo!
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O MINISTÉRIO

Nós repudiamos todo o sacerdócio oficial que não seja o de Cristo, todo o altar que não seja o Calvário, toda a oblação que não seja a do Corpo de Jesus Cristo crucificado, o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez só, mas cujo sacrifício perfeito tem eficácia eterna.
Cremos, também, que profetas e apóstolos foram dons concedidos por Deus para o período particular do estabelecimento do Cristianismo nascente, bem como para a produção literária do Novo Testamento, não tendo portanto sucessores.
As nossas igrejas têm uma só ordem ministerial oficial: os pastores. Os quais podem ser igualmente apelidados de bispos ou de presbíteros. Bispo, quer dizer vigilante e superintendente. Presbítero, significa ancião e tem a ver com a capacidade de aconselhamento baseado no ministério da Palavra e do ensino bíblico. Pastor é o termo de ternura, indica direção e orientação das ovelhas, responsabilidade por uma boa e sadia alimentação espiritual, impedindo ainda a penetração de lobos no seio do rebanho. Mas estes três títulos referem funções específicas de um único ministério na igreja (Atos 20:17, 28; I Timóteo 3:1; 5:17; Tito 1:5,7; I Pedro 5:1-4).
O ministério pastoral exige a chamada Divina e implica a eleição por voto comum dos membros de uma igreja local. Aqueles que são chamados por Deus e eleitos pela igreja para um tal ministério devem, se possível, deixar todo o trabalho secular a fim de se dedicarem inteiramente à “oração e ministério da Palavra” e vivam do Evangelho que prégam (Atos. 6:4; I Coríntios 9:14).
Em apoio do ministério pastoral, foi criado o diaconato para um serviço material, social e de beneficência (Atos 6:2-3; Filipenses 1:1). Os diáconos não são uma ordem inferior do ministério. Têm os seus trabalhos seculares, a sua vida profissional, por isso não são sustentados pela igreja.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

MARANATA! CRISTO VEM!

Vivemos numa sociedade hedonista, totalmente dominada pelo desejo de satisfazer os prazeres da carne, onde os homens vivem uma vida superficial e leviana em termos espirituais e sentimentais. Acrescente-se a esta realidade a degradação moral e a decadência espiritual, e teremos o quadro negro da nossa época.
É nesta sociedade que está inserida a Igreja, e é nela que tem de continuar a ser o sal da terra e a luz do mundo. No entanto, em vez disso, vemos as igrejas cada vez mais conformadas com o presente século, grandemente minadas pelo mesmo espírito hedonista, leviano e decadente da sociedade.
Indubitavelmente que nem Cristo é Senhor, nem o Espírito Santo enche e guia a vida da maior parte daqueles que ainda dizem ser cristãos…
Os cultos são transformados em sessões de entretenimento e de espetáculo; a música, como não poderia deixar de ser, é aquela que mais se ouve no mundo do “rock” e de outras correntes igualmente satânicas que controlam esses ambientes de droga, sexo e criminalidade.
Assim, vemos de novo no seio do povo de Deus a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, e que o nosso Senhor relembrou como sinal dos últimos tempos.
Então, os verdadeiros crentes devem estar mais do que nunca em alerta e vigilância máxima: MARANATA! CRISTO VEM!
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O CRENTE SÁBIO

Em Provérbios 30:7-9 e em I Timóteo 6:8-10 encontramos aquilo a que poderíamos chamar uma filosofia de vida cristã. O crente deve possuir uma visão diferente da do incrédulo em relação ao valor das coisas com as quais tem de lidar no seu dia-a-dia. Na escala de prioridades daquele que teme ao Senhor as coisas espirituais, a comunhão com Deus, o amor e um saudável relacionamento com os seus semelhantes devem estar acima de qualquer ambição ou desejo material. Não há valor algum que pague ou substitua a paz de espírito proveniente duma vida orientada para as coisas que são eternas e glorificam a Deus. Em contrapartida, a busca obsessiva das riquezas materiais, efémeras e ilusórias, não só constitui um tremendo e inglório desperdício de energias, as quais deveriam ser canalizadas para fins mais elevados e duradoiros, mas também revela uma certa insensatez e embrutecimento por parte do homem (Mateus 6:19-21).
Tanto a riqueza, como a pobreza são situações perigosas e constituem fortes tentações para o cristão. A riqueza pode levar o crente a envaidecer-se e a esquecer a sua total dependência da providência de Deus, pensando ser ele o senhor do seu próprio destino, ou ter alcançado todos os bens devido unicamente à sua inteligência e às suas capacidades naturais, ignorando que até isso é dom de Deus. Atitude que impedirá qualquer sentimento de gratidão para com o Senhor. Em oposição, a pobreza também constitui um perigo por levar o crente ao desânimo e ao desespero suscetíveis a um afastamento dos caminhos retos e legítimos, gerando até nele pensamentos e palavras blasfemas para com o Altíssimo.
Por isso, aquele que é verdadeiramente sábio contentar-se-á com o pão quotidiano, sendo essa a porção que o seu coração deseja e pede para si ao Senhor (Mateus 6:11).
Pastor Celestino Torres de Oliveira

“COMO, POIS, RECEBESTES O SENHOR JESUS CRISTO, ASSIM, TAMBÉM ANDAI N’ELE”

Eis uma exortação feita pelo apóstolo Paulo à igreja de Colossos, bem necessária para nós hoje também.
Cada vez é maior o número de igrejas que se vão afastando da fidelidade ao genuíno Evangelho de Cristo, que deixaram de ter a Bíblia como única regra de fé e de prática, que negam ou negligenciam a realidade da inspiração plenária das Sagradas Escrituras. A sedução do compromisso com o erro é cada vez mais visível em virtude, talvez, da imensa pressão exercida sobre aqueles que, pela graça de Deus, desejam permanecer fiéis a Cristo e aos Seus ensinos.
É muito difícil perseverar na fé uma vez dada aos santos, quando todos, ou quase todos à nossa volta nos pressionam para que cedamos, aqui e além, ao espírito e às ideias feitas do nosso século.
Depois, se não cedemos e permanecemos fiéis a Cristo, somos apelidados de “ultra-conservadores”, verdadeiros dinossauros espirituais, sendo ostracizados e marginalizados por aqueles que controlam as instituições detentoras do poder social e eclesiásticos, chegando-se mesmo a criar à nossa volta uma “auréola” de terror, visível em expressões como: “cuidado que eles são muito conservadores…”.
Não esqueçamos, porém, a advertência do Senhor Jesus: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” (Mat.24:12,13).
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O DESCONFORTO

Quando lemos o sermão da montanha (Mat.5-7) e meditamos nos ensinos de Jesus, não podemos deixar de sentir um certo desconforto, a sensação nítida de quão longe estamos de ser e de viver como o Senhor quer que sejamos e vivamos. Como erramos grandemente o alvo de Deus para a nossa vida!
Por isso, é extremamente benéfico que leiamos assiduamente esse sermão e meditemos profundamente nos seus ensinos. Nada é mais útil para a nossa vida espiritual do que o reconhecimento das nossas enormes carências, o que nos leva à constatação da nossa total dependência de Deus e da Sua graça em todos os momentos e em todas as áreas da nossa vida.
Por alguma razão, o Senhor Jesus começa este sermão afirmando que os pobres de espírito são supremamente felizes, e que deles é o reino dos céus. Na verdade, só aqueles que reconhecem a sua pobreza espiritual, que nada são e nada têm em si mesmos, é que poderão ser saciados plenamente em Cristo de tudo o que carecem.
Os humildes, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração porque o sangue de Cristo os purifica de todo o pecado, aqueles que fomentam a paz onde há discórdia, os que sofrem perseguição e incompreensão por causa da sua fidelidade ao Evangelho de Cristo…Eis os bem-aventurados, os filhos de Deus, os que herdarão a terra e dos quais é o reino dos céus.
“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O LIVRO ÚNICO

A Bíblia foi escrita por homens que, no uso de todas as suas capacidades intelectuais e influenciados pelas experiências e situações em que viveram, foram inspirados pelo Espírito Santo a escrever o que escreveram. Deus providenciou as experiências vividas por cada um deles e capacitou-os intelectualmente de modo a que transmitissem fielmente a mensagem que o Senhor lhes quis comunicar e, através deles, aos homens de todas as gerações. Portanto, a Bíblia, embora escrita por homens, é a Palavra de Deus!
Como tal a Bíblia é um livro único, e deve ser divulgada e recebida como tal por todos os homens, em todas as gerações.
Por isso, não compreendemos a tendência moderna para procurar vulgarizar a Bíblia, torna-La um livro igual a qualquer outro que se vende no mercado.
Desde as novas traduções, até à própria encadernação da Bíblia é feito um enorme esforço a fim de torna-La um livro popular, que as pessoas compram como fazem com qualquer outro livro, por ser atraente na sua capa e na sua linguagem modernizada.
Compreendemos as necessidades financeiras e comerciais das casas que vendem Bíblias, mas não podemos aceitar que a Bíblia seja banalizada e tratada como se fosse qualquer livro de ficção humana.
Desde a encadernação, até à própria linguagem, que deverá ser fiel aos textos nas línguas originais, a Bíblia tem de evidenciar a realidade que representa: Ela é um livro único, diferente de todos os outros no mercado, pois é a Palavra de Deus!
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

A REFLEXÃO NECESSÁRIA

Os Evangélicos vivem uma das épocas mais confusa e decadente da sua história, em virtude dos inúmeros desvios da verdade bíblica que têm surgido nos últimos anos no seu seio.
Por isso, também, mais do que nunca é necessário assumirmos a nossa identidade histórica: recordarmos o passado a fim de podermos viver um presente fiel e perseverante na sã doutrina, virados para um futuro firmado em sólidos alicerces, ou seja, na imutável Palavra de Deus. Qualquer movimento do Espírito Santo tem como fundamento a Verdade, tal como a Bíblia no-La revela. Qualquer desvio do ensino bíblico não pode ter como inspirador, o Espírito de Deus.
O retorno à Verdade Bíblica, aos ensinos de Cristo e à simplicidade e pureza litúrgica do Novo Testamento, foram os alvos prioritários da chamada Reforma Protestante do séc. XVI.
Quando comparamos o período histórico da Igreja que antecedeu a Reforma com o atual momento que vivemos no meio Evangélico, não podemos deixar de verificar inúmeras semelhanças: desvios doutrinários profundos, ênfase nas emoções, nas experiências e visões particulares que afastam os homens da Verdade objetiva revelada nas páginas da Sagrada Escritura. Os cultos perderam a sua simplicidade, reverência e solenidade, dando lugar ao espetáculo, ao ritual supersticioso, e voltando à abominável tentativa de negociar com Deus as Suas bênçãos…
É evidente a urgência de uma nova Reforma que devolva às nossas igrejas a Verdade Bíblica e o culto genuinamente Cristão, “em espírito e em verdade”, segundo os padrões do Novo Testamento.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O CANTOR CRISTÃO

O Cantor Cristão é uma compilação de alguns dos melhores hinos Evangélicos que surgiram após a Reforma Protestante. As músicas que se acham no Cantor Cristão, dado estarem há muito associadas às verdades imutáveis e preciosas do Evangelho de Cristo, foram-se tornando um elemento vital para os crentes Baptistas do Brasil (onde teve a sua origem) e de Portugal. São músicas imortais que já não pertencem mais ao mundo comercial e à febre dos “top” modernos.
O libreto do Cantor Cristão foi quase todo ele escrito ou traduzido por vários missionários baptistas que, sobretudo no Brasil, se consagraram à evangelização, pregando o amor e a graça de Deus para com os pecadores perdidos. Os seus corações transbordavam de alegria no serviço do Senhor, e o Deus Todo Poderoso guiava-os aonde quer que iam semeando as “palavras da vida eterna”. Ao traduzir, adaptar e escrever os hinos derramavam toda a sua alma, por isso, as mensagens do Cantor Cristão são históricas e imortais.
O Cantor é um legado precioso, um tesouro inestimável das igrejas Baptistas do Brasil e de Portugal.
Atualmente há outros cânticos de louvor recentemente compostos e que devem ir tendo igualmente lugar nos nossos cultos, desde que mantenham a mesma fidelidade às Escrituras, a mesma profundidade e solenidade quer na letra, quer na música.
Mas nunca deveríamos deixar de louvar a Deus com os belos cânticos do nosso hinário histórico.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

A INCOERÊNCIA

Por que razão, no 1º século, os cristãos eram lançados às feras nas arenas de Roma? Por recusarem dobrar os seus joelhos diante do imperador, confessando-o como senhor. E, por que razão tomavam os cristãos uma tal atitude, sabendo as consequências que dela adviriam? Por uma questão de coerência!
Se eles criam e confessavam que Jesus era o Cristo e o único Senhor das suas vidas, não podiam reconhecer outro senhor, quer em palavras, quer em atos.
É esta coerência que faz grandemente falta nos nossos dias. São muito poucos os cristãos que procuram viver, falar e agir em conformidade com o que afirmam ser as suas convicções de fé.
Segundo as Escrituras, creem que só Deus, pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito, pode convencer e converter os pecadores. No entanto, quando planeiam campanhas de evangelização e as realizam procedem como se tudo dependesse dos homens, da sua eloquência ou retórica, e dos métodos sofisticados do “marketing”.
Ultimamente, surgiu uma nova situação em que fica bem patente a falta de coerência entre a fé e a prática: refiro-me àqueles que dizem crer na inspiração plenária das Escrituras, mas apoiam ou aceitam nas suas igrejas traduções da Bíblia que põem em causa ou negam mesmo essa inspiração…
É natural que, sem coerência, o testemunho cristão não produza frutos, e seja impotente para travar a decadência social à sua volta.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O DEVIDO RESPEITO

Há quem ponha em causa a inspiração verbal das Escrituras pelo facto dos autores do Novo Testamento nem sempre citarem os textos do Velho Testamento usando no grego as palavras correspondentes às do hebraico. O que já acontecia, aliás, com a Septuaginta, a tradução grega do Velho Testamento, que é geralmente o texto usado pelos autores do Novo Testamento.
Devemos, porém, lembrarmo-nos de que não só os textos do Velho Testamento, mas igualmente os do Novo Testamento são Divinamente inspirados. Queremos com isto dizer que o Espírito Santo é o inspirador de ambos os Testamentos, ou seja, de toda a Bíblia.
É natural que Deus nos revele os Seus pensamentos e os Seus ensinos de modos diferentes e usando nem sempre as mesmas palavras. Nós é que não temos autoridade para citar os pensamentos de Deus usando as nossas palavras e não as palavras que Ele próprio usou quer no Velho, quer no Novo Testamento.
Eu posso expressar as minhas ideias de modos diferentes e não usando sempre as mesmas palavras, mas ninguém tem o direito de me citar usando palavras que eu não proferi. Num caso desses eu poderia afirmar não ter sido isso precisamente o que eu disse!
Ora, o Deus Altíssimo quando nos fala através da Sagrada Escritura tem o direito de ser por nós ainda muito mais respeitado quando citamos a Sua Palavra.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

VERDADES IMUTÁVEIS

Ao longo desta semana organizada pela União de Homens da nossa igreja pudemos refletir em quatro ensinos essenciais:
Primeiro, a nossa fé tem de fundamentar-se exclusivamente na Sagrada Escritura, a Palavra inerrante e imutável de Deus. Só pela Escritura e na Escritura podemos, pela ação do Espírito Santo em nós, conhecer o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, o Seu Filho, nosso único Redentor e Salvador.
Segundo, só pela fé em Jesus Cristo é que nós somos declarados justos diante de Deus. Não é aquilo que fazemos, mas aquilo que Cristo fez por nós e para nós que nos justifica. Ele é o SENHOR JUSTIÇA NOSSA!
Terceiro, se é só pela fé em Jesus Cristo que somos justificados, então é também só pela Graça de Deus que somos salvos. Ou seja, a salvação não vem de nós mesmos, daquilo que somos ou fazemos, mas vem de Deus, é obra do Senhor em nós pelo Seu Espírito e pelo poder da Sua Palavra.
Chegamos, assim, ao quarto ensino: se tudo isto é uma realidade, então só a Deus tem de ser dada toda a glória pela nossa salvação e pela redenção do nosso pecado.
Esperamos que Deus tenha usado as mensagens que d’Ele vieram até nós para nos convencer e nos firmar nestas verdades imutáveis.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

O FALSO IGUALITARISMO

Um dos aspetos mais flagrantes em que se manifesta a infiltração da ideologia contemporânea no seio das igrejas modernas encontramo-lo na visão utópica de um falso igualitarismo.
Esta visão procura negar todas as desigualdades inevitáveis e queridas pelo Criador. Começando logo pela enorme confusão que se gera quando se fala, por exemplo, da igualdade entre o homem e a mulher. Obviamente que ambos possuem a mesma dignidade diante de Deus, não havendo qualquer diferença entre eles no que toca ao plano da salvação, da graça e da justiça de Deus (Gál.3:28).
Infelizmente esta igualdade é interpretada muitas vezes como uma espécie de negação das diferenças naturais existentes entre o homem e a mulher, esquecendo que cada um tem funções diferentes a desempenhar na sociedade. Esta tentativa de negar as diferenças naturais revela-se, de modo evidente, no uso tão em voga nos nossos dias da moda unissexo.
O drama está em que tudo isto reflete a velha rebelião do espírito humano contra Deus e contra as leis naturais por Ele estipuladas… Por isso, é trágico que uma tal ideologia influencie tantos que se dizem Cristãos…
Esta ideologia igualitária manifesta-se ainda noutras áreas nevrálgicas da vida na sociedade contemporânea, sempre com reflexos nefastos na vida das igrejas que se deixam conformar com este século.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

OS TEMPOS MODERNOS

Vivemos um período de acentuada decadência espiritual e social. A nossa geração rejeita ou nega valores absolutos e imutáveis, vive-se na subjetividade e no relativismo. Esta filosofia de vida não pode deixar de suscitar a instabilidade política, a violência social, a agudização dos conflitos laborais, a degradação dos padrões éticos que irá gerar a promiscuidade sexual, a escravização à droga e todo o tipo de marginalidade.
Mais do que nunca é evidente que o cristão genuíno não pode conformar-se com este mundo, pois ele possui padrões morais e éticos que lhe são revelados pelo próprio Criador e Legislador do universo, por Aquele Deus que não muda e cuja Palavra permanece imutável de geração em geração. Na verdade, nós cremos em valores absolutos, cremos que Jesus Cristo é a Revelação máxima e perfeita da Verdade Divina, e que tudo quanto Ele nos ensina na Bíblia, a Sua Palavra, deve ser posto em prática em todas as épocas e gerações.
Foi por terem abandonado os princípios morais e éticos ensinados na Escritura Sagrada que os homens vivem atualmente neste cenário desolador de miséria e degradação. Obviamente que só um retorno aos sãos princípios bíblicos poderá levar ao reerguer e ao restaurar de uma sociedade grandemente decaída e apodrecida.
Daí a grande responsabilidade das igrejas na evangelização do mundo contemporâneo.
Mas, para que as igrejas cristãs possam evangelizar os homens é fundamental que elas próprias se mantenham imunes aos vírus ideológicos e espirituais do nosso tempo, permanecendo testemunhas fiéis da Verdade imutável que Jesus Cristo veio revelar ao mundo.
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

MATEUS 24:11-13

O estratagema mais usado atualmente por Satanás para afastar os homens da genuína fé em Jesus Cristo é a confusão espiritual. Já não é a perseguição, nem a zombaria e a incompreensão ou inimizade daqueles que nos rodeiam, pelo menos estas já não são as suas armas principais, agora o trunfo que o Inimigo maneja é a confusão na mente e no coração das pessoas, incluindo se possível nos próprios crentes…
Obviamente que não é por certo o Espírito de Deus que leva tantos, hoje em dia, a abrirem lugares de culto ou “assembleias cristãs” ao lado umas das outras… Com que intuito o fazem?
O alvo não é certamente levar as pessoas incrédulas a um encontro salvador com Jesus Cristo, ao conhecimento do Evangelho e à fé em Cristo que justifica o pecador. Pois se esse fosse o alvo iriam abrir lugares de prégação do Evangelho onde ainda nenhum houvesse…
Então, que outro alvo poderá ser, para além do proselitismo inerente, senão o de procurar confundir aqueles que já são crentes em Jesus Cristo e impedir outros de virem também ao conhecimento salvífico de Jesus Cristo por meio do genuíno Evangelho bíblico?...
E quem, continuamos a perguntar nós, senão Satanás poderá estar movendo todos estes cordelinhos?
Pastor Celestino Torres de Oliveira

QUE FUNDAMENTO?

O apóstolo Paulo afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que na igreja cristã “ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (I Cor. 3:11).
Apesar desta declaração tão clara de Deus na Sua Palavra, os crentes de hoje, e refiro-me sobretudo aos líderes das igrejas, andam continuamente em busca de gurus ou guias espirituais, procurando inspiração e orientação nos autores dos “best-sellers” contemporâneos…
O dramático é que essa atitude revela não conhecerem verdadeiramente a Jesus Cristo. Pois, se O conhecessem e se alimentassem dos Seus ensinos revelados na Escritura não teriam mais fome espiritual e não necessitariam de outras orientações para a liderança das suas igrejas. Na verdade, não há maior sabedoria do que aquela que Jesus Cristo nos pode dar.
Como consequência, as igrejas contemporâneas estão cada vez mais afastadas duma espiritualidade e duma vivência genuinamente cristãs, duma vivência em conformidade com os ensinos e os exemplos revelados no Novo Testamento.
E cada vez são em maior número os livros que surgem nos escaparates das livrarias evangélicas dando ensinos e novas ou modernas orientações para as igrejas dos nossos dias…
Como se o ensino da Bíblia estivesse ultrapassado para as igrejas de hoje, e estas necessitassem, portanto, de novos ensinos!
A verdade, porém, é que tudo isso só faz com que as igrejas entrem num processo irreversível de apostasia. A tal apostasia de que também Paulo fala como sendo uma realidade que antecederá a segunda vinda de Cristo (II Tess.2:3).

Pastor Celestino Torres de Oliveira

 

A BÍBLIA E OS LIVROS

Um dos problemas graves nas nossas igrejas, cremos nós, tem a ver com o facto dos crentes firmarem cada vez mais as suas convicções e pautarem a sua vivência em livros escritos por homens e não pela Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Assim, lenta mas gradualmente vão-se afastando, eles e as próprias igrejas, da sã doutrina e duma vivência quotidiana em conformidade com a vontade de Deus revelada nas Escrituras.
É verdade que muitos desses livros são escritos por pessoas que se afirmam também cristãs, sendo até líderes de igrejas ou movimentos evangélicos, não deixam, porém, de veicular uma visão humana dos ensinos bíblicos, a visão do autor desses livros.
Ora, ao longo dos séculos, Deus sempre falou à Sua Igreja pelo Seu Espírito, através das Escrituras. Na verdade, só na Bíblia ouviremos a genuína voz de Deus falando aos nossos corações e às nossas mentes. Só Ela foi totalmente escrita por inspiração Divina, sendo portanto a fiel e plena Revelação de Deus aos homens.
Podemos ser enriquecidos espiritualmente, e edificados na fé quando lemos livros escritos por homens de Deus que se inspiram eles também na Escritura Sagrada, procurando ser fiéis aos Seus ensinos… Mas nunca esqueçamos que o verdadeiro alimento espiritual do crente só o encontraremos na Bíblia, e duma forma particular na plenitude da Revelação de Deus dada por Jesus Cristo e em Jesus Cristo, Revelação essa que, uma vez mais, só a encontraremos na Bíblia Sagrada.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

 

INFLUÊNCIAS PERIGOSAS

Um dos maiores flagelos que se abateu sobre o meio Evangélico contemporâneo é, no nosso entender, a ausência do temor do Senhor no coração e na mente daqueles que se dizem crentes em Jesus Cristo. A Bíblia ensina mais do que uma vez que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Temor que é um misto de reverência e adoração, o reconhecimento da transcendência do Altíssimo e da nossa total dependência d’Ele em todas as áreas da nossa vida.
A falta do “temor a Deus” revela-se sobretudo na forma como se vem menosprezando, por vezes de um modo muito subtil, a autoridade da Sagrada Escritura, a Palavra de Deus. Não só as novas traduções vêm pondo em causa a inspiração verbal da Bíblia, mas também a própria forma como alguns comentadores ou expositores da “doutrina cristã” interpretam a Escritura revela uma superficialidade e leviandade que só podem ser fruto da inexistência do temor do Senhor nos seus corações e nas suas mentes... O pior é que através dos seus escritos e da exposição das suas ideias, estão a minar e a destruir igualmente o temor a Deus no coração e na mente daqueles que leem os seus livros ou ouvem os seus discursos.
Assim, as nossas igrejas vão-se degradando em termos espirituais (mesmo que eventualmente cresçam em número de membros) e vão-se afastando da verdadeira sabedoria, aquela que Deus nos dá pelo Seu Espírito e por meio da Sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada!
 
Pastor Celestino Torres de Oliveira

 

A VERDADEIRA FACE DA APOSTASIA

Para podermos detectar a apostasia e reconhecê-la no seio de uma igreja local temos de saber primeiro quais são as atitudes que levam uma igreja a apostatar da sua fé.

1.  Um atenuar progressivo do reconhecimento do carácter normativo da Escritura, enquanto Palavra de Deus, cuja autoridade é absoluta.

2.  Uma ignorância cada vez maior dos ensinos da Escritura, um não aprofundar da doutrina bíblica e uma indiferença em relação às coisas espirituais.

3.  Um amor ainda ao mundo: conformidade com as suas práticas, fascínio pelos seus valores e adopção dos seus métodos e conceitos.

Por natureza, a apostasia é uma perda da presença e do poder de Jesus Cristo, o Cabeça da Igreja. Perda que se reflete quer na doutrina, quer na prática.
A apostasia ganha raízes quando surge uma falta de apetite pela Palavra de Deus e uma noção de que certos ensinos bíblicos constituem “problemas” que podem afectar a união entre todos os membros da igreja. Então esses ensinos serão omitidos ou mesmo negados, e o Evangelho bíblico dá lugar a um “outro evangelho” humanista e superficial (Gálatas 1:6-9).
A apostasia elimina a santidade na prática do Evangelho, conduzindo à conformação com o mundo.
Seria bom verificarmos se na nossa mente e no nosso coração a prática da doutrina bíblica está a ser substituída por ideias humanas, por filosofias influenciadas pelo politicamente correto… Ou será que a prática de certos “dons carismáticos” é mais importante para nós do que a fidelidade aos ensinos bíblicos?
Qual a nossa atitude no culto público: adoramos e louvamos a Deus em espírito e em verdade, com toda a reverência que Ele requer? Ou preferimos “cultos menos solenes”, no estilo de arraial popular, sem profundidade espiritual e sem fundamentação Neo-Testamentária?

Pastor Celestino Torres de Oliveira