segunda-feira, 23 de outubro de 2017

CONVITE

 
A 1ª Igreja Baptista de Lisboa (Rua Lucinda Simões- Junto ao Mercado de Arroios) comemorará mais um ano da Reforma Protestante, no próximo domingo 29 de outubro.
Às 10:30 H abordaremos os factos históricos relativos a este movimento.
 
Às 16 H no Culto Dominical serão tratados os aspetos doutrinários.
 

AINDA É IMPORTANTE A REFORMA?


No próximo dia 31 de Outubro celebraremos a passagem de mais um aniversário do movimento que reconduziu a Igreja aos cinco pilares do evangelho. Pilares esses que haviam sido esquecidos e deturpados ao longo da história e da tradição romanas. Infelizmente, ainda hoje, os desvios doutrinários precisam de ser combatidos, e nós, como discípulos de Cristo, devemos proclamar as verdades bíblicas e permanecer nelas.
Perante a avalanche do conhecimento humano que pretende ter a primazia do saber confiemos somente na Escritura (Sola Scriptura). Quando as filosofias de auto-ajuda procuram tiranizar as nossas mentes permaneçamos na graça somente (Sola Gratia). Quando os movimentos de religiosidade nos cercam permaneçamos somente na fé (Sola Fide). Perante “gurus” e outros “senhores” que procuram manietar-nos sigamos somente a Cristo (Sola Christus). Perante o endeusamento do “eu” queiramos glorificar somente a Deus (Soli Deo Gloria).
Qual a importância e significados destas 5 proposições?
Sola Scriptura (somente a Escritura): Bíblia não é apenas uma fonte da revelação de Deus ao homem, mas é a única regra de fé e prática. As tradições humanas, e todo o pensamento humano precisam de passar pelo crivo da Palavra de Deus. Ela é a única autoridade da vontade revelada de Deus para o homem. A igreja não está acima da Palavra, mas é governada por ela.
Sola Fide (somente a fé): este princípio afirma que o homem é justificado única e exclusivamente pela fé, independente das obras da lei. A base da salvação não é o esforço humano, mas o sacrifício substitutivo de Cristo na cruz. Recebemos a salvação oferecida por Deus pela fé e não como resultado das nossas obras. As obras são consequência da salvação e não a sua causa.
Solus Christus (somente Cristo): A Reforma restabeleceu a verdade fundamental de que existe um único mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo. Ele é o único Salvador e Senhor e em nenhum outro nome há salvação. Jesus é o caminho para Deus. Ele é o pão da vida, a fonte da água viva. O acesso a Deus faz-se única e exclusivamente por meio de Jesus.
Sola Gratia (Somente a Graça): A graça é um dom imerecido de Deus. Fomos escolhidos por Deus para a salvação não por causa dos nossos méritos, obras ou religiosidade, visto que éramos inimigos de Deus. Estávamos cegos, perdidos e mortos nos nossos delitos e pecados. Mas, apesar da nossa terrível condição, Deus nos amou e de graça nos salvou, em Cristo Jesus.
Soli Deo Gloria (somente a Deus a glória): Deus não reparte a sua glória com mais ninguém. É Ele e não o homem o centro de todas as coisas. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. Não é Deus quem vive para a glória do homem, mas é o homem que deve viver para a glória de Deus.
Deus e não o homem é o centro do universo.
Sempre que a igreja se desvia destas verdades, precisa de parar e confrontar a sua teologia e a sua vida à luz das Escrituras e voltar ao seu primeiro amor.
Será que a Igreja que se denomina evangélica hoje em dia ainda defende estes princípios? (Sela – isto é, pensai nisto!)

sábado, 28 de março de 2015

CONVITE



A Primeira Igreja Baptista de Lisboa vem convidá-lo(a) a assistir aos cultos de Páscoa nos dias 1, 2, 3 às 20 horas e no dia 5 (Domingo de Páscoa) às 11.00 e às 16:00 horas na Rua Lucinda Simões, 7 (próximo do Mercado de Arroios).
Os Cultos terão a participação do Coro da Igreja entoando hinos alusivos à Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.
Desejamos-lhe uma SANTA e FELIZ PÁSCOA!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O SEGREDO DAS NOVAS TRADUÇÕES


Hoje em dia encontramo-nos perante um número considerável de diferentes traduções da Bíblia. Não devemos supor que tal diversidade seja desejável ou mesmo inocente, na medida em que o significado que qualquer texto comunica se vê influenciado por uma variedade de factores que a maior parte dos leitores ignora. Na verdade o método usado para a tradução da Bíblia revela não só a cosmovisão dos tradutores e editores, mas também o respeito e o valor que eles atribuem à Bíblia. Para além de questões morfológicas e sintacticas, o produto final de qualquer tradução reflectirá  sempre o conceito que o tradutor tem do próprio texto bíblico, ou seja, a teologia do tradutor quanto à natureza da Bíblia influenciará o modo como ele manejará o texto e as liberdades que adoptará ou não ao traduzir as Escrituras.
Durante séculos, as traduções da Bíblia foram feitas sempre pelo método da correspondência formal, o qual podemos definir como a busca fiel do conteúdo semântico de cada vocábulo ou palavra no interior do campo morfológico ou sintactico, a fim de obter um vocábulo com idêntico conteúdo semântico (significado) na língua receptora.
Actualmente, porém, está em voga um novo método de tradução, chamado equivalência dinâmica, no qual o tradutor procura captar já não o conteúdo semântico de cada vocábulo, mas sim o da expressão global. Por outras palavras, o tradutor interpreta a ideia contida numa frase ou conjunto de frases para depois transmiti-la por outros vocábulos ou palavras para a língua receptora, procurando tornar essa ideia mais compreensível aos leitores. Verificamos, assim, que se toda a tradução implica forçosamente uma certa interpretação, o método da equivalência dinâmica faz da tradução exclusivamente uma interpretação.
O problema que se coloca com uma tradução que opta por este método é o facto, por exemplo, do tradutor em vez de permitir que as dificuldades ou ambiguidades do texto original permaneçam no texto da língua receptora, recorra à sua própria interpretação, sempre parcial ou tendenciosa e incompleta, a fim de eliminar tais dificuldades ou ambiguidades. Deste modo, o tradutor pode excluir outras opções legítimas de interpretação e, eventualmente, nalguns casos eliminar a correcta interpretação do texto original, em favor da sua própria teologia. Vemos assim que o produto final não é propriamente uma tradução, mas antes uma interpretação, um comentário ou síntese do original.
Nunca esqueçamos que o conteúdo semântico depende da sua expressão formal. Substituir uma palavra, ou vocábulo, por outra desvirtua ou falseia quase sempre a ideia original. O método apelidado de equivalência dinâmica não é apropriado para ser usado na Bíblia, na medida em que retira aos seus leitores a responsabilidade de interpretarem pessoalmente as Escrituras e de serem individualmente interpelados e ensinados pelo Espírito Santo, colocando a  tarefa de interpretação da Palavra de Deus nas mãos de um grupo de eruditos, os tradutores e editores da Bíblia.
Dissemos no início que o produto final de qualquer tradução da Bíblia reflectirá também o conceito que o tradutor tem do próprio texto bíblico, ou seja, a teologia do tradutor quanto à natureza da Bíblia influenciará o modo como ele manejará o texto, e as liberdades que adoptará ou não ao traduzir as Escrituras.
Se analisarmos a história da teologia verificaremos que ao longo dos séculos vigorou sempre entre os cristãos o conceito de inspiração plenária da Bíblia, o que significa que a Bíblia é a Palavra de Deus, uma Auto-Revelação de Deus aos homens mediante a instrumentalidade de certos seres humanos escolhidos e inspirados pelo próprio Deus a fim de, no pleno uso das suas personalidades, experiências e intelectualidade, mas sob a direcção e inspiração do Espírito Santo, transmitirem aos homens a verdadeira Palavra e Revelação de Deus. Nesta inspiração Divina incluem-se as próprias palavras usadas pelos autores sagrados nos manuscritos originais.
Um tal conceito de inspiração plenária das Escrituras terá tremendas implicações práticas na tradução da Bíblia. Como já afirmámos anteriormente, o conteúdo semântico depende da sua expressão formal. Queremos com isto dizer, que os pensamentos são expressos através das palavras, pelo que se acreditamos que os pensamentos da Escritura foram inspirados pelo Espírito Santo, certamente que o mesmo Espírito guiou igualmente os autores sagrados na escolha das palavras mais apropriadas e exactas para a transmissão desses pensamentos vindos do próprio Deus. Pelo que todo o tradutor, ou grupo de tradutores, que creia na inspiração plenária das Escrituras só poderá, de forma coerente, adoptar o método da correspondência formal.
Chegamos agora à raiz do problema, à razão de ser de todas estas novas traduções que falseiam em parte e banalizam totalmente a Palavra de Deus: a teologia liberal!
Tal teologia não crê na inspiração plenária das Escrituras, considerando-as não como Palavra de Deus, mas sim como o testemunho da experiência religiosa que certas pessoas tiveram no passado no seu relacionamento com Deus e com Jesus. Deste modo, a Bíblia é fruto daquilo que essas pessoas acreditavam e pensavam e não a Auto-Revelação de Deus dada através delas pelo Espírito Santo.
Ora, se a Bíblia é apenas um relato da experiência religiosa de algumas pessoas com Deus, uma tradução moderna deverá legitimamente reflectir também a experiência dos homens de hoje no seu relacionamento com Deus. Este conceito da Bíblia, totalmente oposto ao conceito histórico de inspiração plenária das Escrituras que sempre predominou no seio do Cristianismo, explica as liberdades tomadas pelos novos  tradutores para abandonarem, por exemplo, o uso de certos vocábulos que eles pretendem ser demasiado teológicos ou religiosos e controversos para o leitor moderno.
Em vez de transmitir os pensamentos inspirados, uma tradução de equivalência dinâmica acaba por se transformar numa paráfrase ou comentário do texto original, não transmitindo fielmente o conteúdo doutrinário desse texto.
A insistência na afirmação de que a mensagem da Bíblia deve ser comunicada às novas gerações numa linguagem moderna e acessível, à custa do léxico e da estrutura formal do texto original, revela ainda a convicção de que o texto original, e a sua fiel transmissão no idioma receptor, não pode comunicar fiel e verdadeiramente a mensagem da Bíblia aos leitores de hoje. Ou seja, deixou de se acreditar que Deus pode falar e fala de facto aos homens de todas as gerações por meio da Sua Palavra, inspirada aos Seus instrumentos humanos pelo Espírito Santo. As gerações modernas só têm direito ao comentário ou interpretação que é feita pelo tradutor o qual será sempre fruto da sua própria exegèse do texto original, inspirada na sua teologia pessoal. Concluímos, uma vez mais, que a postura de qualquer tradutor, ou grupo de tradutores da Bíblia, será sempre consequência da sua teologia e das suas pressuposições acerca da natureza do texto bíblico.
O que nos deixa perplexos é que alguns lideres religiosos, considerados como conservadores, não vejam esta realidade e continuem a apoiar e a disseminar nas suas igrejas traduções espúrias da Escritura, fundamentadas num conceito que se opõe à inspiração plenária da Bíblia!
Pastor Celestino Torres de Oliveira
 

QUAL A PRIORIDADE?

O testemunho dos apóstolos e discípulos de Jesus narrado no Novo Testamento coloca uma questão crucial a cada um de nós hoje: O que é que de facto tem a prioridade no nosso quotidiano? Que tenhamos uma boa alimentação, um bom emprego, uma vida financeiramente próspera e feliz? Se este fosse o alvo prioritário da vida humana, então os apóstolos e discípulos de Jesus tinham falhado totalmente e a sua vida teria sido um verdadeiro fracasso.
Acontece, porém, que a verdadeira prioridade na vida de todos os homens está longe de ser aquela que referimos e que continua a ser a força dinamizadora na vida de muitos neste mundo. A prioridade na nossa vida deverá ser a de irradiar à nossa volta a verdade e a salvação de Deus reveladas em Cristo Jesus. Irradiar essa realidade através da nossa vivência, no nosso meio familiar, no nosso emprego, no meio social onde nos movemos.
O que verdadeiramente importa é que no meio da desilusão, da corrupção e da desordem que controlam a vivência dos nossos contemporâneos, nós possamos ser sinais visíveis da redenção e da salvação que Deus veio trazer a este mundo na Pessoa do Seu Filho.
A salvação do mundo, incluindo toda a criação é uma realidade futura incontornável, pois Jesus Cristo, a própria Palavra criadora de Deus, habitou neste mundo corrompido a fim de libertá-lo da corrupção e restaura-lo para uma vida gloriosa e eterna, na qual se manifestará plenamente a magnificência e a majestade do Reino de Deus.
Por enquanto, esta Revelação de Deus, encontra-se oculta para muitos. Compete àqueles que já A receberam e n’Ela creem transmiti-la com fidelidade e no poder do Espírito Santo àqueles com os quais convivem diariamente.

Pastor Celestino Torres de Oliveira

 

“CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO

Gostaria bem de crer, mas não consigo! Parece que um muro abrupto se ergue diante de alguns quando lhes dizem: “Crê em Jesus Cristo”!
No entanto, o carcereiro de Filipos, a quem foi dirigida esta palavra (At.16:31), fez algo bem diferente do que escalar a um muro. Ele estava à beira do suicídio, e foi nessa situação que escutou a boa nova de Jesus Cristo. E, quando esta boa nova ecoa no coração e na mente do pecador tudo muda radicalmente na sua vida.
Estávamos numa situação em que tudo parecia ruir à nossa volta, as nossas esperanças tinham dado lugar ao desespero ou a uma cínica indiferença, mas eis que alguém nos anunciou Jesus Cristo, ou lemos a Bíblia e Ele Se nos revelou…Então, a luz brilhou de súbito na nossa vida, uma luz que vai iluminando cada vez com maior intensidade todo o caminho que percorremos, enchendo-nos de força para viver. Na verdade, quando Jesus Cristo se torna Senhor da nossa vida, nós encontramos n’Ele o socorro e a paz de que carecemos, pois Ele nos liberta de nós mesmos e de todos os nossos fardos.
Deixemos, portanto, de enfatizar no nosso testemunho o ardor da nossa conversão, o poder da nossa oração ou da nossa fé, o valor da nossa higiene mental ou espiritual, deixemos de enfatizar o nosso “eu”, pois é em Jesus Cristo, e só em Jesus Cristo que Deus nos liberta e nos concede tudo aquilo de que necessitamos para esta peregrinação terrena e para toda a eternidade. Só em Jesus Cristo somos libertados do medo proveniente do poder do pecado, das enfermidades e da morte.
Pastor Celestino Torres de Oliveira

A ÚNICA ESPERANÇA

Como é grande a desorientação que inspira e controla o mundo dos nossos dias! Vive-se sob o domínio de um relativismo filosófico que nega e se opõe a qualquer noção de verdade absoluta. É natural que cada vez seja maior a anarquia política e o caos social, com todas as suas repercussões nas diferentes áreas da vida humana.
No meio de todo este relativismo, também espiritual, para o qual todas as religiões estão ao mesmo nível, e se busca um sincretismo que englobe a todas elas, é natural que a superstição inerente à natureza humana decaída, venha à superfície e se revele nas inumeráveis multidões que são atraídas por todos aqueles que garantem oferecer a solução para os problemas que afetam o quotidiano de cada um. Muitos trazem um amuleto ao peito ou suspenso no seu automóvel!... Mas nada disto pode satisfazer verdadeiramente!
De facto, quer os homens creiam ou não, Deus existe! Ele é o Criador e Sustentador dos céus e da terra. Por isso mesmo, a vida humana só tem sentido quando orientada para Deus, na busca da Sua glória e na obediência à Sua vontade.
Neste novo ano, a missão das igrejas cristãs continuará a ser a de iluminar um mundo cada vez mais tenebroso, trazendo esperança ao coração daqueles que vivem no deserto árido e desolador que lhes é oferecido por toda a espiritualidade pagã e por toda a filosofia ateia e relativista.
Jesus Cristo veio ao mundo para libertar os homens de toda a escravidão filosófica e espiritual em que se encontram. Ele veio ao mundo para testemunhar da Verdade absoluta, e para com Ela nos tornar homens e mulheres verdadeiramente livres!
Pastor Celestino Torres de Oliveira