sábado, 3 de dezembro de 2011

A GRANDE INTERROGAÇÃO

Creio que a nossa experiência como Cristãos do século XXI é a mesma de todos os crentes que nos precederam: só compreendemos verdadeiramente o alcance das profecias bíblicas quando elas se concretizam ou estão em vias de se cumprirem no tempo.

De facto, a situação que vivemos actualmente no meio religioso denominado “Evangélico” faz-nos compreender muita coisa que era para nós misteriosa há alguns anos atrás, nomeadamente na nossa juventude… Como seria possível surgirem tantos falsos profetas fazendo sinais e maravilhas em nome de Cristo, apesar de viverem no pecado, praticando a iniquidade (Mat. 7:22-23)?

E que dizer da tremenda interrogação que o Senhor deixou no ar: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc. 18:8). Por ironia talvez nunca tenha havido tantos movimentos de fé e tantas igrejas que reclamam para si a unção do Espírito. No entanto, onde está a verdadeira fé? Onde está a fé que leva o crente a esquecer-se de si mesmo e dos seus problemas, sejam de que ordem for, a fim de viver para Cristo, buscando o Seu reino e a Sua justiça, mesmo no meio de perseguições e provações?

A fé do verdadeiro discípulo de Cristo implica auto-negação, o morrer para si mesmo, o carregar diário da sua cruz. Uma fé tão distante e diversa daquela que proclamam os tais movimentos modernos de fé, os quais buscam apenas a realização dos desejos da carne, a satisfação das necessidades do homem, e não a glória de Deus.

É óbvio que Cristo satisfaz plenamente todo aquele que n’Ele crê e n’Ele confia em todas as circunstâncias da sua vida…

Mas buscamo-Lo verdadeiramente a Ele, ou desejamos apenas que Ele supra todas as nossas carências e satisfaça todas as nossas necessidades? (João 6:26-27)

Amamo-Lo a Ele ou a nósmesmos?

Pastor CelestinoTorres de Oliveira

HAVERÁ RETORNO?

Para podermos cultuar a Deus como ele requer e como Ele é digno, temos de conhecê-Lo e de amá-Lo tal qual Ele é e Se revela a nós nas páginas da Sagrada Escritura.

Só quando o Senhor Se revela em Cristo na grandeza da Sua glória e da Sua majestade, na beleza da Santidade, é que nós O podemos conhecer, amar e servir, tributando-Lhe o verdadeiro culto, em espírito e em verdade, com temor e tremor, com toda a reverência e elevação espiritual.

A falta de reverência no culto, ou na casa de oração, revela ausência do temor devido ao Senhor, e é consequência duma profunda ignorância acerca de Deus e da Sua Santidade.

Vemos com apreensão que os crentes evangélicos lêem cada vez menos a Bíblia, têm cada vez menos conhecimentos dos ensinos da Escritura, da Palavra de Deus. Não admira que comece a germinar o vírus da superstição e da heresia no seio de igrejas que mantêm o rótulo de “Evangélicas”. Muito do que hoje se faz em vários lugares de culto é mais influenciado por crenças, ritos e superstições de religiões pagãs orientais e africanas, do que pelos ensinos e práticas que Jesus e os Seus apóstolos nos deixaram como legado e fundamento do culto que deve ser prestado a Deus.

Para além destas influências pagãs, a Igreja vê-se ainda invadida pelo espírito deste século, pela conformação com o mundo, por vezes naquilo que ele tem de mais degradante e decadente, e isto ao nível do louvor que se pretende tributar ao Senhor.

Estamos a necessitar de novo, como há quase cinco séculos atrás, duma REFORMA que traga de volta as nossas igrejas à pureza do Evangelho de Cristo, à pureza do louvor que, à luz do Novo Testamento, se deve prestar ao Senhor.

Pastor CelestinoTorres de Oliveira

sábado, 19 de novembro de 2011

PRUDÊNCIA E SABEDORIA

A prudência, à luz da Bíblia, implica um sábio proceder na vivência do dia a dia e nas decisões práticas que têm de ser tomadas continuamente por nós. A prudência é também chamada “a ciência do santo” (Prov. 9:10), pois o homem piedoso é alguém que nos seus empreendimentos se dá ao trabalho de saber como actuar e de planear de um modo realista a sua acção.
O sinal mais evidente da prudência consiste no reconhecimento da soberania de Deus em todas as áreas da vida humana, levando o homem a temer o Senhor e a buscar a Sua direcção em todos os momentos e circunstâncias. O homem prudente é verdadeiramente sábio ao reconhecer que todas as suas capacidades vêm de Deus (Tiago 1:17; I Cor. 4:7; II Cor. 3:5).
A sabedoria, na Bíblia, não é uma amálgama de conhecimentos intelectuais, consiste no saber viver, num sentido correcto das prioridades na acção, no bom discernimento que leva o homem a tomar as melhores opções no seu quotidiano. Ela é fruto duma relação íntima com Deus, do pôr em prática da Palavra do Senhor, vivendo em conformidade com os Seus ensinos.
Só aquele que reconhece a soberania e o poder de Deus na sua vida é verdadeiramente sábio, caso contrário será um louco ou néscio (Sal. 53:1). Assim, a busca da sabedoria implica sempre conversão a Deus e o desviar-se de todo o mal (Prov. 8:13). Significa abandonar o anseio utópico e pecaminoso pelo qual o homem deseja viver de modo autónomo em relação a Deus (Prov. 14:12).
A verdadeira sabedoria encontra-se no reconhecimento de que todos os nossos passos são dirigidos pelo Altíssimo, e por isso nunca podemos compreender plenamente o que nos sucede no quotidiano (Prov. 20:24).

Pastor CelestinoTorres de Oliveira

REVERÊNCIA NOS CULTOS

. Não entres durante uma oração. Espera à porta!
· Não entres durante a leitura da Bíblia!
· Não entres durante uma música especial!
· Não mudes de um lugar para o outro, depois de sentado na casa do Senhor!
· Não te sentes na extremidade de um banco desocupado, impedindo a entrada de outros!
· Ao entrares na casa do Senhor, ocupa o teu lugar e espera o início do culto silenciosamente, em atitude de oração!
· Nunca esperes que o culto comece para depois entrares!
· Não fales durante o culto, sob pretexto nenhum!
· Não leias revistas, jornal ou qualquer outra coisa, durante o culto!
· Não desvies a tua atenção durante uma oração!
· Presta atenção aos hinos e à mensagem bíblica!
· Nunca olhes para trás!
· Ora intimamente pelo pregador e pelos perdidos, para que o culto seja de acordo com a vontade de Deus!
· Evita sair da casa de oração, durante o culto!
· Terminada a reunião, retira-te em silêncio. À porta, então, cumprimenta cortesmente os visitantes, convidando-os a voltar!

(Transcrito)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

RETORNO ÀS ORIGENS

Os Evangélicos vivem uma das épocas mais confusa e decadente da sua história, em virtude dos inúmeros desvios da verdade bíblica que têm surgido nos últimos anos no seu seio. Torna-se, portanto, vital assumirmos a nossa identidade histórica, como Baptistas e como Evangélicos. A nossa fé tem de firmar-se exclusivamente nos ensinos da Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. Qualquer movimento do Espírito Santo tem como fundamento a Verdade, tal como a Bíblia no-La revela.

O retorno à Verdade Bíblica, aos ensinos de Jesus Cristo e à simplicidade litúrgica do Novo Testamento foram os alvos prioritários da chamada Reforma Protestante do século XVI.

Foram 4 os princípios fundamentais da Reforma religiosa:

1. A supremacia da Escritura Sagrada sobre a tradição dos homens

2. A supremacia da fé sobre as obras: pois as obras que agradam ao Senhor serão sempre o fruto da verdadeira fé, a qual é obra de Deus no homem.

3. A soberania absoluta da Graça Divina na redenção e justificação dos pecadores

4. O sacerdócio universal ou de todos os crentes em Cristo.

Mas o objectivo último do Protestantismo Evangélico é trazer cada homem a uma responsabilidade pessoal e a uma união vital com Cristo, o único e todo-suficiente Salvador do pecado e da morte eterna, e só Ele o Senhor das nossas vidas.

Os Baptistas, na sua génese, têm as suas raízes doutrinárias e históricas na Reforma Calvinista. Esta influenciou de tal modo a Igreja de Inglaterra que levou à dissidência de muitos que queriam uma igreja mais conforme nos seus ensinos e na sua vivência, com os princípios e ensinos do Novo Testamento. Foram perseguidos e tiveram de se refugiar na Holanda. Foi em Amsterdão que se organizou em 1609 a primeira igreja nos mesmos moldes das igrejas Baptistas da actualidade. Voltando mais tarde à sua pátria, as igrejas Baptistas do Reino Unido reuniram-se em Londres numa grande assembleia, em 1689, tendo redigido então a grande Confissão de Fé Londrina, que ainda hoje é adoptada pelas igrejas Baptistas mais Conservadoras e fiéis à Palavra de Deus.

Esta confissão de fé foi adoptada em 1744 pelos Baptistas dos Estados Unidos e apelidada de Confissão de Fé de Filadélfia.

No século XIX, o grande pregador Baptista Spurgeon reeditou também para a sua igreja em 1855 a Confissão de Fé Londrina de 1689.

Assim, se quisermos manter a nossa identidade temos de firmar-nos na fé uma vez dada aos santos, a qual se alicerça na Bíblia, a Palavra de Deus infalível e inerrante. Nadapodemos acrescentar ou omitir à Escritura Sagrada.

A Revelação de Deus é gradual ao longo do Velho Testamento e atinge a plenitude em Jesus Cristo, o próprio Verbo de Deus incarnado, no Qual habita a plenitude da Divindade. Assim, o Novo Testamento é a Revelação máxima e final de Deus aos homens. É a Ela que temos de ouvir e n’Ela permanecer.

Pastor Celestino Torres de Oliveira