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NOVO ALERTA

“Há um Cristianismo original, puro, perfeito e revelado: é o Cristianismo dado no Novo Testamento por Aquele que é o Autor e Consumador da fé. O Espírito Santo deu, preservou e perpetuou no Novo Testamento o testemunho literário desse Cristianismo original, o Cristianismo de Cristo. Manter diante de nós o alvo deste Cristianismo revelado, cujo autor é Jesus Cristo, repudiando toda a mistura de tradições humanas é a marca distintiva do povo Baptista ao longo dos séculos. Para nós basta o Novo Testamento, a autoridade do Senhor vivo, o Salvador omnipresente com as Suas igrejas e a iluminação e o poder do Espírito Santo. Anelamos reter os factores que criaram o Cristianismo que Jesus e Seus apóstolos deixaram como herança imutável dos séculos. Cremos que toda a Bíblia, incluindo portanto o Velho Testamento, é a Palavra de Deus. Mas a Revelação que Deus deu aos homens é progressiva. O auge, o zénite, o ponto final da perfeita Revelação é Jesus.” Citamos, duma forma livre, estas afirmações ...

A INSPIRAÇÃO DE PAULO

Satanás está espalhando a confusão e a dúvida no coração e na mente de alguns crentes ao insinuar que os ensinos que encontramos nas cartas apostólicas, nomeadamente nas epístolas de Paulo, não têm a mesma inspiração divina que os ensinos exarados nos Evangelhos. É doutrina fundamental das Igrejas Cristãs que toda a Bíblia, e neste caso todo o Novo Testamento é divinamente inspirado. Paulo não foi mais, nem menos inspirado do que Mateus, Marcos, Lucas e João quando escreveram os Evangelhos. Estes narram sobretudo o ministério de Jesus Cristo, Seus ensinos, Seus milagres, Sua morte, ressurreição e ascensão. Mas, como o próprio Senhor afirmou no Evangelho (Jo.16:12-14) ainda havia muita coisa a ensinar para além daquilo que Ele já havia ensinado… Havia toda a orientação necessária para a organização e disciplina das igrejas, para uma vivência segundo a vontade de Deus em várias áreas que constituíam novidade para os crentes de então. Para isso, foi enviado o Espírito Santo que instruiu e...

HEBREUS 8:8-13

Há nos nossos dias alguns cristãos que pretendem um retorno à Velha Aliança que o Senhor estabeleceu com Israel. Tal como acontecia nos tempos dos apóstolos os judaizantes estão de volta… Querem impor-nos restrições alimentares que foram abolidas por Cristo mediante o Seu sacrifício expiatório na cruz; buscam a inspiração para o louvor a Deus e o culto que Lhe deve ser prestado não no Novo Testamento, mas sim à luz do Velho Testamento, esquecendo o ensino de Jesus à mulher samaritana, e o sentido simbólico e figurativo do culto vetero-testamentário. Não têm em conta o facto da Revelação de Deus aos homens ser gradual e progressiva culminando na Revelação máxima em Jesus Cristo, perfeita na Sua plenitude e, por isso mesmo, final. Estamos de volta a uma ênfase nos jejuns e nas boas obras, empalidecendo assim o Evangelho da Graça de Deus revelada em Jesus Cristo e por Jesus Cristo. Querem voltar ao vinho velho em odres velhos… Parece que tudo depende daquilo que os crentes fazem, não tend...

ACTOS 2:41-42

A Escritura diz-nos que aqueles que se baptizaram no dia de Pentecostes, sendo assim agregados à igreja, perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, na celebração da Ceia do Senhor e nas orações. Eis quatro áreas em que todos os crentes em Jesus Cristo devem perseverar, permanecer firmes e fiéis. Sobretudo na época em que vivemos, importa preservar a doutrina apostólica e procurar viver em conformidade com os ensinos do Novo Testamento. Cuidado com as falsificações modernas que transformam o Evangelho de Jesus Cristo num outro “evangelho”, sem cruz, sem auto-renúncia, sem santificação, nem mortificação dos desejos da carne. Um “evangelho” que alimenta o egoísmo humano e que mantém o pecador fechado sobre si mesmo, tendo como desejo prioritário a satisfação das suas necessidades carnais e temporais. Um “evangelho” que nada muda na vida daqueles que dizem ter sido convertidos a Cristo, e que por isso não tem qualquer impacto na vida social. A verdadeira conversão a Deus...

UMA RECORDAÇÃO

Desci às águas do baptismo quando tinha doze anos de idade, e ainda me recordo da emoção que senti no momento em que fui sepultado nas águas, numa identificação com Cristo na morte, a fim de também com Ele ressuscitar para uma vida nova. Obviamente que não possuía então os conhecimentos e a consciência que hoje tenho acerca das coisas de Deus e da minha responsabilidade enquanto discípulo de Cristo, contudo experimentei na minha infância uma fé pura e genuína em Jesus Cristo que ainda recordo com saudade. Lembro-me, sobretudo, da primeira pergunta que me foi feita pelo pastor Paulo Torres aquando da minha profissão de fé. Levantando a Bíblia, ele perguntou: Que livro é este? E eu respondi, é a Bíblia. Sim, continuou o pastor Torres, e o que é a Bíblia? É a Palavra de Deus, retorqui. Creio que foi esta convicção que sempre permaneceu em mim, que impediu, em certos momentos de crise espiritual, que me afastasse da verdade revelada em Jesus Cristo nas páginas da Sagrada Escritura. É ainda...

EM RELAÇÃO AO BAPTISMO

É falsa a afirmação de que os Baptistas só baptizam adultos. Na realidade, nós baptizamos só crentes após profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Um dos grandes pioneiros do trabalho Baptista no Brasil, e que influenciou também grandemente a nossa Denominação aqui em Portugal, William Taylor escreveu o seguinte no seu tratado sobre o “Baptismo Bíblico”: “Os Baptistas não fazem a mínima objecção ao baptismo de crianças. Sei por experiência pessoal da salvação que gozo em Jesus Cristo que eu a recebi pela fé cinco anos antes de findar a minha menoridade. Entendi perfeitamente o Evangelho desde os meus seis anos de idade como o entendo hoje, e se não fosse a inerente depravação do meu coração juvenil eu teria sido crente naquela idade, como o meu irmão o foi com oito anos, sendo baptizado com nove anos. São milhares de crentes no mundo inteiro que podem testemunhar a sua conversão a Cristo e baptismo antes de chegarem a ser adultos. Carey Bonner, eminente Baptista inglês e...

A oração

Infelizmente parece que os cristãos estão a esquecer cada vez mais os ensinos de Jesus para todas as áreas da nossa vida, incluindo o Seu ensino relativo à oração (Mat. 6:5-13). Oração é comunhão com Deus, íntima e profunda, que se expressa em palavras, as quais devem refletir o que vai no nosso coração. Não é motivo para ostentação da nossa fé ou dos nossos conhecimentos bíblicos quando ela é proferida em lugares públicos, na congregação local em que nos reunimos para prestar culto a Deus. Devemos respeitar os alvos propostos pelo nosso Mestre para a oração: Glorificar a Deus no desejo de que o Seu nome seja santificado e a Sua soberania uma realidade visível tanto na terra, como no céu, e na nossa própria vida. O reconhecimento da nossa total dependência de Deus no dia a dia e nos mais ínfimos pormenores e necessidades da nossa vida. O anseio sincero de que a Sua vontade prevaleça em todos os momentos e circunstâncias. O verdadeiro crente, embora não possa deixar de ter ...