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Mensagens

Nascemos de novo?

Uma das características mais evidentes na vida daqueles que possuem o amor de Cristo nos seus corações é a de viverem não mais para si mesmos, mas sim para Aquele que por eles morreu e ressuscitou (II Cor.5:14-15). Se já morremos com Cristo é a fim de vivermos também n’Ele e por Ele, pelo que a nossa vida já não nos pertence, já não é verdadeiramente “nossa”, pois agora Jesus Cristo é o nosso Senhor, portanto a “nossa” vida pertence-Lhe a Ele. Na prática esta realidade revela-se num esquecimento de nós mesmos, dos nossos interesses e desejos humanos, por mais legítimos que sejam, a fim de buscarmos prioritariamente o reino de Deus e a Sua justiça (Mat.6:33). Infelizmente há ainda muitos que dizem ser cristãos, mas pensam apenas na sua saúde física, no seu bem-estar material, e buscam a Cristo sobretudo para a satisfação destas suas necessidades carnais. Revelam, assim, não terem ainda nascido de novo, não serem uma nova criação em Cristo, pois as coisas velhas continuam a ser...

Discisplina eclesiástica

As igrejas têm-se deixado influenciar pelo sentimentalismo que suscita a permissividade. Ao erguerem a tolerância e o pluralismo ao grau de regras supremas, os Cristãos acabam por desprezar e denegrir a disciplina eclesiástica. Em nome do “amor” mal compreendido, as igrejas preferem guardar o membro gangrenado, mesmo sabendo que correm o risco de fazer perecer o corpo todo. O pastor Olivier Favre, ao referir-se a este tema, escreve em forma parabólica: “que diríeis do amor que para convosco testemunharia um médico que recusasse amputar-vos o braço gangrenado devido à grande afeição que tinha para com esse braço?” Tal como o pastor Favre, também nós pensamos que o maior obstáculo ao exercício da disciplina eclesiástica reside na falta de amor para com a Igreja de Jesus Cristo e para com Deus que A salvou. Por isso, se quisermos renovar a prática sadia da disciplina eclesiástica devemos esforçar-nos por redescobrir o carácter de Deus e os Seus atributos. O Deus da Bíbl...

Sinais dos tempos

É impressionante e preocupante verificarmos a enorme influência que o mundo está a ter sobre as igrejas. Temos encontrado crentes de várias congregações que nos confessam com tristeza a sua amargura pelo facto de as suas igrejas já não serem o que eram. E invariavelmente o problema está no tipo de culto que se faz agora nessas casas de oração. Cultos onde não há lugar para a reverência e solenidade, nem para os belos hinos do Cantor Cristão ou do hinário tradicional da igreja. O que está na moda são os chamados “grupos de louvor” constituídos quase sempre por jovens sem qualquer maturidade espiritual, pelo menos a maioria deles, alguns nem ainda sequer foram baptizados e frequentam há bem pouco tempo a igreja, nada sabendo sobre o significado do culto evangélico, nem tendo qualquer experiência, nem consciência do que é um tal culto. Para tais jovens o culto é mais uma diversão, um momento alegre em que podem tocar e cantar o que lhes agrada, sem qualquer sentido do verdadeiro ...

A revolução comercial

A sociedade contemporânea sofre a influência daquilo a que poderíamos chamar uma “revolução comercial”. No mundo moderno o que importa é o estilo, a aparência, o exterior. É a imagem, a embalagem que conta ou que pesa substancialmente na escolha do que se adquire. Este um sintoma inquietante, revelador da superficialidade, da leviandade e da profunda ignorância em que vive grande número dos nossos contemporâneos. No entanto, este sintoma é indiciador de algo muito mais grave quando se deteta no seio dos próprios crentes. Recentemente, fizeram-se estudos nos Estados Unidos sobre as reações dos crentes à prégação do Evangelho. Qual não foi o espanto ao verificarem que o importante para a maioria dos inquiridos não era o conteúdo da mensagem, mas sim o estilo em que era apresentada, nomeadamente, se o prégador sorria muito e contava histórias divertidas… Quanto ao que ele dizia davam pouca importância. Eis um inquérito que veio demonstrar a gravidade da moléstia que afeta as...

Cuidado com o inimigo

Inimigo é muito subtil e ardiloso, transforma-se muitas vezes em “anjo de luz” para melhor enganar e ludibriar os crentes sinceros. Ele usa uma linguagem muito espiritual e um vocabulário bíblico, faz afirmações aparentemente corretas e ortodoxas, ganhando assim a atenção e simpatia do crente, deixando-o desprevenido e desarmado para no momento certo lhe inocular o veneno do erro e da heresia. Veneno que, também ele, passa despercebido, sendo absorvido no meio de todo o eloquente discurso. Há só um meio de não sermos enganados por Satanás nos seus belos e piedosos discursos, é firmar-nos naquilo que constitui a essência do Evangelho, a alma da própria mensagem ou boa nova revelada por Jesus Cristo e transmitida para nós pelos Seus apóstolos, sob a inspiração do Espírito Santo. Afinal, em que consiste a essência do Evangelho?       Simplesmente na revelação de que é Deus Quem nos salva e justifica em Cristo por meio da fé. Isto é obra do Espír...

O equilíbrio

É tão difícil evitarmos os desequilíbrios, cairmos em extremos opostos que são igualmente nocivos para a nossa vida e para a vida da igreja a que pertencemos. Quando as igrejas são frias e os seus cultos se assemelham a velórios, revelando a falta de vida espiritual dos seus membros, aqueles que se insurgem contra uma tal situação têm a tendência de cair num louvor frenético, cheio de vida sem dúvida, mas muito mais carnal do que espiritual. O equilíbrio, a saúde espiritual, está num louvor vivo, alegre e simultaneamente reverente, elevado em termos de conteúdo bíblico, onde haja entusiasmo e solenidade, e uma coisa não anule a outra. O que se passa em relação ao louvor é também verdade no que toca à vivência cristã. Há aqueles para quem a fé em Cristo se resume à vida na igreja, ao nível apenas espiritual. Para outros, a fé cristã é sobretudo ação social, envolvimento com o mundo e com os pobres, na busca de soluções materiais para a vida dos homens e das sociedades env...