Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Discisplina eclesiástica

As igrejas têm-se deixado influenciar pelo sentimentalismo que suscita a permissividade. Ao erguerem a tolerância e o pluralismo ao grau de regras supremas, os Cristãos acabam por desprezar e denegrir a disciplina eclesiástica. Em nome do “amor” mal compreendido, as igrejas preferem guardar o membro gangrenado, mesmo sabendo que correm o risco de fazer perecer o corpo todo. O pastor Olivier Favre, ao referir-se a este tema, escreve em forma parabólica: “que diríeis do amor que para convosco testemunharia um médico que recusasse amputar-vos o braço gangrenado devido à grande afeição que tinha para com esse braço?” Tal como o pastor Favre, também nós pensamos que o maior obstáculo ao exercício da disciplina eclesiástica reside na falta de amor para com a Igreja de Jesus Cristo e para com Deus que A salvou. Por isso, se quisermos renovar a prática sadia da disciplina eclesiástica devemos esforçar-nos por redescobrir o carácter de Deus e os Seus atributos. O Deus da Bíbl...

Sinais dos tempos

É impressionante e preocupante verificarmos a enorme influência que o mundo está a ter sobre as igrejas. Temos encontrado crentes de várias congregações que nos confessam com tristeza a sua amargura pelo facto de as suas igrejas já não serem o que eram. E invariavelmente o problema está no tipo de culto que se faz agora nessas casas de oração. Cultos onde não há lugar para a reverência e solenidade, nem para os belos hinos do Cantor Cristão ou do hinário tradicional da igreja. O que está na moda são os chamados “grupos de louvor” constituídos quase sempre por jovens sem qualquer maturidade espiritual, pelo menos a maioria deles, alguns nem ainda sequer foram baptizados e frequentam há bem pouco tempo a igreja, nada sabendo sobre o significado do culto evangélico, nem tendo qualquer experiência, nem consciência do que é um tal culto. Para tais jovens o culto é mais uma diversão, um momento alegre em que podem tocar e cantar o que lhes agrada, sem qualquer sentido do verdadeiro ...

A revolução comercial

A sociedade contemporânea sofre a influência daquilo a que poderíamos chamar uma “revolução comercial”. No mundo moderno o que importa é o estilo, a aparência, o exterior. É a imagem, a embalagem que conta ou que pesa substancialmente na escolha do que se adquire. Este um sintoma inquietante, revelador da superficialidade, da leviandade e da profunda ignorância em que vive grande número dos nossos contemporâneos. No entanto, este sintoma é indiciador de algo muito mais grave quando se deteta no seio dos próprios crentes. Recentemente, fizeram-se estudos nos Estados Unidos sobre as reações dos crentes à prégação do Evangelho. Qual não foi o espanto ao verificarem que o importante para a maioria dos inquiridos não era o conteúdo da mensagem, mas sim o estilo em que era apresentada, nomeadamente, se o prégador sorria muito e contava histórias divertidas… Quanto ao que ele dizia davam pouca importância. Eis um inquérito que veio demonstrar a gravidade da moléstia que afeta as...

Cuidado com o inimigo

Inimigo é muito subtil e ardiloso, transforma-se muitas vezes em “anjo de luz” para melhor enganar e ludibriar os crentes sinceros. Ele usa uma linguagem muito espiritual e um vocabulário bíblico, faz afirmações aparentemente corretas e ortodoxas, ganhando assim a atenção e simpatia do crente, deixando-o desprevenido e desarmado para no momento certo lhe inocular o veneno do erro e da heresia. Veneno que, também ele, passa despercebido, sendo absorvido no meio de todo o eloquente discurso. Há só um meio de não sermos enganados por Satanás nos seus belos e piedosos discursos, é firmar-nos naquilo que constitui a essência do Evangelho, a alma da própria mensagem ou boa nova revelada por Jesus Cristo e transmitida para nós pelos Seus apóstolos, sob a inspiração do Espírito Santo. Afinal, em que consiste a essência do Evangelho?       Simplesmente na revelação de que é Deus Quem nos salva e justifica em Cristo por meio da fé. Isto é obra do Espír...

O equilíbrio

É tão difícil evitarmos os desequilíbrios, cairmos em extremos opostos que são igualmente nocivos para a nossa vida e para a vida da igreja a que pertencemos. Quando as igrejas são frias e os seus cultos se assemelham a velórios, revelando a falta de vida espiritual dos seus membros, aqueles que se insurgem contra uma tal situação têm a tendência de cair num louvor frenético, cheio de vida sem dúvida, mas muito mais carnal do que espiritual. O equilíbrio, a saúde espiritual, está num louvor vivo, alegre e simultaneamente reverente, elevado em termos de conteúdo bíblico, onde haja entusiasmo e solenidade, e uma coisa não anule a outra. O que se passa em relação ao louvor é também verdade no que toca à vivência cristã. Há aqueles para quem a fé em Cristo se resume à vida na igreja, ao nível apenas espiritual. Para outros, a fé cristã é sobretudo ação social, envolvimento com o mundo e com os pobres, na busca de soluções materiais para a vida dos homens e das sociedades env...

Revelação ou cisternas rotas?

Tertuliano, um dos primeiros grandes teólogos da Igreja, afirmava: “Após Jesus Cristo nós não temos necessidade alguma de especular; conhecendo o Evangelho não temos necessidade de procurar para além dele seja o que for. Quando cremos n’Ele não temos necessidade de crer em qualquer outra coisa, pois então creremos que não há nada mais em que possamos crer.” Não se trata aqui de uma submissão formal à Escritura. Para Tertuliano é Cristo Quem, na Escritura, revela o “sistema” da Verdade que os homens devem crer. Devemos buscar apenas aquilo que Cristo ensinou… A busca da verdade não faz qualquer sentido, e é totalmente vã, a menos que seja feita à luz dos ensinos ministrados pelo próprio Deus na Sua Palavra, a Escritura Sagrada. Ainda para Tertuliano, “o nosso Senhor, quando viveu neste mundo, Ele mesmo declarou Quem era, como Ele cumpria a vontade do Pai, bem como os deveres que Ele ordenava aos homens”. Uma das ideias fundamentais da Reforma do século XVI é a de que o ho...