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Mensagens

Somos perigosos

A educação moderna baseia-se exclusivamente na sabedoria humana. O espírito e a razão do homem são os únicos critérios que definem a “verdade” e o “bem”. Assim, vemos o homem a procurar, fóra de qualquer relação com Deus e com a Sua Palavra, dar respostas a todas as interrogações que lhe são colocadas no dia a dia e pela vida em sentido geral. A filosofia atualmente dominante nas escolas inspira-se em ideias semelhantes às de Dewey (1859-1952), o qual afirmava: “Cremos que os verdadeiros valores e ideais devem deduzir-se do movimento das coisas e da experiência. Assim, não aceitamos que possam ser deduzidos duma autoridade sobrenatural, ou duma fonte transcendente (referia-se à Revelação de Deus na Bíblia)”. Isto significa que a experiência humana seria a chave de todo o conhecimento, o que excluiria qualquer norma absoluta mostrando o que é verdadeiro e o que é falso, o que é bom e o que é mau… se tudo depende da nossa experiência, aquilo que hoje nos parece verdadeiro amanhã...

Contrariando uma lei

Ao refletir sobre uma lei natural e moral bem evidente quer na natureza, quer na vivência social humana: se colocarmos um fruto podre no meio de frutos sãos, ao fim de algum tempo não é o fruto podre que fica são, mas os sãos é que apodrecem… Ao meditar nesta lei natural, lembrei-me da nossa missão de discípulos de Jesus Cristo no meio de um mundo pecaminoso. Como evitar que sejamos contaminados e possamos, pelo contrário, ser instrumentos de purificação e de salvação para aqueles que nos rodeiam e estão apodrecidos no seu pecado? Como evitar que a lei natural se faça sentir também na nossa vivência de cristãos que estão no mundo, mas não são do mundo? Como impedir o contágio do pecado que tão de perto nos rodeia e que sentimos na nossa própria carne?... Então lembrei-me de que o Senhor nos revelou na Sua Palavra o segredo para a não contaminação: sermos revestidos de Cristo, da Sua Justiça e Santidade! Só esse revestimento nos poderá guardar da contaminação do mundo, p...

Louvor ou poluição sonora?

Um certo pastor brasileiro, referindo-se à tendência moderna de procurar louvar a Deus no meio da maior poluição sonora, relata a triste experiência por que passou um dia: “Há algum tempo fui convidado para uma série de conferências evangelísticas em certa igreja. Para abrilhantar a programação do louvor, a igreja convidou um desses conjuntos profissionais, com um camião de instrumentos. Eles ligaram os seus instrumentos a toda a altura, muito tempo antes do culto. Um vizinho da igreja, sentindo-se prejudicado, trouxe a sua aparelhagem de som para a frente da casa e ligou-a também a todo o volume. Naquele dia, quando cheguei para a mensagem, presenciei, à entrada do templo, uma verdadeira guerra de som. O barulho da igreja era insuportável e a vizinhança estava toda agitada lá fora. Confesso que tive vontade de voltar para casa e não prégar…” Nós interrogamo-nos como é possível uma igreja que ostenta ainda o título de Evangélica proceder de tal modo? Que conceito temos nós do louvo...

Testemunhas, onde estão?

A situação de extrema decadência e de profunda imoralidade ou ausência de ética da nossa sociedade devia ser um incentivo ainda maior ao testemunho Cristão, numa vivência claramente distanciada dos padrões do mundo, em obediência aos ensinos e padrões bíblicos. O que nos deixa perplexos é vermos, porém, ser cada vez maior a conformidade com este mundo de muitos que se dizem crentes em Cristo. Embora por vezes falem em ser diferentes, ficamos sem saber o que entendem por ser diferentes, e em que área restrita da vida estão a falar, pois na prática e na generalidade não vemos diferença alguma. A própria liturgia das igrejas, pelo menos de grande parte delas, foi profundamente afetada pelo espírito decadente, e mesmo satânico, que inspira a quase totalidade da Arte Contemporânea, nomeadamente ao nível da música. Se estivermos perante cenas de qualquer conjunto musical rock (ou semelhantes) na televisão e compararmos as reações e a maneira de estar, ou melhor, de se mover das ass...

Alerta bíblico

A Bíblia ensina que a Revelação que Deus deu aos apóstolos e profetas, e que o próprio Deus, pelo Seu Espírito, reuniu para nós na Sagrada Escritura constitui para os nossos dias, de um modo amplamente suficiente, o guia e a regra de fé e de ação para o Seu povo. Não temos mais necessidade de revelações particulares e sobrenaturais da parte do Senhor para O conhecermos e O servirmos como Ele quer. A Sagrada Escritura, como fonte do conhecimento de Deus e da Sua vontade, é para nós muito superior a qualquer revelação particular e subjetiva, a qual, no caso de existir, terá sempre de ser testada pela Escritura a fim de termos a certeza de ser mesmo Deus Quem nos fala e não qualquer espírito enganador. Na Bíblia possuímos toda a Verdade que temos de conhecer para sermos salvos, e não vivermos mais numa contínua ansiedade ou dúvida quanto à origem da Revelação que nos é dada. A Sagrada Escritura é uma fonte simultaneamente objetiva, Divina, imutável e suficiente, permit...

E por que reparas tu no argueiro...

“ E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmãos, e não vês a trave que está no teu olho ? (Mateus 7:3) Esta crítica feita por Jesus aos religiosos do seu tempo não perdeu a mínima atualidade. É tão fácil vermos argueiros nos olhos dos outros e ignorarmos a trave que está nos nossos olhos… Temos sempre a tendência de considerarmos os erros dos outros extremamente graves, enquanto em relação aos nossos erros somos muito brandos, ou até mesmo incapazes de reconhecê-los. Há ainda um outro problema que agrava esta tendência da nossa natureza decaída: As fraquezas humanas variam de pessoa para pessoa, ou seja, uns são fracos e têm inclinação para errar em certas áreas da vida, e outros noutras áreas diferentes… A grande tentação consiste em considerarmos que os erros detetados nas áreas em que não temos fragilidades são erros de maior gravidade, enquanto os erros cometidos dentro das áreas das nossas fragilidades são tidos apenas como leves ou simples fraquezas ...