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Mensagens

Como vemos e sentimos

Geraldo tinha um grande prazer em ir à sua igreja a fim de cultuar a Deus com os seus irmãos na fé. Naquele dia, sobretudo, o culto estava a ser uma grande bênção para ele: sentia uma atmosfera espiritual à sua volta, os hinos eram cantados com vida e ele meditava na profunda mensagem que cada um deles transmitia ao seu coração e à sua mente. Na pregação parecia que Deus estava a falar diretamente para ele, orientando-o, exortando-o e alegrando-o na certeza do perdão e da salvação em Jesus Cristo. Foi imbuído de um sentimento de alegria e profunda paz espiritual que no final falou a alguns dos irmãos e se despediu deles até ao próximo culto. Afonso foi ao culto unicamente por dever e no desejo de descobrir motivos para desculpar as suas inúmeras ausências: ao entrar e sentar-se na casa de oração o seu único cuidado era examinar o que cada um fazia antes de começar o culto. Assim, não lhe passou despercebido que duas irmãs, em vez de estarem em espírito de oração, estavam convers...

Vertigem ou segurança?

  Vivemos uma época em que as mudanças sociais, económicas, culturais e religiosas são de tal modo vertiginosas que nos deixam estonteados e sem rumo definido. Um estudo elaborado por um grupo de sociólogos revelou esta estarrecedora realidade: “Do ano 1 até 1900 houve menos mudanças sociais, culturais e tecnológicas, do que de 1900 a 1990”. Ou seja, em 70 gerações houve menos mudanças do que nas 3 gerações do século XX. E, para se avaliar a forma vertiginosa como as mudanças estão a suceder atualmente, de 1980 a 2010 houve mais mudanças do que do ano 1 até 1980. Não admira que todas as estruturas estejam em vias de dissolução: na economia, na família, na vida social e laboral. Até o papel que cabe a cada sexo desempenhar na sociedade parece incerto, nalguns casos invertendo ou subvertendo a própria ordem natural. Como consequência temos: desilusão, esgotamentos psíquicos e nervosos, um grande desenraizamento cultural que causa sentimentos de depressão, de angústia, de ...

A problemática atual

O principal erro do modernismo foi a afirmação da autonomia e soberania da razão humana: tudo aquilo que o homem não podia compreender ou explicar racionalmente devia ser rejeitado ou mesmo negado. Entretanto, veio o chamado pós-modernismo que nos leva para o extremo oposto e nos faz cair num espiritualismo exacerbado, que também não aceita uma Revelação objetiva e universal, vinda de Deus, preferindo fundamentar-se em experiências subjetivas e emocionais que transportam de novo o homem para uma espiritualidade pagã, muito semelhante à dos povos da Antiguidade… Veja-se, por exemplo, a grande influência que exercem atualmente na sociedade Ocidental os movimentos religiosos de cariz sincretista, eivados das várias espiritualidades orientais, ao estilo “Nova Era”. Daí a dificuldade em proclamar o Evangelho de Jesus Cristo com fidelidade e sem ambiguidades quanto à Verdade n’Ele revelada. Essa proclamação de uma verdade absoluta, revelada pelo único Deus vivo, Criador e Senhor...

Um fundamento imutável

Quando afirmamos que a Bíblia é a Palavra de Deus estamos a dizer que o único Deus vivo e verdadeiro, o Criador do universo e de tudo quanto nele existe, Se revela plenamente a nós nas páginas da Escritura Sagrada. Assim, nós cremos que Deus usou os homens que A escreveram, credenciando-os com dons e capacidades, colocando-os no meio social determinado, para que, no devido tempo, inspirados pelo Espírito Santo, escrevessem livremente, e usando os recursos humanos que receberam do Senhor, tudo quanto Deus quis que fosse escrito para nosso ensino e edificação espiritual, a fim de nos tornar sábios para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus. Portanto, devemos crer em tudo quanto a Escritura nos revela. O próprio Cristo, humanado na pessoa de Jesus como a plenitude da Revelação Divina dada aos homens, só se nos torna conhecido através das Escrituras. Só lendo o Seu ministério terreno, os Seus feitos e os Seus ensinos, narrados no Novo Testamento, é que podemos reconhecê-Lo co...

QUEM É JESUS?

Este foi o tema aliciante escolhido pela Sociedade de Senhoras da nossa igreja para a sua semana que hoje tem o seu epílogo. Sabemos que os homens do mundo têm os mais variados e erróneos conceitos acerca da pessoa de Jesus. Sempre assim foi, como podemos constatar logo no tempo da Sua peregrinação terrena (Mateus 16:13-16). Mas a pergunta crucial tem a ver com o conceito que cada um de nós tem de Jesus. Quem é Jesus para nós? Não vamos aqui citar as opiniões dos incrédulos, algumas ultrajantes, blasfemas e sem qualquer fundamento objectivo ou racional, chegando a negar a própria evidência histórica, hoje bem documentada devido às inúmeras descobertas arqueológicas. Mas gostaríamos de recordar, quem Jesus é para o próprio Deus: “Este é o meu Filho amado”! Quem Jesus é para o discípulo Tomé: “Senhor meu e Deus meu”! Quem Jesus é para o apóstolo Paulo: “Declarado Filho de Deus… a imagem visível do Deus invisível, o primogénito de toda a criação”! Quem Jesus é para João Baptista: “Eis o C...

O PERIGO ESTÁ CÁ DENTRO

Quando falamos do movimento Neo-Pentecostal, também chamado Carismático, (movimento que tem inúmeros cambiantes doutrinários e litúrgicos) não estamos a referir-nos a eventuais extravagâncias ou exageros em certas áreas da vida espiritual e do culto tributado a Deus, como acontecia, por exemplo, na igreja de Corinto no tempo do apóstolo Paulo. O perigo suscitado por estes novos movimentos e igrejas no meio Evangélico é muito mais profundo e nefasto. Tem a ver com grandes desvios nas doutrinas e práticas em relação ao Evangelho de Cristo revelado no Novo Testamento. Algumas dessas doutrinas e práticas são verdadeiras aberrações espirituais que lançam o descrédito sobre toda e qualquer actividade genuinamente Evangélica. Isto devido ao facto dos seus arautos terem muitas vezes a desfaçatez de invocar textos bíblicos, fora do seu contexto e interpretados levianamente, para defenderem ou justificarem essas mesmas práticas e doutrinas. Induzir os homens a buscarem a Cristo para satisfazerem...

COMO LEMOS A BÍBLIA

Quando lemos a Bíblia devemos estar convictos de que Ela é a Palavra de Deus, revelando-nos tudo o que é necessário nós sabermos sobre Deus e sobre nós mesmos, a fim de, com esse conhecimento, transformar radicalmente a nossa maneira de pensar e de viver, e assim caminharmos na senda que nos conduz à glória eterna, com Cristo e em Cristo. Devemos, humildemente, abrir as Escrituras em espírito de oração, pedindo ao Senhor que nos dê entendimento e nos ilumine pelo Seu Espírito para que possamos compreender e assimilar os Seus ensinos, vivendo em conformidade com a Sua vontade. Quase todos nós temos as nossas ideias feitas sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre a vida; devemos, porém, estar sempre receptivos à Revelação que vem de Deus por meio da Sua Palavra. Alguns dos Seus ensinos irão confirmar o que já sabíamos e sentíamos na nossa vivência espiritual, mas outros ensinos irão mostrar que estávamos equivocados na nossa experiência e conhecimento espiritual. Então, devemos estar abertos...