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Mensagens

A BABEL DA CONFUSÃO

Vivemos numa verdadeira babel religiosa, e como se tal não bastasse muitas das Igrejas Evangélicas com rótulos ainda históricos já não são na verdade aquilo que o seu nome ou rótulo indica. Assim, para atenuar toda esta imensa confusão e caos religioso, pelo menos em relação a nós Baptistas, seria muito útil que todas as igrejas denominadas “Baptistas” verificassem à luz da história quais os princípios, a fé e a ordem que, de um modo geral, têm caracterizado as igrejas Baptistas, mesmo no meio da pluralidade que sempre existiu nalgumas áreas teológicas. E, no caso de chegarem à conclusão de que não possuem já os mesmos princípios, nem a mesma fé e ordem, tivessem a honestidade e a sinceridade suficiente para deixarem o seu rótulo denominacional e passarem a chamar-se por outro rótulo qualquer. Tal atitude seria muito útil para clarificar posições e atenuar entre nós a confusão espiritual existente. E, quanto ao sofisma oculto por detrás das auto-denominadas “Igrejas Baptistas Renovadas...

Liberdades individuais

Ao longo dos séculos uma das maiores tentações no seio das igrejas cristãs, mesmo depois da Reforma Protestante, foi a de quererem obrigar os incrédulos ou aqueles que tinham outras convicções a conformarem-se com a sua fé, forçando-os, muitas vezes pela própria violência física, a baptizarem-se e tornarem-se membros da igreja. Esqueceram ou ignoraram uma verdade bíblica fundamental: Só Deus, pelo Seu Espírito e pela Sua Palavra, pode atrair a Cristo e converter a Si os pecadores. Os Cristãos, como testemunhas de Jesus Cristo, são apenas instrumentos que o Senhor usa para converter os pecadores e levá-los a Cristo a fim de serem n’Ele uma nova criação. A salvação é individual! Cada um é chamado e atraído a Cristo de um modo pessoal e particular, e só depois se torna membro de um Corpo, de uma coletividade, o Corpo de Cristo. A salvação da Igreja implica primeiramente uma chamada e salvação individual. Por isso, cada um dará contas de si mesmo a Deus, sendo totalmente responsáv...

VERDADEIRO OU FALSO?

O traço distintivo de um verdadeiro cristão é viver ou procurar viver em conformidade com os ensinos de Cristo e Seus apóstolos que encontramos no Novo Testamento. O cristão é um discípulo de Jesus Cristo, a sua fé e a sua acção firmam-se na Palavra de Deus, porque está convicto de que os homens que escreveram cada livro da Bíblia eram homens santos de Deus que para tal foram inspirados e movidos pelo Espírito Santo. Sabe que a revelação de Deus dada aos homens ao longo do Velho Testamento é progressiva e atinge a sua plenitude final em Jesus Cristo e nos Seus ensinos exarados para nós no Novo Testamento pelos Seus apóstolos. O factor crucial que distingue o verdadeiro cristão é a base de inspiração e sustentação da sua vivência quotidiana ser tão só a Palavra de Deus. Firmamo-nos ainda na nossa razão, naquilo que pensamos ser o melhor para nós e nos faz feliz, mesmo que só aparentemente? Fundamentamo-nos nas nossas ideias feitas e preconceitos intelectuais, aceitando apenas os ensinos...

RAZÕES DUMA OPÇÃO

Creio que a opção que temos feito até ao momento de conservarmos o “Cantor Cristão” como o hinário oficial da nossa igreja tem sido um meio eficaz usado por Deus para manter a nossa congregação fiel aos ensinos de Cristo revelados na Escritura Sagrada. Há, sem dúvida, novos cânticos que vieram enriquecer o meio Evangélico, mas temos de reconhecer que a maior parte do que se canta hoje nas nossas igrejas diverge em muito daquilo que era a temática e a “filosofia de vida” que norteava os nossos irmãos do passado e que se reflectia também nos cânticos de louvor que entoavam a Deus. Actualmente, perdeu-se a noção da relatividade e efemeridade da vida nesta peregrinação terrena e do alvo final que é estar para sempre na presença de Deus, desfrutando em Cristo da Sua eterna glória. Agora parece que toda a esperança do cristão se centra no gozo e no prazer que pode usufruir já aqui na terra. A comunhão com Deus e a bênção do Senhor parece terem repercussões apenas neste tempo presente, em saú...

NOVO ALERTA

“Há um Cristianismo original, puro, perfeito e revelado: é o Cristianismo dado no Novo Testamento por Aquele que é o Autor e Consumador da fé. O Espírito Santo deu, preservou e perpetuou no Novo Testamento o testemunho literário desse Cristianismo original, o Cristianismo de Cristo. Manter diante de nós o alvo deste Cristianismo revelado, cujo autor é Jesus Cristo, repudiando toda a mistura de tradições humanas é a marca distintiva do povo Baptista ao longo dos séculos. Para nós basta o Novo Testamento, a autoridade do Senhor vivo, o Salvador omnipresente com as Suas igrejas e a iluminação e o poder do Espírito Santo. Anelamos reter os factores que criaram o Cristianismo que Jesus e Seus apóstolos deixaram como herança imutável dos séculos. Cremos que toda a Bíblia, incluindo portanto o Velho Testamento, é a Palavra de Deus. Mas a Revelação que Deus deu aos homens é progressiva. O auge, o zénite, o ponto final da perfeita Revelação é Jesus.” Citamos, duma forma livre, estas afirmações ...

A INSPIRAÇÃO DE PAULO

Satanás está espalhando a confusão e a dúvida no coração e na mente de alguns crentes ao insinuar que os ensinos que encontramos nas cartas apostólicas, nomeadamente nas epístolas de Paulo, não têm a mesma inspiração divina que os ensinos exarados nos Evangelhos. É doutrina fundamental das Igrejas Cristãs que toda a Bíblia, e neste caso todo o Novo Testamento é divinamente inspirado. Paulo não foi mais, nem menos inspirado do que Mateus, Marcos, Lucas e João quando escreveram os Evangelhos. Estes narram sobretudo o ministério de Jesus Cristo, Seus ensinos, Seus milagres, Sua morte, ressurreição e ascensão. Mas, como o próprio Senhor afirmou no Evangelho (Jo.16:12-14) ainda havia muita coisa a ensinar para além daquilo que Ele já havia ensinado… Havia toda a orientação necessária para a organização e disciplina das igrejas, para uma vivência segundo a vontade de Deus em várias áreas que constituíam novidade para os crentes de então. Para isso, foi enviado o Espírito Santo que instruiu e...

HEBREUS 8:8-13

Há nos nossos dias alguns cristãos que pretendem um retorno à Velha Aliança que o Senhor estabeleceu com Israel. Tal como acontecia nos tempos dos apóstolos os judaizantes estão de volta… Querem impor-nos restrições alimentares que foram abolidas por Cristo mediante o Seu sacrifício expiatório na cruz; buscam a inspiração para o louvor a Deus e o culto que Lhe deve ser prestado não no Novo Testamento, mas sim à luz do Velho Testamento, esquecendo o ensino de Jesus à mulher samaritana, e o sentido simbólico e figurativo do culto vetero-testamentário. Não têm em conta o facto da Revelação de Deus aos homens ser gradual e progressiva culminando na Revelação máxima em Jesus Cristo, perfeita na Sua plenitude e, por isso mesmo, final. Estamos de volta a uma ênfase nos jejuns e nas boas obras, empalidecendo assim o Evangelho da Graça de Deus revelada em Jesus Cristo e por Jesus Cristo. Querem voltar ao vinho velho em odres velhos… Parece que tudo depende daquilo que os crentes fazem, não tend...