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Mensagens

Os Departamentos

Os Departamentos existentes no seio das Igrejas Baptistas têm como alvo o treinamento dos seus membros no serviço do Senhor: descobrir dons e capacidades, procurando que eles possam ser postos em prática para benefício de toda a igreja e crescimento espiritual daqueles que os possuem. Este é o alvo da União da Mocidade, da Sociedade de Senhoras e da União de Homens. Um alvo que nunca deve ser esquecido por cada Departamento, e deve unir a todos. O nosso Divino Mestre instituiu e mandou organizar igrejas pelo mundo inteiro. Portanto, o que conta essencialmente é a igreja local onde estamos agregados. A criação dos diferentes Departamentos dentro da igreja local é apenas uma resposta humana, mas cremos que também inspirada pelo Espírito de Deus, a esta interrogação crucial: Qual a melhor maneira de descobrir os dons e as capacidades de cada membro da igreja e de pô-los a agir no serviço do Senhor em conformidade com os dons e capacidades que possuem? Assim, a divisão dos membros ...

Fatalismo? Não!

O dilema que se coloca às nossas igrejas é como conciliar as mudanças necessárias e inevitáveis devido ao avançar dos tempos e das gerações, com a manutenção da ordem e do nível espiritual quer nos cultos, quer na vivência individual e coletiva dos crentes. Isto porque todos nós vemos que aquilo que atualmente se denomina mudança traz consigo uma enorme carga de decadência e degradação quer espiritual, quer ética, quer cultural . Com efeito, o nível espiritual das nossas igrejas tem vindo a degradar-se abruptamente devido às inúmeras mudanças que têm sido feitas nos últimos anos. Embora tudo isto seja mais notório na forma como é prestado o louvor a Deus nos cultos públicos, não deixa de ser igualmente visível em todas as restantes áreas do culto, nomeadamente na exposição da Palavra de Deus ou prégação do Evangelho. Falta seriedade e profundidade, há muita leviandade e ligeireza, brinca-se com as coisas sérias, mesmo com textos bíblicos, não há respeito, nem reverência para co...

O casamento

Um dos princípios fundamentais na história dos Baptistas é a separação de poderes entre as Igrejas e o Estado. Foi o nosso Divino Mestre Quem nos orientou nesse sentido, com a célebre ordem: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mat.22:21). Por isso, não aceitamos que o ministro do culto, enquanto no exercício do seu ministério, possa ser igualmente representante do Estado, ou seja, do poder civil. Assim, continuamos a defender que o casamento entre membros das nossas igrejas tenha estes dois passos: civil e religioso. Esta separação de poderes instituída por Jesus Cristo vem colocar um problema novo às sociedades modernas: Como encarar o casamento quando ele é apenas civil? Pessoalmente, creio que o casamento, como instituição Divina que é, só será genuíno quando para ele os noivos desejam na presença do Senhor pedir a Sua aprovação e a Sua bênção. Só neste caso o casamento é celebrado de acordo com a instituição Divina, tornando-se indissolúvel, pois aq...

I Coríntios 12:13

O apóstolo diz claramente aos membros da igreja de Corinto, independentemente da nacionalidade que tinham e dos dons que possuíam ou não possuíam, que todos eles haviam sido baptizados em um Espírito, formando um corpo. De facto, ninguém pode reconhecer e aceitar na sua vida Jesus como Senhor, senão pelo poder e acção do Espírito Santo (I Cor. 12:3). Assim, quando o Espírito de Deus nos convence do pecado (Jo. 16:8) e nos dá o arrependimento, suscitando em nós a fé no Senhor Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, somos baptizados no Espírito Santo, sendo nesse baptismo agregados a Cristo e feitos participantes da Sua vida. Nascemos de novo! Facto que iremos testemunhar publicamente descendo às águas do baptismo. O verdadeiro sinal do baptismo no Espírito Santo não é o dom de falar em línguas, dom que já no tempo do apóstolo Paulo não era partilhado por todos (I Cor. 12:30), mas sim o amor que transforma radicalmente a nossa vida. O fruto do Espírito visível na nossa vi...

Espera no Senhor

Ao longo da semana finda a Sociedade de Senhoras da nossa igreja levou-nos a meditar num tema crucial para a nossa vida nesta peregrinação terrena. Estamos gratos a Deus por estes momentos que ele nos proporcionou para refletirmos nos ensinos e exortações da Sua Palavra, e pela forma como usou não só as senhoras da nossa igreja, mas também todos os mensageiros que Ele enviou para nos transmitirem a Palavra do Senhor. De facto, toda a nossa vida aqui no mundo deve ser vivida na base duma confiança total no Deus de toda a providência, o Qual nos ama e cuida de nós, pois é Ele também o nosso Pai que está nos céus, e habita pelo Seu Espírito no nosso coração, dirigindo e orientando toda a nossa vivência. Assim, o Senhor é o nosso auxílio e o nosso escudo no meio dos combates e adversidades da vida, Ele fortalece o nosso coração para que possamos vencer as inclinações perversas da nossa carne e tenhamos a força necessária para O amarmos e servirmos. É Ele Quem guarda o nosso caminho e no...

A verdadeira adoração

Só o Deus Triúno e Eterno, Imutável, Infinito, Auto-existente, Santo, Justo e Bom é digno de adoração, e deve ser honrado, glorificado e adorado por todas as Suas criaturas, incluindo todo o exército dos céus (Neem. 9:6), todos os anjos (Heb. 1:6) e todos os seres humanos em todas as nações (Mat. 4:9-10; Jo. 4:24). Não podemos adorar a Deus segundo a nossa imaginação, ou segundo o parecer da nossa racionalidade, mas tão só como o próprio Deus prescreve e ensina na Sua Palavra: portanto, apenas em espírito e em verdade. A adoração que não tem como alvo a Deus é pecado. É certo que no Novo Testamento não encontramos prescrições formais rígidas para o culto, como acontecia no Velho Testamento, pelo que o culto cristão deve ser feito na liberdade do Espírito de Deus e sob a Sua orientação. Como o nosso Deus é um Deus de ordem e de harmonia, o culto orientado pelo Seu Espírito revelará também estas características e será feito com ordem, decência e dignidade (I Cor. 14:33,40). Por...

Um Culto novo

É fácil esquecermos que uma nova Aliança implica um novo culto, "porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei" (Heb.7:12). Assim, se atentarmos bem para o Novo Testamento iremos verificar que há uma mudança radical na expressão do culto em relação ao Velho Testamento. O ritual altera-se porque todo ele era uma sombra ou figura d'Aquele que havia de vir a fim de levar sobre Si os pecados do Seu povo e verter o Seu sangue em purificação desses mesmos pecados, remindo pelo Seu sacrifício na cruz todos os crentes que estavam sob a Lei Divina (Col.2:16-17; Heb.9:11-10:18; Gál.3:23-29). Jesus Cristo é o verdadeiro Cordeiro de Deus (Jo.1:29), e todos os cordeiros, sacrificados na velha Aliança em holocausto para expiação dos pecados do povo, eram apenas uma figura deste Cordeiro que havia de vir, o próprio Filho de Deus. A expressão do louvor altera-se também tornando-se formalmente mais espiritual. Há ainda muita sensualidade e expres...