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ACHARÁ FÉ NA TERRA?

Uma das virtudes do ser humano é a sua grande capacidade de adaptação às mudanças e novidades, seja em que área for da sua vida ou mesmo à sua volta na sociedade, no emprego ou na família. Mas como tudo, ou quase tudo na vida, também esta virtude pode adquirir uma faceta negativa e transformar-se num perigoso e fatal defeito. Tal como nos descreve genialmente, e de um modo alegórico, o grande dramaturgo Ionesco na sua peça intitulada “O Rinoceronte”, a capacidade do homem para admitir primeiro, aceitar depois como normal e por fim aderir euforicamente a situações e atitudes reprováveis e escandalizantes à partida, deixa-nos perplexos e prenuncia o fim da nossa civilização. Infelizmente, esta realidade parece ser intrínseca ao homem e reflecte-se na sua vivência espiritual, nomeadamente na igreja. Surgem primeiro atitudes e situações no culto e no louvor que escandalizam e provocam uma reacção de repúdio generalizada da parte de crentes fiéis ao Senhor. No entanto, tais atitudes e situa...

II TESSALONICENSES 2:15

Como as igrejas Cristãs dos nossos dias seriam diferentes, e como a história teria sido também muito diversa se os cristãos, em todas as gerações, se tivessem mantido firmes na fé, retendo as tradições apostólicas, ou seja, todo o ensino do Senhor Jesus ministrado pelos Seus apóstolos, aos quais credenciou e inspirou pelo Espírito Santo. Porém, o desejo de inovar, de variar, de não fazer sempre o mesmo, o vírus da mutação que ficou implantado na natureza humana como consequência da queda e do pecado, fizeram os seus estragos na vivência cristã, sendo a causa maior da conformação com o mundo. É certo que devido ao pecado e à corrupção que lhe é inerente, a mudança é uma realidade necessária e inevitável. Tudo muda em nós e à nossa volta. Mas a Palavra de Deus e os Seus ensinos são perfeitos e verdadeiros, por isso têm de permanecer imutáveis de geração em geração. O homem tem de preservar fielmente todo o ensino de Cristo, sem nada lhe acrescentar ou omitir. Nesta área tem de ser firme ...

A falta de coerência

Um dos grandes problemas no seio das nossas igrejas é a falta de coerência entre a profissão de fé feita aquando do baptismo e a vivência posterior. Confessa-se que a Bíblia é a única regra de fé e de prática. No entanto, muitos crentes agem em várias áreas da sua vida de um modo completamente diverso e até oposto àquele que a Palavra de Deus requer. Confessa-se, pelo baptismo, que o crente morreu com Cristo para o mundo, a fim de viver agora também com Cristo uma vida nova separada de tudo aquilo que Deus condena ou abomina. No entanto, vemos crentes totalmente conformados com este mundo, identificados com os incrédulos em muitas das suas práticas, tendo os mesmos gostos e os mesmos divertimentos, sem mostrarem qualquer mudança radical na mente e no coração. Confessamos que Jesus Cristo é o Senhor, mas muitos continuam a viver para si mesmos, pensando apenas nos seus interesses, nos seus prazeres, no seu bem-estar, na sua saúde, nas suas comodidades e na sua prosperidade....

Breve resumo histórico das origens

A palavra “Baptista” usada para designar uma denominação Cristã é de origem relativamente moderna. No entanto Zwínglio, o Reformador suíço, usava já este termo para apelidar aqueles que se opunham ao baptismo infantil e defendiam que só os crentes deviam ser baptizados. Os anti-pedobaptistas de Inglaterra só adoptaram o termo “Baptista” como distintivo da sua denominação no século XVII. Ainda que o seu nome seja novo, o tipo de vida cristã e a organização eclesiástica que o nome “Baptista” designa hoje é tão antigo quanto o Cristianismo mesmo. Que as igrejas Baptistas estão em tudo de conformidade com a norma apostólica é geralmente admitido pelos estudantes imparciais do Novo Testamento. Há praticamente unanimidade de opinião entre os eruditos das diferentes denominações históricas no tocante à conformidade dos Baptistas com a organização e ordenanças das Igrejas do Novo Testamento. Contudo, as opiniões divergem sobre se os preceitos e exemplos do Novo Testamento são exigidos a...

Autenticidade

Os Cristãos genuínos são aqueles que nasceram de novo, nasceram de Deus, são uma nova criação em Cristo, sendo guiados no seu viver diário pelo Espírito Santo que neles habita e neles opera. As leis que nos regem e às quais estamos subordinados são as leis de Cristo, os Seus ensinos, orientações e mandamentos revelados no Novo Testamento. A sociedade que nos rodeia tem também leis elaboradas pelos seus governantes, às quais devemos obediência sempre que não estejam em oposição aos ensinos e mandamentos do Senhor Jesus Cristo, que é para os crentes o único Legislador. Por isso, em caso de litígio ou de oposição, a nossa obediência absoluta é a Cristo e à Sua Palavra. O cristão não pode escusar-se de tomar atitudes e práticas condenadas no Novo Testamento com a afirmação de ser assim que todos procedem no mundo. Aqueles que estão à nossa volta procedem assim porque são do mundo e o mundo jaz no maligno. Nós, porém, estamos no mundo, mas não somos do mundo, pelo que temos de mar...

A sucessão apostólica

O princípio fundamental Baptista é uma igreja local organizada e dirigida de acordo com os moldes apostólicos, ou seja, uma igreja composta de membros regenerados. Daí a necessidade duma profissão de fé coerente e sincera antes do baptismo que incluirá o crente na membrasia da igreja. É óbvio que tudo depende da autenticidade duma tal profissão de fé, pelo que pode acontecer o baptismo de pessoas que não experimentaram de facto a experiência da regeneração, o que torna o seu testemunho público uma fraude e engano. Sabemos não existir neste mundo uma igreja perfeita, o que não impede de continuarmos a pugnar por essa perfeição e a exigir o testemunho duma real transformação na vida, no coração e na mente do candidato ao baptismo. As igrejas Baptistas procuram seguir fielmente a Cristo, em obediência aos Seus ensinos revelados em toda a Bíblia, e em particular no Novo Testamento. Cremos que a verdadeira sucessão apostólica está na fidelidade aos ensinos apostólicos. Os apóst...

Pior do que a gripe

Todas as precauções e cuidados que as pessoas estão a tomar individual e coletivamente contra os perigos duma eventual “gripe” faz-me pensar em todo o imenso descuido e insensibilidade das mesmas pessoas para com outros perigos igualmente, ou até muito mais malignos do que os da “gripe”. Refiro-me aos perigos espirituais… De há alguns anos para cá, o meio Evangélico está a ser totalmente minado por um ou vários “vírus” de diversas procedências, por vezes difíceis de detetar e de diagnosticar. Todos eles levam à decadência e enfermidade espiritual, à conformação com o mundo, com a consequente perda daquilo que constitui a essência da vivência cristã, a santificação. Já não há separação entre o mundo e a igreja, entre o crente e o não crente, entre aquilo que é de Deus e aquilo que não é de Deus. As igrejas estão a perder a sua identidade doutrinária, desviando-se da fidelidade ao “Evangelho” e aos ensinos de Cristo revelados no Novo Testamento. Caminha-se também na área espiri...